Notas iniciais
Olá, queridxs leitorxs. Eu sei, eu sei, enganei vocês de novo, não? Mas foi sem querer, pois eu não imaginava que conseguiria avançar alguns capítulos tão rápido, e, só por isso, vou postar esse daqui hoje! Antes de tudo, queria agradecer imensamente todo esse apoio de vocês, sendo em favoritadas ou comentários. Lá na conta do spirit, a fic já passou dos 400 comentários, então eu to muito feliz e mais disposta e publicar rápido hahaha É gratificante ver esse carinho todo de vocês! Só colabora para que eu não atrase a fic hahaha E, nossa, já estou no capítulo 47, gente! Lembro-me de quando a fic era só um brotinho ainda, awn.. Enfim, chegou um dos momentos marcantes da fic, pois agora tudo vai começar a se desencadear de forma mais agitada, então fiquem ligadxs! E vocês vão entender mais tarde o motivo do amado Kárdia ser capa do cap! Boa leitura, amores!

Capítulo 47

– Terpsícore?

A musa estava adormecida no peitoral de Defteros, encontrava-se levemente sorridente. A alma tranquila e o inconsciente tomado por belos sonhos eram sentidos pelo cavaleiro; a bela áurea da musa emanava em forte contraste com a energia de sua casa. Duas almas que não combinavam e nunca combinariam. Ela delicada demais, ele faminto demais.

– Terpsícore. – dessa vez ele a sacudiu um pouco.

– Hun? – ela abriu os olhos devagar e, dando-se conta de onde estava, corou ferozmente ao ver Defteros a fitando. A seriedade dele era intimidadora. Ele a destapou completamente, revelando uma mancha de sangue maior do que o esperado, além de vários hematomas pequenos marcando o corpo dela, e sentiu a raiva ferver dentro de si.

– Te machuquei demais... – virou o rosto para fitar a janela, ainda estava escuro lá fora, mas a luz da lua iluminava suavemente o cômodo, junto com a vela que acendera ao seu lado.

Terpsícore não sabia o que dizer, com certeza sentia várias dores pelo corpo — principalmente onde fora explorada -, porém, ao mesmo tempo, sentia uma satisfação nunca sentida antes. Havia provado o melhor dos prazeres humanos sem sequer imaginar suas possibilidades; extasiada era pouco para o que sentia em relação a o que Defteros lhe fizera.

– Você não me...

– Nem ouse dizer o contrário. – interrompeu-a. — Exagerei com você, não consegui me controlar. Aliás, não, me controlei da forma que não sou. Nunca deveria tê-la submetido a isso. Sou um monstro... – as palavras, por mais doloridas, saíram sérias.

Ela o abraçou após a fala, mas foi jogada para o lado agressivamente. Dessa vez, reclamou junto às outras dores.

– Vê? Continuo te machucado e não vou parar, porque isso me agrada, seria melhor nunca ter te tocado.

– Não diga isso, por favor. Não me importo com isso...

– Ter-psí-co-re. – pausadamente, virando-se para ela, tomou seu rosto fortemente com a mão. – Ouviu o que acabou de dizer? – o olhar era quase mortal.

Ela já não se importava mesmo; o calor que acumulava, o desejo, a necessidade, o amor pelo cavaleiro de gêmeos abafavam qualquer ponto ruim – e, no fundo, ela não achou a agressividade tão ruim assim. Só de pensar em ser tocada desse jeito, sentiu novamente o calor entre as pernas.

Defteros percebeu que a musa arfou de prazer.

– Não me diga que está excitada. – ele não podia acreditar no que via.

Como não obteve resposta — apenas a viu corar -, enfiou um dedo no sexo dela, sentindo a quentura do calor e do sangue. Ao percebê-la molhada, surpreendeu-se. Terpsícore gemeu ao ter a intimidade invadida inesperadamente e Defteros acabou compartilhando da sensação – o que a fez sentir o membro em sua barriga.

Ele a pegou no colo rapidamente, levou-a para o banheiro, jogou-a na grande banheira e liberou a água fria.

– Ah! – ela tentou se levantar, mas escorregou. O sangue entre suas pernas se misturou com a água, enquanto os hematomas eram aliviados com o toque frio, mesmo em meio à ardência. – Defteros...

O cavaleiro a devorou com os olhos, queria muito agarrá-la ali, naquele instante, mas ela estava machucada demais, não aguentaria outra vez tão cedo. Tentando se concentrar para baixar a excitação, encostou a testa na parede e fechou os olhos.

– Defteros, venha cá, por favor. – pediu ela, docemente. Só de imaginar essa pureza toda, ele se enervou, socando a parede e abrindo um buraco.

– Cale-se, Terpsícore.

– Não. – ela saiu da banheira e caminhou até ele. Sentir o corpo molhado e nu da musa atiçou o instinto de Defteros, o qual foi controlado, novamente, com outro murro na parede. – Pare de destruir seu banheiro e olhe para mim.

– Pelo amor de Zeus, se afaste de mim, musa.

– Eu quero você de novo... – disse tímida, porém determinada.

– Mas não terá. Talvez, eu te machuque sem volta. – a respiração alterada dele denunciava o enorme esforço que fazia para proferir aquelas palavras e manter-se imóvel. Por um momento, ela se sentiu mal por fazê-lo sofrer daquela forma, mas sabia que ele queria tanto quanto ela, e, por mais que não compreendesse o próprio comportamento, ela aceitava de bom grado. Já nem sentia as dores, apesar de saber que as sentiria depois, mas agora era diferente... Ela quasequeria senti-las.

Terpsícore fechou a água do banho e se enrolou com a toalha que havia do lado; Defteros se acalmou com a atitude e se virou para ela, que, em segundos, se livrou da toalha, revelando o corpo nu novamente. O cavaleiro paralisou enquanto a observava, tinha de admitir que os hematomas eram muito convidativos... Ela estava pedindo por mais! Ela queria ser machucada e queria o modo dominador e violento dele sobre ela!

Defteros não resistiu dessa vez, agarrou-a pela cintura e a beijou ferozmente, como se sugasse a bela alma que ela possuía. Em seguida, os dois se ajoelharam e ele a colocou de quatro, fazendo-a se apoiar na borda da banheira. Sem demorar mais, penetrou-a com o dedo velozmente. Apertava, também, a cintura da musa com força; os gemidos doídos eram música para seus ouvidos. Ele não tentaria penetrá-la com seu membro se não percebesse que ela aguentaria.

– Era isso que queria? Me tirar o controle? – não obtendo resposta, decidiu puxá-la pelos cabelos, enquanto a estimulava com mais força.

– Ahh! – ela reclamou, a dor agora aumentava incessantemente. Sentia o sexo arder com o movimento do dedo, mas não se atrevia a pará-lo.

– Responde. – enfiou mais um dedo, admirando os vermelhos que deixara no corpo alvo dela.

Defteros retirou seus dedos dela numa velocidade absurdamente rápida, amparando-a antes que caísse totalmente. Ajeitá-la em seu colo foi um ato rápido, que se estendeu em carícias suaves até colocá-la na cama novamente. Ver Terps com a respiração completamente acelerada provocou, nele, algo diferente em seu íntimo, um tipo de desgosto acompanhado de dor e angústia. Foi como se não suportasse vê-la naquele estado de sofreguidão como antes. Sem demoras, iniciou uma leve massagem no colo dela, mantendo o olhar em toda a face delicada, e, quando a viu corar, teve um repentino impulso de depositar um beijo na testa.

Imediatamente, Terpsícore estranhou. Nunca esperaria algo assim do geminiano sádico e violento que a acariciava tão ternamente.

– Como me encontrou? – ela finalmente perguntou. Desde que fora salva, martelou a pergunta na cabeça. Seus olhos miraram cada fragmento do rosto belo dele.

– Senti seu cheiro.

– Desde o Santuário? – Terps levantou uma sobrancelha.

– Não.

–...? – sentiu a mão dele parar a carícia. O olhar também foi desviado e um rubor mínimo tomou conta da região abaixo dele. Ela apenas esperou.

Defteros suspirou pesadamente, como se a resposta necessitasse de grande esforço para ser proferida em palavras.

– Ouvi um cavaleiro de prata dizer que você tinha ido à vila sem proteção. – disse, somente. Mas ela não se satisfez e demonstrou através de um aceno leve da cabeça. Defteros não gostou muito e acabou bufando. – Não tinha ninguém disponível... – revirou os olhos. Era mentira, mas ela não precisava saber. – Já tinha treinado, então... – uma mordida de lábio exibiu seu canino afiado, algo que deixou Terps levemente empolgada. – Fui à vila e senti seu cheiro.

Defteros odiou-se por ter de admitir isso. O fato de ter um faro aguçado e seletivo sempre o fez parecer ainda mais o animal que rejeitava.

Quando tremeu de ódio por se lembrar da cena do beco, sentiu uma mão pequena afagar seu rosto com delicadeza inigualável. O aroma doce de Terpsícore o acalmava, mas ele tinha a mania involuntária de reprimi-lo.

– Entendi. Obrigada. – ela disse, graciosamente, exibindo um sorriso discreto e procurando os olhos dele com os seus. Porém ele só moveu mais o rosto para o outro lado.

Terps revirou os olhos. Apesar de extremamente corada, queria encará-lo de frente. Queria ver o homem com quem perdeu sua preciosa virgindade; o homem com quem sabia que o faria. O único homem que, um dia, a balançou. Mas, na trajetória dos olhos, observou um buraco na parede – o qual, particularmente, não foi causado no momento anterior. Não, aquele ali estava há um tempo. Além disso, o pequeno espelho do cômodo de madeira estava quebrado, como se tivesse sido atingido por algo. Quebras provavelmente frutos de uma raiva anterior, que intrigou a musa na hora.

– Defteros. – ela chamou, baixinho. Ele respondeu em onomatopeia, sem se virar, mas voltando gradualmente o carinho no colo, onde sua mão repousava. – Por que aquele canto do seu quarto parece meio destruído? Isso não foi ontem.

Terps não obteve resposta, apenas um rosnado que tentou ignorar. Alguns minutos se passaram, exatamente assim.

– Eu vou... Embora. – Terps quebrou o silêncio. – Você quer que eu vá embora?

Ainda era madrugada, poderia subir sem problemas — isso se não fizesse barulho ao entrar no quarto que dividia com Clio. Ah, ainda tinha esse detalhe...

Mal finalizou o pensamento e sentiu o corpo ser puxado bruscamente e amassado num abraço apertado. Terps foi parar no lado da cama que Defteros estava, porém ele não havia se movido. Os dois estavam ali, juntos, envolvidos em corpo, deitados num pequeno espaço da enorme cama, como se quisessem se juntar num só. Ela se sentiu tremendamente protegida por aqueles braços. Nenhum dos dois disse mais nada. E Terps, a ponto de adormecer nos braços de sua fera, teve a impressão de ouvir um breve sussurro:

Fique comigo.

~

Dia seguinte, segunda arena dos cavaleiros.

– Você não está se esforçando, Tíbio.

– Estou sim, mestre, mas meu braço ainda dói.

– Inimigo algum se importará com isso. Utilize seu braço dolorido com inteligência. Faça com que Dário pense que seu ponto fraco é esse só por estar ferido e foque sua força nas outras partes. Concentre-se e nunca deixe a mente sair da luta! – Sísifo disse, sério.

El Cid observava o amigo a uns metros de distância, já que também treinava seus pupilos. No entanto, o fato de não conseguir compreender o semblante de Sísifo o torturava a ponto de desconcentrá-lo. Por algumas vezes, perdia-se no treino depois de virar o rosto para ver o amigo. Sísifo parecia emocionalmente vazio.

Claro que El Cid sabia do problema. Poucos não sabiam entre os doze cavaleiros de ouro. Até alguns de prata já haviam se informado acerca do conflito pessoal que envolveu Sísifo e Kagaho. Dohko até tentou reverter os rumores, já que presenciou a luta, porém não teve muito sucesso. Os que sabiam optaram por não transparecer na frente do sagitariano, pois era a medida mais segura diante do semblante desconhecido que ele passou a apresentar.

O que mais intrigava o capricorniano era o silêncio do amigo após saber sobre o isolamento da musa da astronomia.

El Cid se virou para os pupilos e preparou a voz:

– Descanso rápido.

Ao vê-los correrem para a fonte de água, caminhou até onde Sísifo estava. Percebeu que foi avistado de canto de olho, mas a atenção por parte do sagitariano foi ausente.

– Hoje está... Mais quente do que o normal. – disse, com seu humor habitual. Sísifo teve de virar o rosto lentamente para encará-lo com deboche.

– Sério, Cid? – num tom irônico. Seus braços cruzados se apertaram mais ainda contra o tórax.

– Eu beijei Clio.

Sucesso. Sísifo arregalou os olhos, finalmente alguma expressão – El Cid pensou.

– Sério, Cid?! – sua bocava se manteve aberta. – E?

– E o quê?

– Foi só um beijo?

– Não foi só um beijo, foram vários, mas não me dei o trabalho de contar. – secamente. O sagitariano riu pelo nariz ao ver como o amigo estava constrangido.

– Feliz por você. – a mão pousou no ombro direito de El Cid, em sinal de aprovação, mas não houve sorriso.

– Você está tudo menos feliz hoje.

Sísifo baixou a cabeça, não teve o que dizer. Mentir para El Cid não era opção. Antes que pudesse esboçar qualquer reação, viu uma figura se aproximar com certa pressa.

– Com licença, senhores. – a serva alta e magra disse. – O Grande Mestre exige a presença de todos os cavaleiros de ouro imediatamente em seu templo.

– Ele disse qual é o motivo? – Sísifo se adiantou.

– Ele nunca diz. – uma voz arranhada e insinuante se apresentou naquele meio. Kárdia aumentou o sorriso do rosto após varrer o corpo da serva com olhos maliciosos. Ela não se encolheu, porém. – Já estamos sabendo, amorzinho, pode sair.

– Kárdia, não seja grosseiro. – Degél logo se pôs entre o escorpiano e o capricorniano. Sua expressão de indiferença combinou com a de El Cid. – Estamos subindo, já recebemos o recado. Obrigado.

– Ehh... Que merda mesmo. Acabei de descer essa porrada de escadaria e já tenho que subir. Parece que o cara faz de propósito. – Kárdia bufou, cruzando os braços atrás da cabeça.

Os quatro não demoraram em seguir o rumo cansativo até o décimo terceiro templo. Realmente, o sol dificultava cada vez mais a subida – o que, consequentemente, arrancava diferentes reclamações do escorpiano. Sísifo mantinha um silêncio, acompanhado por El Cid e Degél, que preferiam ignorar os comentários azedos de Kárdia. Ao longo da subida, Manigold se juntou, por sorte antes de sair para treinar. Estranhamente, permaneceu o caminho quieto também; sua expressão vazia estava em sintonia com a dos demais – exceto pela do escorpiano.

– Mas que diabo de cara é essa que vocês tão fazendo? – novamente, Kárdia reclamou.

Régulus e Dohko se juntaram a eles em seguida, até o templo, onde os demais cavaleiros de ouro já se encontravam.

– Gostaria que se posicionassem, cavaleiros. – o Grande Mestre pediu, normalmente. Ao seu lado, a deusa encarava cada um de seus santos, com ternura.

~

Clio observou o próprio corpo, coberto por um vestido de um tom claro de amarelo e comprido até os tornozelos, e aproveitou para fuzilar Terpsícore com o olhar, através do espelho. Não tinha engolido de forma alguma a desculpa de que havia dormido no quarto errado sem querer, mas não queria acreditar (ainda) que ela passara a noite com alguém desconhecido. Ou pior.

– Terpsícore, deixe-me ver seu corpo. – Clio pediu, sem cerimônias. Terps bufou.

– Pode me dar um motivo? – perguntou, calmamente.

– Por favor. – seus braços penderam ao lado do corpo.

– Está bem. – e até que estava mesmo, pois Defteros não fora como anteriormente. Provavelmente, suas marcas estavam em regiões complicadas de serem vistas. Enfim, girou o corpo, expondo o máximo de partes para a irmã, e sentou na cama, apresentando um sorriso vitorioso.

– Por que não me conta a verdade? Não vejo marcas, mas eu sei que está mentindo. – o tom de voz de Clio foi diferente, apesar das palavras. Estava mais sofrido, angustiado e com uma intenção de imploração.

– Eu não vou te contar, porque você já sabe. – Terps disse, para, em seguida, sair do quarto, já arrumada.

Estranhamente, Clio riu com a ousadia da irmã menor, mas não por muito tempo, pois teve de finalizar seu visual para o que ocorreria a seguir. Ela já sabia, porém não se sentia confortável o bastante para encarar o momento. Na verdade, só esperava ver o cavaleiro de capricórnio novamente.

Estava tudo organizado. Ela só cumpriu seu papel e seguiu até onde Terpsícore e Melpomene estavam, atrás de uma enorme cortina vermelha que antecipava o altar do Grande Mestre. Logo adentraram o outro lado pela lateral do enorme arrojado. Como da primeira vez, desfilaram até onde o patriarca se encontrava com a deusa. Na frente, os doze cavaleiros de ouro, muito bem apresentados, aguardavam.

Por um momento, Clio sentiu uma nostalgia do primeiro instante ao chegar no Santuário. Só que essa nostalgia foi logo quebrada quando se viu na ausência de Calíope e Urânia.

– Agradeço a presença de vocês três, senhoritas. E espero que nos perdoem por tirá-las de suas tarefas. – o patriarca disse, como introdução, depois se voltou aos guerreiros que ali estavam. – Como vocês sabem, recentemente, recebemos uma visita indesejável de um dos espectros de Hades, cujo intuito foi, supostamente, analisar as estruturas de defesa do Santuário, como também apresentar alguma ameaça. – Sage quis dizer mais sobre isso, porém guardou para si. Infelizmente, esse era um ponto que necessitava de mais análise. – Diante disso, nos deparamos com um problema de cunho extremamente pessoal, portanto não será esclarecido, que nos enfraqueceu no âmbito do apoio que estamos recebendo das Musas que aqui se encontram. Uma delas está, atualmente, em Star Hill por motivos particulares. – Sage viu Sísifo engolir seco, mas fingiu ignorar ao receber um olhar seco. – A ligação cósmica que as Musas nos apresentam como apoio está meramente desequilibrada e precisa se reestabelecer, por isso chamei-os aqui. – o patriarca suspirou. Não queria fazer mais rodeios, sua cabeça já latejava numa mínima dor. – A partir de hoje, as outras três musas, que complementam as seis que conhecemos, ficarão no Santuário até tempo indeterminado, no intuito de auxiliar nesse apoio. Portanto, todas possuem livre acesso às Doze Casas Zodiacais, sem exceção.

Franzidas de testas, olhos arregalados, suspiros estranhos, lábios entreabertos em dúvidas foram pequenas ações visualizadas nos rostos dos cavaleiros após a informação. Porém nenhum deles pronunciou palavra alguma.

No fundo, Manigold não evitou a pequena esperança que cresceu, em seu peito, de uma das musas ser Tália.

– Por favor, Polímnia, Musa da Poesia Sacra, apresente-se. – o patriarca pediu, com gentileza. De onde Clio, Mel e Terpsícore saíram, a nova musa fez o mesmo.

Polímnia era diferente de todas as que eles conheciam, possuía um ar maduro e um charme exótico devido à sua cor bronzeada e às nuvens espessas e castanhas que eram seus cabelos. Sua expressão, beneficiada pelos olhos escuros, emanava uma simpatia contida num sorriso discreto e seus movimentos suaves de braço deixavam-na leve aos olhos alheios. O vestido longo, de cor verde-oliva, juntamente com o lenço extenso em vinho e amarelo, caía-lhe muito bem e acompanhava com elegância o movimento de suas pernas. Para melhorar a impressão, a musa se virou para os cavaleiros e assentiu com suavidade, oferecendo um breve sorriso, e depois se juntou às irmãs.

– Erato, Musa da Poesia Lírica, por favor. – Sage chamou. Os doze rostos se viraram novamente para o canto esquerdo do altar.

A musa que entrou era tão jovial quanto Terpsícore. A pele branca contrastava com o belo conjunto de vestimenta — de tom escuro da cor púrpura — que ela usava, um pouco ousado em comparação com as outras irmãs por exibir a barriga. Só que Erato parecia não se importar, pois seu jeito espontâneo e meio lúdico de andar parecia gritar diante de todas as outras belas características. Seu rosto delicado e pequeno, com dois belos olhos avermelhados, entrava em perfeita harmonia com os cabelos finos e claramente castanhos, ajeitados num penteado suportado por uma coroa de pâmpanos. Sua expressão doce e igualmente simpática à de Polímnia arrancou um suspiro ouvido de longe; ao se virar, se deparou com o cavaleiro mais baixo de todos. Discretamente, sorriu para ele, e se juntou às irmãs.

– Cacete, isso é um teste? Ele quer que vivamos tranquilamente com um monte de musa gostosa passando pelas nossas casas? – Kárdia reclamou baixinho para Dohko, que apenas riu em sussurro. – Ehh, droga, tem algo no meu olho. – rapidamente, levou a mão para coçar a região.

– Por favor, Euterpe, Musa da Música, nos presenteie com sua presença. – Sage, cordialmente.

E então a belíssima musa entrou, em passos felinos, emanando toda a sensualidade através de seu andar sinuoso, vestido vermelho em contraste com seus longos e negros cabelos, e de seu sorriso provocante. De fato, honrava seu título de doadora dos prazeres apenas por existir! Observá-la já era um ato satisfatório. O charme roubava a atenção da coroa reluzente de ouro que repousava em sua cabeça, assim como seus movimentos atraíam todos os olhares daquele recinto. Mas o que era matador, por completo, na composição da musa, era seu olhar vibrante em azul claro. Euterpe seguiu o caminho sorrindo e, de repente, parou no meio, virando-se para os cavaleiros de ouro.

– Argh, que saco. Não consigo tirar. – Kárdia reclamou, um pouco mais alto, e recebeu uma cotovelada do libriano ao lado. – Que é, cacete? – seus olhos, já vermelhos de tanta cutucada, miraram aquela figura absurdamente divina à sua frente e ele mal acreditou. – VOCÊ!!!

Notas finais
EAINNNNNNN, POVO, tudo bem? hahahaha Já adivinharam o que rolou aí no final, né? Né???? Pois é, mais um FINALMENTE aqui na estória e tal. Eu queria ter colocado uma imagem do Kárdia com uma cara de espanto (achei hilária), mas não coloquei porque sei lá. É, bem isso, sei lá. hahahaha Hmmm, faíscas entre Clio e Terps, hein. Preparem-se para o que vem por aí! Ah, não coloquei a imagem que fiz das musas novas porque eu queria fazer surpresa nesse final, MAS, no próximo, colocarei com certeza! Espero que gostem! Beijosss