EmMusas - The Lost Canvas
12 Experimentos
Notas iniciais

Capítulo 12
– Confiar em você quando me pede um absurdo desses? Não quero ser responsável pelo seu sofrimento, Melpomene! – Redka se afastou da musa com as mãos um pouco elevadas.
– Eu sei que isso não vai me matar!
– Talvez não, mas vai lhe machucar muito, Mel. Nada disso! – negou com a cabeça. – Afinal, por que essa loucura?
– Preferia não contar, mas se eu o fizer, há chances de você me ajudar? – perguntou mansa, fazendo uma cara de pidona e juntando as mãos no peito. Redka mergulhou o olhar no dela e procurou qualquer vestígio de insanidade, mas não havia, apenas um brilho de esperança.
– Me diga do que se trata, Mel. – respondeu séria e de braços cruzados.
– Há alguém especial... Que eu encontrei, mas ele possui o mesmo fardo de suas venenosas... – disse a musa da tragédia, tristemente. Redka logo ligou os pontos e levou as mãos à boca, surpreendida.
– Está falando de certo Cavaleiro de Ouro de Peixes? – ao terminar a fala, permaneceu boquiaberta. Mel riu da reação e assentiu para a amiga. – Ai meu Zeus, você está amando?
– Não sei, não sei o que é isso, mas acho que sim... – respondeu encabulada, a musa realmente não sabia definir (e não sabia se queria definir). A ruiva bateu palminhas diante da revelação.
– Mas, Mel, tem certeza disso? Quer dizer, você me colocou numa situação crítica agora. Quero lhe ajudar, mas acho que isso é uma decisão extrema!
Mel se aproximou e abraçou a amiga ruiva com carinho, sorria diante da preocupação dela, era sempre agradável ter pessoas que lhe queriam bem. Afastou-se, tocando-a nos ombros e oferecendo um olhar ameno.
– Apenas confie em mim, certo? – disse, e foi o bastante para Redka assentir. – Ótimo, então vamos começar. Precisa de ajuda?
Em pouco tempo, as duas foram para a parte de trás da loja, onde as plantas venenosas ficavam. No local também tinha uma mesa espaçosa, onde Redka preparava alguns elixires – já que não se concentrava em prepará-los na loja com pessoa em volta.
– Não usarei Antúrio porque acredito que ele será fatal se usado diretamente. Acho melhor prepararmos seu corpo com venenos mais sutis, como o da Hortência. – falou Redka, ajeitando alguns tubos de ensaio; Mel apenas assentiu, prestando atenção em cada movimento da amiga, que parecia uma perfeita alquimista.
Redka colocou várias pétalas num tipo de tigela de alumínio, misturando-as com álcool hidratado, e depositou a tigela numa espécie de lareira, onde a substância aqueceria.
– Fogo. – Redka observou, soltando um riso. – É tudo tão irônico. De acordo com o filósofo Empédocles, os quatro elementos da natureza, os quais formam a teoria cosmogênica, são postos em união, como também em separação, por dois poderes: amor e discórdia. Espero que esse fogo seja influenciado pelo primeiro. – e sorriu timidamente para a musa.
Mel não pôde deixar de rir diante da ironia, sempre fora assim com ela: extremos. Sempre vivia a mercê de um: a tragédia. Mas isso não significava exatamente que não havia a chance de presenciar felicidade. Ou até de ser feliz.
Redka pediu para que Mel ficasse na loja para que, caso alguém chegasse, ela a avisasse. A musa passou o tempo observando cada detalhe dos girassóis que estavam num canto, enquanto isso, ninguém apareceu. Até que Redka entra no espaço da loja com um pequeno vidrinho.
– Terminei, só está um pouco quente, é melhor deixarmos esfriar. – informou, e viu um sorriso largo abrir no rosto radiante de Melpomene.
~
Terpsícore conseguiu chegar até seu quarto sem ser interrompida por mais ninguém. Já não bastava ter sido vista por Manigold e Calíope na subida, percebera que os dois observaram suas marcas e seus hematomas. Assim que chegou, vestiu um casaco e se jogou na cama, tapando o pescoço e colo com os longos cabelos loiros. Arfava violentamente enquanto o coração acelerado pedia por uma pausa. E, ironicamente, havia um sorriso incerto no rosto.
Impossível não pensar em cada toque que recebeu em meio a tanta agressividade. Nunca fora tocada daquela maneira, sequer tivera tanto prazer. Como era possível? A musa corou ao pensar no orgasmo que teve e na sua intimidade tocada pelas mãos brutas do cavaleiro de gêmeos. Ah, como era possível, também, aquele ser tão sombrio e medonho ser tão belo e sedutor? Definitivamente, ela não sabia como deveria se sentir, mas sentia uma sensação de preenchimento inigualável. Arfou só de lembrar-se das façanhas que os dedos de Defteros fizeram, deslizando tão facilmente... Num leve impulso, ela tocou na própria intimidade e acariciou, imitando, com mais delicadeza, o que ele havia feito nela. Deliciou-se com os próprios dedos, enquanto a mão desocupada apertava o travesseiro atrás dela em resposta ao prazer. Junto com o ato, ela pensava no olhar de Defteros a admirando; era tão bom... Tão bom...
Num susto repentino, ela tira a mão e cora fervorosamente. No que estava pensando? Que iniciativa foi essa de se tocar? Era tudo tão novo e estranho que Terps tapou o próprio rosto de tanta vergonha, por mais que estivesse sozinha no quarto.
Não demorou para que Calíope entrasse agressivamente no quarto de Terpsícore. A loira, de primeira, estranhou, mas não teve muito tempo para pensar, pois a irmã ruiva se jogou no seu colo e enfiou o rosto em seus cabelos. Aquilo não era normal de Calíope, por isso era preocupante, mas Terps percebeu que não era o momento de perguntar o que a deixara assim, sequer sabia como ela estava, não parecia chorar. Por fim, as duas ficaram deitadas juntas e a loira brincando com madeixas do cabelo da ruiva.
~
Régulus e Manigold, após um treino um pouco mais árduo do que o costume, deram a pausa necessária para a água. Os dois se empenharam bastante na luta, cada um com seu motivo, mas um em comum: exibir-se para Tália. Mas, claro, nenhum falaria a verdade. O leonino vaidoso e o canceriano enciumado.
Tália desceu a arquibancada para fazer companhia aos dois, havia observado a luta com fervor e admiração. Não pôde deixar de notar o charme da luta dos dois, além de uma pontada de sensualidade, e, consequentemente, o charme de pós-luta. Os dois corpos musculosos e suados não agradariam qualquer musa — mas ela não era qualquer musa.
Manigold percebeu a aproximação e o sorriso bobo na cara de Tália, e, ao perceber Régulus se afastando para pegar mais água, aproveitou para provocá-la.
– Gostou do que viu?
– Muito. Especialmente a rasteira que você levou do Cavaleiro de Leão. – retrucou no mesmo tom.
– Quase rasteira. Não sei se percebeu, mas eu desviei espetacularmente. – enchendo o peito.
– Hmm, não, não percebi. Na verdade, meus olhos acompanharam mais o outro cavaleiro, desculpe... – mentiu, claro que não tirara os olhos de Manigold.
– Você sabe que eu não acredito nisso, certo? – por mais que estivesse jogando a verde, ele tinha uma pontada de dúvida sim. Seria desanimador se fosse verdade, mas enfim, era só Tália.
– Por que eu mentiria? – perguntou despretensiosamente, mexendo o corpo de um lado e finalizando numa cruzada de braços.
– Exatamente... – ele se aproximou, ficando muito próximo do rosto dela novamente. – Por que está mentindo? – e sorriu. Tália corou na hora com o clima que a aproximação gerou. Os dois se encaravam profundamente.
– Você andou picotando mais ainda esse arbusto azul? – perguntou ela, cortando drasticamente o clima. Dessa vez, ficou aliviada por achar sua graça em ocasiões como essa. Manigold bufou.
– Não, musinha. Ah, sabe o que reparei? Você usa bastante essas suas gracinhas pra se defender de coisas que te deixam fraquejar. – disse enquanto se afastava, não entendia o motivo de se sentir aflito quando ela apelava para a graça. Ele geralmente gostava disso, mas era como se ela não o levasse a sério nunca.
– E eu vou fraquejar na sua presença por quê? – ela riu, com a mão na cintura. – Mas, acalme-se, você até que me faz muito bem, cavaleiro de câncer. Por exemplo, a primeira coisa que me faz rir quando acordo é lembrar desse seu arbusto azul mal picotado!
– Então quer dizer que sou a primeira coisa que aparece na sua mente quando acorda? – o sorriso galanteador estava ali de novo, naquele belo rosto dele. Tália arregalou os olhos com o furo de sua piada. – Hmmm, pela sua cara, o caso é um fato!
– Se for, eu posso mudar isso, senhorita. — Régulus disse, aparecendo com uma toalha no ombro e sem camisa. Manigold riu alto ao ouvi-lo, mas parou assim que olhou Tália babando pelo peitoral do leonino.
– Antes de tudo, evolua, projeto de gente. – Manigold comentou divertido, olhando para o amigo, que revirou os olhos.
– Você está diferente, Tália. – observou, vendo que, em vez do coque avesso, Tália usava apenas dois rabos-de-cavalo e a franja, dessa vez, ondulada.
– Obrigada, é bom estar diferente! Tira o tédio dos dias. – simpática e sorridente, ela agradeceu. Régulus estranhou um pouco, mas achou interessante o ponto de vista dela. Ainda assim, achava a musa estranha. Manigold, por outro lado, reparara pouco na mudança de visual, talvez porque, por mais diferente, ela sempre era assim. Isso até o agradava.
– Onde estão as suas irmãs? – Régulus interessado.
– Não sei, por aí... – ela realmente não fazia ideia. De repente, lembrou-se de Terpsícore voltando para pegar a lira e nunca mais aparecendo. Calíope ficara em Virgem, hmmm... Clio e Mel seguiram para a vila e Urânia ajudava Athena em leituras celestes. Isso! Lembrara-se de tudo, mas quando ia responder, foi interrompida.
– Se me permite perguntar, Tália, o que gerou essa sua cicatriz? – o leonino perguntou. Se não fosse a cara de intrigado que ele fazia, ela talvez tivesse respondido, mas conhecia bem aquela expressão, era intriga misturada com repulsa.
Uma cicatriz numa musa, que inusitado e curioso! De fato, era mesmo, mas as lembranças não eram agradáveis e ela sabia que, se revelasse como conseguiu sua marca, a repulsa poderia aumentar... Ou a graça!
Os dois cavaleiros perceberam a musa rir sozinha dentro de seus pensamentos.
– Régulus, garanto que não quer saber. – ela disse, com certo desânimo na voz, mas tentando esconder ao máximo. – Cavaleiros, peço licença. – fez uma breve reverência (o que os dois estranharam) e foi em direção à saída da arena.
Os dois observaram o caminhar leve da musa e se entreolharam.
– Eu fui indelicado? – perguntou o leonino, levemente preocupado. Manigold ignorou.
– É a segunda vez que ela faz isso. – falou para si mesmo.
– Faz o quê?
– Sai quando perguntam sobre a cicatriz... – o canceriano se lembrou do dia em que ela se jogou da árvore para assustá-lo, dia em que ele a provocou a respeito da cicatriz e que ela simplesmente saiu irritada. Sem mais hesitar, Manigold foi atrás de Tália.
~
Clio saíra animada da reunião da comissão de moradores da vila, pôde perceber a organização dos membros principais, até aproveitou para ajudá-los em assuntos mais complexos que diziam respeito ao envolvimento político com comissões de vilas próximas. Fora recebida de forma respeitosa e animada, então foi fácil se sentir à vontade na ocasião.
Assim que saiu, despediu-se dos membros da comissão e seguiu em direção ao arco demarcado como entrada e saída da vila. Chegando lá, viu uma silhueta alta, cujos reflexos reluzentes e dourados eram possíveis de ver devido à luz do sol que estava se pondo aos poucos. Logo reconheceu o cavaleiro de capricórnio.
– Boa tarde, cavaleiro. – cumprimentou ela, corando de leve. El Cid, ao se virar, deu de cara com os enormes olhos cor-de-mel da musa; olhos que quase penetravam os seus.
– Boa tarde. – disse seco, mantendo a expressão dura. – Vim acompanhá-la até o Santuário por ordens superiores. Num período como esse, não é seguro andar por aí sozinha.
– Entendo... – respondeu desconfiada. Ninguém havia lhe dito que seria buscada, além disso, não sabia se a irmã sabia disso. – E no caso de Melpomene? Alguém virá também?
– Hã... Sim. Pensei que ela já tivesse voltado... – meio sem graça, mas ainda seco. A pergunta o pegou de surpresa.
– Entendi. Mas acredito que ela não tenha voltado, então acho que podemos esperá-la, certo? – ela sorriu. El Cid franziu o lábio.
– Mas... Se quiser, posso lhe acompanhar até lá e depois voltar para buscar sua irmã. Imagino que esteja cansada. – conseguindo se recuperar. Clio segurou um riso que queria sair e o encarou com olhos estreitos.
– Quanto a isso, não se preocupe. Mas queria ter certeza de que Mel está por aqui, daria essa volta comigo?
– É claro. – disse ele, mas havia certo receio em sua voz, fazendo Clio se perguntar o motivo disso.
Não demorou em saber.
Assim que voltaram para a vila, seguindo rumo à praça principal, uma moça correu em direção a eles.
– El Cid! – gritou ela, feliz. A moça era jovem e dona de uma beleza excepcional, seios fartos e pele cristalina. Os cabelos castanhos e cacheados estavam amarrados num coque desajeitado e o corpo envolvido num vestido simples de cor amarela. Ela parou em frente aos dois e olhou o cavaleiro com olhos brilhantes e castanhos. – Como é bom vê-lo! – depois secou Clio de cima a baixo. – Quem é essa? Nova acompanhante de cama?
O coração de El Cid quase o abandonou quando Cléo ofendeu Clio; quase sem coragem, ele se virou para ver a musa. Para sua surpresa, Clio mantinha a expressão amena e calma, apenas com uma porção de seriedade.
– Boa tarde, meu nome é Clio. – disse a musa, esticando a mão para a garota.
– O que é isso? – Cléo perguntou, levantando uma sobrancelha e olhando a musa com desdém.
– Educação. Pelo visto, você não conhece muito... – respondeu Clio. El Cid, enquanto isso, desesperava-se por não saber o que fazer. Sabia que Cléo era ciumenta e encrenqueira, se não resolvesse isso logo, ela poderia entender errado e sobrar para Clio. Era tão mais fácil enfrentar um espectro do que essa ocasião...
– Claro que conheço, mas só invisto em quem acho que merece.
– Entendo. Então você é daquelas que julgam antes de trocar o primeiro “oi”. Assim, nada se torna fácil. – Clio totalmente tranquila, não se deixaria levar por uma garota visivelmente frustrada.
– Vou tornar as coisas mais fáceis pra você, garota. – Cléo se aproximou, até quase colar o rosto no de Clio. – Você se afasta, dá meia volta e vai embora. – liberando um sorriso cínico no final. El Cid não esperou mais nada.
– Cléo, você não tem o direito de falar assim com ela. Teria sido melhor se tivesse deixado Clio se apresentar.
– Cid, não se meta! Já vou conversar com você. – disse ela, como se o dominasse. El Cid bufou e a tocou no braço, puxando-a para longe de Clio, com pouca delicadeza.
– Não, você que não ouse se meter nesse passeio, Cléo. Espero que fique longe.
– Oh, pensei que fosse pedir para eu te esperar no quarto, como sempre. Mas parece que não era para sua nova acompanhante saber! – fingindo vacilo e levando a mão na boca enquanto fazia um perfeito “O”. Depois se virou para Clio. – Ele não é ótimo na cama?
Clio estava chocada com a cena, mas não demonstrava.
– Cale-se, Cléo! – El Cid agravou a voz, assustando as duas.
– CHEGA! – dessa vez, quem falou alto foi Clio, que se aproximou lentamente de Cléo, fitando-a diretamente nos olhos, algo que incomodou um pouco a garota. – Devia dar ouvidos a El Cid e me deixar apresentar. Sou Clio, Musa da História e da Criatividade, convidada do Santuário e nada interessada no que você tem para comentar sobre sua vida sexual. El Cid, como um honrado cavaleiro de Athena, está me acompanhando devido a algo que, eu repito, você não conhece, ou seja, educação. Portanto, recomendo que faça o que me pediu para fazer, saindo logo daqui. Não tenho interesse em brigar, muito menos por algo tão supérfluo. Sugiro, por último, que acerte suas contas com El Cid quando estiverem a sós, já que o tópico da discussão é tão íntimo. Caso contrário, será extremamente inconveniente.
Geralmente, Clio não se exalta com coisas assim – sequer passa por elas -, mas não resistiu, ainda mais ao ver o quão inconveniente era a cena. Simples e direta, disse tudo o que queria e percebeu que os dois a sua frente a encaravam perplexos. Até El Cid apresentava olhos mais arregalados; a expressão de Cléo era uma mistura de surpresa com raiva. Entretanto, Clio não queria esperar mais e puxou a mão do capricorniano para que continuassem seu objetivo. Realmente, ela não estava interessada na resposta, provavelmente mal criada, que a garota daria.
~
Na loja de flores, Mel e Redka encaravam o pequeno frasco com o elixir de Hortência.
– Tão pequeno, porém tão venenoso. – comentou a ruiva, maravilhada com a própria criação.
– É... As aparências enganam, isso já foi comprovado. – Mel comentou um pouco triste, pensava no quão trágico era o fato de seu querido Albafica ser a prova desse ditado.
– Ok, sem desânimo. Já chegamos nessa etapa, melhor acabar logo com isso.
Mel observou a amiga e percebeu que ela estava tremendo, não se conteve e riu.
– Redka, você está com medo por mim?
– Claro, Mel! Não só por ser responsável por isso, mas por você se arriscar com tanta desimportância. – respondeu ela. Era visível a chateação.
– Engana-se, amiga. A questão é que estou me importando mais com a chance que surgiu do que comigo mesma, mas não quer dizer que eu não me importe com o que possa acontecer... – disse Mel, em seguida abraçou Redka. – Agradeço desde já essa amizade que me oferece. É muito gratificante saber que posso contar com você.
– Aii, sai que eu choro! – Redka empurrando levemente a musa, de forma lúdica. As duas acabaram rindo. – Mas é sério, beba logo isso que eu to nervosa!
– Certo! – Mel pegou o frasco e cheirou.
– Não faça suspense! – repreendeu a ruiva, logo viu a musa virar o conteúdo na boca.
Mel mexeu a boca como se saboreasse o veneno, mas fez careta, insinuando o gosto ruim e amargo que sentia. Sua língua ficou rapidamente dormente, e logo o resto de sua boca, depois rosto. Aos poucos, foi sentindo os sentidos lhe abandonarem e a visão ficando turva, até tudo ficar escuro e ela perder totalmente a consciência.
Fale com o autor