Notas iniciais
chegado a reta final, essa fic ficou mais longa do que eu esperava, mas a cada dia um capitulo novo surgia e simplesmente não conseguia parar de escrever.

CAPITULO XLVII

–aquela estupida realmente credita que sou sua amiga, nunca pensei que houvesse pessoas tão ingenuas no mundo do entretenimento

sorriu para si mesma dentro do solitário apartamento onde estava residindo desde que chegara da América, seu plano avançava a cada dia logo teria em fim sua vingança e nada nem ninguém poderia detê-la.

Caminhou ate o quarto apanhando da mesinha ao lado de sua cama um quadro onde havia a foto de um bonito e sorridente homem, como desejava poder ainda desfrutar da alegria que aquele sorriso trazia ao seu coração mas a sete anos seu coração havia se convertido em um poço de ódio e magoa, após a morte de rick vira todo o seu mundo desabar diante dos seus olhos, sua vida perdera totalmente o sentido e foi então que de sua própria dor surgiu a nova chama que alimentaria seus dias, essa chama não era outra senão o desejo de vingança que nascera acalentado por suas lagrimas.

Ao perder seu amado passou a desejar ardentemente a morte, por duas vezes tentara acabar com a própria vida mas quis o destino que ela sobrevivesse, foi então que percebeu que sua alma jamais pode se juntar a de rick enquanto aquele homem continuasse a viver, seu amado não obteria o descanso eterno sem haver sido vingado e essa vingança cabia somente a ela realizar, se tornaria então a espada vingadora da justiça e eliminaria do mundo alguém cuja a única coisa que fazia era trazer dor aos demais, erradicaria da terra kuon hizuri e faria isso usando a própria descendência maldita daquele bastardo.

–falta muito pouco agora meu amor, quando o sol nascer nossa vingança sera posta em ação e muito em breve poderemos estar juntos novamente.

Com um expressão completamente transtornada em seu rosto aproximou seus lábios do retrado depositando sobre o mesmo um beijo que acreditava em breve entregar ao seu amor em outro mundo, apanhou o celular ligando para seus cúmplices aos quais ela prometera um boa quantia em dinheiro.

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os raios do sol que escondia-se no horizonte tingiam o outrora céu azul com tons avermelhados, as primeiras estrelas surgiam timidamente como para anunciar uma noite serena, porem seu coração já não era capaz de sentir aquela serenidade, o vermelho que coloria o céu trazia ao seu peito um inquietude incomum, sempre fora capaz de contemplar o entardecer com um sorriso nos lábios mas naquele momento estava aflito e lagrimas ameaçavam brotar em seus olhos.

–kuu

a voz doce de sua esposa o chamara de sua triste contemplação, discretamente secou qualquer vestígio de lagrimas que pudesse haver em seus olhos e com um forçado sorriso voltou-se para a amada esposa atras de si.

–qual o problema kuu?

–não ha problema nenhum, esta tudo perfeito

–nisso você e kuon são iguais, sempre tentam enganar as pessoas com um sorriso, mas posso ver em seus olhos que algo esta acontecendo.

Kuu fitou novamente a janela voltando a fitar o céu, onde havia agora um numero maior de estrelas embora os raios do sol não houvessem desaparecidos completamente.

–não sei o que tem de errado comigo julie, mas tenho medo que algo ruim aconteça

–kuu

sentiu os braços delicados e gentis de sua esposa ao redor de sua cintura, o cheiro suave de seu perfume invadiu sua mente aliviando um pouco o aperto que sentia em seu peito.

–tenho uma noticia que afastara esse mau pressentimento, do seu coração meu amor

–hum?

Sentiu seu coração acelerar diante do deslumbrante sorriso que sua amada lhe ofertava naquele momento, não saberia dizer como e nem o por que mas a cada dia que passava se via mais e mais apaixonado por sua esposa, sua fiel companheira que o acompanhara nos momentos felizes e tristes, mesmo após haver causado a ela a dor de ter de se separar de seu amado filho julie seguia ao seu lado sendo a cada novo dia a força que lhe permitia seguir sempre em frente, sem lamentar-se jamais das coisas que juntos haviam vivido.

–tente adivinhar que vira passar a noite conosco, meu querido

viu os olhos do esposo brilharem enquanto um sorriso surgia em seus lábios, os lindos olhos de kuu a fitaram como se para confirmar algo que ele apenas pensara mas que ela sabia exatamente o que era, acenou positivamente com a cabeça enquanto sorria novamente em resposta ao sorriso de kuu, sentiu-se então seu erguida e seu corpo passou a rodopiar junto ao do marido que naquele momento parecia uma criança que acabara de receber um presente a muito aguardado.

Ao sentir seus pés no chão novamente sentiu os braços do esposo se afastarem e o mesmo seguir então para o quarto a fim de arrumar tudo para a chegada do neto, sentou-se no sofá a fim de acalmar sua mente ainda um pouco tonta pela súbita demonstração de alegria de kuu, a ultima vez que ele havia feito isso com ela fora quando ela lhe dissera que estava gravida a mais de vinte anos atras, ainda podia facilmente lembrar da expressão no rosto do esposo, a alegria, a incerteza e o medo de não se um bom pai, tudo isso kuu havia demonstrado em seu olhar, mas no dia em que kuon nascera todo o medo e a incerteza foram vencidos pela alegria de ver o pequeno filho que acabara de nascer.

Não pode deixar de sorrir ao recordar quão especial fora aquele momento que fora perturbado somente pelo medo sempre presente de que kuon pudera haver herdado aquela doença maldita que ela tivera quando pequena e que graças ao cuidado sempre constante de seus pais havia logrado se recuperar, felizmente seu filho passara toda a infância e a adolescência sem qualquer sinal da doença, na verdade kuon fora a criança mais saudável que o medico de seu família já havia visto, ele jamais pegara sequer um simples resfriado, mesmo ainda se alimentando pouco seu lindo e amado filho seguia sendo tão saudável quanto na infância e agora ao lado de kyoko e do filho kuon poderia enfim encontrar sua tão merecida felicidade.

–a que horas nosso lindo neto vira?

Foi chamada de seus pensamentos pela voz do esposo vinda do interior do quarto

–kuon já esta a caminho com kaoru

ouviu o barulho de coisas caindo, se levantou seguindo em auxilio do marido que ela tinha certeza estava apavorado tentando arrumar o quarto de hospedes para receber o neto, sendo que ela mesma já havia organizado tudo, sorriu sabendo que seria obrigada a mandar kuu para a sala enquanto ela arrumaria novamente o agora desorganizado quarto.

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sentou-se no banco traseiro sentindo-se extremamente desconfortável, se kyoko não houvesse insistido tanto naquela carona ela jamais haveria entrado no mesmo carro em que aquela pervertido estava, não suportava a ideia de estar no mesmo lugar em que reino estava.

–boa noite chiori

–boa noite

respondeu a saudação do rapaz de modo ríspido, não tinha qualquer intenção de mostrar simpatia pelo cantor.

–amamiya san, onde esta a sua empresaria

–ah...aconteceu um imprevisto então disse a ela que poderia ir por que eu iria embora de ônibus.

–amamiya san isso é tão...

–estupido

kyoko fitou o rapaz com raiva por haver interrompido sua fala, e dizer algo tão rude a sua amiga

–beagle idiota não se intrometa na conversa dos outros

–uma garota tão atraente não deve andar sozinha a noite, nunca se sabe quando pode aparecer um lobo faminto para devora-la

sentiu um arrepio percorrer sua espinha recordando-se das palavras ditas pelo rapaz tempos atras, balançou a cabeça procurando afastar tal recordação, kyoko estava ali agora aquela cara jamais se atreveria a tentar fazer algo com ela com a garota como testemunha, foi então que o telefone de kyoko começou a tocar e um mau pressentimento surgiu em seu peito

–ren...sim posso mas por que...kaoru...estou indo agora mesmo

não havia compreendido o conteúdo da conversa de kyoko e ren mas a expressão assustada da amiga lhe dizia que algo serio havia acontecido

–kyoko chan algo errado

–ah...não se preocupe amamiya san é apenas que kaoru esta sentindo minha falta

–hum?

–quando ele começa a chorar e ren não consegue acalma-lo basta que eu o pegue no colo e ele logo adormece, por isso ren me ligou perguntando se eu poderia voltar logo para a casa

sentiu o carro virar a esquina e seguir um caminho que definitivamente não era da sua casa.

–beagle o que esta fazendo

–se precisa chegar cedo em casa a levarei primeiro

mesmo sobre os protestos de kyoko o carro seguiu seu novo rumo e minutos depois kyoko era deixada em frente ao local onde morava.

–se fizer algo a amamiya san considere-se um idiota morto

viu o rapaz sorris em resposta a ameaça

–amamiya san tenha uma boa noite, e se esse idiota fizer qualquer coisa que a desagrade por favor me ligue e farei ele se arrepender de nascer.

–sim kyoko chan, boa noite

após se despedir de kyoko o carro retomou sua rota inicial, faltavam poucos quilômetros para chegar ao local onde morava quando o carro adentrou um beco escuro e deserto parando segundos depois no que parecia ser um tipo de parque, devido a escuridão da rua não sabia exatamente onde estavam mas sabia que não estavam em frente a sua casa, sentiu o panico tomar conta de si ao ouvir as trancas do carro serem ativadas, tentou abrir a porta mesmo sabendo que era algo inútil.

–o que esta planejando idiota, me deixe sair.

O rapaz retirou o cinto e se móvel no banco dianteiro voltando-se em sua direção com um sorriso carregado de malicia em seus lábios.

–coelhinha prepare-se para ser devorada.

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–ren

abriu a porta do apartamento estranhando o fato do mesmo se encontrar na semi obscuridade, a passos lentos adentrou o local procurando não se bater em nenhum móvel, tão logo se aproximou da cozinha viu o moreno parado junto a mesa da cozinha passando a acender algumas velas posta sobre a mesa, a luz das mesma revelou uma bela e aparentemente saborosa refeição, o cheiro que chegava ate suas narinas a fez perceber o quão faminta estava.

–posso tomar um banho primeiro

disse sorrindo para o moreno que a fitava com um olhar enigmático, tão logo ren concordou seguiu as presas para o banheiro de onde saiu minutos depois indo trajando somente uma yukata, seguiu para o quarto a fim de vestir algo mais apropriado e surpreendeu-se ao encontrar sobre a cama o vestido que ganhara de ren na noite em que contara a ren sobre o filho.

Jamais poderia descrever com palavras a beleza da mulher que agora sentava-se ao diante de si naquela mesa iluminada a luz de velas, os cabelos um pouco abaixo dos ombros estavam presos em um frouxo coque permitindo que alguns fios soltos brincasse no delicado pescoço que naquele momento ren achava muito mais saboroso que a comida a sua frente, se não visse na expressão de kyoko o qual faminta ela estava, dispensaria o jantar e partiria logo para sua tão aguardada sobremesa.

–estava deliciosa

–que bom que gostou kyoko, mas preciso confessar que não fui capaz de cozinhar nada descente por isso comprei tudo do restaurante aqui perto.

Ela sorriu deixando a mesa seguiu para perto de ren depositando um beijo em seu rosto e sussurrando algumas poucas palavras em seu ouvido

–obrigado pelo esforço

já se afastava a fim de retirar a louça da mesa quando sentiu-se ser puxada pela mão, perdendo o equilíbrio caiu então sentada no colo do moreno que lhe sorria cheio de malicia

–um simples obrigado não sera o suficiente para compensar todo o trabalho que tive

–hum...?

kyoko sentiu o rosto aquecer com as palavras que ren sussurrará em seu ouvido, ao vela corada daquela maneira não pode deixar de sorrir ao ver que sua linda kyoko ainda continuava tão fofa como antes.

–kaoru

ouvi sua amada dizer o nome do filho ainda com a face em chamas, como se isso fosse impedi-lo de realizar seus planos para aquela noite, sorriu aproximando seus lábios do pescoço dela ou qual lambeu ousadamente

–ele esta passando a noite com os avos

–ren isso

não pode continuar, os lábios de ren sobre os seus a impediam de dizer ou pensar qualquer coisa, que não fosse no desejo ardente que surgia com fúria e rapidamente espalhava-se por todo seu corpo a deixando completamente submissa aos desejos de seu amado.

A pegou nos braços e levantou-se da cadeira afastou os pratos da mesa sem se importar se os mesmo caiam ao chão fazendo um grande barulho, viu a expressão de surpresa no rosto de kyoko e apossou-se dos lábios dela antes que a mesma pudesse querer ir limpar os pratos do chão e uma vez mais deixa-lo no vácuo, sorriu internamente satisfeito ao ver que sua amada rendia-se plenamente em a suas caricias.

–ren

pretendia faze-lo recobrar a razão e assim convence-lo a deixa-la limpar toda aquela bagunça antes de qualquer outra coisa, mas ao sentir-se ser posta sentada sobre a mesa enquanto os lábios de ren traçavam um caminho de fogo por seu pescoço e seguindo rumo ao seios enquanto as mãos dele acariciavam seu corpo de modo bem intimo tocando cada parte sensível do seu ser deixando-a completamente rendida a luxuria.

Puxou o corpo dela de encontro ao seu, apossando-se novamente dos lábios rosados de kyoko a sentiu estremecer, subiu a mão pela coxa dela subindo lentamente o vestido que naquele momento já havia se tornado uma peça incomoda que o impedia de admirar o belo corpo de sua amada.

Kyoko já não pode mais resistir rendendo-se totalmente aos desejos de ren que ali mesmo a amou pela primeira vez naquela noite, com a respiração ainda descompassada sentiu ren toma-la em seus braços e a levar para o quarto onde lentamente retirou o vestido todo amarotado, após deixa-la completamente nua sobre o leito conjugal viu o moreno se despir aproximando-se novamente da cama a beijou e pouco minutos depois kyoko se rendia novamente nos braços de ren ao mais intenso prazer que já sentira, não era apenas prazer era algo a mais, podia sentir o amor de ren transbordando em cada toque era como sem naquela noite ele estivesse expondo seu coração e o entregando completamente em suas mãos, como se o corpo dele gritasse que sua vida pertencia e dependia somente dela.

Beijou o rosto agora adormecido de sua bela mulher, os raios da aurora que adentravam as pequenas frestas da cortina iluminavam parcialmente o corpo desnudo da kyoko dando a sua pele alva um tom mais intenso seus olhos a fitavam como se estivesse a contemplar uma das mais belas esculturas que já vira em sua vida.

–kyoko não quero ter de deixa-la mas já não posso permanecer ao seu lado,

depositou outro beijo no rosto adormecido

–estarei ausente por um tempo mas quando retornar estarei para sempre ao seu lado minha amada.

Abriu os olhos sentindo os mesmo doerem devido a claridade do quarto, voltou-se para o outro lado sentindo então seu rosto chocar suavemente com uma pele quente de aroma embriagante.

–bom dia minha princesa

os olhos ambares o fitaram com um misto de alegria e vergonha, sorriu para a bela garota em seus braços vendo-a sorrir em resposta.

–aishiteru kyoko

fitou o homem a sua frente estranhando a súbita declaração de amor, desde que ren lhe dissera que recebera uma proposta para atuar fora do país e ela o incentivara a aceitar por ser essa uma grande oportunidade de ren expandir sua carreira, o mesmo começara a agir de um modo muito mais romântico, como se estivesse compensando-a pela ausência futura, sorriu aninhando-se junto ao peito nu do moreno, se era esse o caso ela aproveitaria ao máximo cada momento

–aishiteru ren

a abraçou sentindo o calor de sua amada junto ao seu peito, queria poder absorver parte daquele calor e guardar em seu coração, desejava que sua mente gravasse cada detalhe do corpo e rosto de sua amada para que assim pudesse ter forças para suportar o período de ausência, infelizmente seu momento de adoração a sua amada foi interrompido pelo toque da campainha vestiu-se rapidamente seguindo então para a porta de entrada certo que era seu pai trazendo kaoru como haviam combinado na noite anterior.

–mãe

–ren, kaoru foi sequestrado

Notas finais
obrigada por acompanharem a fic, ainda resta alguns capitulos mas desde ja obrigada