CAPITULO XLVIII

–se prepare para ser devorada coelhinha

tentou desesperadamente abrir a porta do carro ao ver que reino deixara o banco dianteiro e passava agora para a parte de tras do carro, infelizmente o pouco espaço ali não lhe permitia manter uma distancia segura do cantor que naquele momento estava parcialmente sobre ela, os olhos penetrantes dele encontraram os seus e naquele momento soube que não tinha como escapar dos braços dele.

–tem medo de mim coelhinha?

–não sou sua coelhinha, cretino

um arrepio percorreu seu corpo ao sentir a mão masculina tocar sua perna passando a erguer lentamente a saia longa que ela usava, se soubesse que algo assim aconteceria não teria deixado sua agente convence-la de que a saia era mais bonita que a calça que ela pretendia vestir aquela manha.

–se quiser gritar por ajuda, esse é o momento

–do que adiantaria esse lugar, parece abandonado

sorriu ante a perspicacia da garota abaixo de si, subiu sua mão lentamente deliciando-se com o medo que havia nos olhos dela, ainda que tentasse parecer calma ele podia sentir claramente como o corpo feminino tremia o deixando cada vez mais excitado, se naquele momento ela gritasse apavorada como qualquer outra garota faria ele certamente perderia o interresse logo, detestava garota barulhentas e que gostava de bancar a donzela em apuros, gostava mais de garotas forte que mesmo com medo tentavam parecer intimidadoras.

–reino kun

não tinha outra escolha a não ser tentar sua ultima cartada, já havia por diversas vezes pensado que se agisse como um garota fragil e apaixonada aquele tipo de mulher que se joga aos pes de um homem completamente, talvez aquele idiota pudesse deixa-la em paz mas a simples ideia de agir como alguém mimada e apaixonada lhe causava asco, sempre recusara papeis assim mas para salvar sua virgindade ela faria qualquer coisa.

Por um momento julgou haver ouvido errado, mas o olhar agora sonhador e o sorriso bobo nos labios da garota deixava evidente de que não estava enganado, chiori realmente o havia chamado de reino kun, não compreendeu o por que mas ouvir seu nome deixar os labios dela fez seu sangue ferver e no peito o coração bater mais rapido certamente impulsionado pelo desejo ardente que sentia.

–não esta mais com medo coelhinha?

o calor da respiração dele em seu pescoço e a voz rouca em seu ouvido a fez perdesse momentoaneamente em seu papel, teve impeto de socar o idiota cujo o corpo estava agora colado ao seu, mas sua raiva foi subistituida pelo constrangimento que tomou conta de si ao sentir que reino não estava apenas a atormentando com sempre, aquele cretino estava mesmo pretendendo violenta-la, reunindo o maximo de autocontrole voltou a se concentrar em seu papel precisava convence-lo de que ela era apenas um garota sem graça.

Foi tirada dos seus pensamentos ao sentir os labios do cantor tomarem os seus com desejo, o leve prazer que sentiu com beijo foi totalmente subistituido pelo medo que se apossou de si ao sentir o cantor toca-la intimamente, mandando ao espaço todo seu autocontrole começou a se debater procurando afasta-lo de si foi então que sentiu uma dor em sua cabeça e pouco a pouco a luz ao redor de si ser consumida pelas trevas

–coelhinha?

fitou a garota agora inconciente em seus braços, não pode deixar de sorrir ante a inusitada situação, quando iria imaginar que sua coelhinha desmaiaria ao bater a cabeça contra o vidro do carro, havia uma grande possibilidade da mesma estar apenas fingindo mas como não desejava ver sua pequena coelhinha ferida voltou ao banco do motorista ligando o carro e partindo com o mesmo rumo ao hospital mais próximo.

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no momento em que sua mãe adentrou o partamento ainda não era capaz de assimilar as palavras que ela lhe dissera, sua mente se negava de todas as maneiras a acreditar que seu pequeno e inocente filho havia sido sequestrado, quem faria isso e por que motivo afinal, somente um numero limitado de pessoas sabiam a respeito do fato de kaoru ser seu filho.

–como aconteceu?

–seu pai estava vindo para cá, mas no caminho o carro dele foi trancado e obrigado a parar, kuu e o motorista foram agreditos e deixados desacordados e infelizmente o kaoru...ele foi...levado

–quem levou o meu filho?

viu com surpresa e temor kyoko parada na entrada da cozinha, seu rosto palido demonstrava que havia escutado parcialmente a conversa, caminhou ate a futura esposa que parecia estar a beira das lagrimas

–kyoko chan

–julie san me diga quem levou o meu filho?

envolvel a garota em um abraço sentiado-a soluçar junto ao seu peito

–diga que é mentira kuon, diga que o nosso filho não foi levado que isso tudo é só um pesadelo.

–kyoko eu prometo que trarei o nosso filho a salvo, agora tente se acalmar ele precisara da mãe dele o esperando com um sorriso nos labios para recebe-lo.

–eu não posso me acalmar, sabendo que alguém levou o nosso bebe

–sei como se sente kyoko mas tente manter a calma, irei a policia e depois irei ver meu pai para tentar saber quem levou o nosso filho.

–vou com você

–voce precisa ficar aqui, e se acalmar para quando ele voltar

a afastou de si por um momento fitando então os olhos ambares banhados em lagrimas, havia tanta dor e medo naqueles olhos, como desejava poder transmitir a ela um pouco de tranquilidade mas seu coração naquele momento estava cheio de odio e medo de que algo pudesse ser feito ao seu filho.

–confie em mim kyoko, jamais deixarei que algo aconteça a você e ao nosso filho.

–ren

–não importa o que aconteça, irei trazer o nosso filho a salvo para a casa, apenas confie em mim meu amor.

–eu confio ren

ele abraçou novamente kyoko beijando o topo de sua cabeça, após se despedir deixou com o coração aflito a esposa, não importa o que teria de fazer mesmo se tivesse de mover ceu e terra ele encontraria seu filho e faria com que a pessoa que o sequestrou se arrepende-se pelo resto de sua vida.

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após a garota recuperar a conciencia e receber alta do hospital ambos deixaram o local, estivera o tempo todo no corredor a espera da garota que nem percebera o passar do tempo, supreendeu-se ao ver que o dia já havia amanhecido.

–vamos

–esta louco se pensa que entrarei nesse carro com você novamente

–gostaria de dar continuidade a nossa brincadeira coelhinha, mas temos gravação do filme agora pela manha

viu a morena ainda receosa adentrar o carro, já estava para adentrar o automovel quando viu uma mulher vestida de enfermeira deixar o hospital com um sorriso satisfeito em seus labios, aquela garota jamais teria sua atenção se não fosse pelo fato dela ser mesma mulher que ele encontrara dias atras na lme, quando kaoru se perdera.

Viu o cantor adentrar o carro e passar a conduzir o automovel o qual seguia agora por uma rua que certamente não os levaria a lme, estava para reclamar com o rapaz quando percebeu pelo semblante serio do mesmo que havia alguma razão para não estarem indo rumo ao trabalho.

O taxi estacionou frente a um velho e isolado templo que a muito ele sabia estar abandonado, costumava frequentar aquele local quando era pequeno mas agora parecia que aquele local sagrado se tornara refugio para pessoas de má indole, viu a suposta enfermeira deixar o taxi e após o mesmo partir a garota passou a subir as escadarias que levariam ao templo propriamente em si.

–por que estam....

–va embora

foi rispidamente interrompida por reino que estacionara o carro e agora deixava seu o banco do motorista, vendo a atitude do rapaz com relação a mulher que a poucos minutos subira as escadarias daquele velho templo não pode deixar de pensar que talvez aquela garota fosse algo como uma namorada do cantor e que o mesmo surpreendera indo se encontrar com algum amante.

balançou a cabeça afastando tais pensamentos e a sensação estranha que os mesmos estavam causando nela, o fato de um cretino pervertido estar seguindo uma enfermeira não significava que ela tinha algum relacionamento com ele, talvez reino apenas tivesse feitiche por enfermeiras.

Foi chamada de seu devaneio pelo som da porta do carro se fechando, viu reino se afastar do carro e seguir rumo as escadas as quais subiu rapidamente como se já conhecesse o local.

–aquele idiota certamente esta em algum tipo de encontro secreto, e eu pensando que ele pudesse mesmo gostar de mi

levou a mão a boca, deveria estar muito cansada devido a noite que tivera para pensar algo ridículo como aquilo, se reino gostava ou não de alguém isso não era da sua conta, deixou o carro e já se afastava rumo ao ponto de taxi mais perto quando lhe ocorreu a ideia de castigar reino, voltou ao automovel e acabara e trancar o carro guardando as chaves com sigo quando alguém a agarrou por tras, procurou gritar mas tudo o que pode fazer foi sentir o gosto do tecido que amordaçava sua boca.

–nunca lhe disseram que é feio espionar mocinha.

Subiu as escadas o mais rapido que pode esperando poder surpreender aquela suspeita mulher mas o único supreendido ali foi ele, diante de si haviam dois homens que nem de longe pareciam simpáticos, felizmente após a surra que levara do fuwa tempos atras, miroku o convencera a aprender auto defesa mas sabia perfeitamente que os poucos golpes que sabia não seriam o suficiente para derrubar os dois armarios diante de si

–não sabia que tina-san traria um convidado

disse um dos homens com um sorriso debochado nos labios

–infelizmente não temos quarto de hospedes, espero que não se importe de dormir ao relento, mas não se preocupe tenho certeza que no seu estado não sentira nem um pouco de frio.

Falou o outro

–afinal, mortos não sentem frio

o rapas da direita de cabelos negros e uma cicatriz no rosto partiu em direção de reino que com dificuldade conseguiu se esquivar do soco e em contra partida lançou um chute que passou a milimetros do estomago do seu agressor que sorriu

–pensei que um cantorzinho como você não sabia lutar, afinal um soco pode prejudicar sua belas unhas

–posso ser muito perigoso quando necessario

disse reino aparentando uma confiança que estava longe de sentir.

–olha, o caozinho sabe latir

por que sempre o chamavam de cachorro, pensou enquanto desvia de outro soco.

********

–ren

viu o moreno vir em sua direção no corredor do hospital, certamente ren queria pedir a kuu detalhes sobre os sequestradores infelizmente a única informação que havia era que os seguestradores eram tres homens, sendo dois deles altos e mosculosos enquanto o terceiro embora menos alto parecia ser o mais agiu e o lider dos tres.

–presidente preciso falar com ele

–ren, kuu esta sobre o efeito do medicamento agora e precisa descansar, mas a policia já ouviu dele todas as informações sobre o ocorrido e nesse momento estão procurando kaoru.

–ainda assim preciso saber o que meu pai viu

–ren, esta pensando em ir atras deles pessoalmante?

–é o meu filho que foi sequestrado, o que acha que eu deveria fazer?

o brilho nos olhos de ren deixava evidente a furia que o moreno sentia e que o mesmo não se manteria parado apenas esperando noticias do filho, felizmente logo após saber do ocorrido por julie que lhe ligara assim que recebera a noticia, lory soubera que ren teria essa atitude e estava já preparado para auxiliar o moreno no que fosse preciso.

–pegue

–hum

apanhou o celular que lory lhe entregara, não compreendo bem o gesto do presidente

–deixei acidentalmente meu celular gravando no quarto de kuu quando a policia veio falar com ele.

–obrigado presidente

–não me agradeça ainda, venha

–para onde?

–a minha casa tem uma coisa que preciso lhe mostrar

–presidente agradeço a ajuda mas não tenho tempo para uma visita, tudo o que quero agora é encontrar o meu filho

–e como pretende fazer isso, ira rodar a cidade com o seu carro na esperança que as pistas apareçam por milagre diante de você.

Fitou o moreno diante de si compreendedo que o plano de ren era mais ou menos esse, era evidente o quanto ren estava desesperado pelo sequestro do filho mas agir sem uma estrategia não resolveria nada.

–irei ajuda-lo a encontrar kaoru, mas não podemos agir sem saber com quem estamos lidando, se deixar levar por suas emoçoes em um momento como esse apenas pode piorar a situação

compreendendo que o presidente tinha razão seguiu com o mesmo rumo ao estacionamento, de onde o carro de lory partiu minutos depois

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–isso é patetico, jamais pensei que demorariam tanto tempo para acabar com um relez cantorzinho

a voz de um terceiro homem vinha da direção de onde ficava as escadas, não pode ve-lo por que uma distração por mais pequena que fosse, era a diferença entre viver ou morrer vitimado pelos socos dos dois homems que o atacavam

–ele é agiu como uma cobra

–infelizmente essa resistencia acaba aqui

o grito feminino chamou sua atenção, voltou-se para o recém-chegado e qual não foi sua surpresa ao ver chiori amarrada diante do que parecia ser o lider do grupo.

–se não quer que ela morra pare de resistir

viu a morena balançar a cabeça negativamente o incentivando a continuar a lutar, mas ele jamais poria a vida dela em risco, relaxou o corpo enquanto fitava o rosto assustado da garota, como queria que ele fosse o único a deixa-la naquele estado afinal apesar de assusta-la ele jamais a machucaria de verdade.

Fechou os olhos ao ver reino cair ao chão atingido por um soco no rosto, podia ouvir os gemidos de dor do cantor ao mesmo tempo em que o som dos golpes que ele recebia covardemente chegavam ao seus ouvidos, abriu os olhos quando o som de chutes e socos cesou, seu coração apertou em seu peito e lagrimas brotaram em seus olhos ao ver o rapaz caido ao chão, seu rosto estava inchado e o sangue escorria de seus labios, um dos olhos estava fechado e suas mãos feriadas pelas pisadas que recebera.

“reino”

gritou do fundo do seu coração mas sua voz não saia, como se a houvesse compreendido reino ergueu o rosto e lançou um sorriso que ela teve certeza tinha a intenção de tranquiliza-la, tal atitude a fez sentir ainda mais dor, em um impulso logrou se livrar-se das cordas que atavam suas mãos e correu para longe de seu raptor quedando-se então junto de reino, com delicadeza o envolveu em um gentil e caloroso abraço.

–idiota olha só para você

disse assim que retirou a mordaça de seus labios

–fuja

ouviu o rapaz dizer antes de perder a conciencia devido aos ferimentos

–se tentar fugir considere o seu namorado morto

abraçou reino como se com isso pudesse protege-lo.

–preendam esses dois e não os deixe sair ate que tudo esteja finalizado

ouviu uma voz feminina atras de si mas ao voltar-se em direção da mesma sentiu sua nuca ser atingida, e como reino perdeu a conciencia.