Em luta pelo amor
29 Revelação
CAPITULO XXVIX
yashiro não saberia dizer se era obra sua ou do destino mas de algum modo ren haviam logrado terminar o trabalho daquela tarde meia hora antes do previsto e naquele momento ren se dirigia a um shopping a fim de comprar um presente para kyoko.
–não precisa me acompanhar se não quiser yashiro san
viu o empresario sorrir de modo enigmático antes de responder
–faço questão de acompanha-lo ren, no tempo em que esteve fora trabalhei como empresario da kyoko chan e apreendi um pouco mais sobre os gostos dela, acredito que possa lhe dar uma opinião caso precise de ajuda para escolher algo
–se for algo fofo que lembre fadas e princesas ela certamente gostara
–nisso você tem razão ren
ren em fim adentrou uma loja cujo o vestido rosa claro rodado a altura do joelho e com um veu da mesma cor exposto na vitrine lhe chamou a atenção, yashiro já pensava em acompanha lo quando o reflexo da loja enfrente lhe chamou a atenção, desde o momento em que kyoko lhe dissera que contaria tudo a ren soube que o ator iria querer conhecer o filho o quanto antes e não seria certo ver o pequeno sem levar-lhe um presente, mas como fazer ren comprar algo para um bebe sem contar o motivo?...agora diante daquela loja uma ideia lhe surgia.
Após um breve momento de hesitação decidiu-se por comprar aquele vestido, sorriu ao imaginar o quão bela ela ficaria trajando aquela peça, terminou suas compras estranhando a falta de yashiro ao seu lado, por certo o empresario havia decidido ir comprar algo para si mesmo já havia deixado a loja quando o som conhecido da voz do empresario chamou sua atenção
–ren
voltou-se em direção a voz encontrando o empresario deixando um loja de brinquedos para bebes
–yashiro san, não sabia que gostava desse tipo de loja
–se kotonami san vai ter um bebe como seu colega de trabalho seria correto dar um presente de felicitações
–yashiro san, o que esta escondendo
–não sei do que você esta falando ren
fitou o empresario desde aquela manha yashiro vinha agindo mais estranho que o normal, quando lhe contou do jantar esperava que o empresario fosse ficar todo animado como sempre fazia quando se tratava dele e de kyoko juntos mas ao contrario yashiro permaneceu bem calmo como se aquilo fosse algo trivial.
Por toda a tarde sempre que tentava perguntar ao empresario informações sobre como kyoko estivera vivendo durante os meses em que ele não esteve o empresario desconversava e mudava de assunto rápidamente e agora vinha com essa ideia de comprar brinquedos de bebê para kotonami san quando ele sequer tinha certeza se o fuwa dizia a verdade ou estava apenas delirando.
–se kotonami san não estiver gravida podemos enviar ao fuwa e pedir o reembolso por espalhar falsas verdades
–quem é você e o que fez com o meu empresario?
Yashiro arrumou os óculos tentando parecer indiferente a provocação de ren mas no fundo tremia ao pensar o ator pudesse pressiona-lo a dizer a verdade, felizmente ren deu de ombros e adentrou a loja, sorriu antes de segui-lo.
–levarei esse
não importava o ângulo em que olhasse yashiro simplesmente não conseguia compreender por que ren escolhera aquele bicho de pelúcia, era certo que o mesmo era macio e com cores chamativas mas sua aparência não se pareceria nem com urso, gato, cachorro, se tivesse de arriscar diria que lembrava um cavalo mas o chifre no meio da testa desmentia essa hipótese.
–um unicórnio para o senhor e para o seu amigo?
–hum...
–yashiro san, também deveria escolher um presente
–ah sim tem razão ren
olhou ao redor encontrando rápidamente um fofo gato de pelúcia
–tinha certeza que escolheria algo assim
–não posso evitar.
Após deixarem a loja seguiram para o carro
–por que um unicórnio
–estamos no ano do cavalo achei que seria apropriado
–poderia ter pego um cavalo de pelúcia
–não eram muito chamativos, crianças pequena tende a ser atraída por cores vibrantes por isso quarto de bebes sempre são coloridos mas devendo ter harmonia entre as cores
teve vontade de sorrir ao lembrar do quão colorido era o quarto de kaoru, no tempo em que esteve de licença kyoko fizera um curso de pintura e pessoalmente decorara o quarto do filho com imagens de fadas e arco iris, com a ajuda do presidente o quarto se torno algo além da imaginação, felizmente o bom senso de kotonami san conseguiu convencer kyoko a deixar mais simples a decoração, que se dependesse de lory e kyoko teria ficado muito similar a ala das fadas da festa de agradecimento que kyoko e maria haviam organizado um ano antes.
–yashiro san
–hum desculpe ren eu não estava ouvindo
–o que esta escondendo yashiro san
–eu...nada
o empresario sorriu sem muita confiança
–o que eu poderia estar escondendo de você ren?
–algo sobre a presença constante do fuwa no apartamento da kyoko por exemplo
–ele vai ate la visitar a kotonami san
–se yashiro san esta dizendo então não tenho por que não acreditar
dizendo essas palavras com aquele sorriso cavalheiresco o fazia sentir com se ren estivesse naquele momento vasculhando sua mente atras de respostas, procurou desviar o olhar passando a fitar a paisagem fora da janela
ao ver yashiro desviar o rosto percebeu que o empresario outra vez não lhe diria nada, procurou esquecer o assunto o tempo restante do caminho ate o apartamento de ren foi percorrido em silencio.
–boa noite ren
–boa noite yashiro san
despediu-se do ator feliz pelo mesmo haver esquecido dos brinquedos no porta mala, se tudo decorre-se como imaginava ren precisaria deles ainda aquela noite, sorrindo adentrou seu carro no estacionamento do edifício e partiu rumo a sua casa.
Havia acabado de tomar banho e vestir sua roupa quando ouviu alguém tocar a campainha não pode conter o sorriso que surgiu em sua face, arrumou as presas o quarto que se encontrava um pouco bagunçado e seguiu rumo a porta, sua mão tremeu ao tocar a maçaneta havia decidido que aquela mesma noite contaria a verdade a ela, respirou fundo reunindo toca sua coragem e abriu a porta.
Havia se preparado toda da tarde para aquele encontro mas ao ver ren tão belo parado junto a porta ficou completamente sem reação, seu coração acelerara, suas mãos suavam e simplesmente esquecera de respirar, como podia um simples humano irradiar tamanha beleza
–kyoko chan
corou ao ouvi-lo chamando-a dessa forma tão informal, não era a primeira vez que ele usava esse termo mas era a primeira vez em que ela sentia o efeito dessas palavras verdadeiramente, completamente envergonhada adentrou o apartamento sentido suas faces ainda mais aquecidas ao ver o sofá onde na noite anterior ela havia obrigado ren a se deitar.
–quer beber alguma coisa kyoko chan?
–hum...não obrigada ren
foi a vez do moreno ficar constrangido, não era a primeira vez que estavam sozinhos tão pouco seria a primeira vez que jantaria juntos ou se tratavam daquela forma, mas simplesmente não conseguiam controlar as reações de seus corpos, talvez a causa disso fosse por que ambos consideravam aquele momento crucial em suas vidas, um momentos que decidiria se teriam ou não um futuro feliz juntos.
–vou preparar o jantar
ficou feliz por kyoko ser a primeira a quebrar o clima constrangedor que havia surgido, procurou então esquecer por hora sua confissão e simplesmente aproveitar o momento ao lado dela
kyoko por sua vez tentava lembrar tudo o que havia lido na internet sobre as formas mais criativas de se dar uma grande noticia e após rever mentalmente seu plano inicial sentiu-se relaxar passando a desfrutar a preparação do jantar junto do ator, cerca de uma hora depois os dois saboreavam juntos a apetitosa comido preparada em meio a conversar triviais do dia a dia
não pode evitar sorrir ao ver ren relaxar na cadeira massageando o estomago indicando que havia comido demais embora na opinião dela ele apenas havia beliscado a comida, por um momento imaginou se o seu pequeno kaoru também seria assim, na verdade a julgar pelo modo como o bebe era guloso estava quase certa que isso não aconteceria ele nunca se negaria a comer como ren fazia
–poderia ficar admirando o seu sorriso para sempre
as palavras de ren lhe chamaram de seu breve devaneio, sorriu envergonhada e se levantou passando a arrumar a mesa, ren se levantou passando a juda-la a lavar a louça, quando terminaram a tarefa ambos foram se sentar na sala onde permaneceram em silencio por alguns minutos cada um buscando dentro de si coragem para iniciar a conversa
–kyoko chan eu
–tsuruga san eu
os dois se calaram e sorriram por haverem iniciado a conversa ao mesmo tempo, o olhar receoso de kyoko lhe deu a certeza de que a garota tinha algo importante a lhe dizer, pelo sorriso nervoso dela sentiu que se não a deixasse falar agora ela simplesmente não conseguiria lhe contar depois.
Fechou os olhos buscando não olhar para ren e assim recuperar o pouco de coragem que havia logrado reunir, estava decidida a contar tudo sobre o filho a ren mas as palavras pareciam difíceis demais para sair, havia sido abandonada tantas vezes na vida que naquele momento sentia que se ren decidi-se não querer a ela e ao bebe, não sentia-se segura de que conseguiria seguir em frente.
–kyoko chan
abriu os olhos encontrando o olhar terno de ren que a fitava com serenidade como se a incentivasse a prosseguir, respirou fundo reunindo coragem antes de começar
–ren quer mesmo continuar como o nosso namoro?
–hum...?
as palavras dela lhe pegaram de surpresa mas a tempo já tinha a resposta para aquela pergunta.
–sim
–tsuruga san, antes do acidente nos já havíamos começado a namorar, mas então o acidente aconteceu e pensei que houvesse me abandonado
–jamais a deixaria por minha própria vontade kyoko
respirou fundo tentando controlar seu próprio coração que batia rápidamente como se estivesse prestes a saltar-lhe do peito, apertou uma das mãos no desejo de controlar seu próprio nervosismo, foi quando sentiu o toque suave das mão de ren sobre a sua e por um momento recordou-se de que um dia fizera esse mesmo gesto com seu amigo corn, havia lhe tomado as mãos a fim de transmitir a ela serenidade e confiança e ren fazia o mesmo agora.
–kyoko chan, não importa o que tenha a me dizer, meus sentimentos por você não mudarão
–ren
viu as lagrimas brotarem dos olhos ambares desconcertando-o por um momento
–apos ter sido resgatada fui ao hospital para ve-lo
a expressão no rosto dela lhe permitiu compreender que ela certamente sofreu muito ao ve-lo ferido
–quando o vi inconsciente naquela cama por minha culpa não pude controlar minhas emoções e acabei perdendo os sentidos, quando despertei já era noite, perguntei sobre você e soube que havia sido transferido para outro hospital.
Secou as lagrimas do rosto dela com as mãos lhe ofertando um reconfortante sorriso
–isso não tem importância agora kyoko chan, estou bem e não pretendo deixa-la novamente
mesmo com suas palavras a garota a sua frente continuava a chorar deixando-o apreensivo
–o mais importante é que você foi resgatada com segurança e esteve a salvo por todo esse tempo e que continua a me amar como antes, não é kyoko chan?
Nos olhos acinzentados havia um brilho de esperança, a cada palavra dela o temor que nascera em seu peito de que ela estaria tentando terminar o namoro apenas aumentava
–eu não poderia deixar de ama-lo mesmo que quisesse
–kyoko c...
ela voltou a falar ignorando suas palavras, calou-se permitindo que ela prossegui-se
–mesmo se tsuruga san não me aceitar mas continuarei a ama-lo e sempre serei grata a você pelo presente mais importante de minha vida
tentou se recordar que tipo de presente dera a ela e que fosse tão valioso a ponto dela considerar o mais importante de sua vida mas tudo que conseguia pensar era na princesa rosa a qual ela havia entregue a ela tempos atras
–kyoko chan
–ren
tomou folego, seria agora ou nunca, fitou os olhos do ator e disse da forma mais clara e rápida que pode
–quando desmaie por ve-lo ferido fizera exames em mim e descobriram que eu estava gravida, o mais importante presente que recebi de você foi um filho que amo mais que minha própria vida.
Viu o ator abrir e fechar a boca algumas vezes mas nenhum ruido deixou os seus lábios, os olhos acinzentados a fitavam com um misto de surpresa e descrença, nunca havia visto um expressão tão confusa e ao mesmo tempo fofa na face de ren, o medo que sentia de que o ator rejeitasse a ela e ao filho foi cedendo lugar a vontade rir ao ver a expressão atordoada dele
as palavras do fuwa, o modo estranho como yashiro agia sempre que perguntava da vida de kyoko no tempo em que ele esteve fora, o modo de agir do presidente que lhe sorria como se ocultasse algo, as mudanças no corpo de kyoko e em sua personalidade, o presente que yashiro o havia convencido a comprar esses pequenos eventos reunido comprovavam a veracidade das palavras dela, sua amada kyoko tivera um filho seu e ele não pode estar ao seu lado para apoia-la, quanto dor ela deve ter passado por sua culpa.
Foi chamado de seu torpor pelo som do sorriso dela, por um momento ao ve-la sorrir esqueceu completamente da causa de sua surpresa, jamais a vira sorrindo de modo tão natural.
–me desculpe tsuruga san
por um momento se perguntou por que ela se desculpava foi quando a verdade se fez presente, ela estava rindo da expressão certamente estranha que ele havia feito ao saber da noticia, levou a mão ao rosto um pouco envergonhado não era sua culpa se saber-se pai de repente o havia deixado chocado...pai?...era isso que ele agora, pai do filho da mulher que mais amava na vida.
–yashiro san, o presidente a ate o fuwa já sabem ?
Já sabia a resposta aquele pergunta mas por alguma razão precisava ter a certeza
–sim, mesmo o idiota do shotaro me ajudou muito durante a gravidez
–acho que devo um obrigado a ele por ter cuidado da minha família
disse ren passando a mão pelos cabelos a fim de acalmar os sentimentos confusos que explodiam dentro de si, um misto de alegria por saber que tinha um laço inquebrável com sua amada através do seu filho e medo por talvez não ser um bom pai uma vez já estivera ausente da vida do filho por tantos meses.
Sorriu ao pensar que mesmo não havendo planejado o filho era o melhor presente que a vida poderia lhe ter dado, sua importância só poderia ser igualada ao da mulher que ele amava, fitou kyoko ao seu lado e surpreendeu-se ao vendo-a chorando com um radiante sorriso no rosto
–você...nos....aceita?
A voz embargada dela fez explodir as emoções que ele tentava controlar e sem pensar duas vezes a envolveu no abraço mais terno que poderia oferecer a ela.
–boba como pode perguntar algo assim, se minha vida pertence a você e agora ao nosso bebê
a aconchegou em seu peito esperando que kyoko parece de chorar foi então se recordou da noite anterior
–o bebê era por ele que você estava procurando na festa do presidente noite passada
–hum
os olhos ambares agora serenos o fitaram sem compreender
–enquanto dançava-mos, perguntei: “é a primeira vez que bebe assim?”, você então respondeu, bebê onde esta o bebê
ela corou envergonhada pela atitude estranha que tivera na ocasião, ren a abraçou ainda mais junto de si e antes que kyoko pudesse dizer qualquer coisa se apossou dos lábios dela em um beijo calmo porem repleto de sentimentos.
–kyoko
os olhos acinzentados estavam fixos nos seus roubando-lhe capturando-a completamente, sentia naquele momento com se ren estivesse olhando diretamente dentro de si
–acho que já é muito tarde
sentiu um pontada no peito, como se estivesse vivendo um sonho e o mesmo estiva para se converter em um pesadelo, o que as palavras de ren significavam, estaria ele querendo lhe dizer que já era tarde para ele aceitar a ela e ao filho?...que ele não a perdoaria por não ter lhe contado tudo logo após o seu retorno?.
–kyoko
sentiu o toque da mão dele em seu rosto enquanto seus lábios se aproximavam lentamente porem não para beija-la e sim para sussurrar a pergunta que fez seus medos desaparecerem completamente
–é muito tarde para conhecer o meu filho?
Sentiu-se ser abraçado enquanto os lábios dela uniam-se aos seus, devido ao impulso que ela havia tomado para se aproximar ambos acabaram meio deitados sobre o sofá, ao terminar o beijo viu o rosto corar por certamente haver assim como ele se recordado das cenas vividas na noite anterior naquele mesmo sofá
–essa manha …
–moko san estava com ele por isso sei que estava bem mas não pude evitar,, senti a falta dele por isso sai no meio da noite e voltei para minha casa
ele a beijou após ver a expressão fofa no rosto dela, ainda não pensara em kyoko sendo mãe mas agora que ela era não conseguia deixar de pensar que ela estava ficava realmente fofa falando do filho, seu olhos ficavam tão brilhosos como quando falava de fadas e princesas.
–como é o bebe?
Sentiu-se feliz ao ver ren tão interpresado no filho ,se saber porem que naquele momento ren se perguntava se o bebe havia puxado alguma de suas verdadeira características
–vamos
ouviu kyoko dizer antes de se levantar e ir pegar o casaco e a bolsa compreendendo então aonde ela pretendia leva-lo, sentiu-se um pouco aliviado ao entrar no carro com o pensamento que só então lhe ocorrera, kyoko certamente haveria dito algo que o bebe lhe lembrasse de alguma forma corn, sorriu ao ligar o carro e pensar que o filho deveria ter herdado muito da mãe e a julgar pelo unicórnio de pelúcia em seu porta malas ele mesmo o incentivaria a ter a imaginação fértil de kyoko.
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