Em luta pelo amor
30 Pai
CAPITULO XXX
logo que estacionou o carro frente ao edifício ainda incerto se deveria ou não adentrar o local, seus olhos se fixaram na mulher de longos cabelos negros, porte elegante e bem vestida que deixava o local naquele momento, seu primeiro pensamento era que certamente se tratava de uma mulher qualquer, afinal já era um pouco tarde para uma mulher solteira e gravida andar sozinha pelas ruas.
Direcionou o carro e já sa aproximava da entrada do local quando a luz de seu automóvel lhe permitiu uma visão mais ampla daquela ate então desconhecida figura, hesitou por um momento mas por fim deu a volta com o carro e seguiu com o mesmo ate onde a garota estava, viu a expressão irritada dela quando começou a buzinar a fim de faze-la parar de caminhar e se aproximar do carro, surpreendeu-se ao ver que ela o ignorava, sem escolha abriu o vidro do carro a chamando
–kanae
voltou-se buscando com fúria quem era o idiota que se atrevia a chama-la por seu primeiro nome, apertou a alça da bolsa que tinha em mão ao reconhecer a pessoas que menos desejava ver naquele momento, estava irritada consigo mesmo naquele momento por ter sentido um pouco de inveja da melhor amiga ao ve-la ao lado de ren e do filho, não que desejasse que ren e kyoko não ficassem juntos na verdade ver a amiga feliz era seu mais sincero desejo, o problema era que ver o modo como pareciam feliz juntos a fez sentir-se um pouco solitária e por um momento a fez pensar que um dia gostaria de sentir aquele tipo de felicidade, mas a tempos soubera que jamais seria capaz de viver um amor assim.
Quando mais nova havia nutrido um sentimento como aquele em seu peito, se apaixonara por um rapaz que devido ao modo como ela se portava e se vestia havia pensado que ela fosse de origem nobre, mas uma vez que ele que ela era bolsista naquela escola e possuía uma linhagem humilde ele simplesmente a trocou por uma garota rica da escola onde ambos estudavam, desde então kanae jurará a sim nunca mais amar outra pessoa além de si mesma, a dor que havia sentido por ser traída por seu primeiro amor a marcara para sempre e por isso jamais permitiria que um sentimento tão estupido domina-se seu coração e a fizesse de boba novamente, por anos conseguira manter essa promessa mas agora sempre que aquele cara narcisista e arrogante se aproximava sentia sua forte convicção ser abalada.
–entre no carro
–por que eu faria isso
–precisamos conversar
–não tenho tempo para isso agora, preciso achar um hotel para passar a noite
–e o apartamento que divide com aquela estupida
–tsuruga ren esta la, não quero ficar de vela
–kyoko estupida decidiu contar em fim
viu um sorriso brincar nos lábios do cantor após dizer aquelas palavras
–não deveria estar triste, afinal acaba de perder a kyoko para sempre
–não sei o que aquela estupida diz ao meu respeito mas não sou canalha ao ponto de continuar correndo atras de uma garota após haver engravidado outra
as palavras do fuwa a afetaram mais do que ela gostaria de admitir, sentiu um leve aperto em seu peito, mas sua mente se alegrou por poder reafirmar a si mesma o que já sabia a tempos, só deveria amar a si mesma....amar?....questionou a si mesma, quem disse que o que sentia pelo fuwa era amor, o que havia acontecido entre eles havia sido apenas algo do momento, uma ação impulsionada pelo álcool e pelo desejo comum que toda mulher sente pelo sexo oposto, uma relação carnal sem qualquer tipo de sentimento, ela não o amava e mesmo se houvesse pensado em ama-lo já não poderia mais faze-lo, sorriu em alivio por suas conclusões, sentido-se mas tranquila fitou o loiro que naquele momento abria a porta do carro ao lado do passageiro por dentro.
–entre
–hum...
–não precisa ter medo de mim
de onde aquele idiota havia tirado a ideia de que ela teria medo de alguém como ele?.. e por que queria tanto faze-la entrar em seu carro?. Ignorando as palavras do cantor decidiu seguir seu caminho, estava começando a sentir vertigem novamente e precisava ainda encontrar um local para passar a noite.
Fitou a garota que se afastava a passos rápidos e decididos ignorando completamente suas palavras, ela não havia compreendido com suas palavras anteriores que ele já sabia sobre a gravidez, que ela já não precisava se manter tão afastada dele por que ele estava disposto a assumir o bebê.
Deixou o carro disposto a convence-la a aceitar conversar com ele, a medida em que se aproximava a via aumentar a velocidade de seus passos se afastando novamente, já estava a ponto de desistir ante a teimosia da garota, foi quando a viu deter-se e levar a uma das mãos a cabeça como se a mesma estivesse a doer.
Por que aquelas crises havia voltado após tantos anos, quando pequena lembrava-se que em momentos de vertigem muito intensa chegava a sentir enjoo e era exatamente o que acontecia naquele momento, crises assim aconteciam em momentos de muito estresse e infelizmente a presença do loiro agora diante de si não amenizava em nada sua irritação.
–vamos ate o carro e a levarei ao hospital
–não preciso de hospital é apenas um tontura
–pode se sentar no carro então ate que a tontura passe
ainda relutante aceitou a oferta do rapaz que a ajudou a chegar ate o automóvel, deixou-se cair no banco sentindo que tudo ao seu redor movia-se rapidamente, sentiu novamente um forte enjoo e sentiu-se grata por sho haver resolvido deixar a porta aberta para entrar mais ar.
Suas suspeitas foram completamente confirmadas ao ver a face da garota empalidecer após voltar a se reclinar no banco de passageiro, não havia mas como ela negar que estava esperando um filho dele.
–não pode sair a rua sozinha no meio da noite nessas condições, o que faria se eu não estivesse por perto
–é apenas uma crise de labirintite, ira passar logo mesmo sem sua ajuda
–crise de labirintite? Espera mesmo que eu acredite nisso?
–não me importo se acredita ou não fuwa
–me chame apenas de sho a partir de agora, sera estranho se as pessoas a ouvirem me chamar de fuwa desse modo tão frio
do que o fuwa estava falando afinal, estava mareada demais para prestar atenção nas palavras do cantor, sentia todo seu corpo cansado e sua mente ainda turva começava a ficar sonolenta
–esta ouvindo
desviou a atenção da pista por um momento encontrando ao seu lado a garota já completamente adormecida, sentiu-se um pouco frustrado por não poder falar com ela sobre a gravidez mas ao mesmo tempo estava aliviado por ver que adormecida kanae não se oporia a passar a noite em seu apartamento.
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logo após haver deixado o elevador e ouvir kyoko abrir a porta do próprio apartamento sentiu-se brevemente arrependido, não deveria ter sido tão impulsivo e pedido para conhecer o filho tão rapidamente, naquele momento foi impulsionado pela emoção se saber que kyoko tivera um filho seu, mas agora a emoção havia diminuído permitindo ao seu cérebro pensar com mais clareza, ainda não se sentia como um pai, na verdade nem era capaz de compreender como um pai deveria se sentir, se houvesse mas tempo ligaria para kuu perguntando o que fazer, como agir.
Balançou levemente a cabeça afastando completamente aquela ideia, conhecia o pai o suficiente para saber qual seria sua reação, primeiro kuu iria lhe dar felicitações usando varias palavras diferentes, depois lhe perguntaria como aconteceu e exigiria cada detalhe e por ultimo lhe diria que ser pai é algo maravilhoso e começaria a tecer elogios ao filho que por sinal era ele próprio, talvez pudesse pedir conselhos ao presidente mas considerando que esse já sabia sobre a gravidez era quase certo que lory não o ajudaria em nada, o mas provável era que em pouco minutos o presidente apareceria ali e trataria de elaborar um festa de comemoração.
–tsuruga san não vai entrar
fitou a morena diante de si que deixava o apartamento nesse momento
–kotonami san
–mo esta la no quarto com o bebê, é a segunda porta a direita
–esta de saída
–estou indo passar a noite na casa dos meus pais
–compreendo, tenha uma boa noite
–boa noite tsuruga san
assim que kanae se afastou armou-se de coragem e adentrou o local, nunca em sua vida sentira-se tão inseguro como naquele momento, cerrou os punhos procurando afastar o tremor que ameaçava se apoderár de suas mãos.
A passos lentos caminhou ate o quarto indicado por kanae, os olhos acinzentados fitaram kyoko que estava tão absorta na tarefa de trocar o bebê que não percebeu sua presença, seu olhar seguiu da garota para o pequeno ser que movia agitadamente as pequenas pernas dificultando o trabalho da garota, as mãozinhas gordas de longos dedos agitavam-se e no rostinho arrendondado a expressão risonha do pequeno demonstrava o quanto estava se divertindo com aquilo.
–kaoru quando terminar-mos vou leva-lo para conhecer uma pessoa muito importante para a mamãe e será importante para você também
sorriu ouvindo as palavras de kyoko, fitou a garota novamente que ainda alheia a sua presença terminava de vestir o pequeno que agora havia se acalmado, o que ren não percebia era que os brilhantes olhos azuis de kaoru estava atentos a cada movimento do moreno.
–prontinho meu principe
pegou o filho nos braços só então percebendo que o pequeno olhava e sorria para algo atras de si, não pode deixar de sorrir ao ver como o pequeno se agitava a medida que ela se aproximava do ator.
–ele...
–esta mexendo com você
–hum...
–mecha com ele também
–como?
Teve vontade de sorrir ao ver a expressão confusa de ren, nunca o vira assim tão inseguro e ao mesmo tempo muito fofo, foi quando uma ideia lhe ocorreu.
–ren esse é nosso filho o nome dele é kaoru, poderia cuidar dele enquanto tomo banho
fitou o pequeno que ainda se movia animadamente nos braços de kyoko, nunca havia pego um bebe nos braços, a única criança com quem já brincara era maria chan e ela já era bem crescida, não tinha a menor ideia de como cuidar de um bebe pequeno com kaoru.
–daqui a pouco sera hora dele mamar, ainda estou com o cheiro de alguns temperos em mim por isso ele pode não se alimentar direito se eu não me banhar antes, pode cuidar dele para mim?
–sim
disse tentando não deixar transparecer sua insegurança ao ver kyoko lhe ofertar o filho o qual pegou de modo desajeitado
–você precisa segura-lo bem junto de si e colocar uma das mãos atras da cabeça e a outra segura o corpinho dele
com a ajuda dela logrou por fim acomodar o pequeno junto de si, a proximidade daquele corpo frágil o permitia sentir o calor do pequeno junto ao seu peito, se lhe pedissem para descrever o que sentia agora seria incapaz de faze-lo, sentia apenas seu coração bater de um modo cálido como nunca sentira antes.
–prometo ser breve
recebeu um beijo rápido de kyoko que se afastou deixando-o sozinho com o filho o qual permanecia quieto em seus braços, seguiu com o pequeno ate a cama onde o deitou em seguida deitou-se ao lado passando só então a observar melhor o bebê diante de si.
Os cabelos ainda ralos eram claros assim como os olhos que agora olhavam para a figura de uma fada na parede, durante a viajem ate ali kyoko havia lhe dito que ela mesma havia decorado o quarto, sorriu pensando que realmente aquela decoração era bem o estilo de kyoko, fitou mas atentamente o rosto aredondado e pequeno, os olhos azuis tinham grande chances de futuramente se tornarem verdes como os seus, os dedos longos na mãozinha gorducha que o pequeno agora levava a boca era como os seus, porem os lábios e o nariz delicado eram claramente semelhantes aos de kyoko, não pode deixar de pensar que o filho era a mistura perfeita deles dois ao mesmo tempo que era um ser completamente diferente.
–o que ela deve pensar sempre que ve esses cabelos e olhos claros
os olhinhos que fitavam a parede agora olhavam para ele como se lhe perguntasse quem era aquele desconhecido e o que fazia em seu quarto.
–onde esta minha educação
se levantou da cama e fez uma curta saudação
–meu nome no momento é tsuruga ren, 22 anos, sou o seu ate então ausente pai, prometo estar mais presente a partir de agora, por favor cuide de mim.
Como se compreende-se suas palavras viu o filho começar a bater as perninhas enquanto lhe lançava um sorriso sem dentes que ele simplesmente não pode deixar de corresponder, deitou-se novamente o lado dele levando de modo quase inconsciente sua mão ate a do pequeno que sem qualquer hesitação segurou segurou seu dedo e tentando leva-lo em direção a boca
–você é bem forte
–isso por que diferente do pai dele, kaoru não tem aversão a comida
–eu não tenho aversão a comida
kyoko ainda trajando uma camisola rosa delicada coberto por um roupão da mesma cor, se aproximou com um lindo sorriso no rosto e sentou-se do outro lado de onde estava o bebê, aquela visão o deixou completamente sem palavras.
–não me venha com desculpa de uma adolescente, dizendo que não come por que não quer engordar.
Simplesmente não teve argumentos para rebater as palavras de kyoko que lhe lançou um sorriso antes de pegar kaoru nos braços, enquanto retirava uma das mangas do roupão e abaixava lentamente a alça da camisola enquanto conversava com o bebe, levou a mão ao rosto um pouco envergonhado ao ver o belo seio dela.
Como se estivesse diante de um apetitoso banquete viu o pequeno abocanhar avidamente o pequeno mamilo e sugar constantemente o leite materno, fitou o moreno sentado ao seu lado, os olhos acinzentados fitavam discretamente a cena, sorriu ao ver que ren estava envergonhado e curioso com aquela cena
–ren se aproxime
aproximou-se procurando não balançar muito a cama a fim de não atrapalhar a alimentação do seu filho, não poderia expressar em palavras a beleza daquela cena, nunca imaginara viver um momento como aquele mas não poderia sentir-se mais feliz com isso, sua felicidade só seria mais completa se houvesse contado a verdade a kyoko e ela o tivesse aceitado como kuon hizuri.
Acompanhou cada passo da garota junto do filho ate que o pequeno adormecera, seguiram para a sala onde kyoko lhe serviu uma bebida, ren então sentiu que era o momento de contar tudo a ela, não poderia mas continuar ocultando a verdade dela em especial agora que tinham um filho.
–kyoko
deixou a xícara sobre a mesa de centro da sala, reunido coragem para seguir em frente com seu objetivo.
–tenho algo muito importante para lhe contar, quero que me ousa sem me interromper, quando terminar você poderá me dizer tudo o que quiser irei ouvir e aceitar sua decisão
–hum...?
–kyoko eu sou o corn.
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