Em luta pelo amor
44 Perdido
CAPITULO XLIV
sorriu triunfante com o bebe em seus braços, fora difícil mas havia conseguido convencer kuon a deixar que ele tomasse conta do bebe, claro que só conseguira a autorização do filho por que o mesmo pensara que julie estaria com eles, o que kuon não sabia era que naquele momento julie estava em algum shopping com a senhorita woods, ambas havia se conhecido na noite da festa quando a pequena e elegante maquiadora retocara a maquiagem de sua esposa.
–o vovô vai cuidar muito bem de você, e então seu pai não poderá mais se negar a deixa-lo passar a noite no nosso apartamento
o pequeno apenas resmungou algumas coisas incompreensíveis para kuu enquanto o mesmo continuava seu caminho pelos corredores da lme, em busca do restaurante existente no local e onde segundo kijima-san a comida era realmente deliciosa, triunfante entrou por fim no local ainda deserto escolheu um acento mais ao canto onde pôs a manta que trouxera consigo no chão onde deixou kaoru brincando enquanto comia.
–a comida estava deliciosa, agora...
apanhou a bolsa que deixara sobre a mesa, retirando da mesma um suporte térmico para mamadeira e de dentro retirou o alimento de kaoru
–é a sua vez de comer meu netinho amado
qual não foi sua surpresa ao ver que o pequeno já não estava ali, ren e kyoko haviam lhe dito que desde que o pequeno começara a engatinhar estava mais difícil cuidar dele, era preciso dedicar-se totalmente a tarefa, porem kuu negligenciara esse aviso pensando que afinal o neto não deveria ser muito mais difícil de cuidar do que o filho, mas agora percebera que kuon fora um bebe realmente muito calmo.
–kaoru
chamou ajoelhando-se no chão a procura do pequeno por debaixo das mesas mas para seu completo desespero o pequeno não estava mais la, engatinhou por entre as mesas a procura de pistas que o levasse ao paradeiro de seu amado e agora perdido neto, sem se importar porem com os trabalhadores do restaurante que fitavam o famoso ator agindo de modo tão estranho, já saia de baixo da ultima mesa do local quando um par de pernas barrou seu caminho, por um momento sentiu seu sangue gelar fechou os olhos por um momento rezando mentalmente para que seu palpite estivesse errado e a pessoa diante de si não fosse seu filho.
–kuu
–boss
levantou-se em um impulso de alegria esquecendo completamente que havia uma mesa acima de si, a dor que sentiu o deixou brevemente imóvel mas por fim deixou o local ficando em pé para fitar o presidente a sua frente, o sorriso nos lábios de lory por um momento o fez ter esperanças que o mesmo estivesse com kaoru, mas percebeu com desanimo que lory estava apenas sorrido da cena cômica que ele protagonizara.
–boss por favor, precisa me ajudar
–hum...
fitou o chão aparentemente limpo do restaurante receoso se deveria ou não ajudar o ator seja la no que for que ele estivesse fazendo ajoelhado naquele local, voltou seu olhar então para sua linda fantasia de poderoso chefão considerando se deveria ou não suja-la por fim tomou sua decisão
–boss o que estava fazendo?
–me ajoelhando para ajuda-lo
–não adianta ele não esta mais aqui, precisaremos procura-lo em outro local
–então estava a procura de algo?
disse o moreno se levantando novamente, limpando rapidamente os joelhos das vestes.
–algo não alguém
–alguém?
Teve um mau pressentimento ao ouvir as ultimas palavras de kuu, mas afastou rapidamente tal pensamento, ren jamais deixaria o pequeno kaoru nas mãos de kuu, embora estivesse ha alguns anos vivendo longe do pai, kuon o conhecia o suficiente para saber que kuu não era capaz de cuidar direito nem de si mesmo quanto mais de um bebe.
–o kaoru fugiu
pasmo viu o loiro a sua frente começar a chorar sem se importar com os olhares curiosos que recaiam sobre ambos, precisou de tempo para assimilar o que o ator de fama internacional acabara de lhe dizer, ren havia confiado o suficiente no pai para entregar kaoru ao seus cuidados e agora o kuu acabara por perder o próprio neto, sua vontade inicial era de repreender o loiro a sua frente mas deteve-se ao recordar que kuu não seria o primeiro ali a perder o próprio neto, a diferença é que maria só começara a desaparecer pelos corredores da lme depois dos cinco anos de idade não com apenas onze meses de vida.
–irei pedir ao sebastian e sawara san que ajudem na busca
–boss
disse kuu seguindo agora pelo corredor junto do presidente
–não deixe que kyoko chan ou o ren saibam disso
ao dobrarem o corredor sentiram um arrepio percorrer-lhes a espinha, enquanto um sorriso gentil e extremamente assustador era dirigido a ambos, ao lado daquele demoníaco ser estava o sorridente empresario que os saudava de forma cortes, mas ambos estavam petrificados demais para responder corretamente a saudação, lançaram então um simples bom dia ao jovem acompanhante do lord demônio
–o que eu não posso saber presidente?
embora dirigisse suas palavras ao presidente os olhos de ren estavam fixos em kuu, que naquele momento tinha certeza que se descobrisse a verdade o filho o odiaria para sempre e isso era algo que seu pobre coração de pai jamais suportaria,
“julie querida, viva uma boa vida, me desculpe se tive de deixa-la antes mas saiba que te amo”
dirigiu aquele que julgou ser seus últimos pensanentos para sua amada esposa, e apenas aguardou em silencio a resposta fatal do presidente
–que o sebastian adora crianças e esta brincando com kaoru nesse momento em meu escritório
–e por que kyoko e eu não poderíamos saber disso?
–kuu tem medo de que se souber disso você o queiram como baba de kaoru, ao invés de deixar o bebe com o avô
embora fosse alguém misterioso ren precisava reconhecer que sebastian sempre se mostrara alguém competente e responsável, se o conhecesse melhor talvez fosse uma boa ideia contratar o mordomo de lory como baba, mas isso era algo apenas hipotético jamais deixaria seu filho com alguém que não parecia ter qualquer experiencia em cuidar de crianças, se bem que.....fitou o presidente de cima a baixo concluído por fim que servir ao presidente deveria ser uma tarefa muito mais difícil que cuidar de qualquer criança.
–é bom saber que kaoru esta se divertindo e em boas mão não é ren?
A voz animada do empresario ao seu lado o chamou de seu breve devaneio, talvez yashiro estivesse certo o importante era que kaoru estava seguro e se divertindo.
–sim, mas acredito que já tenha passado da hora dele mamar não é kuu-san?
–na verdade viemos apenas pedir a senhora do restaurante para aquecer a mamadeira, que estava um pouco fria demais
–era necessário os dois, para essa tarefa presidente?
lory sorriu não sabendo ao certo o que dizer, ren sempre desconfiava de tudo o que ele dizia, esperou em vão que kuu dissesse algo mas o mesmo parecia assustado demais para pensar em algo.
–vim apenas comprar um doce, com kaoru em meu escritório não posso fumar para suprir essa vontade preciso comer algo doce.
–ouvi dizer que isso ajuda
lory agradeceu mentalmente a yashiro por apoiar sua mentira
–muitas pessoas que pretende largar o vicio do cigarro passam a comer doces, ao que parece isso causa uma sensação quase tão prazerosa com o do cigarro.
O sorriso que surgiu novamente nos lábios de ren, dessa vez dirigido a ele o fez tremer internamente.
–fico feliz que tenha decidido parar de fumar presidente
sorriu em resposta ao moreno sem saber ao certo o que dizer para seguir com aquela conversa, sabia que se ren ao menos desconfiasse da verdade kuu estaria em sérios apuros.
–ren precisamos ir, ou chegaremos atrasados ao próximo trabalho.
Se despediu de ren e do empresario, podendo em fim respirar aliviado
–precisa dar um aumento de salario para esse rapaz, ele nos salvou duas vezes
–yashiro san, é um ótimo empresario
disse lory considerando realmente a sugestão de kuu
–presidente é melhor nos separar-mos para procura-lo
–sim, falarei com sebastian e pedirei ao sawara san que nos ajude.
–obrigado
–não me agradeça, ate kaoru estar de volta em seus braços
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já era passado das nove da manha, os corredores da lme estava como de costume trasbordando de pessoas trazendo e levando equipamentos de um estúdio ao outro, os atores indo e vindo de seus camarins tudo era feito as presas e de modo tão rotineiro que ninguém sequer parava para dar atenção ao que se passava logo abaixo do seus pés, focados demais em seus próprios compromissos ninguém percebeu o pequeno sentado embaixo de uma das mesas do cenário de um escritório o qual seria sido usado apenas no período da tarde.
O pequeno sorriu apanhando um pequeno objeto no chão o qual estava pronto a levar ao lábios quando uma mão o deteve, os olhinhos azuis fitaram a figura a sua frente a após resmungar um pouco sorriu estendendo os bracinhos e agitando as perninhas pedindo colo, as mãos se aproximaram apanhando o pequeno que estivera ate a pouco sentado em baixo daquela mesinha de escritório não muito distante do restaurante.
–obrigado por encontrar o meu bebe
fitou o homem a sua frente, os cabelos prateados, contrastavam com as vestes negras que trajavam, certamente era apenas mais um ator daquele local mas diferente dos atores que encontrara ate agora aquele a sua frente não tinha um olhar soberbo ou gentil ao contrario o brilho naqueles olhos deixavam evidente que ele estava realmente disposto a recuperar o bebe, sem se importar se tivesse de usar da violência para isso
–esse bebe é...
sentiu o pequeno ser praticamente retirada da suas mãos assim que o rapaz se aproximou.
–não se aproxime dele novamente, ou estará colocando sua vida em risco.
Sorriu divertida com a ameaça do rapaz quando o mesmo deixou o local, não compreendia por que aquele homem havia dito que o bebe era dele quando ela sabia perfeitamente que aquele era filho do seu odiado inimigo, filho do homem que destruirá sua vida, infelizmente ao pegar o pequeno ainda não sabia ao certo como usa-lo para causar dor ao odiado herdeiro dos hizuri, mas tão logo sua vingança estivesse completamente elaborada tinha a certeza de que voltaria a se encontrar com o pequeno bebe, quando isso acontecesse nenhum idiota poderia impedi-la de alcançar seus objetivos.
As pessoas capazes de emanar um aura pesada e mortal sempre lhe atraíram porem a aura que aquela mulher emanava fora a primeira capaz de faze-lo sentir medo, não na verdade já sentira um aura como aquela, naquele época pertencia ao pai do bebe em seus braços, fitou kaoru que naquele momento parecia se divertir brincando com um pingente da corrente que reino tinha no pescoço, não sabia quem era aquela mulher mas suas intenções para com o bebe estavam longe de serem boas.
–você é tão inocente quanto kyoko
ergueu o pequeno de modo que o rosto do pequeno ficasse a altura do dele, a expressão no rosto do pequeno tornou-se seria para logo depois ser preenchida por um sincero sorriso, o qual deixou reino levemente desconcertado, a maioria das pessoas se assustavam de sua aparência selvagem e por vezes assustadora mas o pequeno em seus braços estava a sorrir, talvez aquele bebe fosse alguém tão interessante quanto a mãe ou apenas ingenuo demais ainda para diferenciar o que era perigoso ou não.
Acomodou o pequeno em seus braços novamente, o que faria com aquele pequeno, kyoko estava no meio de um trabalho em outra emissora, a pouco vira o tsuruga e o empresario deixarem o estacionamento no mesmo instante em que ele estacionava o carro que usava durante o trabalho e o qual pertencia a lme, sorriu ao pensar que se os pais do bebe estavam trabalhando naquele dia isso significava que o pequeno havia ficado com o fuwa, um sorriso satisfeito surgiu nos lábios do vocalista.
–o que me diz de brincar um pouco com o fuwa?
o pequeno ignorou suas palavras continuando a brincar com o pingente, sorriu imaginado qual seria a cara do cantor quando descobrisse que o bebe já não estava dentro da lme, seguiu com o pequeno para o estacionamento onde o acomodou no banco da frente, prendendo-o bem com o cinto sentando-se no banco do motorista ligou o carro deixando em seguida o prédio da lme, havia ido ate la para resolver os últimos detalhes sobre a trilha sonora do filme que estava sendo gravado ali mas aquele assunto poderia ser solucionado depois, não deixaria passar aquela chance de atormentar o fuwa.
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–sou o pior avô do mundo
fitou a comida sobre a mesa a qual permanecia intocada, kuu estava chorando de verdade dessa vez, deduziu lory se aproximando do loiro que tinha os cotovelos-lo sobre os joelhos e a cabeça apoiada nas mãos, os cabelos claros caídos sobre a face o impediam de ver os olhos do ator mas pela voz desesperada do mesmo tinha certeza que o mesmo estava ao prantos
–kuon ira me odiar pelo resto da vida, minha amada julie ira me matar e minha linda filha nunca mais ira olhar para mim novamente, eu fui um péssimo pai e sou um avô ainda pior
–chorar não adianta nada kuu, viemos ate o escritório para elaborar uma nova estrategia de busca por isso se recomponha
–mas boss
–não pense no que ainda não aconteceu hizuri san, logo encontraremos o seu neto
lory agradeceu a sawara por haver enfim conseguido fazer kuu parar de chorar.
–sebastian ainda não voltou, talvez ele traga boas nova kuu
–acha mesmo boss?
–sebastian é muito eficiente em tudo o que faz
–obrigado takarada san
os três homens na sala fitaram o mordomo que adentrara o local tão silenciosamente que sua presença fora sentida somente naquele momento.
–alguma noticia do meu neto?
–hizuri san, infelizmente ainda não foi possível encontrar kaoru san
–um simples não teria respondido sebastian
–me desculpe takarada san
–sebastian ligue o sistema de monitoramento, não gosto de utilizar esse recurso mas essa é um situação de emergência
kuu e sawara viram então com surpresa o que parecia ser uma parede repleta de monitores surgir do chão em meio ao escritório de lory, ali era agora possível ver cada um dos estúdios e corredores da agencia.
–então é assim que o presidente sem pre sabe de tudo o que acontece na agencia, por um momento eu realmente pensei que o senhor tivesse algum tipo de bola de cristal ou poderes mediúnicos.
–não duvide dos meus poderes sawara san, eles existem mas as vezes preciso de um pouco de tecnologia para usa-los.
–sei, mas voltando ao assunto presidente se podia usar as câmeras de monitoramento por que nos fez procurar por toda a lme?
–eu havia me esquecido delas.
Kuu e sawara fitara incrédulos o moreno que com um faceiro sorriso procurava agora entre as gravações qualquer indicio a respeito do bebe, após alguns segundos a imagem de uma das câmeras foi congelada e ampliada
–kaoru, boss poem a imagem da sala
–a câmera dessa sala estragou e o técnico ainda não veio concerta-la
–onde fica esse local?
–sei onde é hizuri san
–ótimo vamos
kuu e sawara deixaram as presas a sala, lory estava se preparando para segui-los quando sebastian o deteve
–takarada san, kaoru san não esta mas la
–hum?
ignorando a imagem congelada de kaoru adentrando a sala, sebastian mostrou outra do estacionamento onde o cantor da banda vie ghou deixava o local com o bebe, lory deixou correr então a imagem outrora congelada que mostrava kaoru adentrando a sala, vendo então o que ocorreu quase meia hora depois da entrada de kaoru ali, sorriu aliviado ao saber que kaoru estava com reino o qual certamente estava levando o bebe para a mãe, porem algo na imagem lhe chamou a atenção, após a saída do cantor e do bebe da sala uma mulher deixara o local, conhecia cada pessoas que trabalhava na sua agencia mas aquela mulher era alguém completamente desconhecida para ele.
–sebastian quero a ficha de todos os funcionários recém-contratados.
–sim takarada san.
–ligue-me também com o reino, preciso confirmar aonde ele esta indo com kaoru
–sim takarada san, com sua licença.
Não sabia ao certo o que era mas algo na forma com reino deixara a sala e o sorriso que agora podia ver claramente após aproximar a imagem, na face daquela desconhecida lhe trazia sensação de algo acontecera naquela sala e que envolvia o filho de kyoko e ren.
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