Em luta pelo amor
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CAPITULO XLV
estacionou o carro ao sentir a aura magnifica de sua coelhinha, desceu do automóvel pegando o pequeno bebe no banco do passageiro em seu colo e seguiu rumo ao parque onde havia uma pequena multidão de pessoas assistindo as filmagens, sem qualquer cerimonia atravessou a faixa de contensão colocada para impedir o publico de se aproximar e assim acabar prejudicando as gravações.
Já estava na ultima cena da sua personagem quando um frio percorreu sua espinha, a impedido de prosseguir corretamente com sua fala
–amamiya san
–ah...me desculpe diretor
–tudo bem, vamos de novo
respirou fundo procurando afastar aquele mau pressentimento, com um pouco de dificuldade e após refazer a cena mais uma vez logrou finalizar seu papel retirando-se então para o improvisado camarim
–chiori chan você esta bem?
–sim, só um pouco cansada não se preocupe
–vou buscar algo para você beber
–obrigada
viu a empresaria se afastar do local, acomodou-se então na confortável cadeira certa de que aquele súbito arrepio fora causada apenas pelo cansaço que se tornava ainda mais intenso devido ao calor que fazia naquela manha, fechou os olhos procurando relaxar e lentamente adormeceu.
–quem é você?
Abriu os olhos ainda um pouco sonolenta, foi então que viu a poucos milímetros do seus rosto uma face já conhecida e muito odiada.
–vo...
sentiu os lábios do rapaz apossarem-se dos seus em um beijo selvagem, a medida que tentava resistir sentia o mesmo se tornando cada vez mais intenso, por fim já cansada de lutar cedeu ao beijo que aos poucos se suavizou tornando-se algo realmente agradável, não pode negar que ao separarem-se seus lábios ansiavam por mais, porem ela jamais admitiria a si mesma que aquele cretino pervertido fizera todo seu corpo vibrar com um simples beijo.
Sorriu vitorioso ao ver os olhos cerrados, os lábios inchados e entre abertos da sua coelhinha, aquele não havia sido o melhor beijo da sua vida mas os lábios de chiori era definitivamente os mais saborosos que ele já beijara, foi chamado de sua reflexão pela súbita ardência em seu rosto só então percebendo que acabara de ser atingido por um violento tapa da garota, sempre odiara sentir dor mas era impossível não sentir a excitação que espalhou-se por todo seu corpo após tomar consciência de haver sido agredido por ela.
Esperava que o rapaz se afastasse de sua cliente e protegida após receber aquele belo tapa de chiori, qual não foi sua surpresa ao ver porem que o mesmo se aproximava novamente da menina, por um momento temeu que aquele cara com vestes tão estranhas pudesse querer agredir chiori em retribuição ao tapa mas o que viu a seguir a deixou completamente sem reação
sentiu-se ser puxada da cadeira onde estava para tornar-se cativa dos braços forte do rapaz, antes que pudesse protestar seus lábios uma vez mas foram tomados pelos de reino em um beijo agora mais suave porem intenso, enquanto as mão dele moviam-se sem qualquer pudor sobre seu corpo sua mente gritava para reagir e se afastar daquele idiota mas seu corpo estava completamente dominado, era como se o mesmo não pertencesse mais a ela e fosse agora somente um extensão do próprio reino, um fantoche que o rapaz poderia manipular ao seu bel prazer.
–chiori
viu-se obrigado a separar-se de sua coelhinha ao ser afastado dela por um dos seguranças chamados pela empresaria e que agora o mantinha com as mãos presas atrás do corpo, segundos depois o diretor adentrava o local e após lançar um olhar hostil a ele seguiu para junta de sua coelhinha, sentiu-se um pouco irritado ao ver o modo como aquele homem tocava os ombros de chiori, ele era o único homem que tinha o direito de toca-la.
–o quer que seja feito com esse cara, diretor?
–me chamo reino
disse em reposta as palavras do segurança que ainda o mantinha parcialmente imobilizado.
–reino? Onde já ouvi esse nome?
–e o idiota com que estou atuando naquele filme maldito
respondeu a sua empresaria, que nunca havia sido apresentada diretamente ao rapaz.
–reino, o vocalista da ex banda vie ghou
–da renascida banda vie ghou
corrigiu reino ao diretor que agora o fitava com um olhar que beirava a admiração
–pode me dar seu autografo, meu filho e um grande fã seu
–diretor esse idiota acaba de me atacar lembra?
ignorando suas palavras chiori viu o diretor se aproximar de reino e após pedir que o segurança o libertasse pediu o cantor que autografasse um pequeno bloco de notas.
–muito obrigado reino san, mas lamentavelmente terei de pedir que se retire, amamiya san esta no meio de um trabalho agora, como um famoso cantor sei que compreende que a momentos em que temos de renunciar a alguns prazeres de nossa vida pessoal para fazermos nosso trabalho.
Prazeres da vida pessoal?...aquele diretor imbecil não estava insinuando que se atacada pelo maldito cantor era algo prazeroso para ela estava?.
Sorriu discretamente sentindo a aura assassina que chiori emanava naquele momento, aquilo fazia seu corpo vibrar em excitação sentiu o impulso de se aproximar dela e provar novamente daqueles saborosos lábios porem um o som de choro chamou sua atenção.
–ate breve minha coelhinha
viu o cantor deixar o local, cerrou o punho desejando com todas as forças a morte do rapaz
–chiori chan, compreendo que queira estar ao lado do seu namorado mas não pode traze-lo ao local de gravação sem uma devida autorização, se o publico houvesse visto o que aconteceu isso poderia causar uma confusão, muitos paparazzi irias querer fotografa-los juntos e isso comprometeria as gravações, por isso da próxima vez seja mais profissional.
A repreensão que recebeu do diretor foi a gota de água que faltava para fazer sua raiva transbordar, deixou o improvisado camarim indo a caça do cantor, não deixaria aquele maldito ir embora ate dizer a ele tudo o que a tempos vinha guardando dentro de si, já perdera a conta de quantos cadernos havia gastado escrevendo ameaças e maldiçoes aquele cretino, agora era chegado o momento de dizer tudo a ele pessoalmente, logrou passar pela multidão sem chamar muita a atenção e seguiu pelo parque que longe do local onde estavam gravando, encontrava-se relativamente deserto, não pensava ao certo para onde estava indo sua ira era naquele momento sua única guia, sorriu de modo sinistro ao avistar não muito longe dali um rapaz de cabelos prateados e vestes negras sentado a sombra de um arvore, felizmente o mesmo estava de costas para ela o que lhe permitiria se aproximar sem ser notada.
–cretino
viu o rapas se voltar para ela, com um bebe seminu em suas mãos, qual não foi sua surpresa ao reconhecer o pequeno kaoru
–o que esta fazendo com ele
a garota se aproximou rapidamente e tomou o pequeno se de suas mãos,
–ele estava sujo
fitou assustada a cena diante de si, no chão a frente de reino havia uma camisa estendia e sobre a mesma um frauda usada, um lenço negro que aparentemente havia sido usado para limpar kaoru e as calças do pequeno, dirigiu seu olhar mas assassino ao cantor foi quando seus olhos visualizaram o perfeito peitoral de reino que se destacava não somente por sua beleza mas também devido ao contráste com o tecido negro do sobretudo que ele trajava, por um momento esqueceu de medonha cena diante de si ficando completamente fascinada pelo corpo do rapaz o bebe se movendo em seus braços a trouxe novamente a realidade.
–por que kaoru esta com você? E onde o deixara?
–eu o encontrei na lme e decidi passear com ele, para ir ve-la pedi a uma das assistentes que cuidasse dele mas parece que ele não gostou muito dela.
–kaoru é um bebe não um cão que você encontra abandonado e pega para si, deve ter alguém muito preocupado procurando por ele nesse momento seu idiota.
O rapaz deu de ombros como se não se importasse com isso
–me de as calças
compreendeu o pedido da garota mas passou a abrir o feixe do seu próprio cinto, sorriu ao ver como o rosto da sua coelhinha corou quando ele fez menção de retirar suas próprias calças
–as calças do bebe seu cretino
viu a garota apanhar as calças do bebe sem olha-lo, sua face ainda rubra o deixava ainda mais interessado na garota, queria ver aquela expressão no rosto dela mais vezes, queria faze-la corar ao ouvir suas palavras sujas em momentos íntimos, momentos íntimos?... queria mesmo ter momentos íntimos que uma garota como aquela?...sorriu de si mesmo ao se dar conta por fim que estava completamente cativo de seus desejos por chiori, quando iniciara o cerco ao redor dela queria apenas se divertir a irritando mas agora realmente desejava toma-la para si.
–pegue-o
foi chamado de seus pensamentos pela voz irritada de chiori que naquele momento lhe oferecia kaoru já limpo e vestido completamente.
–leve-o de volta a lme ou irei denuncia-lo por sequestro
–não o sequestrei, já disse que apenas o encontrei
–o encontrou e saiu passear com ele ao invés de leva-lo para os pais dele ou a pessoa que estava cuidando dele, isso pode ser considera sequestro também idiota.
–você quer voltar kaoru?
–ele é só um bebe, a única coisa que os bebes querem comer, dormir, brincar e ficar com os pais.
–os pais dele não estão na lme
–mas deve ter alguém la que esta responsável por ele, por isso vá logo antes que eu chame a policia
queria continuar a provocar a garota mas se ela realmente chamasse a policia isso poderia prejudicar a estreia do filme no qual atuava e também a reestreia da sua banda, se isso acontecesse miroku e os outros ficariam o infernizando por muito tempo, levantou-se e após lançar um sorriso galanteador a chiori deixou o local lançando a ela suas ultimas palavras
–quando nos encontrar-mos novamente tome cuidado para o lobo não devora-la coelhinha
amaldiçoou-se por não haver dito nada do que viera dizer, mas também como poderia falar todos os palavrões que pretendia diante de um bebe, voltou então os olhos para as coisas que aquele idiota deixara para trás, resignada juntou tudo e atirou no lixo próximo dali, ao retornar para o local da gravação não pode deixar de sorrir ao pensar que ao menos havia tido uma visão privilegiada do peitoral perfeito do cantor em meio a toda aquela confusão, balançou a cabeça afastando tal pensamento, aquele cara era um cretino, um idiota completo que não possuía nada de atrativo, jamais iria se interessar ou sentir atraída por alguém assim, isso nunca aconteceria.
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–kaoru
o loiro apanhou o pequeno de seus braços o cobrindo de beijos
–obrigado por cuidar dele
–foi você que o perdeu?
–reino esse é kuu hizuri avô do kaoru, kuu esse é reino atual empresario da mogami san
viu o homem diante de si ficar repentinamente pálido
–se possível reino, não diga nada a kyoko sobre esse incidente
–não tenho intenção de dizer, presidente
–ótimo, kuu você pode respirar agora
sorriu ao ver kuu deixar o ar sair de seus pulmões enquanto voltava a sufocar o bebe que sorria, com seus beijos e abraços
–presidente podemos conversar
lory deixou de fitar kuu e o neto para prestar atenção ao rapaz em pé ao lado da mesa de seus escritório, sorriu já imaginado do que se tratava um vez que reino agora tinha os olhos fixos na mesa onde a pouco sebastian havia deixado a ficha de todos os novos funcionários da lme.
–kuu acredito que kaoru esteja com fome, por que não o leva para casa onde ele poderá se alimentar e descansar, acho que o pequeno já teve aventuras de mais por um dia.
O loiro concordou com a ideia e minutos depois deixava o escritório com o neto e um sorriso nos lábios.
–quem é essa mulher?
Olhou a foto que reino indicara entre outras que estavam sobre a mesa, havia já analisando algumas das fichas ali enquanto sawara, kuu e sebastian prosseguiam com as buscas a kaoru, infelizmente a ficha da mulher não continha nada suspeito mas sua intuição lhe dizia que ela não era alguém tão boa quanto parecia ser.
–esperava que pudesse me dizer
–hum?
–como ambos estavam dentro daquele set de filmagem, pensei que pudessem ser conhecidos mas vejo que me enganei.
–sempre procuro evitar me envolver com pessoas como ela.
–o que quer dizer?
–não sei quem ela é mas a presença dela aqui só pode significar problemas
–que tipo de problemas?
–sou sensitivo não vidente
–seria muito conveniente se fosse assim, manterei ela sobre vigilância, se souber de algo por favor me avise.
–sim
reino já estava para sair após haver se despedido de lory, mas se deteve por alguns segundos.
–algum problema
–diga ao pai daquele cara para não perde kaoru novamente
–tenho certeza que isso não acontecera novamente
reino deixou o local seguindo para outra ala do prédio onde resolveria o assunto pendente que o levara a ir ate a lme aquela manha.
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–ren
fitou o moreno que deixara o cenário as presas correndo rumo ao banheiro mais próximo, deixou o liquido amargo sair de sua boca levando consigo o comprimido que tomara a pouco minutos atrás, já era a terceira vez que algo assim acontecia, ainda dentro do banheiro discou o numero do medico que estava tratando de sua doença, mesmo sendo errado passou a tranca na porta do banheiro impedindo assim que qualquer pessoa pudesse surpreende-lo em meio a sua conversa
minutos depois desligava o aparelho deixando o mesmo escorregar por suas mãos e cair ao chão fazendo com impacto com que a bateria do mesmo deixa-se ao aparelho correndo pelo chão brando com banheiro, o corpo quase imóvel do rapas escorreu lentamente ate o chão descendo escorado pela parede lateral do local, tão logo quedou-se ao chão encolheu os joelhos apoiando seus cotovelos nos mesmo e escondendo a o rosto entre as mãos, deixou a dor que apertava seu peito vazar de seus coração em forma de lagrimas.
Por que o destino estava sendo tão cruel com ele, por que seu corpo após meses estava rejeitando o remédio, tudo o que queria era poder ficar ao lado se sua esposa e filho amado mas isso parecia algo impossível, certamente a vida o estava agora punindo por seus pecados mas por que a punição não poderia ser apenas sua, por que kyoko teria de sofrer também, seu pequeno filho era ainda um bebe por isso não sentiria sua ausência mas sua linda mulher sofreria outra vez tendo de ve-lo se afastar dela.
Desejava seguir ao lado de kyoko e do filho mas segundo o doutor se não se internasse agora todo o tratamento que havia feito seria em vão e sua única esperança seria um transplante de figado isso porem poderei significar meses de um angustiante espera caso nem julie e nem kuu pudessem ser os doadores, não queria ver sua amada nem seus pais angustiados por sua culpa por isso era melhor submeter-se ao internamento o quanto antes.
–ren
a voz do empresario o chamou de seus desespero, levantou-se apanhando do chão o aparelho celular e a bateria do mesmo e remontando e guardando em seu bolso, lavou as mãos e o rosto repetidas vezes e fitou sua imagem no espelho, respirou fundo algumas vezes recordando da vez em que o fuwa lhe dera aquele soco e lhe incentivara a lutar, foi então que um pensamento lhe ocorreu trazendo um sorriso fraco ao seus lábios, se pudesse contar com a ajuda do fuwa e do presidente talvez kyoko não precisasse sofrer com sua ausência e lograria curar-se da doença e assim voltar a viver normalmente ao lado dela.
Lavou o rosto um vez mas e com renovado animo deixou o banheiro retornando ao set de filmagem, precisaria deixar tudo finalizado antes de sua internação e isso incluía finalizar aquela gravação.
Fitou o moreno que deixara o banheiro minutos atrás e após dizer que estava tudo bem retornou para o set retomando as gravações, embora sua aparência fosse a mesma elegante de saudável de sempre havia algo naquele súbito mau estar de ren que deixar o empresario desconfiado, a tempos ele e o presidente havia percebido que havia algo de errado com o ator, infelizmente ren era um ator capaz de enganar a todos com sua atuação, mas agora yashiro estava decidido a descobrir toda a verdade e não descansaria ate descobri-la.
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