Em luta pelo amor
46 Furia
CAPITULO XLVI
–vocês dois são idiotas ou o que?
Viu o fuwa abrir a boca mas o olhar mortal de lory o fez se calar, ate mesmo ele que conhecia bem a politica anti violência do presidente estava com medo do mesmo naquele momento, nunca vira lory tão irritado como estava agora, não na verdade não era irritação que aqueles olhos castanhos emanavam naquele momento, ao fita-lo abertamente podia perceber que toda a fúria de lory não se dava pelo fato deles terem mentido para ele esse tempo todo e sim pelo fato deles haverem escondido algo tão importante e tratado como se não fosse nada demais.
–desde quando você sabe da doença ren
–pouco mais de três meses
–três meses, você esta doente a três meses e não foi se tratar ainda
engoliu com dificuldade a saliva, não desejava estar na pele do tsuruga naquele momento, nunca pensou que o presidente excêntrico pudesse ser alguém tão assustador sempre o viu mais como um palhaço do que qualquerr outra coisa porem agora a expressão no rosto daquele homem o fazia ve-lo mais como um carrasco prestes a executar o futuro marido de kyoko, compreendia sua preocupação com o ator e admirava que um presidente se importa-se tanto com um simples funcionário mas ao mesmo tempo não podia negar que se o tsuruga não explicasse logo a situação ambos seriam mortos ali mesmo.
–ate poucos dias os remédios que o doutor receitara estavam sendo de grande ajuda no controle da doença, mas meu corpo passou a rejeita-los por isso terei de me internar
–e por que não esta fazendo isso ao invés de perder tempo aqui, você
congelou ao ver o olhar do presidente sobre si, não podia morrer agora, não antes de conhecer seu dois filhos.
–sim, takarada san
–não me venha com takarada san agora fuwa, se era cúmplice dessa mentira toda por que não obrigou esse idiota a se internar logo
eu la tenho cara de baba de homem crescido, foi essa a resposta na qual pensou mas seu instinto de sobrevivência o fez permanecer calado, apenas abaixou os olhos esperando que o presidente decidisse não mata-lo como parecia que faria
–se não fosse pelo soco do fuwa eu teria desistido de lutar contra a doença e me entregue ao desespero.
–soco
teve vontade de socar os dois rapazes a sua frente, passou a mão no cabelo tentando se acalmar voltou-se então para o loiro com cara de cachorro arrependido que sabe que fez algo errado.
–você deu um soco em um homem doente
–foi o único jeito de faze-lo reagir presidente
deixou-se cair sobre sua poltrona preferida que agora lhe parecia terrivelmente desconfortável pensou em acender um charuto a fim de relaxar mas desistiu da ideia, ren já estava doente do figado não precisava ter um câncer no pulmão também.
–como conseguiu manter isso em segredo da mogami san
–sem os conselhos do fuwa aquela noite eu não teria tido forças para fingir estar bem diante dela, além disso depois da doença passei a comer normalmente e isso fez kyoko pensar que eu estava cuidando melhor da minha saúde.
Recostou a cabeça na poltrona fechando os olhos afim de controlar suas próprias emoções, embora soubesse que seu semblante demonstrasse ira no fundo estava apavorado ao saber da doença de ren, aquele garoto havia passado por muitas coisas difíceis em sua vida mas quando as provações pareciam em fim haverem terminado e ele gozaria de uma vida tranquila e feliz ao lado da mulher e do filho algo assim tinha de acontecer.
Como teria se sentido ren ao descobrir sobre a doença se ele próprio, alguém completamente alheio a situação já se sentia em desespero com tal noticia, imagina o moreno cujo a felicidade pela nova vida era evidente em seu olhar.
Abriu os olhos lentamente encontrando as expressões serenas porem um pouco receosas de ren e sho, dizem que é nos momentos mais difíceis que se conhece os verdadeiros amigos, bem mesmo não sendo amigos o fuwa havia apoiado ren em um momento tão difícil e o fato dele estar ali agora significava que estava disposto a continuar ajudando ren, talvez essa doença não fosse um golpe cruel do destino e sim uma das muitas formas que os deuses usam para nos tornar mais fortes e assim sermos dignos da felicidade futura.
Um pouco mais calmo e esperançoso acomodou-se melhor na poltrona que agora se tornava mais confortável, respirou profundamente três vezes antes de se dirigir aos garotos a sua frente
–não vieram ate aqui, apenas para me contar a respeito da doença
–na verdade não presidente, vim pedir a sua ajuda e também a sua sho
sentiu-se um pouco estranho ao ouvir o tsuruga o chamar de sho, em geral ele apenas o chamava de fuwa e com um tom de voz agressivo, mas ao ouvi-lo agora sentia que o ator estava realmente pedindo por sua ajuda, como se confiasse completamente nele, isso o deixou um pouco confuso e ao mesmo tempo confiante afinal o grande tsuruga ren estava humildemente diante de si pedindo por sua ajuda
viu um sorriso confiante surgir nos lábios de fuwa e podia jurar que aquele tolo sorriso estava a lhe dizer : “então o grande tsuruga ren quer a minha ajuda, o ajudarei e provarei que sou melhor que ele”, mesmo diante daquele gesto do cantor decidiu nada dizer afinal, sho ficaria com uma das partes mais difíceis do seu plano mas sabia que o loiro daria o máximo de si, afinal uma falha significaria ter de admitir sua derrota.
–não farei isso por você tsuruga e sim por que não quero ter de aguentar ver aquela estupida chorando por sua culpa outra vez.
Agradeceu o loiro sentindo o peso das palavras do mesmo, se pudesse jamais teria permitido que kyoko derramasse nenhuma lagrima por ele mas naquela ocasião não havia como evitar uma vez que ele nem ao menos era capaz de recordar-se dela.
–em que posso ajuda-lo ren?
pronunciou-se tentando afastar a nuvem negra de culpa que havia surgido acima de ren e que ameaçava-lo lança-lo em um poço de tristeza, para uma pessoa doente tristeza e melancolia eram as piores coisas para se sentir.
–me desculpe pedir isso mas preciso que me ajude a enganar kyoko e os meus pais
–seus pais?
Fitou o fuwa e depois o presidente só então percebendo o erro que acabara de cometer, mas o sorriso que surgiu dos lábios do presidente o fez compreender que se queria realmente a ajuda do fuwa o melhor a se fazer era confiar mais no cantor e isso significava contar ao mesmo toda a verdade.
–no dia da festa, o rei e a rainha da festa que estavam com kaoru são na verdade julie e kuu hizuri, eles são os meus pais.
–e aquele estupida disse que não podia chamar o meu pai de pai
–mogami san e kuu haviam combinado de serem pai e filha antes mesmo dela saber que ren era filho deles
disse o presidente ao loiro que parecia um pouco aborrecido
–tem mais uma coisa fuwa, meu nome verdadeiro não é tsuruga ren e sim kuon hizuri
corn?...por que o nome verdadeiro do tsuruga o fez repentinamente lembrar daquela pedra idiota que kyoko sempre levava com ela.
–a pessoa naquela foto que você tirou tempo atras era eu
–hum...tempo atras
foi só após alguns segundos que a cena passada a mais de um ano lhe veio a mente e pode recordar do rapaz de cabelos e olhos claros que kyoko jurava ser uma fada, a tal fada corn.
Por um instante acreditou que o loiro houvesse ficado louco, de repente sho começara a rir feito um idiota sem qualquerr motivo aparente, já estava para socar o loiro assim como ele fizera com ele naquela noite, mas o presidente agiu antes.
–fuwa,
com muita força de vontade conteve o riso, mas não podia afastar de sua mente a imagem de ren usando um vestido e com assas coloridas em suas costas como aquele que se vem em fadas de desenho animado.
–você é a tal fada daquela estupida
compreendia agora por que sho estava rindo, aparentemente o cantor tinha uma imaginação tão fértil quanto de kyoko, ignorou o cantor voltando a falar com o presidente
–não quero que kyoko saiba sobre isso ate estar tudo resolvido
como ren podia falar de uma doença tão seria com tanto descaso
–presidente
a voz do moreno o chamou de seu breve devaneio
–quero a que todos pensem que estou em um trabalho fora do país.
–dessa forma mogami san aceitara melhor a sua ausência, e isso que esta pensando não é ren?
–sim presidente
–mas aquele estupida não aceitaria isso assim tão fácil, ela iria querer receber noticia todos os dias e caso não saiba tsuruga no hospital é proibido o uso de celulares pelos pacientes.
–é por isso que fuwa san fara isso no meu lugar
–eu?
–sendo assim irei providenciar tudo, ren acredito que ainda há coisas a resolver antes de se internar, mas tão logo tudo esteja resolvido ira para o hospital
–sim presidente
–aquela estupida saberia que sou eu
–fuwa san e mogami san se conhecem desde de pequenos tenho certeza que poderá fazer isso
o sorriso do presidente da lme não era nada animador, mas ao que tudo indicava não tinha muita escolha afinal se negar a aceitar aquela tarefa era o mesmo que admitir sua derrota perante o pedido de tsuruga e isso jamais aconteceria.
Viu o fuwa se levantar do sofá onde estava.
–avise-me quando tudo estiver pronto, e não esqueça de me informar o hospital onde esta internado
–pretende me visitar fuwa?
–apesar do seu deboche tsuruga, é exatamente o que pretendo fazer não pretendo gastar meu tempo inventando coisas para aquele estupida por isso escreva o que tiver de escrever e farei o favor de digita-la e envia-las a kyoko em seu nome.
O loiro deixou a sala ante o olhar surpreso de ren, por que não pensara em algo assim talvez a doença estivesse afetando seu celebro mais que o esperado.
–fico contente que tenha encontrado um novo amigo
–ele não esta fazendo isso por mim, mas ainda assim sou grato pela ajuda.
Lory sorriu, talvez aquele dois jamais admitisse mas qualquerr pessoas que os vissem diria que eram grandes amigos, quem sabe quando todas essas provações terminasse a garota que nunca tivera uma família amorosa de verdade se veria como o centro de uma verdadeira e grande família unida não somente por laço consanguíneos mas por um forte amizade.
**************
–me desculpe
viu a garota fazer uma breve vérnia ao se desculpar, seu lindo cabelos negros caia ondulantes sobre o rosto branco e perfeito, era como a visão de uma linda boneca, não era mais como um fada, os olhos ambares fitaram a mulher a sua frente com verdadeira veneração era como naquele momento kyoko estivesse vendo a grande rainha das fadas
–uma fada
–fada, onde ?
Surpreendeu-se ao ver a mulher a sua frente voltar seu olhar em diferente direções a procura da tal fada, era a primeira vez que encontrava alguém que acreditava em fadas
–a senhorita parece uma fada
viu a linda mulher sorrir divertida, ate mesmo a sua risada era algo encantador, era como uma linda musica ao seus ouvidos.
–obrigada kyoko san
–hum
–ah me desculpe, me chamo Miranda é um prazer poder conhece-la pessoalmente, sou uma grande fan sua
–uma fan minha
–sim
os olhos ambares brilharam ainda mais intensamente, sorriu ao ver como aquele estupida e ingenua garota havia facilmente caído em sua encenação, era realmente surpreendente que alguém tão ingenuo pudesse ter chamado a atenção daquele assassino, mas isso facilitava muito as coisas afinal quanto mais kyoko mogami acreditasse nela mas próxima estaria de realizar sua tão esperada vingança.
–obrigada
–kyoko san não precisa me agradecer,
–mas é que eu nunca pude dizer aos meus fãs o quanto sou grata pelo apoio dele por isso ao menos, deixe-me agradecer a você Miranda san
–kyoko san
–sim Miranda san
–eu comecei a trabalhar a pouco tempo na agencia como ajudante da woods sama, me sinto um pouco sozinha por não conhecer ainda ninguém
a expressão no rosto da atris era de compaixão, teve vontade de sorrir diante a ingenuidade daquela garota irritante e sem graça, mas ela era a peça fundamental do seu plano por isso teria de suporta-la pelo tempo que fosse preciso, forçou então um sorriso gentil em seu rosto antes de prosseguir
–sera que poderíamos ser amigas, assim não me sentiria mais sozinha
amigas, essa era a primeira vez que alguém lhe pedia para ser sua amiga, não sentia pela mulher a sua frente o mesmo que sentia por moko san, mas Miranda parecia ser um pessoa boa e gentil por isso tinha a certeza que poderiam chegar a ser grandes amigas, mas sua melhor amiga sempre seria moko san.
–sim Miranda san
–por favor me chame apenas de Miranda
–sim Miranda chan
–apenas Miranda
–não posso isso seria desrespeitoso
–acho que tem razão kyoko chan.
–Miranda chan poderia vir comigo um momento
–hum?
–quero apresenta-la a amamiya san e a moko san
–moko san?
–ela é minha melhor amiga
sorriu falsamente deixando que a garota a levasse, já ouvira falar de chiori amamiya e kotonami kanae, mas ate o presente momento não tinha qualquer motivo para conhece-las porem agora ao que tudo indicava teria de fingir também diante dessa duas garotas, do contrario elas poderiam acabar por interferir em seu planos.
–moko san
–mo não
kyoko deteve-se antes de saltar para os braços da amiga, compreendeu facilmente o por que moko san havia lhe dito não.
–esta enorme moko san
–não exagere mo, só esta um pouco mais alta que o normal
fitou a amiga a sua frente com verdadeira admiração, a jardineira rosa que o presidente criara como uniforme opcional da sessão love me destacava a pequena e redonda barriga de kanae, sentiu lagrimas de emoção deixarem seus olhos sho podia ser um idiota mas no rosho da amiga podia ver claramente como ela estava feliz.
–mo
o que aquela garota estaria pensando?...por que a olhava com os olhos cheios de lagrimas e um sorriso no rosto?
–moko san, posso tocar
–hum
–na sua barriga, posso tocar
–ah?
Sorriu ao compreender o que kyoko realmente queria, ela certamente estava querendo sentir os bebes
–pode sim mo
já estendia a mão para tocar a barriga da amiga quando uma mão a deteve
–o que pensa que esta fazendo estupida, não quero meu filhos contaminados por sua estupidez
–sho,...ta...ro baka,
kanae apenas ignorou a dupla que agora começava a discutir como sempre faziam, foi então que percebeu a presença daquela bonita garota, apesar de sua aparência gentil havia algo no olhar daquela mulher que a deixava apreensiva.
–kotonami kanae, sou atris
disse se apresentando esperando descobrir quem era aquela garota
–Miranda, sou ajudante da woods sama,
–jelly woods?
–sim
–você estava com a mo certo?
–sim,
–Miranda san é minha amiga agora, por isso trouxe ela para apresentar a moko san e a amamiya san
disse kyoko ignorando as palavras que sho lhe dirigia naquele momento, irritado o loiro saiu de perto da garota se aproximando de kanae.
–você confia muito facilmente nas pessoas sua estupida
–fuwa san esta dizendo que não sou digna de confiança
sho fitou a garota desconhecida que lhe dirigira aquelas palavras, compreendeu rapidamente por que kyoko se tornara amiga daquele mulher facilmente ela certamente havia se deixado levar pela aparência da desconhecida, mas ele não era tão ingenuo assim, uma pessoas que transpira gentileza em geral esconde uma natureza cruel e realmente maldosa.
–não seja grosseiro com a Miranda chan, sho idiota
–a única idiota aqui é você por acreditar em todo mundo facilmente
–sho
parou a discussão tão logo ouviu a voz de kanae a chama-lo
–você esta bem, sente alguma dor, a bolsa...hum...
sentiu um beliscão no braço recebido de kanae, compreendendo assim que a morena pedia que se cala-se
–shouko deve estar me esperando
se despediu de kanae beijando-a nos lábios sem se importar seu havia ou não outras pessoas presentes, afinal a morena era sua mulher e não havia nada de errado em deixar isso muito claro a todos.
–ligue quando terminar o trabalho
viu o loiro deixar o local, só então se deu conta que o mesmo não se desculpara.
–shotaro
ambas as morenas viram kyoko deixar o local atras do loiro, com um expressão mortal na face.
–preciso voltar ao trabalho agora, foi um prazer conhece-la kotonami san
não sabia dizer o por que mas algo naquela mulher não lhe agradara.
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