Em luta pelo amor
18 Nascimento
CAPITULO XVIII
–estupida o que pensa que esta fazendo?
–o pequeno almoço idiota
–ja disse para me chamar de sho chan
–eu não tenho por que chama-lo assim
–sou o seu patrão lembra?
–eu nunca irei aceita-lo como meu patrão
a campainha soou interrompendo a briga dos dois
–mogami san
–hum...yashiro san?
–quem é estupida?
–não é da sua conta idiota
–mogami san
o empresario arrumou o óculos sobre o nariz
–poderia ser o fuwa sho quem esta ai?
–esse é o apartamento dele
–hum...?
embora estivesse em panico por dentro, procurou manter uma postura serena por fora
–essa estupida é minha empregada agora
disse o loiro sorrindo satisfeito ao ver a cara surpresa do empresario
–as vezes tenho duvidas disso sho
disse shoko aparecendo no hall de entrada logo atras de yashiro
–kyoko chan, obrigada por despertar o sho logo cedo.
–eu quem tive que despertar essa estupida hoje
–sho vamos logo
o loiro apanhou o que faltava e se retirou deixando yashiro e kyoko a sós
–yashiro san o que faz aqui?
–o presidente me passou esse endereço, e me pediu para vir busca-la
–hum...? por que?
–mogami san a partir de hoje, ate que o ren volte serei o seu empresario
viu a expressão da garota mudar
–por favor de hoje em diante cuide de mim yashiro san
–sim mogami san
–vou terminar de me arrumar, entre por favor yashiro san
–obrigado kyoko chan
adentrou o apartamento ainda surpreso, jamais fora capaz de imaginar que kyoko estaria vivendo com o fuwa, sempre pensou que a garota gostasse ao menos um pouco de ren como algo a mais que seu senpai, porem agora ela parecia tão feliz vivendo com o fuwa.
Talvez fosse melhor assim, se kyoko amasse ren ela estaria sofrendo muito agora, especialmente por que a presença dele ali significava que ren não voltaria ao japão tão cedo, era ate possível que tsuruga ren nunca mais voltasse a existir, talvez ren simplesmente desistira de lutar contra seu outro eu, aquele que ele conheceu anos atras com olhos tristes e cheios de fúria e que havias ressurgido durante o trabalho de ren com cain hell.
–vamos yashiro san
piscou algumas vezes sem acreditar ao certo no que estava vendo
–kyoko chan você,...você engor....você mudou
–estou gorda feito um porca que não serve mais para nada, nem para ser usada como pano de chão
por que ela estava dizendo isso tão de repente, e usando um tom de voz tão triste
–aquele idiota me diz isso todo dia
–eu não pretendia dizer isso
–não yashiro san?
os olhos dela repentinamente passaram de tristes a sonhadores, não lembrava da kyoko agindo assim com o ren
–kyoko chan esta mudada, parece mais madura
ela sorriu
–é por causa dele
viu a garota passar a mão pela protuberância mau oculta por suas vestes, confirmando sua suspeita inicial
–kyoko chan esta gravida?
–sim
–felicidades
–obrigada yashiro san
–fuwa san deve estar feliz
–por que?
A expressão confusa da garota dava margem a suas duvidas
–kyoko chan, o pai do bebe não é o fuwa é?
–não
não era do fuwa isso só podia significar que esse filho era do ren, kyoko quanta dor ela deveria ter sentido?... se soubesse onde ren vivia mesmo contra a vontade do presidente iria dizer a ele sobre kyoko e o filho que ela esperava dele, por antes de ser seu empresario ren era alguém que ele considerava um amigo.
Meses depois
levou a mão o peito sentindo uma intensa dor, não era algo realmente físico, era mas como se desejasse chorar mas as lagrimas se negassem a sair, caminhou de um lado para outro do estúdio onde seu pai estava gravando, já fazia quase nove meses que sofrera aquele acidente, decidira que já era hora de tentar retomar sua vida ainda que suas lembrança não retornassem, por todo esse tempo passara recolhendo tudo o que pode sobre seu antigo eu mas nada fora capaz de ajuda-lo, sua mente havia simplesmente apagado todo e qualquer traço do seu passado, mas se isso era mesmo verdade por que seu coração doía assim após ter entrado naquele estúdio.
–kyoko
a voz do cantor ecoou pelo corredor enquanto seguia junto da maca que a carregava rumo a sala de cirurgia
–doutor por favor salve ela
havia se acostumado com a ideia de ter um bebe em casa, vira o olhar sonhador daquela estupida quando permitiu a ela colocar no quarto que cedera a ela alguns poucos artigos para bebe, sabia o quanto kyoko queria aquele filho mas se tivesse de escolher entre ela e o bebe ele sem duvidas a escolheria
–pretendemos salvar os dois,
foi impedido de seguir com ela, sendo obrigado a permanecer ali apenas vendo-a sumir de seu campo de visão
–sho
a empresaria fitou o cantor que caminhava impaciente pela sala de espera
–o presidente da LME e o agente da kyoko chan já foram avisados
–obrigado shoko
–sho por que não tenta se acalmar um pouco, sente aqui irei buscar uma água para você
–estou bem assim
sentia um aperto no peito por ver sho naquele estado, minutos atras quando a entrara em seu apartamento e encontrara kyoko inconsciente sangrando viu sho chorar pela primeira vez, ele a tomou nos braços e sem pensar duas vezes a levou para o carro e a levou ate o hospital.
–sho você precisa se limpar
os braços dele ainda estavam sujos de sangue, mas o loiro simplesmente não a ouvia, sentiu-se aliviada ao ver lory, yashiro e uma atris provavelmente amiga de kyoko adentrar o local
–como a kyoko chan esta?
Perguntou o empresario da garota, shoko passou a falar o que sabia enquanto lory apenas falou um pouco com kanae e sho e seguiu para a recepção, sentiu-se mas aliviada ao ver que sho finalmente parara de caminhar e agora havia se sentado junto da morena
–a mo é muito forte tenho certeza que ela e o bebe ficaram bem
–e se não ficarem, se tiver que escolher entre ela e o bebe, eles tem que salvar ela
os olhos do loiro demonstravam todo o medo que ele sentia
–eu não sei o que farei se eu a perder
–você não vai perde-la, kyoko vai sair dessa bem e poderemos ir ver ela e o bebe daqui a pouco, mas só poderá entrar la se estive apresentável
sho olhou para si mesmo parecendo só então se dar conta do estado em que estava, as mangas longas de sua camisa estavam sujas de sangue assim como sua calça.
–vá se trocar vou ficar aqui com ela
–cuide dela ate eu voltar
–sim
viu o cantor deixar o local ao mesmo tempo em que lory retornava
–presidente
–kotonami san, mogami san tera o melhor tratamento que o dinheiro pode pagar por isso tenha certeza que tudo o que for possível sera feito
não queria se afastar muito do hospital, o medo que sentiu ao imaginar que ela estivesse morta no chão do seu apartamento ainda estava forte dentro de si, por isso não seguiu para a casa e sim adentrou um shopping ainda aberto e sem qualquer cerimonia apanhou as primeiras peças de roupa masculina que encontro do seu tamanho e após troca-las e paga-las retornou ao hospital.
–sho
o loiro se aproximou de onde estava sua empresaria, kanae, yashiro e o presidente, tão logo se aproximou do grupo foi parado pelo medico que ultrapassar a porta da sala de espera
–sua esposa e filho já estão bem, se quiser pode ir ve-los agora
os demais se levantaram se aproximando do medico
–devem ser os parentes dela, devido ao cansaço da senhora mogami somente entrara uma pessoa de cada vez
os presentes se olharam entre si decidindo quem iria, mas foi o doutor que decidiu
–me acompanhe
seguiu o medico em fitar aos demais
–é bom para mãe e o bebe que o pai esteja presente nesse momento tão importante, quando o filho é amamentado pela primeira vez
se disse-se ao medico que não era o pai corria o risco de ser mandado para fora por isso simplesmente se manteve em silencio ate ser deixado dianto do quarto dela.
–o que faz aqui shotaro
–vim ver o bebe estupida
o loiro evitava olha-la diretamente, sentia seu rosto quente por pensar que kyoko tinha um dos seios expostos, o que ele não percebeu era que naquele momento dois pequenos olhos azuis procuravam pelo dono da voz conhecida devido as intermináveis brigas entre sho e kyoko.
kyoko fitou o filho e tentou oferecer-lhe novamente o peito mas o mesmo recusou, por isso ela cobriu o seio exposto
–quer ve-lo
–hum...
–quer ver o bebe, idiota
voltou lentamente o rosto e viu que kyoko já estava com a camisola hospitalar bem fechada, a passo lentos se aproximou da cama, não tinha muito interesse no bebe mas não pode evitar sorrir ao ver como aquela coisinha na sua frente era fofa.
–ao menos uma coisa você fez direito
–não se atreva a chamar meu filho de coisa
–eu estava fazendo um elogio a essa coisinha sua idiota
–dispenso seus elogios idiotas
–não era para você e sim para ele
–meu filho também dispensa
–isso é ele que tem que dizer sua estupida
–bebe não fala shotaro idiota
–estupida
–baka
a discussão parou quando o bebe começou a sorrir e resmungar como se estivesse tentando participar da discussão, inconscientemente sho se aproximou da cama ficando a poucos centímetros do bebe
–ele é tão banguela
–assim como você vai ficar se não sair daqui agora shotaro
o loiro deu de ombros e saiu, enquanto caminha de volta a sala de espera não pode deixar de sorrir.
–ate que aquela coisinha é bonitinha, mas seria ainda mas se fosse meu.
As palavras que carregadas de certa tristeza se perderam pelo corredor no momento deserto enquanto o loiro seguiu seu caminho.
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