Em luta pelo amor

43 Festa part 4


CAPITULO XLII

deixou -se cair no sofá após kanae ir se deitar, embora não demonstra-se ale deveria estar muito cansada afinal trabalhara durante o dia todo na gravação do filme onde o cretino do beagle atuaria e a noite aquele presidente esquisito os obrigara a comparecer naquela espalhafatosa festa, onde as únicas pessoas que ele conhecia além de kanae era o tsuruga, o quatro olhos e a estupida kyoko, a qual passara grande parte da festa desaparecida bem como aquele atorzinho que ela tinha por namorado.

Felizmente apreciar a beleza da morena junto de si o deixara muito entretido de modo que em nenhum momento se sentiu entediado, o vestido azul escuro com varias camadas, os cabelos negros ondulados e presos em um penteado simples porem elegante que permitia que algumas mechas brincassem por entre os seios de kanae, os quais sho ardentemente desejava beijar, o deixava completamente cativo da beleza da morena, a pele delicada e alva dela ganhava ainda mais destaque naquelas veste prendendo completamente sua atenção.

Por várias vezes percebeu os olhares de outros homens sendo dirigidos para ela, porem kanae ou não os percebia ou simplesmente os ignorava, durante toda a festa ela conversara com varias pessoas e muitas atrizes a elogiavam, quando isso ocorria sentia-se o homem mais orgulhoso do mundo por ser o único com permissão para amar aquela mulher, somente ele poderia se perder naquelas sedutoras e perigosas curvas, diante de todos gostava de manter sua postura orgulhosa e soberba mas quando estava junto dela esquecia de si mesmo não se importando se as pessoas o veriam como um simples idiota submisso.

Quando a tomava em seus braços já não era mais fuwa sho o cantor orgulhoso e prepotente que mantinha muitas mulheres aos seus pés, e sim um simples escravo dos toques dela, um servo de seus desejos, não havia nada que ela não lhe pedisse com um sorriso lindo que ele não faria de tudo para fazer, mesmo se fosse capaz de negar ao mundo o que sentia por ela, em seu coração sabia que ele era completamente dependente da presença dela ao seu lado, ele a amava e sentia que sua vida dependia completamente dela.

Ve-la tão sensual e linda o enchia de pensamentos nada inocentes os quais desejava ardentemente realizar tão logo chegassem ao apartamento onde moravam, infelizmente agora que estavam em seu apartamento seus desejos teriam de esperar umaq noite mais oportuna, sabia que com poucas caricias lograria obter de sua amada a realização daqueles luxuriosós desejos, mas não queria perturba-la, desde o começo haviam combinado que seria sempre ela a procura-lo.

Ligou a TV buscando manter o som baixo a fim de não despertar kanae, foi então que viu a imagem do homem que kyoko chamara de pai durante a fest,a mas quem era aquele homem afinal?.... Por que aquela estupida o chamara daquela maneira?...conhecia kyoko desde a infância e por isso sabia que ela jamais conhecera o verdadeiro pai, por tanto não havia qualquer fundo de verdade em suas palavras.

Fitou mais atentamente o televisor, segundo a reporter aquele homem era na verdade um ator japonês de fama internacional que a anos morava na América mas que a pouco mais de um ano viera ao japão para a divulgação de um trabalho, pela data marcada no canto da tela compreendeu que aquela cena era de uma entrevista feita tempos atrás, sem muito interesse apanhou o controle da TV pronto a desligar o aparelho e ir se deitar, foi quando uma mancha rosa ao fundo da cena lhe chamou a atenção, não havia como não reconhecer aquele uniforme rosa e os cabelos curtos e claros da garota que se aproximava para buscar o ator.

–kyoko

então fora nessa época que aquela estupida o conhecera, mas qual seria a relação deles?, pela imagem poderia deduzir que ela havia sido designada pelo presidente excêntrico a buscar o ator no aeroporto, porem isso não faria com que kyoko se tornasse tão próxima daquele homem, na festa o ator estava acompanhada por sua esposa a qual era muito bela e aparentemente gentil, algo muito diferente da mãe de kyoko deixando assim evidente que um homem que tem ao seu lado uma mulher como aquela, não a trocaria por uma bruxa como a mãe da garota.

Se houvesse conseguido ouvir o resto da declaração do ator talvez pudesse descobrir algo a mais sobre a ligação dele com kyoko mas Infelizmente não conseguira ouvir o resto da declaração por que os convidados haviam começado a se aproximar do suposto casal real, temendo que aquele tumultou fosse pudesse levar a uma confusão ainda maior conseguira convencer kanae a deixar o salão por medo que em meio ao tumultuo alguém pudesse acabar batendo na barriga pouco saliente de sua mulher.

Lançou o olhar novamente para a imagem agora congelada do loiro em sua TV, não sabia ao certo quem era aquele homem nem sua relação com kyoko, mas por alguma razão algo naquele homem o deixava apreensivo, em seu interior sentia que precisava conhecer pessoalmente aquele homem só assim poderia julgar se ele era alguém confiável para estar ao lado de kyoko ou não, afinal mesmo kyoko não sendo mais sua, ela ainda seguia sendo uma estupida que precisava da sua proteção assim como ele precisava da amizade dela.

Após decidir que conheceria aquele homem tão logo quanto possível, apanhou o controle do sofá passando a mudar de canal ate encontrar um que de fato prendesse sua atenção, afastando completamente seus pensamentos de kyoko ou do misterioso homem acomodou-se melhor no sofá, deitando-se ali completamente passou a prestar atenção no filme nada infantil.

Revirou-se na cama procurando novamente adormecer, mas o calor que sentia em seu corpo simplesmente não lhe permitia, tivera um sono povoado de sonhos luxuriosós que deixará seu corpo em chamas, levou a mão ao leito ao lado procurando pela pessoas que a ajudaria a solucionar seu breve problema infelizmente aquele local estava vazio, sentindo-se um pouco decepcionada apanhou o roupão de seda com o qual cobriu sua vermelha camisola a qual havia se colado ao seu corpo devido ao suor.

Enquanto caminhava rumo a cozinha onde pretendia apanhar um copo de água gelada que pudesse ajuda-la a se acalmar, ouviu o som da TV em meio a semi obscuridade seguiu para a sala, sentiu o rostro aquecer ao ver as cenas do anime hentai que passava na TV, constrangida apanhou o controle desligando o aparelho, irritada pelo cantor perder seu tempo assistindo animes como aquele ao invés de estar realizando algo mais produtivo ao lado dela, voltou-se para o sofá onde podia imaginar que sho estava deitado pronta para lançar sua ira sobre ele, porem a cena diante de si a desarmou completamente.

Deitado no sofá com os cabelos claros caindo desordenadamente sobre a face, sho dormia serenamente, aproximou-se no intuito de desperta-lo e assim o faze-lo ir se deitar na cama mas ao ve-lo tão lindamente adormecido acabou por sentar-se no chão a sua frente embebedando-se da imagem sublime do homem que amava adormecido como um frágil garotinho diante de si.

Um sorriso brotou discretamente em sua face ao contemplar o homem diante de si que naquele momento parecia não ser mais que um simples e lindo menino, em um gesto quase involuntário levou a mão ate o rosto dele tocando-o suavemente para não desperta-lo, os dedos femininos deslizaram lentamente pela quase imperceptível barba do rapas subindo lentamente pela maça do rosto, sentindo a suavidade da pele sempre bem tratada do cantor, por um momento não pode deixar de pensar se seus bebes seriam tão vaidosos quanto sho, o toque gentil dos dedos femininos seguiram então para o fino e levemente arrebitado nariz do cantor e uma vez mais se perguntou se seus filhos teriam o nariz semelhante ao dele, após explorar lentamente cada traço do rosto dele deteve seu dedo sobre os macios e finos lábios do cantor, sentiu então a suavidade daqueles ardentes lábios cujo os beijos a deixavam completamente entregue. Sorriu e aproximou seus lábios dos dele depositando nele um casto beijo.

Um sabor suave e saudoso surgiu em seus lábios ainda dominado pela sensação de um beijo que parecia inexistente tal sua suavidade, sentiu o toque gentil de uma mão quente tocar seus cabelos os acariciando, aquela sensação trazia ao seu peito um sentimento de nostalgia que lhe trazia lembranças a muito esquecidas de sua infância.

Como dona de uma rede de hospedarias sua mãe sempre estivera ocupada atendendo com o máximo de perfeição a todos os clientes, não importava se ela sentia-se feliz ou triste, se estava com dor ou não seu papel de dona da hospedaria e anfitriã exigia que ela dedica-se o máximo de seu tempo ao seu trabalho, por essa razão eram raros os momento em que ele realmente pudera estar junto de sua mãe.

Jamais em sua vida pensou que a mãe não o amava, ao contrario sempre teve certeza do amor de seus pais por ele mas em sua infância houveram muitos momentos em que verdadeiramente sentiu-se solitário, nas poucas vezes em que adoecera quando criança desejou ter ao seu lado a mãe, seu desejo egoísta de criança o fazia querer que ela estivesse a sua total disposição e por agir mimadamente ainda que doente, acabara por ser repreendido por seu pai o qual jamais demonstrara abertamente seu amor por ele.

Um dia porem ao ficar doente adormecera após receber da mãe os cuidados necessários quando despertou porem a solidão que sempre se apoderava dele nesses momentos já não estava presente, em seu lugar havia uma figura meiga e sorridente que suavemente acariciava seus cabelos como se espera-se com isso afastar a doença, sorriu para a pequena menina de olhos ambares diante de si e naquele momento jurou a si mesmo que nunca deixaria aquela menina sair de perto de si, ela seria sua amiga para sempre.

Sentiu a mão que acariciava seus cabelos descer suavemente por seu rosto em uma doce caricia, o cheiro delicado e ao mesmo tempo sensual daquele pele adentrou suas narinas fazendo o sangue em suas veias correr mais rápido e o coração antes calmo bater mais rápido, não fora capaz de cumprir seu próprio juramento mas isso não resultara em algo ruim, ainda pretendia ter kyoko em sua vida, mas sua prioridade agora era ter sempre junto de si aquela que se convertera em sua própria vida, manteve os olhos fechados aproveitando aquela caricia inocente.

–você é um idiota, narcisista, arrogante, pervertido que prefere esse programas idiotas do que a mim

sentiu um leve tremor pelo tom de voz de kanae, aparentemente ele adormecera enquanto assistia aquele filme hentai e ela o surpreendera, a julgar pelas mudanças de humor que ela vinha tendo, era melhor continuar dormindo ali mesmo, mas seus temores foram dissipados pelas palavras que kanae lhe disse logo depois.

–quando a mo me contou tudo o que fez a ela eu te odiei com todas as minhas forças, mas agora

sentiu o calor da respiração dela batendo em seu rosto e as palavras deixarem seus lábios em um sussurro

–não posso evitar que meu amor por você cresça mais a cada dia, você ainda é um idiota mas é o idiota que meus filhos escolheram com pai e que meu coraç...

suas palavras se perderam nos lábios de sho que naquele momento abria seus olhos permitindo que ela se perdessem nos mesmo

sorriu ao ver os lábios inchados dela devido a intensidade do seu beijo, só era capas de falar de seus verdadeiros sentimentos através da musica, mas aquele não era o momento de cantar por isso demonstraria a ela a intensidade de seu amor, sentou-se no sofá convidando a garota a sentar-se em seu colo surpreendeu-se ao vela se por em pé e negar o seu convite com um sorriso malicioso que ele jamais vira em seus lábios.

–vou dormir sozinha, você pode ficar ai com seus animes hentai

em pe diante de si trajando um provocante e curta camisola vermelha, kanae o fitava com severidade mas seus olhos enegrecidos deixavam evidente que ela o desejava, levantou-se se aproximando dela que tentou em vão se afastar mas ele a deteve segurando gentilmente sua cintura, buscando não machuca-la a abraçou por trás deixando-a sentir todo o desejo que sentia, acariciou com ousadia o corpo dela suas mãos já subiam para os seios dela quando a sentiu enrijecer em seus braços

–kanae, você esta...

sentiu a mão dela segurar as suas e depositar sobre seu ventre, sentiu como se uma corrente elétrica percorre-se seu corpo enquanto nas palma de suas mãos sentia aquele encostantes porem forte movimentos, sua mente tornou-se completamente branca, era como se todo seu corpo estivesse agora apenas concentrado naquela região do corpo de kanae.

–isso é

–os nossós filhos

voltou-se de frente para o loiro encontrando na face do mesmo um misto de surpresa e admiração, não era a primeira vez que sentia os gêmeos se moverem mas era a primeira vez que eles fazia isso com tanta força, era como se quisessem se exibir na presença do pai, sorriu para o cantor que parecia petrificado, foi quando para sua admiração sho se deixou cair de joelhos e a abraçou de modo que seu rosto ficou diante da barriga dela a qual suavemente ele beijou.

–é mesmo real, nosso filhos estão mesmo aqui

–e você ainda tinha duvidas idiota

havia um sorriso divertido nos lábios dela que o fez sorrir, e aproximar seus lábios do ventre dela novamente sussurrando algo que kanae não pode ouvir

–obrigado por me escolherem como o pai de vocês, prometo que os amarei ate o fim de minha vida.

***************

–não

–sim

–não

–sim

–ele ainda é muito pequeno

o sorriso que acompanhou essas palavras faria ate mesmo o fogo do tártaro congelar, infelizmente kuu parecia ser imune a esse sorriso

–eu sou o vô dele, não há nada de errado em um neto passar a noite na casa do avo

–você nunca me deixou dormir fora de casa

–isso por que você era meu filho fofo, lindo, amado, gentil, não queria que ninguém tivesse a chance de machuca-lo

–seus abraços sufocantes eram os únicos que me machucavam

viu uma sobra negra cobrir a face do esposo que naquele momento se encolhia em um canto do apartamento de ren e kyoko, se soubesse que kuu agiria como um pai mimando ela jamais teria apoiado a ideia dele de acompanhar o casal ate em casa, fitou o filho que agora passava a mão pelo cabelo em um misto de cansaço e desespero por ter de lidar com o pai que agia como criança insistindo por levar kaoru para passar a noite com eles.

–ren, eles passarem a noite aqui

não pode deixar de admirar a garota ao lado do filho, em geral casais jovens como eles gostam de manter sua privacidade e isso certamente não inclui ter os sogros morando com eles, ainda que seja por uma noite, mas a expressão e o sorriso no rosto dela deixava evidente que ela estava sendo muito sincera em suas palavras, a expressão de ren por outro lado demonstrava o quanto ele pretendia ficar a sós com a futura esposa, e julie era capaz de entender o por que, kyoko era linda e estava muito sensual mesmo vestida com aquela fantasia de princesa, era obvio que seu filho pretendia celebrar sua própria festa particular.

–obrigada kyoko chan, mas já temos uma reserva em um hotel da cidade, não seria certo desperdiçar essa reserva que lory gentilmente fez para nos

sorriu levemente para a mãe agradecendo por alguém ali ter um pouco de consideração para com ele, por toda a noite estivera ansioso por ficar a sós com sua linda mulher e agora kuu ameaçar por tudo a perder com seu obsessivo amor por ele e agora pelo neto, fitou o filho que dormia tranquilo nos braços de kyoko após haver sido amamentado dentro do carro durante todo o percurso ate ali.

–não é justo, eu só quero passar o máximo de tempo com meu neto e os meus filhos

disse kuu a esposa que agora estava ao seu lado, lhe ofertando um gentil sorriso

–eu também quero estar com eles o máximo de tempo querido, mas precisamos entender que kuon tem uma linda família agora e que eles precisam ter seus momentos de privacidade

ren sentiu o rosto aquecer ao perceber que sua mãe fora capaz de descobrir de algum lado suas intenções para aquela noite.

–você diz

julie sorriu confirmando assim as suspeitas de kuu, que sorriu para o filho aumentando assim o constrangimento do mesmo, enquanto kyoko os fitava sem compreender.

–kyoko chan, kuon tenham uma ótima noite

–otou-san

–kyoko chan, obrigada por cuidar do meu filho e por me dar um neto lindo

–julie san,

o casal hizuri sorriu caminhando ate a porta se despediram de kyoko a qual após se despedir foi levar kaoru para o quarto, julie deixou o local após se despedir do filho, kuu e ren ficaram então sozinho na porta do apartamento.

–cuide bem da minha filha

–falando assim me sinto como se estivesse cometendo algo imoral

–entre muitas culturas do mundo, mesmo nas indígenas incesto é tido como uma pratica imoral, sendo inclusive condenável a morte, mas felizmente você não são irmão de sangue .

disse kuu se divertindo vendo a expressão no rosto de ren, se aproximou do filho o abraçando.

–ficarei feliz de ter mais um netinho

–pai

kuu sorriu novamente se afastando de ren

–boa noite kuon, nos vemos amanha pela manha

ren sentiu um frio percorrer sua espinha com as ultimas palavras do pai, se despediu do mesmo tendo a certeza que dias realmente tormentosos estavam por vir.

–desculpe

pediu a bela mulher que esbarrou em kuu enquanto esse adentrava o elevador agora ao lado de julie

–não foi nada, tenha uma boa noite

respondeu ao ator com um sorriso mau contido em seus lábios, graças ao tolo casal hizuri em fim lograra descobrir o paradeiro do homem que destruirá sua vida, seguiu pelo corredor parado junto a porta agora fechada.

–kuon hizuri aproveite seus últimos momentos de felicidade, por que irei transformar sua vida no mesmo poço de dor e desespero que a minha tem sido.

depositando um pequeno envelope por debaixo da porta, retornou em seu caminho desaparecendo para dentro do vazio elevador.