Notas iniciais
Olááá amores!!! Espero que vocês ainda estejam por aqui... :( Desculpem a demora... Em compensação eu tenho dois capítulos prontos, mas vou postar um hoje e o outro na quarta, pq ainda estou usando ele para desenvolver os próximos... Falando em próximos, qro pedir que vocês não odeiem a mim ou a fic. Haverá mals momentos, mas prometo não estendê-los mto. Logo tudo irá se explicar... Obrigada por todos os comentários, vocês são uns amores! ♥

–Sua pressão esta alta Beatrice – disse o Dr. Wu, após medir minha pressão. Eu estou em minha consulta e ele esta me examinando. Demorei muito para trazer meus exames e por isso já ouvi um enorme sermão quando cheguei. – Você tem comido muito sal? Tem se estressado?

–Não Dr. – Respondo torcendo a boca. Depois acrescentei: – ãhn, na verdade, eu não tenho comido muito bem, tenho que admitir. Quase sempre almoço em restaurante... E, bem, minha vida anda... Tumultuada.

Dr. Wu balança a cabeça algumas vezes, em sinal de reprovação.

–Você tem que evitar isso. Os restaurantes costumam colocar muito salitre na comida e isso para qualquer pessoa não é bom, mas no seu estado se torna perigoso – suspirou. – Você precisa se cuidar Beatrice, seu peso está bom, mas sua pressão me preocupa um pouco. Precisamos melhorar isso.

Após terminar os exames de pressão e verificar meus batimentos cardíacos, o meu médico se sentou atrás de sua mesa e fez sinal para que eu me sentasse a sua frente.

–Seus exames de sangue estão normais também. Vou receitar algumas vitaminas e quero que você me prometa que vai se alimentar melhor, ok? – Depois de alguns segundos, acrescentou: – E tente não se estressar também.

–Ok Dr.

–Você deve retornar aqui em um mês e eu irei fazer o nosso primeiro ultrassom.

Sorri com a ideia. Quando eu estava grávida da Sophia, não via a hora de ir às consultas quando tinha ultrassom. Era a melhor parte e eu já estava ansiosa com isso.

Ao sair do consultório médico meu celular começou a tocar dentro da minha bolsa. Parei e comecei a caçada por ele. Quando o alcancei, sorri ao ver o nome da Christina na tela.

–Ei! – disse ao atender.

–Oii amiga, como você está? – ela perguntou.

–Estou bem, acabei de sair da minha consulta, esta tudo bem com o bebê.

–Isso é ótimo Tris! – seu sorriso era evidente mesmo sem poder ver. – Tenho uma novidade – acrescentou alguns segundos depois.

–Ai meu Deus Christina! Tenho até medo quando você tem novidades – apertei os olhos e esperei.

Ai, deixa de ser exagerada, é coisa boa.

Alcancei as chaves do meu carro e quando já estava dentro perguntei:

–O que é?

Christina fez uma pausa antes de falar:

A que horas você vai almoçar hoje?

–Ainda não sei Chris, eu estou indo pra agência agora, tenho que conversar com a Susan sobre o trabalho da Essence e o que vamos fazer... – Meu tom transbordava insatisfação e Christina percebeu — ela sempre percebe.

–Problemas?

–Mais ou menos... – exalei. – É o de sempre, o Marcus me deixando louca. Depois te conto a última que ele aprontou.

Ok... Me liga quando você estiver indo almoçar e nos encontramos no seu restaurante favorito.

Pensei por um momento e depois respondi:

–Na verdade Chris, acho que eu vou pra casa. Vou adiantar tudo o que puder na agência e fazer o restante do trabalho em casa. Acabei de levar uma bronca do meu médico por causa da minha má alimentação. Então...

Oh, sério? – Seu tom era de preocupação.

–Sim... Mas não se preocupe. Minha pressão só está um pouco alta, deve ter a ver com o stress também, mas vou começar a me alimentar melhor.

É melhor mesmo viu! – repreendeu Christina.

–Falou a garota que me chamou para o MC Donald’s semana passada – acusei. – Você é quem me leva pro mau caminho Chris!

–Ei, a viciada em fast food é a Shauna – Christina riu. – Por falar nela, estou com saudades, precisamos marcar um dia das garotas.

–Verdade... Mas sem a Mar não seria a mesma coisa.

–Bom... Essa era minha boa notícia. A Mar está vindo pra cá com o Uriah em duas semanas.

–Sério?

Sim, ela me ligou hoje cedo.

–Isso é ótimo Chris!

Sim, é mesmo... Bom, já que não vamos almoçar juntas, vai pensando em alguma coisa pra gente fazer com as meninas. Te vejo em breve.

–Ok, mandona... Beijo.

Desliguei a chamada e decidi passar na casa nova e verifica-la antes da mudança, me senti aliviada, pois pelo menos isso estava caminhando como esperado. Estava tudo em ordem na casa e a nossa mudança aconteceria no fim de semana. Enfim eu poderia almoçar em casa todos os dias.

Sempre dei ouvidos à Anna — tá, quase sempre — mas depois de ouvir o médico, fiquei com medo.

Depois de ver a casa e me certificar de que estava tudo certo para a maudança, fui para a agência. Chegando lá encontrei Carli andando de um lado pro outro na recepção.

–Bom dia Carli! – disse, sorrindo. Mas logo meu sorriso morreu, ao ver a expressão assustada dela. – Aconteceu alguma coisa?

–Bom dia Tris, que bom que você chegou – Carli pegou minha mão e me puxou para perto de sua mesa antes de sussurrar: – Marcus Eaton está aqui. Ele chegou há uns 15 minutos e queria falar com você, por sorte, a Susan chegou agora pouco e está com ele. Mas a cara dele não está nada boa.

E quando está?

Soltei os ombros, em sinal de desânimo e olhei para Carli como quem pergunta “Posso fugir agora?”. Não que eu tenha medo do Marcus, mas eu queria tentar passar um dia sem me estressar com ele.

–Ok Carli, obrigada.

Me virei e andei até a minha sala, deixei minha bolsa e segui para a sala da Susan. Bati duas vezes na porta e ouvi a voz suave da minha amiga pedindo para eu entrar.

–Oi Su, bom dia... – Disse entrando na sala. Marcus estava na poltrona da minha esquerda e nem mesmo virou o rosto para me cumprimentar antes de eu me aproximar da mesa. – Bom dia Marcus – ele se virou apenas o suficiente para me encarar e torceu a boca, sem responder ao meu cumprimento.

–Sabe, Beatrice, eu estava aqui dizendo para a sua sócia que eu não gosto de atrasos – começou – eu contratei a sua agência para um trabalho que até agora não está nem 10% pronto e temos apenas um mês para o aniversário da Essence. – Olhei para Susan. Ela estava branca como um papel. Minha amiga é ótima profissional e muito inteligente, mas confrontos não é o forte dela e se eu quisesse manter o Marcus em seu devido lugar eu teria que encarar essa.

–Bom... – Dei a volta na mesa e me posicionei ao lado da Susan, em pé. – Eu não costumo trabalhar com tantas mudanças repentinas, e certamente funciono melhor em situações onde não tenho o meu trabalho alterado sem algum aviso prévio. – Seu sorriso de entendimento era enorme e o mais sarcástico possível.

–Eu estou pagando, tenho o direito de mudar o que eu bem entender.

–Nós apresentamos a você uma proposta pronta, Marcus. Você tem o direito de alterar alguns detalhes, mas não pode chegar e mudar o que quiser, na hora que quiser, sem a nossa participação. Existe uma equipe trabalhando por trás da campanha e eles levam tempo em cada trabalho feito, e nós precisamos de mais tempo ainda para refazer cada etapa que você mudou. Facilitaria se você me dissesse exatamente o que você quer. Eu poderia ajustar e nós não teríamos esse retrabalho constante. O tempo que estamos perdendo se deve a sua indecisão – apontei. Ele bufou e se levantou ajeitando os botões do terno cinza.

–Você esta me dizendo que a sua incompetência é culpa minha? Sua proposta é cheia de falhas. Eu sou o único que vê isso? – Raiva borbulhou em mim e senti minhas bochechas queimarem.

–Pelo que me lembro, você teve outras cinco opções antes de escolher a nossa proposta. Você teve tempo para analisar suas opções e encontrar essas falhas – meu tom era cortante. – Mas esteja à vontade para mudar de ideia e procurar outra agência – apontei a porta.

Ele me encarou por alguns segundos. Seus olhos frios cravados no meu. Procurando ver quem cederia primeiro. Depois nos deu as costas e andou até a porta, mas antes de girar a maçaneta, ele se virou para nós novamente.

–Quero esse trabalho finalizado em duas semanas, caso contrário... – ele sorriu. – Digamos que os clientes que vocês têm hoje saberão que vocês não são capazes de realizar um trabalho grande.

–Eu não aceito ameaças Marcus – cruzei os braços e estreitei os olhos para ele. – Faça o que quiser, mas se quiser que esse trabalho seja feito por nós, será nos meus termos – dei a volta na mesa – Mia será a modelo. Ela foi escolhida dentre muitas candidatas e tem o perfil ideal para esse trabalho. – Ele sorriu, mas pude ver sua irritação.

–Não é você quem decide isso – disse em seu tom calmo e ameaçador. Dei mais um passo em sua direção. Sem abaixar a cabeça.

–Sim, eu decido. Caso contrário... – Apontei a porta de novo. Ele me mediu e virou as costas.

–Duas semanas, Beatrice!

Fiquei parada respirando com dificuldade. Tentando me acalmar.

–O que faremos? – perguntou Susan. – Não é melhor desistir desse trabalho Tris? – Me virei para Susan e sentei a sua frente.

–Até ontem eu achava que sim Su, mas eu não acho mais que isso tem a ver com o Marcus e suas grandes expectativas em relação à campanha... – Fiz uma pausa e organizei meus pensamentos recentes antes de continuar. – Eu acho que ele tem algum problema comigo. É pessoal Su, nada do que fizermos será bom o bastante. Desistir desse trabalho não vai me livrar da arrogância dele, então eu vou manter minha palavra e vou entregar o que foi prometido, se alguém tiver que desistir, não será nós.

–Tris, esse é mais um motivo para sairmos fora dessa! Se ele não vai ficar satisfeito com nada, por que vamos nos desgastar? Nosso trabalho tem sido muito bem aceito no mercado, não precisamos dele!

–Não Su! – balancei a cabeça. – Quero dizer, se você não quiser o trabalho, eu desisto, por você, por que somos duas, não fazemos nada sem o consentimento da outra, mas eu quero fazer, eu quero mostrar para ele que o mundo não está à disposição dele. Além disso, você ouviu o que ele disse. Ele ameaçou nos difamar. Eu não tenho medo dele, mas também não quero dar a ele a satisfação de dizer que desistimos por que não somos capazes.

–Você é teimosa... – Susan sorriu – e orgulhosa – agora foi minha vez de sorrir. – Mas, sério Tris... Não quero que isso faça mal a você. Eu estou vendo como isso tem te irritado nos últimos dias. Pense bem tá?

–Eu vou Su...

Depois do momento de tensão. Susan e eu tivemos um bom tempo. Recebemos alguns clientes em potencial. Fechamos alguns contratos novos e o restante do dia eu passei em casa.

Aproveitei para pegar a Sophia na escolinha e passei o resto do dia entre meu trabalho e brincar com ela.

No fim doa dia eu estava exausta. Acabei adormecendo no sofá, com a Sophia agarrada a mim.

Um som de carro estacionando me acordou e eu olhei em volta para ver a luz da cozinha acesa. Provavelmente Anna estava lá. O sol já havia se posto e eu estava dolorida pela posição em que adormeci.

A porta da frente se abriu e Tobias entrou, com as mãos na altura do pescoço, soltando o nó da gravata. Ele me viu no sofá, olhou para Sophia e eu vi um quase sorriso se formar nos seus lábios.

–Chegou cedo – ele afirmou. Eu não respondi. Na verdade, ele é quem chegou tarde, como tem acontecido com muita frequência.

Tentei me mexer no sofá, mas um dos braços da Sophia estava segurando minha cintura. Ele viu e veio me ajudar a tirá-la de cima de mim.

Depois que consegui me levantar, coloquei algumas almofadas para proteger Sophia de cair no chão e o segui até o quarto.

–Tobias... A casa nova está em ordem, eu já peguei a chave, podemos nos mudar nesse fim de semana. Só temos que contratar a empresa de mudança, separar o que levar e...

–Esse fim de semana será impossível – ele me interrompeu, enquanto caminhava pelo quarto retirando o resto das roupas.

–Por quê? – perguntei. Esperava que ele continuasse a explicação.

–Eu irei para Nova Iorque na sexta. Tenho uma reunião após o almoço. Devo voltar no sábado à tarde.

–E por que isso Tobias? Você poderia ir e voltar no mesmo dia se quisesse – Ele suspirou, parou de andar e se virou para me encarar.

–Eu não sei se vai demorar e se nós vamos conseguir resolver tudo no mesmo dia.

–Nós?

–Sim. Meu pai irá também – ele andou até o banheiro e acrescentou, de costas para mim: – Além disso, nós já esperamos até agora, uma semana a mais ou a menos não vai fazer diferença – em seguida ele fechou a porta.

Bufei de raiva e fui atrás dele, abrindo a porta do banheiro e o encontrando nu entrando no box.

–Pode não fazer diferença para você Tobias – disse em voz alta – mas para mim faz. Não é você que tem que se desdobrar entre duas cidades. Não é você que se alimenta mal por falta de opção! – Ele riu.

–Você sempre se alimentou mal, Beatrice. E nunca reclamou de viajar todos os dias.

–Isso foi antes! Eu gosto daqui e por isso nunca reclamei, mas agora estou grávida e preciso pensar nesse bebê que você parece não se lembrar. – Ele colocou o rosto fora do box e me olhou irritado.

–É o meu trabalho Beatrice, eu não me envolvo no seu, então não se envolva no meu. Se quiser esperar, faremos a mudança na próxima semana, senão, faça você mesma! – Ele voltou para dentro do chuveiro e um milhão de respostas me vem à mente, mas eu pensei no mal estar que esta surgindo no meu estômago e resolvi não estender a discussão. Pelo meu bebê.

Notas finais
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