Em algum momento, o whisky havia sido depositado sobre a bancada, à minha frente, e passava alguns segundos a olhar sua coloração amarelada.

havia lido em um livro sobre televisão, onde um dos protagonista associava a mulher que amava, como se ela quisesse provar todos os sabores ao memso tempo. Estava associando Jack a isso.

Ele gostava de tudo, de todos, queria notado e ser o centro de tudo. Jack queria ser Deus.

Esticava o braço para a bancada e pegava a bebida, olhava para o interior do copo e o levava aos lábios, tomando um pequeno gole e então outro e outro. Largava o copo sobre a bancada e reparava que os olhos haviam ficado lacrimejados devido o gosto forte da bebida.

Jack poderia ser tão forte quanto o sabo de um whisky caro ou poderia ser tão suave quanto um vinho branco.

Sabores...

Comigo sempre havia sido o sabor comum, embora gostasse do incomum.

Mas, nunca havia gostado de comuns antes de Jack, era como se esperasse que ele fosse os dois... E ele nunca me desapontava.

Bebiba o whisky.

Fumava o cigarro.

Refletia para o nada.