Quantos cigarros fumei?

Quantos whiskys bebi?

Porque aqueles olhos não sumiam de minha mente, embora olhasse para todas as pessoas no bar...? Todas pareciam ter o olhar de Jack, mudando apenas o formato e a cor, o tamanho... Mas a malícia estava lá.

Estaria bêbada?!

Tirava a carteira da bolsa, pegava uma nota de cem reais e a jogava sobre a bancada. Saia do acento, minhas pernas pareciam tão firmes no chão, então não estava bêbada de whisky.

Estava bêbada de verde.

Bêbada de Jack.

"Jack, poderia me ver naquela?" Havia perguntado ao telefone, quatro horas atrás. Ouvia o suspiro pesado de Jack, mordia o lábio e esperava ouvir sua voz arrastada e rouca, o que não demorava muito para acontecer. "Talvez consiga ir."

Talvez...

Nunca certeza.

"Você tem que vir." Dizia, irritada comigo mesma. "Estou ocupado agora..." "Vou te esperar." e desligava.

Deveria ter ficado com a duvida e o esperado sem pressionar... Mas precisava de Jack.

Aquela criança de olhos perdidos.

Estava me deixando o tempo todo, Jack...