Em algum lugar...
2 À porta
Notas iniciais

Para ser sincera, havia pouca coisa que ele não escondia. Seu nome verdadeiro não era Jack e poucos sabiam disso. Seus pais, irmãos, três amigos e eu.
Terminava o cigarro e pedia um whisky forte e puro.
Seus pais e amigos me perguntaram o "porque Jack?" e a resposta era sempre a mesma "o sorriso de Jack diz por si só". Sua mãe fora a unica a entender, os outros disseram "coragem a sua" e era a pura verdade.
Coragem a minha porque estava escorada ao lado da porta do coração de Jack, esperando ser aberta e descoberta ali, mas o coração de Jack — à porta — estava emperrada.
Havia visto algumas pessoas empurrarem e chutarem aquela porta, se machucavam e culpavam aquela pequena criança.
A ultima pessoa me perguntou o que tanto estava esperando e apenas havia respondido "espero o amor" e ela me disse que o amor era se jogar nas aberturas e conquistar o amor. Mas naquela porta, não havia abertura e nos muros ao redor, não havia janela. Naquela hora, não havia respondido, apenas havia termiado de fumar o cigarro. Agora sei que ela estava errada.
O amor não queria ser conquistado e por isso se escondia. E, quando fosse seguro sair, ele saíria e iria ver quem o esperou.
Amor era raro nesses dias, porque as pessoas andavam tão apressadas.
Menos Jack.
Jack era lento.
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