Em Ti, Violeta (One-Shot)
1 Prólogo
Violeta não estava conseguindo compreender o porque Tyler estava tão calado fazendo as malas. Os seus cabelos castanhos caiam sobre os olhos enquanto ele debruçado sobre a cama pegava algumas de suas peças de roupa e colocava dentro da mala sem muita delicadeza.
Um murmurio dele a tirou do estado repentino de choque e ela aproximou-se dele para ouvir mais claramente o que ele murmurava. Mas ele havia calado-se, a encarou por alguns segundos, os olhos um pouco turvos de lagrimas. Encantador o jeito como ela o admirava até mesmo quando ele estava de partida, deixando-a.
— Vio, eu queria tanto que você pudesse estar sentindo o que eu estou a sentir agora... — Ele segurou as mãos dela e as apertou um pouco fazendo o nó no estomago dela se contorcer.
— E como você se sente? — Ela tentara conter as lagrimas desde o momento em que o estava observando, parada na porta do quarto. Mas já não conseguia mais, caiam de uma forma desesperadora de duas em duas, enquanto ela tentava franzir a testa para impedi-las de caírem e só conseguia fazer com que caíssem mais depressa.
Ele enxugou algumas das lagrimas que caiam dos olhos de Violeta, aproximando-se mais dela olhando fixamente dentro de seus olhos molhados. Sua expressão era muito diferente da dela, ela estava parecendo destruída recém aprisionada e a expressão dele parecia a de um pássaro quando descobre que já pode voar. Feliz, esperançoso, porém, receoso de como as coisas ficariam quando ele alcançasse voo para alguma montanha alta e longe.
— Ainda não sinto Vio... Mas estou ansiando pelo que sei que vou sentir quando me deparar com tudo aquilo lá fora. Eu estou indo me realizar meu bem, e o meu preço é deixa-la para que também possa se realizar um dia. Sempre quis que você ficasse bem, e que eu o também ficasse. Pensava que apenas se estivéssemos juntos poderíamos ser, mas olha só... Agora acho que...
— Você acha? E é por uma hipótese que... Ty!
Com um sorriso ele beijou suavemente a testa dela descendo sua boca até a dela. Ternamente ele a beijou, seus lábios frios tocaram os dela, sua boca estava fria e salgada pelas lágrimas que ela havia derramado. Ele pôs suas mãos sobre as dela.
Violeta suspirou prestes a perguntar-lhe o porquê estava sendo tão cruel com ela por nenhum motivo, e lhe diria para não repetir aquela desculpa mal elaborada sobre realizar-se, mas quando seus olhos encontraram os dele, que deu um passo atras distanciando-se, indo em direção a porta, ela segurou tudo o que ia falar e o seguiu até a porta onde ele saiu rua afora. Sua boca ainda estava entreaberta, ela a fechou mordendo o lábio inferior, queria poder segurar-lhe o braço e pedir para ele não ir, mas algo a manteve ali parada sem dar um passo na direção dele.
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