Notas iniciais
Ola meus caros, eu sei que demorei, nao tive culpa, minha net ficou fora por mais de um mes e sempre que arrumavam ela voltava a pifar, ja o meu not meu tio demorou um seculo pra arrumar.. Realmente me perdoem, mas por motivos de força maior eu nao pude postar o capitulo antes... Por isso aproveitem e se deliciem com o novo capitulo... Bjs e até quinta que vem...

Todos os homens se voltaram a seus afazeres e Salácia sumiu da vista do capitão, faltando de seus afazeres e o irritando profundamente. A garota só voltou na hora do almoço e sentou-se no lado oposto a Kallel e evitou encara-lo, mas ao sair não conseguiu fugir do homem.

–Se não começar a colaborar com o navio perdera o direito as refeições!

Salácia suspirou e saiu de perto dele, indo olhar as ondas do oceano. O mar parecia calmo, mas logo pequenas e delicadas risadas se eram ouvidas e o corpo da garota travara, conhecia muito bem a estória d1as sereias e sabia que aquilo não era bom sinal, então apenas se virara e gritara para todos.

–SEREIAS!

Os homens pararam em seus lugares de olhos arregalados.

–Tapem os ouvidos seus inúteis!

Kallel gritara de volta e todos os homens lhe obedeceram, eles se abaixaram e fecharam fortemente os olhos. Salácia apenas observava os movimentos abaixo do casco do navio. O riso e a cantoria fora se extinguindo ao longe e finalmente a garota pode suspirar aliviada, pelo menos até ver o navio da guarda real ao longe.

–Merda, KALLEL!

O capitão rapidamente se pôs em pé e tirou os tampões.

–O que foi agora?

–Tem um navio real nos seguindo!

–Mas que coisa Salácia, você por acaso é portadora de más noticias?

–Desculpa se eu vejo o perigo primeiro!

–Rapazes soltem as velas e velocidade máxima, temos que cair fora daqui, antes que os engomadinhos nos peguem!

Salácia pulava de um pé no outro, estava nervosa, não poderia ser pega, não deveria.

–Não vai dar tempo, eles vão nos pegar!

–Não sem lutarmos primeiro!

Salácia rosnou aquilo não era bom, nada bom. Milha a milha a garota via a guarda real se aproximar, Kallel não conseguia entender o nervosismo todo daquela garota, não poderia ser somente por causa de uma possível batalha, havia algo errado ali, muito errado.

–Tem algo que gostaria de compartilhar?

–Não!

–Algo que deveria contar?

Salácia perdia a cor a cada segundo.

–Talvez!

–O que?

–Sabe, é que talvez, só talvez, eu pertença realmente à nobreza e como você mesmo disse, eu posso ser uma dama real!

–Você o que?

Kallel parecia furioso. Salácia olhou para o chão do navio e fingiu chutar uma pedrinha invisível.

–Eu disse que era só um talvez!

Tudo aconteceu muito rápido, o navio balançou e logo muitos homens invadiram, gritos podiam ser ouvidos, o tilintar das espadas era um som quase que agoniante. Assim como os outros Salácia lutava e percebeu que as roupas que aqueles homens usavam e sua postura eram muito diferente dos guardas reais, então rapidamente sua postura muda e sua forma de brandir a espada também, assumindo a posição que os soldados usavam.

–Kallel não são guardas reais, são piratas...

Salácia fora interrompida por uma pequena faca em seu pescoço.

–Além de bonitinha é inteligente e ainda boa de esgrima? Grande achado capitão, achamos uma ótima escrava!

–Sinto te informar feioso, mas sua escrava eu jamais vou ser!

Salácia pegou a mão do capitão e a torceu, rapidamente ela tomou sua pequena faca e se prostrou atrás dele e lhe cortou a garganta a sangue frio, ela encarou o restante dos piratas que invadiram o navio e seu olhar poderia congelar até as chamas do inferno, temendo por suas vidas os homens soltaram suas armas e se ajoelharam.

–Greg, Juan e Andros invadam o navio e vejam se ha prisioneiros, escravos ou que seja!

–Sim!

Os três rapidamente se encaminharam para o outro navio, enquanto a garota ainda encarava os marujos com completo nojo, seu olhar continha a promessa de uma morte lenta e dolorosa. Kallel não entendia como aquela garotinha, doce e frágil, havia dominado os tripulantes do Craken com apenas um único olhar e ainda por cima comandara seus homens a fazerem algo sem a própria ordem de seu capitão.

Enquanto os três verificavam o navio, Salácia se recostou no mastro, fechou os olhos e respirou fundo, sua raiva e adrenalina diminuíam na espera de noticias. Aos abrir os olhos Salácia perdeu totalmente à cor, Gregory trazia em seu ombro o corpo de um homem desacordado e sem nenhum cuidado o homem soltou o desacordado no chão.

–Só encontramos este prisioneiro!

Lagrimas subiram aos olhos da garota e ela se jogou ao lado do corpo do prisioneiro, com um carinho ela retirara algumas mexas de seu rosto.

–Não, ele não!

Kallel não entendia o porquê de a garota ter ficado abalada com a presença daquele prisioneiro, e aquelas lagrimas derramada por outro homem realmente não lhe agradara.

–Salácia...

A garota não deixara que ele terminasse sua frase, se levantara furiosa.

–Saiam desse navio, levem o corpo de seu capitão junto, e saibam que nesse navio, solto por esse mar, existe uma única pessoa que vocês deverão temer e seu nome é Salácia e lembre-se ela pode ser pior que o Craken, pior do que a serpente do mar, ela ira se tornar o seu pior pesadelo daqueles que cruzarem seu caminho novamente!

Os homens perderam as cores de sua face e rapidamente pegaram o corpo de seu capitão, mas antes de se retirarem um deles, um homem forte, cabelo raspado, com uma longa cicatriz que lhe cortava o peito, se virou para ela.

–Nos perdoe grande deusa, mas não imaginávamos que uma mulher tão temível era a capitã desse navio, nossas informações eram de que ele pertencia ao Kallel!

–Sua informação não esta incorreta, não sou a capitã, Kallel comanda o navio, ele só não ME comanda!

O homem acenou com a cabeça e partiu com seus homens. Assim que desapareceram de sua vista, Salácia se jogou novamente ao lado do moribundo.

–Greg leve-o para dentro, irei cuidar dele!

Sem dizer uma única palavra o homem pegou o desacordado com mais cuidado e o levou para dentro, para as instalações da tripulação.

–Não podemos ficar com um moribundo no navio Salácia, o melhor...

A garota se voltou mortífera para o capitão.

–Eu não vou abandona-lo Kallel e não será você que ira me convencer a joga-lo aos tubarões!

–Eu ainda sou o capitão!

–E esta prestes a perder este título para uma mulher!

Algo no olhar daquela mulher o fez ter a certeza de que o que ela lhe disse se tornaria realidade e seu titulo ele jamais cederia.

–Então cuide dele, mas caso morra em meu navio será jogado aos tubarões!

–Ele não morrera, ele é muito forte e teimoso para se entregar a morte desta forma!

A garota deu as costas ao homem a quem devia respeito e foi para dentro cuidar do mais novo tripulante do Blood Baron.

Fazia horas que Salácia se enfurnada dentro do navio junto do ex-prisioneiro, Kallel parecia estar mais irritado que o normal e todos podiam notar isso, menos a razão de sua raiva. Ela por sua vez estava limpando ferimentos, trocando bandagens e tentando baixar a febre do homem que acabara de salvar, quando ele finalmente abrira os olhos e a garota soltara um suspiro.

–Se isso for apenas uma ilusão, por favor, me mate agora!

–Você não esta alucinando, você esta a salvo agora, mas eu preciso saber o que aconteceu!

–Eu finalmente te encontrei princesa?

–Sim, você me encontrou, mas o que aconteceu?

Salácia tinha uma expressão preocupada, enquanto o homem apenas sorriu e com esforço conseguiu erguer o braço e acariciar a face da garota.

–Você esta bem!

Salácia segurara a mão do homem em seu rosto.

–Sim eu estou!

Um suspiro dolorido escapou dos lábios do homem.

–Eu estava preocupado!

Salácia o viu cair na inconsciência e sorriu consigo mesma, enquanto colava a mão dele que estava em seu rosto em cima de sua barriga e se levanta.

–É claro que estava!

Exausta a menina se dirigiu para ao deque do navio, onde poderia observa o oceano. O vento batia em seu rosto e trazia consigo o cheiro do mar ao qual eles cortavam, o ar estava gelado e as nuvens cobria o céu, porem não era o que tinha acima que lhe interessava e sim o que tinha abaixo.

–Seu paciente esta melhor ou já morreu e poderemos joga-lo no mar?

Salácia respirou fundo, tudo o que menos queria naquele momento era perder a paz que havia lhe invadido, mas sentia que era exatamente isso que lhe aconteceria.

–Sim ele esta melhor, você não ira joga-lo no mar, Kallel!

O homem tinha suas feições fechadas, o tornando mais amedrontador do que quando estava ligeiramente calmo, mas aquilo não impedia a impertinência da garota, ele não conseguiria assusta-la.

–Espero que ele nos sirva de algo, diferente de certas pessoas!

Salácia fechou seus punhos e olhou ferozmente para seu capitão.

–Eu sou muito útil capitão, ou não se recorda que fui EU que salvei o SEU navio?

–Aquilo foi um golpe de sorte!

Salácia revirou os olhos.

–Se aquilo foi golpe de sorte nem quero ver quando eu colocar minhas verdadeiras habilidades em pratica!

–Suas habilidades de levar homens para cama? Porque só assim você deve convencer alguém de fazer algo!

Os olhos da garota ficaram mais claros, quase transparente, tomando uma tonalidade de água-marinha jamais visto nos olhos de outra pessoa, e ela fez algo que jamais imaginaria fazer, ela desferiu um tapa na face do homem a sua frente.

–Não me confunda com as vagabundas com quem se deita, sou muito mais que elas, não preciso me deitar com ninguém para conseguir o que quero!

Kallel apesar de furioso sorriu de canto e cruzou os braços.

–Aposto que aquele ali que você salvou a vida hoje é mais um dos que já passaram por sua cama!

Furiosa Salácia esmurrou a face de seu capitão levando-o surpreendentemente ao chão e o puxou pelo colarinho, aproximando suas faces perigosamente.

–Nunca mais fale comigo desta forma Kallel, eu posso ser muita coisa, mas não sou promiscua, sinto muito que você só tenha convivido com mulheres deste calão, mas não me coloque no mesmo patamar que elas, porque eu sei o que sou, o que posso ser e a quem ter, e o que melhor sei fazer é destruir homenzinhos como você que se acham só porque vivem rodeados de putas e não sabem reconhecer uma mulher de verdade quando se encontra com ela!

O soltando com brutalidade no chão, ela passou por ele e se dirigiu novamente para dentro do navio, enxugando violentamente as lagrimas que teimavam em cair de seus olhos e indo de encontro com seu paciente.

As horas se arrastavam o dia se tornava noite, o vento lento começava a tomar força e o mar, que outrora se encontrava calmo, neste momento começava a se agitar. Preocupada com seu paciente e com os solavancos, Salácia subiu novamente para o deque, apenas para confirmar suas suspeitas, uma tempestade vinha a caminho e se não fossem rápidos o suficientes seriam pegos bem no meio desta.

–Greg não ha nenhuma baia aqui por perto?

O homem franziu o cenho e correu para perto de um mapa, ao se localizar ele arregalou os olhos e correu para o timão, o virando com toda a sua força para bombordo. O navio se inclinou perigosamente o que fez com que o capitão saísse de sua sala.

–O que pensa estar fazendo marujo?

–iremos atracar na Baia Del-Nobre, se não fizermos isso essa tempestade ira naufragar!

–E quem te deu permissão para fazer isso?

Salácia se fez presente e gritou para que o homem pudesse lhe escutar.

–Eu não estou a fim de morrer Kallel, nós vamos atracar e esperar que a tempestade passe!

O vento assobiava em seus ouvidos e as pequenas gostas que caiam acabavam por cortar sua pele.

–Iremos perder tempo!

–Iremos morrer se continuarmos aqui!

Os dois se encaravam furiosamente, mas para Kallel era uma batalha perdida, aquela mulher tinha muito mais influencia do que ele, o próprio capitão.

–Rápido Gregory!

Salácia sorriu e voltou para dentro, antes que o seu pior pesadelo começasse. O navio finalmente atracou, a ancora lançada ao mar e as velas recolhidas, muitos homens saíram do navio e foram aproveitar sua noite nas tavernas, no entanto a garota se manteve dentro da navio, sentada ao lado da rapaz que dormia agora tranquilamente, sua cabeça se encontrava deitada sobre seu braço e seus olhos fechados, mas todo seu corpo se tencionou ao ouvir o som do primeiro trovão, inconscientemente ela segurou a mão do enfermo em busca de um conforto que não encontrara. O navio balançava mais conforme os fortes ventos lhe atingiam e a água do oceano se agitava, para ela aquela noite seria mais longa do que gostaria.

A noite se arrastara lentamente, a cada vez em que Salácia acha que finalmente conseguiria dormir um novo trovão assombrava os céus e um relâmpago o cortava, cada vez mais ela se encolhia mais na cadeira, até que não pode ouvir mais nada, finalmente o sono lhe levara para longe daquele pesadelo.