Notas iniciais
Oi pessoas o/ Como vocês estão? Eu to feliz e quem me acompanha pelo face já sabe o porquê. É que Primeiro ano chegou a 6 mil visualizações. Obrigada gente por isso de verdade. Mas como nem tudo são flores eu estou sem inspiração :( Eu não queria deixar vocês sem capítulo essa semana e fiz um esforço para escrever. Minha querida Isallen percebeu que eu mudei o nome da Célia para Cíntia. Por que eu fiz isso? Não faço a minima ideia. Já arrumei esse pequeno deslise. O nome dela é Célia! Se alguém ver algum erro me fala para eu concertar ok? Obrigada Yui por favoritar minha história ^^ Boa leitura e desculpem-me pelo capítulo pequeno...

(Às vezes, alguém aparece para que pelo menos a sombra de um meio sorriso sincero apareça em nossos lábios)

A aula terminou e Felipe colocou sua mesa de volta no lugar, à frente de Kali. A menina agradeceu internamente por ele, finalmente, sair do seu lado.

A professora de biologia entrou na sala, séria e silenciosamente, passando os olhos pela turma e parando por um momento em Kali. Colocou suas coisas em cima da mesa e deu um bom dia sorridente para a turma. Ela era a professora que todos gostavam e respeitavam. Prestavam atenção à aula, mesmo que não gostassem da matéria. Ela cativava os alunos sem nenhum esforço. Kali também gostava dela e, às vezes, até sorria com as piadas e o jeito divertido da mulher. Ela era alta, morena, tinha os olhos cor de mel, estava sempre vestida elegantemente, maquiada e com um sorriso no rosto. Tinha 24 anos de idade. As meninas queriam ser como ela e os meninos eram apaixonados por ela.

A professora começou a aula divertida como sempre. Kali até esquecia de seus problemas enquanto assistia à aula, mas sempre achava que o relógio resolvia andar mais rápido que o normal nessa hora.

A aula acabou e os alunos começaram a sair rapidamente da sala para o intervalo. Felipe olhou para Kali sorrindo.

— Quer lanchar comigo?

— Kali – A professora a chamou sorridente antes que ela pudesse responder – Podemos conversar um pouquinho?

— Eu vou sair primeiro. – Felipe disse, se levantando e saindo da sala.

Kali levantou-se tentando não fazer uma careta de dor e agir normalmente.

— Você não precisa agir como se estivesse tudo bem na minha frente, Kali. – A professora disse, se levantando, pegando uma cadeira de uma das mesas à frente a colocando do lado de sua mesa – Sente-se.

Kali sentou-se e esperou que a professora dissesse algo.

— Agora, você vai me contar o que aconteceu?

— Não... quero falar sobre isso, senhorita Tally (N/A: Esse é o incrível nível de criatividade da pessoa quando ela usa o próprio nome para a personagem. A vida tá difícil, pessoas, tá difícil... rsrs)

— Tudo bem, eu não vou insistir. – Tally olhou pensativa para a menina que estava olhando para as mãos de cabeça baixa – Você tomou café da manhã hoje? – A menina fez que não – Então você provavelmente tomou remédio para dor com estômago vazio, né? Pode ir lanchar, o Rafael deve estar te esperando. E hoje você vai para minha casa.

— Não... eu não posso ir... eu tenho muita coisa para fazer em casa, senhorita Tally.

— Você nem deveria ter vindo à aula hoje, Kali. Como pode pensar em fazer qualquer coisa quando chegar em casa?

— Eu não tenho escolha...

— Nesse caso, eu vou com você. E nem precisa dizer não, porque eu vou de qualquer forma.

Tally sabia o que se passava na casa de seus alunos. Num momento de desespero, Rafael a contou o que acontecia. Ela não podia ajudá-los e isso era o que mais a incomodava. Começou a notar sempre que algo estava errado com os dois e hoje parecia um dos piores dias. Rafael apareceu na sala procurando por Kali.

— Entre, Rafael. – Tally falou quando o viu.

— Com licença, senhorita Tally.

— Rafael, eu vou te falar isso para que não aconteça de novo. Não é bom a Kali tomar remédio com o estômago vazio. Eu sei que ela não vai me escutar, mas ela tende a te escutar mais vezes. Se continuar assim vai ser pior. Faça o possível para isso não se repetir, entendeu?

— Sim, senhorita. Obrigado pela preocupação.

— Se eu pudesse eu faria mais do que apenas me preocupar com vocês... Vão lanchar que vocês precisam. E mais tarde me esperem no portão de saída.

Kali se levantou devagar, agradeceu a professora e saiu da sala com Rafael. Os dois foram para o lugar de sempre no pátio da escola e se sentaram. Rafael abriu a bolsa de lanche e entregou um sanduíche para Kali. Abriu a garrafa de suco e pegou um sanduíche para si. Comiam em silêncio quando Felipe apareceu de repente.

— Bom dia, Rafael. – cumprimentou sorrindo.

— Bom dia. – respondeu sem emoção – Ele ainda não desistiu? – Rafael perguntou para Kali, que apenas balançou a cabeça.

— Eu não vou desistir de ser amigo de vocês. – disse, sorrindo – Sua irmã me deu uma grande ajuda hoje, Rafael. Ela é muito inteligente.

— Como assim? – Rafael levantou uma sobrancelha.

— É que o professor nos deixou fazer atividades enquanto corrigia uns exercícios e ela me ofereceu ajuda. Ela seria uma ótima professora!

— Você ofereceu ajuda? – Rafael olhou para a menina que afirmou com a cabeça, dando mais uma mordida no sanduíche. Foi quando percebeu o curativo na sobrancelha dela. – E esse curativo?

Kali colocou a ponta dos dedos no curativo. Tinha se esquecido dele.

— Ele me deu. – respondeu.

— É que minha mãe sempre me faz carregar esse tipo de coisa. Sabe como são as mães, né?

Foi a pior coisa que Felipe podia ter dito. Nenhum dos dois sabia o que era ter uma mãe.

— O sinal já vai bater. – Rafael mudou de assunto, afinal brigar com Felipe não seria de ajuda, já que ele não falou por mal. – Vamos voltar, Kali.

Kali colocou o último pedaço de sanduíche na boca e Rafael guardou tudo. Não demoraram a sair, deixando Felipe um pouco confuso e pensando se tinha feito algo de errado.

Notas finais
O que acharam? Ficou tão ruim quanto eu acho que ficou? Torçam pra minha inspiração voltar, porque tá fazendo falta... Se você leu até aqui #obrigada^^