Em Busca de Um Olhar

16 Capítulo quatorze


Notas iniciais
Sei que faz tempo que não dou as caras nessa fic. Sério, isso me deixa chateada, não gosto disso tanto quanto vocês, mas eu me perdi nessa história, odeio quando isso acontece, mas é inevitável para mim. Diria que nos meses que fiquei sem postar ao menos dei uma evoluída, comparado ao que era antes, sinceramente, eu estava a lendo ontem para recapitular a história antes de bolar algo para e escrever e não estava gostando do que via.
Agora estou determinada a terminar as minhas fics atrasadas, aproveitar o quanto posso das férias, então, escrevi esse capitulo razoavelmente grande, para redimir-me e também pretendo postar toda semana.
Espero não tê-las perdido.

O sol banhava o quarto, incomodava um pouco Bella, que se mexeu inquieta. A claridade batia direto em seu rosto, fazendo-a gemer baixinho, aborrecida. Rolou na cama estreita, tentando fugir da claridade, e bateu de encontro a um corpo.

Só então notou que não estava em sua casa e, como para comprovar isso, as imagens da noite passada começaram a dançar em sua cabeça. Edward sobre ela. Ele a encarando, mesmos sem vê-la. Tocando-a. Endeusando-a enquanto se uniam mais e mais.

Ele era tão lindo.

Ela gostava tanto dele, chegava a doer.

Seu corpo foi abraçado por braços longos e fortes, sentiu-se segura. Aquele era o seu lugar, com ele. Mais do que nunca estava determinada a ajudá-lo a superar isso. Talvez, até ele voltar aos tratamentos. Ele poderia voltar a enxergar e ter sua vida de volta. Surfar, ser independente. Não ser tão amargurado.

Ela sorriu boba, sentando-se na cama com um pouco de dificuldade em soltar-se dos braços dele. E também não querendo muito. Mas já tinha amanhecido, nem sabia a hora exata, mas temia que Esme a pegasse ali, na cama de seu filhinho, e fizesse um escândalo. Talvez a acusasse de ser uma sedutora barata. Ou pior, contaria a seu pai sobre o acontecido. Com certeza Carlisle não ficaria nada feliz com isso.

Contrariada, resolveu acordar o garoto, porém, se vestiria antes e acabaria com os vestígios da noite anterior. Ainda eram 6h00, constatou Isabella, aliviada. Não muito cedo, mas acreditava que a mulher não viria verificar o filho a essa hora. Se tivesse voltado bem tarde, devia ter ido direto pra cama, acreditando que o filho estava dormindo angelicalmente. Provavelmente, nem lhe passara pela cabeça que ele podia até estar dormindo, porém, junto da vizinha.

Isabella catou suas roupas e vestiu-as rapidamente, depois, aniquilou algumas provas, tendo o cuidado de não se esquecer de nada. Sorriu minimamente com a visão de Edward esparramado na cama. Tão bonito. O corpo alto e esguio estirado na cama, com o lençol azul marinho amontoado em sua cintura, escondendo sua masculinidade, que, na noite anterior, ela tinha conhecido tão bem. Subiu os olhos por sua barriga malhada. Seus braços fortes estavam relaxados atrás de sua cabeça, juntos a suas madeixas desleixadas de cor acobreada — naquele momento, ela queria acariciá-las. Passou os olhos pelo seu rosto relaxado, querendo prolongar um pouco mais o momento. Edward, com certeza, era o homem mais bonito que ela já teve o prazer de conhecer, sempre achou isso. Mas nunca passou por sua cabeça que se envolveria com ele — podia ter fantasiado, mas não passava disso, era cética demais para acreditar que o cara mais bonito da cidade, um dia, gostaria dela.

Em seus lábios finos repousava um sorrisinho pretensioso, de conquista, e ela não pôde deixar de rir. Homens, sempre se vangloriando de suas conquistas. Até em sonhos. Ou ele simplesmente estava tão feliz, tão extasiado, que se tornava impossível ocultar o sorriso.

A vida é bela quando se está amando. — estancou no lugar com tal constatação. Amando? — estaria amando? Sabia que sentia algo forte por ele, mas amor era demais, ainda mais, quando as coisas estavam indo rápido daquele jeito. Mas pareciam tão certas. Não se arrependia de nada. Cada beijo, carícia e gesto. Tinha demorado tempo demais, era isso que pensava. Tempo demais ocultando tudo isso. Fingindo não sentir.

Na verdade, tinha demorado uns oito anos. Desde o primeiro dia na cidade, quando viu seu novo vizinho. O menino franzino, mais baixo que ela, mas que possuíam olhos tão expressivos e encantadores, que ela se viu a cada noite desejando que o dia logo amanhecesse, para que ela pudesse vê-lo novamente. E foram assim todas as suas noites, durante toda sua vida.

De manhã, o via sair da água, com aquele sorrisinho realizado, e o contemplava. Tão bonito, desabrochando em todos os verões. E era um fato, ficava feliz quando ele olhava para sua janela, assim que voltava de suas ondas matinais, e sorria para ela. Ficava tão sem reação. Era assim todas as manhãs, até sua viagem sem volta.

Achava que nunca mais o veria, então, eis que seu pai a notifica que ele está de volta, tudo aconteceu tão depressa. A notícia de sua cegueira, seus receios, sua raiva, seu preconceito para com ele mesmo e a dificuldade em driblar suas barreiras.

Mas lá estava ela, no quarto dele, planejando como sair sorrateiramente dali, sem levantar suspeitas, e com dificuldade de sair por não querer quebrar aquele momento, a sua bolha de amor.

Tão bonito— suspirou, olhando-o mais uma vez.

Estava realmente apaixonada pelo Cullen, era nítido, palpável o tanto de vezes que suspirava e sonhava por dia. Pensava nele, apenas nele. Nem na faculdade, que logo estaria de volta, conseguia pensar.

A porta estava trancada, havia verificado antes de tudo começar, não queria uma surpresinha caso Esme voltasse mais cedo de seu encontro.

Respirando fundo, caminhou até o lado onde Edward estava e agachou-se, ficando próxima de seu rosto, que ressonava tranquilamente, e, sorrindo em deleite, começou a acariciar seus macios cabelos. Seu sorriso se alargou quando ele começou a resmungar e se mexer manhoso.

— Edward. — rente a sua orelha, ela chamou baixinho.

Mais um resmungo.

Ela riu levemente antes de depositar um beijinho em suas bochechas, na ponta do nariz e, por fim, e não menos importante, em sua boca. Reprimiu um gritinho quando sentiu seus braços rodearem sua cintura fina, puxando-a para cima dele.

— Mas por que já está vestida? — indagou sonolento, mas com um sorriso maroto brincando em seus lábios. Seus olhos verdes olhando em sua direção. Era como se ele a enxergasse.

— Porque já é tarde, eu preciso ir, só queria te avisar. — respondeu ainda deitada sobre o corpo másculo dele. Sentiu-se arrepiar quando ele começou a acariciar, por dentro da blusa, suas costas. — Edward. — tentou repreendê-lo, contudo, saiu mais como um gemido. — Realmente preciso ir.

Isabella quase gemeu novamente com bico adorável que se formou nos lábios dele. Ela queria beijá-lo até perder os sentidos, mas se conteve. Se começassem a se beijar agora, logo perderiam o controle e estariam revivendo a noite passada mais uma vez.

E não podiam, não com a mãe dele podendo aparecer a qualquer momento.

Sorriu tristonha e afagou seu braço antes de começar a sair de cima dele. Apenas deu um singelo beijo nos lábios de Edward e voltou a falar. Ele se apoiou nos cotovelos.

— Daqui a pouco nos encontramos, venho te buscar, só fique pronto. —disse sorrindo e dando outro beijo, recebendo um bocejo em troca. — Vou te deixar dormir mais um pouco.

Edward apenas sorriu antes de assentir. Ele não podia olhá-la ir embora, sorriu tristonho, se permitindo cair sobre os travesseiros novamente.


Isabella correu para a sacada e observou a sua casa. Era cedo demais para ter gente nesse lado da praia, geralmente, o único que pegava onda nesse horário era o seu vizinho. E ela sabia muito bem que ele, no momento, estava um pouco indisposto. Sua casa estava silenciosa. Se seu pai estava em casa, provavelmente, dormia, e seria difícil ele vê-la, já que seu quarto ficava do outro lado. Confiante de que não seria vista espreitando àquela hora a janela de Edward, Isabella começou a descer a árvore que tinha experimentado na noite anterior. Da próxima vez, torceria para que Esme avisasse com antecedência que iria sair, para assim, poder, ao menos, entrar pela porta da frente. E não como um gatuno que tentava assaltar uma casa. Sua sorte era que a única pessoa que podia denunciá-la era ela mesma.

Sorriu aliviada quando colocou os pés em solo firme. Não tinha sido pega. Comprovou quando olhou em todas as direções e não viu ninguém. Correu aos pulinhos e entrou em sua casa, sorrindo aliviada mais uma vez.

— Isabella? — exclamou seu pai, alarmado.

— Pai!

— O que faz acordada há essa hora? — indagou nervoso, o que fez com que Isabella relaxasse, notando que ele apenas achava que a tinha encontrado ao acaso, às 6h20, em plenas férias.

— Meu despertador acabou tocando. Como fui dormir cedo, não aguentei ficar na cama. — falou depois de pensar um pouquinho em uma resposta aceitável. Seu pai não sabia a que horas tinha ido dormir mesmo, ela podia usar essa desculpa, era até inteligente. Sentiu-se orgulhosa de si mesma. Mas uma pergunta não conseguia calá-la, o porquê do nervosismo do Dr. Carlisle.

— E o senhor, papai? — indagou irônica, analisando-o. Ele estava ainda de pijama, o que era difícil, geralmente, Carlisle Swan, antes de descer para tomar café ou almoçar — dependendo de seu plantão —, não saia de seu quarto sem tomar seu banho e trocar de roupa. Mas lá estava ele, com sua calça de pijama listrada azul e branca e uma blusa branca. Sem contar o roupão preto. Estranho, muito estranho. — Se chegou tarde, o que faz acordado tão cedo? — persistiu. O homem pareceu incomodado com as perguntas.

— Pare de fazer tantas perguntas de manhã, Isabella. — mudou de assunto, fazendo uma leve careta no rosto que, normalmente, estava composto em uma máscara de serenidade. — É cedo demais para se pensar. Agora vá para seu quarto se trocar. Não vai surfar? — sugeriu, tirando-a da cozinha.

Isabella apenas o olhou de rabo de olho enquanto era seguida pelo olhar dele. Depois que estava no andar de cima, agradeceu. Só agora se lembrou de que sua porta estava trancada, caso ele viesse verificar durante a noite se ela estava dormindo. Isso lhe renderia muitas perguntas do por que ela ter trancado o quarto quando só tinha descido rapidamente até a cozinha. Ela apenas pegou a chave no vaso ao lado do seu quarto e destrancou a porta, se socando dentro do quarto rapidamente, aliviada por tudo ter dado certo. E feliz, pois logo veria Edward novamente.


No andar inferior, Carlisle suspirava aliviado.

— Escapamos dessa. — disse uma voz feminina atrás dele, fazendo-o sorrir maroto.

— Mas por quanto tempo? — indagou, virando-se para a mulher e sorrindo abertamente. Era excitante o risco de serem pegos, era o que ele achava sempre que conseguia escapar. Ela apenas sorriu, balançando a cabeça em descrença. Por baixo da fachada séria, Carlisle Swan podia ser bem perigoso.

[...]

Depois de colocar o biquíni azul-marinho, uma bata de praia branca e ajeitar sua bolsa de praia, Isabella já estava pronta para ir buscar Edward.

Sorria de orelha a orelha só de se lembrar dele. Ela desceu a pulos contentes as escadas de sua casa, parando na cozinha apenas para comer alguma coisinha. Depois de saciada sua fome, dirigiu-se a porta, pronta para bater no vizinho e, quem sabe — sem maldade —, até ajudá-lo a por a bermuda para ir à praia. Riu do rumo de seus pensamentos.

— Você parece animada. — comentou Carlisle ao entrar na cozinha e ver a filha sorrindo bobamente.

— E você me deve respostas. — retrucou, ficando séria de repente e lançando-lhe um olhar questionador. Seu pai apenas levantou as mãos em rendição. Era claro a Isabella que tinha algo a mais nas atitudes de Carlisle, que havia um motivo para ele estar fugindo de perguntas simples.

Ainda o olhando com os olhos semicerrados, Isabella deu alguns passos para trás, fazendo gestos com os dedos, no típico estou de olho em você.

Carlisle apenas riu nervosamente, tentando disfarçar que a desconfiança da filha era mau sinal para seu novo relacionamento. Ele queria manter em segredo por enquanto. Era melhor. Menos propenso a problemas. E envolvia muitas coisas, haviam outras pessoas envolvidas, eles não queriam complicar algo que podia ser simples.

Isabella já estava parada a porta quando ouviu a melodia. Ele está tocando, constatou sorrindo largamente. Amava quando ele tocava, era tão Edward. Lembrou-se de quando passava próximo da casa deles, escutava a melodia e se sentia bem. E sempre pensava em como ele tocava bem e como a música sempre se parecia com ele. Algo livre.

Mas naquela manhã, ele tocava algo doce, romântico e delicado. Seria para ela aquela música? Edward estaria tão envolvido a ponto de dedicar um pouquinho do seu tempo para compor algo para ela? Não ficaria parada ali, divagando sobre as razões de ele tocar, não tinha porquê, era idiota até. Ele podia estar apenas tocando por tocar. Não precisava necessariamente ser para ela. Mesmo que Isabella quisesse muito que fosse para ela.

Balançou a cabeça, tentando esquecer tais pensamentos, e bateu na porta. Não demorou muito a uma contente Esme atendê-la.

— Olá, querida. — exclamou a doce mãe de Edward.

— Oi, Esme, como está? — perguntou simpática, recebendo um “bem” da moça. — E ele?

— Ele me parece ótimo, diferente, acho que feliz. Não o vejo há anos assim. — comentou sorridente, extasiada com a repentina mudança. — Poderia até me arriscar a dizer que ele está voltando a ser como era antes.

Isabella apenas sorriu abertamente. Era bom saber que ele estava finalmente voltando a ser o Edward de sempre.

— Acho que talvez seja a sua companhia. — comentou baixinho, fazendo Isabella corar levemente com isso. Sabia que Esme nem desconfiava do nível que estava seu relacionamento com o Edward, mas era impossível não corar, porque ELA SABIA o nível do relacionamento dela com o filho de Esme. — Sempre achei que, se ele voltasse a falar com os amigos, convivesse com pessoas de fora, ele podia voltar a se sentir normal.

— Sim, concordo com você. — foi o máximo que pôde dizer antes de o som cessar e ela estar na mesma sala que ele. Edward apenas se virou na cadeira do piano, que ele tinha na sala, e olhou em sua direção, com aqueles olhos verdes lindos e brilhantes. Mesmo que não pudessem enxergar, eles ainda conseguiam deixar uma garota atordoada.

Esme apenas sorriu, afagando os ombros dela antes de voltar à cozinha.

— Oi. — disse Bella simplesmente.

— Oi.

— Pronto para uma tarde na praia? — indagou, analisando as roupas dele. Uma bermuda tactel verde, que combinava com seus olhos, e chinelos. Sem camisa, mostrando aquele dorso esguio e musculoso, deixando Isabella em parafusos.

— Sim. — sorriu buliçoso, como se soubesse a comoção que causava nela. Talvez soubesse, Edward podia ser cego, mas não era bobo. Sabia como deixava Bella louca e usava a seu favor. Levantou-se, colocando os óculos de sol e deu alguns passos até onde achava estar Isabella. — Senti sua falta. — sussurrou em sua orelha, fazendo os pelos da nuca da garota se arrepiarem.

— Também senti a sua. — murmurou, mordendo os lábios, para assim, não atacar a boca gostosa dele, que, no momento, possuía um sorriso encantador. — Vamos. — disse um pouco mais alto, agarrando o pulso dele e puxando-o pela porta. —Tchau, Esme.

— Tchau, querida. Tome cuidado, Edward. — alertou a mulher, preocupada. Isabella apenas lançou uma piscadela, como se dissesse que cuidaria dele. O rapaz revirou os olhos por baixo dos óculos, achando ridículo o ato superprotetor da mãe diante de Bella. Fazia Edward parecer tão patético e dependente. Não gostava nem um pouco disso.

— Pode ir tirando esse bico emburrado do rosto, do contrário, vou arrancá-lo a dentadas. — repreendeu Bella, arrastando-se pela areia. A praia ainda não estava cheia, eram mais ou menos 8h00, o lugar só começaria a encher lá pelas 10h.

— Prefiro que você o arranque com beijos e deixe as mordidas para mim. — respondeu prepotente, fazendo Isabella ficar toda arrepiada enquanto era grudada ao corpo másculo dele.

— Edward. — protestou, gemendo quando as mãos possessivas dele puxaram mais sua cintura, grudando seu quadril ao dele. Ela já podia sentir o amiguinho dele se animar. Isso só a fez gemer mais uma vez, quase perdendo a cabeça.

— Estou achando que você precisa esfriar um pouco as coisas. —murmurou, segurando nos braços dele enquanto tentava se afastar. Edward a soltou a contragosto.

Como era cedo, Isabella apenas estendeu sua canga sobre a areia fofa, jogou suas coisas nela, tirou sua bata e guardou-a na bolsa. Depois de se certificar de que estava tudo em ordem, começou a arrastá-lo para o mar. Ele agarrou sua cintura, grudando-a mais a ele, começou a beijá-la, ainda andando em linha reta.

Logo o rapaz sentiu as marolas baterem em seus pés descalços e grudou a menina mais ao seu corpo, indo mais fundo. Riu pelo gritinho escandaloso que ela soltou devido à água estar um pouco gelada, fazendo com que Edward risse também.

Com uma mão na cintura dela, segurando-a firme junto ao seu corpo, levantou a outra até o rosto dela, acariciando-o delicadamente, arrancando um suspiro de Isabella, que o observava atentamente, seus olhos cravados no rosto bonito do garoto que ela passou anos sonhando.

Sorriu bobamente quando ele começou a se aproximar devagar, levou as mãos até o rosto dele, retirando os óculos do rapaz, que, para total surpresa, não reclamou. Apenas repuxou os lábios para cima, fazendo-a se deleitar com seu gesto, depois, lentamente, enganchou seus braços em volta do pescoço dele, aguardando seus próximos passos. Olhou fixamente seus orbes e sorriu quando o rosto dele começou a ficar mais perto. A garota apenas fechou os olhos, esperando.

Não demorou muito para ela sentir os lábios dele grudados aos dela, um beijo calmo, como se aproveitasse o momento.

— Vocês podem parar com o momento de afeto, estão começando a me enjoar. — disse uma voz bem conhecia atrás dos dois, fazendo-os virar rapidamente, hostis.


Notas finais
Obrigada por lerem. =(