Em Busca de Um Olhar
17 Capítulo Quinze
Notas iniciais
Edward sibilou ao ter de interromper o beijo que trocaria com Bella. Ela apenas bufou frustrada. Não demorou muito nos braços do amado, virou para a pessoa que os atrapalhara e não foi surpresa alguma se deparar com Emmett a sua frente.
Naquele momento, sua maior vontade era de estrangular o grandão. E não duvidou que Edward tivesse a mesma vontade ao identificar a voz de seu amigo.
— Se querem tanto se agarrar, por que não vão para um quarto? — indagou, sorrindo malicioso para uma Bella emburrada.
— Por que você não vai se afogar bem longe daqui? — contra-atacou, sorrindo com escárnio.
— Você é tão maligna às vezes, Isabella. — comentou Emmett, estreitando os olhos.
— Você não viu nada. — ameaçou.
— Ok, não está mais aqui quem falou, poxa, só vim dar um “oi” aos meus queridos amigos e sou recebido assim, com tanta hostilidade?! — disse, simulando magoa, fazendo até um beicinho, dramatizando. — Poderia até achar que não gostam mais de mim.
— Está faltando pouco para eu realmente não gostar. — murmurou Edward. — E menos ainda para eu te afogar.
Emmett fingiu ofegar.
— Edward, assim você me magoa.
— Para de palhaçada, Emmett; dê seu “oi” e dê o fora. — disse Isabella, irritada. Notando que a garota já estava a ponto de esganar o amigo, Edward a colou mais a ele e disse:
— Vai dar uma volta, Emmett.
O grandão apenas riu dos dois, achando graça de estarem juntos. Não fazia tanto tempo, eles mal conseguiam se falar e, agora, estavam se agarrando na praia. Ainda mais quando Edward estava tão resmungão por conta da cegueira. A vida pode surpreender.
Olhou para os dois lados e avistou a loira, amiga de Bella. Sorriu malicioso e partiu sem dizer mais nada, atormentaria os dois depois, separados de preferência, assim, não poderiam se defender e liberariam mais informações. Ele adoraria saber das fofocas quentes deles. Por enquanto, se contentaria em investir em Rosalie. Ela estava se fazendo de difícil, só o deixando dar dois beijinhos de despedida desde que saíram.
Ela seria mais difícil do que pareceu a princípio.
Bella suspirou aliviada quando o amigo doido começou a andar para longe. Queria ficar sozinha com Edward, e Emmett só atrapalharia.
Voltou a olhar para o rapaz, que mantinha a cabeça inclinada, talvez tentando escutar se o melhor amigo ainda estava por ali, pronto para zombar deles.
— Ele já foi. — anunciou a menina, botando os dedos no queixo dele e trazendo-o para mais perto de sua boca.
Edward não pôde deixar de sorrir com a notícia. Finalmente a sós, foi o que pensou antes de colá-la novamente ao seu corpo e reivindicar sua boca. Ele a beijava com sofreguidão, suas línguas duelando uma contra a outra em um beijo ousado, enquanto suas mãos exploravam o corpo um do outro, matando a saudade.
Afastaram as bocas ofegantes, tentando recuperar o fôlego. Os dois sorriam um para o outro, satisfeitos, ainda tentando controlar a respiração.
— Acho melhor pararmos, antes que comecemos a dar um show aqui. — cochichou a garota, pendurada no pescoço dele, deleitando-se com a textura de sua pele e recebendo beijinhos em sua clavícula.
— Não acho que eles se oporiam a presenciar uma ceninha. — cochichou de volta, divertindo-se quando Isabella resmungou. — Estava só brincando.
Mesmo rindo, Bella deu um tapa em seu braço. Edward apenas encolheu-se, fingindo ter doído.
— Vamos sair daqui. — resmungou, começando a puxar o garoto para a areia.
Assim que chegaram ao acampamento dos dois, Bella começou a ajeitar as coisas, estendeu a canga e puxou Edward, para que ele se deitasse com ela.
Quando ele já estava no chão, colou-se a ele e descansando sua cabeça em seu peito, acariciando sua pele quente.
A tarde não podia ser melhor.
[...]
Quando o sol começou a ser pôr, Isabella forçou-se a levantar a cabeça do peito de Edward.
— Que tal irmos para casa e comermos algo? — murmurou rente ao ouvido dele, fazendo-o sorrir.
— Eu adoraria um banho. — sussurrou, agarrando-a pela cintura.
— Não seja assanhado. — disse rindo, batendo de leve no braço dele.
— Não, só sou um cara esperançoso.
Edward sorriu quando ela não respondeu nada, estendeu as mãos para que Isabella as segurasse e a levantou.
Bella riu, apanhou as coisas e segurou na mão dele para levá-lo a casa. Quando na porta da casa dele, entraram.
— Mãe? — gritou, dando alguns passos. Mas nada. — Acho que ela não está.
— É. Você vai ficar bem? — indagou. Era claro que Esme sabia que Edward estava com Bella; por conta disso, saiu sem preocupação, deixando o filho com a vizinha, sabia que ela cuidaria muito bem dele.
Isabella achou um bilhete colado à geladeira.
Crianças, aproveitei que estavam fora e sai.
Bella, espero que não se importe de dar uma olhadinha em Edward enquanto não volto, só precisa ajudá-lo com o lanche — já está pronto, no forno. Não comente com ele sobre meu pedido, só me preocupo e sei que é uma boa menina e está ajudando-o muito.
Obrigada, querida, creio que depois do lanche ele pode se virar sozinho.
Beijos.
— Sua mãe saiu. — anunciou, dobrando novamente o bilhete. — Vamos lanchar.
Depois de alimentar o garoto, Isabella começou a limpar as coisas. Parou ao lado dele, com as mãos em seus ombros nus.
— Agora você vai para o banho; eu vou para casa tomar o meu.
— Por que ir para a sua casa tomar banho quando pode tomar comigo? — disse, olhando-a adoravelmente com olhos pidões. Isabella apenas mordeu os lábios, tentando deter o sim que estava prestes a dizer. Era tão difícil não ceder a Edward. Ainda mais quando ele a olhava com aqueles olhinhos verdes lindos. — Por favor, diga sim.
— Você joga sujo. — disse sem fôlego, e ele puxou-a para o seu colo, beijando-a. — Muito sujo.
Edward apenas riu levemente, levantando-se com Isabella em seu colo.
— Edward, ponha-me no chão, vamos acabar caindo. — reclamou Isabella, debatendo-se.
— Ok, mas você vai me seguir para o quarto. — concordou, sorrindo malicioso.
Edward a agarrou pela cintura e começou a caminhar — com a ajuda de Isabella — até o banheiro. Quando lá dentro, a garota se afastou rapidamente dele para trancar a porta, não queria correr o risco de serem pegos pela dona Esme.
Bella riu contente por estarem prestes a aprontar. Edward a puxou para o box, tateando o lugar, buscando não bater em nada. Antes de ele ligar a ducha, Swan retirou a saída de praia e a jogou no chão, sorrindo quando sentiu os dedos dele passearem por sua pele exposta. Fechou os olhos com as carícias dele, enquanto acariciava as costas dele também.
Logo sentiu os dedos longos do rapaz desfazerem o nó de seu biquíni, fazendo com que esse, por sua vez, se soltasse de seu corpo. Edward tratou de se livrar dele e de sua bermuda, ficando nu diante de seus olhos. Sorrindo maroto, ele arrastou os dedos preguiçosamente de sua barriga plana até os seios da moça. Ela ofegou com a ousadia. Edward apenas abriu um sorriso maior pela reação dela e tratou de se livrar da parte de baixo, antes de ligar a ducha.
Não se contendo, Isabella colou suas bocas, fazendo com que eles começassem a se beijar de modo voraz, como se precisassem da boca um do outro para sobreviver. Edward puxou uma das coxas dela para seu quadril, instruindo-a a enlaçar suas pernas por ele. Fez, mordendo os lábios quando o viu guiando com a mão o membro rígido à sua entrada, transformando-os em um só. Foi involuntário o gemido que escapou dos lábios dos dois quando se fundiram um no outro.
Edward prensou-a na parede e ficou parado por alguns minutos, deixando-a se acostumar com seu tamanho. A água caía gelada em suas costas, enquanto ele distribuía beijos no pescoço da moça.
Quando Bella começou a se mexer, impaciente, em seu colo, Edward não teve escolha se não começar a estocar fundo e forte. Seus corpos se chocavam, seus quadris vinham de encontro um ao outro. Gemidos. Palavras desconexas. Nomes proferidos quando o clímax era atingido.
Depois da explosão, ficaram apenas respirando ofegantes, colados um ao outro.
— Como sempre, incrível. — murmurou no ouvido dela, risonho. Isabella não pôde deixar de rir um pouco também. Ele era demais.
Houve uma batida na porta que fez os dois prenderem a respiração ao mesmo tempo.
— Edward, você está aí? — gritou Esme do outro lado da porta, mexendo na maçaneta.
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