Em Busca de Um Olhar

4 Capítulo dois (continuação)


Notas iniciais
Que demora kkk
Foi porque eu estava escrevendo minha one-shot-odeio o dia dos namorados, que já esta postada, quem quiser e puder dê uma passadinha.
Bom queria agradecer as meninas que comentaram o último cap XD
Quem recebeu o recado: acho q meu pc melhorou!
Agora vou deixá-las ler a fic...Boa leitura!

Não posso dizer que todos os meus dias são felizes, que aquele ditado, viva cada dia como se fosse o último, dê certo comigo ou melhor seja pra mim, já foi um dia, não mais. Na verdade sempre acordo de mal humor, pois quando abro os olhos e vejo que ainda continuo no escuro, me pergunto, pra que acordar?

Todas as manhãs as mesmas decepções, de mais um dia tomado pela escuridão, o que me conforta às vezes, são as lembranças, a única coisa que ainda me resta, me lembrar de como eram as coisas, o mar, o céu, as pessoas, as cores e outras coisas.

Sentado em minha cama tentando entender o rumo que minha vida havia tomado, permaneci, às vezes me pegava me perguntando se viver ainda era o certo pra mim, se valia a pena. Eu estava me tornando um estorvo na vida de meus pais. Mesmo que meu pai Charlie, não convivesse mais comigo, ele ainda me ligava quase todos os dias para saber como eu estava.

Descendo as escadas acabei por parar no caminho, pois notei que minha mãe não estava sozinha, podia ouvir vozes e me parecia vir da cozinha.

Minha mãe não estava sozinha isso estava na cara, me aproximei um pouco da parede da escada que ia para a cozinha, estava tentando escutar algo. Até que estava tendo um pouco de sucesso pois tinha uma ótima acústica e dava para escutar bastante. O bom de ter uma parede entre a escada e a cozinha era quem estava nela não tinha uma visão de mim e nem eu tinha deles. Apesar que isso não é problema já que eu não posso enxergar.

Sentei por ali mesmo pois a minha curiosidade era muito grande e eu necessitava saber quem estava lá.

De inicio não reconheci a voz do homem que estava falando com minha mãe, sabia que ela me era familiar mas não conseguia me lembrar de onde.

Eles conversavam sobre mim, notei isso quando pronunciaram meu nome. Os dois conversavam sobre o meu caso e de como estava sendo difícil para mim conviver com essa nova fase de minha vida. Ele dizia que o tempo iria curar tudo, também carinhos e atenção.

-Mas ele se fechou para o mundo, Carlisle -disse minha mãe. Então esse era o nome do senhor com minha mãe, Carlisle. Esse nome me era familiar me lembrava do meu vizinho de antes, o viúvo Carlisle Swan, o médico da cidade.

-É uma fase Esme, apenas uma fase! -disse ele com uma voz calma.

-Ele não aceita falar com ninguém. Nem com os amigos e nem comigo ele fala direito! -disse minha mãe triste. Não era mistério para mim que minha mãe estava sofrendo com essa minha indiferença perante ela e o mundo. Eu tentava voltar há ser o que era antes, mas já não era mas possível, isso era algo que eu nunca mais voltaria há ser.

-De um tempo para o menino! -disse Dr.Carlisle. — Bom, Esme tenho que ir, Isabella me espera.

Isabella? Aquele nome me era familiar também, mas no momento não estava dando muita importância, mas podia sentir que aquele nome ou melhor a dona daquele nome faria parte de meu futuro, me chamem de louco, mas é o que sinto.

Dei um tempo para minha mãe, não queria que ela pensasse que eu havia escutado sua conversa com o Dr. Me arrastei até a cozinha e num não tão bom humor cumprimentei minha mãe, nem sempre uma pessoa pode ser feliz.

-Bom dia, mãe. -disse desanimado como sempre, já sabendo que meu dia que não seria bom.

-Bom dia, meu amor!! Como dormiu? -perguntou-me alegre, acho que devido a visita do doutor.

-Dormi bem. -respondi seco.

-Amor, por que você não da uma volta na praia como antes?Ta um dia lindo hoje. -disse ela tentando manter o tom alegre.

-Não da, se a senhora não se lembra eu sou cego e talvez ver se o dia está lindo como a senhora esta falando não dê e também, a areia é instavél demais. -disse mal humorado, odeio quando me lembram do que fazia antes e agora não posso mais fazer.

Eu não quis escutar mais nada, apenas me levantei e caminhei até as escadas tentando voltar para meu quarto, mas como eu estava andando apreçado acabei por dar uma topada no inicio das escadas e apenas praguejei. Minha vida não podia ser pior. Podia?

-Edward, você está bem? -me perguntou com a voz um pouco embargada.

1 semana depois


Deitado em meu quarto em meio a minha escuridão sem fim, eu apenas ficava lá, parado de barriga pra cima sem fazer nada. Eu não agüentava mais essa vida monótona de ficar fazendo nada, eu sentia falta de minhas atividades costumeiras. Muita falta.

-Edward, filho? -escutei minha mãe me cutucar, acho que tinha cochilado. Apenas resmunguei para que ela soubesse que estava acordado, geralmente prefiro não falar muito, porque geralmente acabo magoando alguém e sempre é minha mãe.

-Eu tenho uma surpresa pra você. -disse ela alegre novamente, o bom de Esme era que ela não guardava magoas e entendia o que eu estava passando.

-O que é? -perguntei um pouco curioso e isso fez com que minha mãe risse.

-Venha comigo, eu vou lhe mostrar. -disse ela segurando em minha mão e já me puxando porta a fora, não andamos muito. Apenas senti que estávamos entrando em outro quarto, o dela.

-Sente-se aqui querido. -disse minha mãe me colocando perto da cama. E eu apenas a obedeci.

-O que é mãe? -perguntei um pouco animado devido a curiosidade.

-Fico tão feliz em vê-lo assim. -disse ela e senti que sua voz estava embargada.

-Assim como? -perguntei desconfortável.

-Animado. -disse ela alegre. Não disse nada. Animado, não era algo que ela dizer que eu estava recentemente. -Agora estenda a mão querido -e foi o que eu fiz, apenas a obedeci. Quando o fiz senti minha mão tocar algo peludo e macio.

-O que é isso? -perguntei novamente , não conseguia distinguir o que era, só sabia que estava extremamente curioso.

-Tente adivinhar -disse Esme radiante, desde nossa chegada nunca a tinha visto tão animada, talvez seja por eu não esta tão ranzinza hoje.

-Humm, sei que é algo peludo e macio. -disse passando a mão com cuidado. -Quente. -alisei mais uma vez. -Molhado. -continuei quando a coisa nas mãos de minha mãe me lambeu. -É um bicho?-perguntei rindo como não fazia a tempos e o pegando no colo.

-Sim amor, consegue adivinhar qual? -perguntou ela já sentada ao meu lado.

-Um cachorro? -perguntei meio que na duvida.

-Sim, um filhote de labrador. -respondeu ela. -Pensei em lhe comprar um já adulto para poder lhe auxiliar, para que você assim possa passear por ai, mesmo que sem enxergar, que ele poderia enxergar por você. Porém me lembrei de um dia em que você me pediu um cachorro e eu lhe disse que você não estava pronto para tal responsabilidade. -relembrou um tanto seria. -Então resolvi te dar um filhote, para que você o criasse, às vezes acho que você não quer mais viver e isso me dói. Então quis te dar um motivo para te deixar feliz. -disse ela me dando um beijo na testa. -E espero que esteja funcionando. -afagou meu cabelo, afastando alguns fios de meus olhos.

-Obrigada mãe. -disse pela primeira vez em tempos realmente me sentindo feliz, vendo que talvez ainda houvesse esperanças pra mim.

-Agora quero que esse pequeno filhote, seja um motivo para que você tente viver filho e ser feliz. -disse ela me abraçando. -Não é porque você esta cego que você não pode mais ter uma vida. Você deve sim ter e levar todos os dias como uma forma de superação, porque você sobreviveu. -falou ela beijando minha testa novamente e pude escutá-la murmurar: ainda bem.

Eu tinha que tentar ser feliz pelo menos na frente de minha mãe. Porém isso não queria dizer que eu ainda não iria sofrer por ser cego.

Pois eu ainda não havia encontrado um motivo para ser feliz.

Notas finais
O que acharam do cap! Tentei deixar o Ed meio revoltado, espero que tenha conseguido! Bom essa é a continuação do 2! kk Queria q fosse grandes os caps, então acho que vou começar a demorar um pouco pra postar quero que o próximo tenha no máximo 4 mil palavras!!! Por favor não se esqueçam de comentar! bjos Quero review!!!