Notas iniciais
Demorei eu sei!
ahsahsahsahhsahsahsah
Eu sou uma atrasada isso sim...uma preguiçosa!!!!:@
Mais eu estava em época de provas, semana que vem tenho simulado(mas só são 2 dias) E ta chegando a prova da UERJ! :x *chora
Sem mais rodeios... queria agradecer as fofas que leram e comentaram!... Obrigada meninas!!!
Boa leitura!

Capítulo 3

Acho que por esta mais feliz meus sonhos tiveram mais cores, não foi aquela escuridão que eu sempre me encontrava. Eu me sentia vivo de novo. Agora quando sonhava sentia como se pudesse ver novamente. Como se pudesse fazer o que era normal pra mim novamente, nunca diria que sentiria falta de algo normal como ir a praia, algo que já havia se tornado monótono, nunca desejei tanto ter uma vida monótona como antes, como desejo agora.

Mas de desejos uma pessoa não pode viver. Tenho que ser realista e conviver com o que sou agora. Com minhas limitações e tentar aprender a seguir em frente. Porém esse é meu problema. Seguir em frente.

Não sei se um dia serei capaz de aceitar o que sou, talvez um dia. Quem sabe? Mas não agora! Não me sinto preparado e também nem poderia. É algo que ninguém nunca estará preparado, a pessoa só pode aceitar e tentar ser feliz.

Mas quando você não consegue?

Acho que a resposta sempre será, tente ao menos.

Fazer o que? Não tenho escolha.

Me sinto privado de tantas coisas. Na verdade me sinto encarcerado em minha própria casa, em minha própria vida. Tantas limitações como disse antes.

E me distrair é o mais dificil.

Não posso jogar vídeo game como antes, mexer no computador, ver TV, ver um filme, sair... não posso fazer nada, e o pouco que posso... sempre é dependendo de alguém.

Enquanto me arrastava para fora de meu quarto tentando inutilmente não tropeçar em nada -coisa que eu acho difícil — já que sempre me aparece algo para que eu possa tropeçar.

Hoje eu estava disposto a me distrair. Não queria mais ficar em casa lamentando a vida e atrapalhando minha mãe a viver, porque quando eu me privo a privo também. Porque quando eu estou infeliz, ela também está. Às vezes acho que é como se ela houvesse ficado cega também. Pois tanto quanto eu, ela sofre com minhas limitações e acredito que se culpe pelo o que aconteceu, como meu pai fez com que ela acreditasse nisso, em suas mentiras dizendo que ela era a culpada de tudo, quando na verdade o único culpado sou eu.

Fui eu quem decidiu ir surfar em um dia ruim, quando me mandaram não ir.

Fui eu que cai da prancha idiota.

Fui eu, só eu. E só cabe a mim receber a culpa.

Caminhei até aonde pelo que me lembrava era a direção em que ficava o piano.

Quando cheguei notei que ele era uma das poucas coisas que podia fazer sem ninguém e é por isso que me sentia feliz em tocar.

(...)


Estava deitado em minha cama pensando no que tinha se transformado a minha vida.

Refletindo apenas.

Ficar preso em casa era algo que eu não queria, sempre me considerei uma pessoa livre e hoje com meus 19 anos, podendo já esta na faculdade tentando ser alguém na vida. 2 anos se passaram desde o acidente e eu continuo preso em casa, como em uma toca, como o belo animal assustado que eu havia me tornado. Eu havia me tornado um covarde, com medo de tudo e todos.

Senti algo úmido em minha mão, uma pequena língua, Jake.

Esse foi o nome que dei ao meu pequeno labrador.

Ele lambia minha mão e sorri, feliz por tê-lo, ele era uma das poucas coisas que me faziam bem.

-Ei amigão. -disse ajeitando-me na cama para ser mais fácil de brincar com ele. O peguei e senti seu pequeno corpo quente em meus braços e comecei a acariciar sua cabeça, -acariciei seu pelo macio -eu podia não saber como ele era, mas pelo tato podia ter uma noção e também já tinha visto outros labradores só não sabia como era o meu, esqueci de perguntar a minha mãe a cor dele, mas pra mim tanto faz se é preto ou caramelo,nunca vou poder vê-lo.

-Vamos amigão, quero fazer algo hoje. -disse e logo ouvi o latido de Jake em resposta e isso me fazia feliz.

(...)

No momento dedilhava sobre as teclas do piano uma melodia desconexa, não sabia porque, mas hoje estava com vontade de tocar algo novo, continuei a dedilhá-lo tentando assim fazer com que saísse alguma melodia. Quando dei por mim, já era possível distingui uma música de minha brincadeira com as teclas, a música era algo suave e doce. Como uma canção de ninar ou sobre o buraco sem fim que havia se tornado minha alma. — profundo talvez?

-Está tão Lina a música, filho. -disse mamãe colocando suas mãos em meus ombros. -Triste... mas muito bonita. -comentou com a voz embargada.

-Sabe mãe, Jake está muito preso em casa e isso não é bom para um cachorro, ele precisa se exercitar. Que tal passearmos com ele na praia? -perguntei esperançoso.

-Daqui a pouco, que tal? -disse minha mãe bastante alegre. Ela me deu um beijo na testa e começou a caminhar -pude escutar seu salto no chão de madeira. -Vou preparar um lanche para nós e em seguida iremos.

Voltei a tocar, mas ouvi passos novamente e um barulho –como se alguém tivesse acabado de esbarrar em algo.

-Quem está aí? -perguntei ainda virado para o piano não adiantava nada me virar e tentar ver a pessoa já que para mim era algo que não tinha importância devido a minha condição. -Não vai responder? -perguntei mais uma vez já ficando impaciente. A pessoa continuava em silêncio, entretanto ainda podia sentir sua presença na sala. Me virei um pouco de lado, aonde sentia que a pessoa estava, ela continuava parada e sem responder nada. Minha curiosidade era grande mas minha certeza de que a pessoa não responderia maior.

Então dei de ombros, resolvendo deixar de lado e voltei a tocar. Era melhor que tentar entender o porque da pessoa não me responder, creio que minha mãe não era, ela não tem essa capacidade de ficar quieta por tanto tempo.

-Edward, vem lanchar. -gritou minha mãe da cozinha.

-Já estou indo. -gritei de volta.

(...)

-Vamos querido? -perguntou minha mãe se postando ao meu lado.

-Claro! -disse um tanto temeroso por esta saindo de casa. -Mãe, a senhora poderia pegar meus óculos de sol em meu quarto? -perguntei. -Não quero que se encontramos alguém eles se sintam constrangidos ou desconfortável com meus olhos. -disse e antes que ela começasse um discurso dizendo que eu estava exagerando. -Cadê o Jake?

-Eu pego os dois, amor. -disse D.Esme já subindo as escadas, podia ouvir seus passos.

Eu já estava pronto, minha mãe ajudou-me a me arrumar, ela disse que minha camisa de manga era preta, me deu uma bermuda xadrez branca com listra bege e chilelos. -Ela queria que eu fosse com um casaco de capuz, pois disse que iria esfriar mais tarde e não queria que eu me resfriasse, não aceitei, mas ela teimosa como sempre disse que mesmo assim iria levar.

-Toma seus óculos amor, estou com Jake no colo, já podemos ir se quiser. -disse-me animada segurado em meus braços, pronta para me guiar.

-Está muito sol? Eu queria usar um de meus bonés. -disse nervoso. -E também não sei se estou pronto para ser visto. -desvendei minha verdadeira intenções com o boné. Eu estava um tanto sem graça, não queria que ela fosse logo pensando que eu estava com vergonha de ser visto com ela, eu estava preocupado pela vergonha que ela iria sentir quando a vissem guiando um rapaz de 19 anos que é tão dependente dela, como uma criança de 3 anos.

-Toma amor. -Disse colocando-o em minha cabeça. Nem tinha notado que ela havia se ausentado para ir buscá-lo. Coloquei meu Ray ban preto, –eu o adorava quando podia enxergar e isso não havia mudado ainda. Com Jake nos braços fui sendo guiado para fora da casa por minha mãe.

Os primeiros passos longe do chão firme foram difíceis e desastrosos, me sentia estável na areia fofa. Se dona Esme não me ajudasse a me adaptar a areia eu teria caído de cara no chão.

-Deixe Jake andar um pouco Edward, quando ele crescer ele irá te ajudar muito, deixe-o pelo menos enquanto é novinho conhecer o lugar. -disse minha mãe o pegando de meus braços e me entregando a coleira a mim.

Passeamos por um bom tempo, me sentia bem. Fazia muito tempo que não me sentia assim e eu esperava que isso se repetisse mais.

(...)

No final da tarde voltamos para casa, minha mãe alegando que já estava cansada de tanto andar e que precisava preparar um lanche para mim. Eu não queria ir embora, queria continuar lá, mesmo que não pudesse ver o mar, queria sentir o vento e foi isso que decidi fazer.

De mancinho, depois de saber que minha mãe já havia se recolhido, coloquei meu casaco com capuz e pus a coleira em Jake, para que ele pudesse me acompanhar e assim fui em direção a praia.

Não sabia direito para onde ir, mas podia sentir a maresia tomar conta de mim e Jake me puxar para o lugar certo, sei que ele é apenas um filhote, mas é bem esperto e não iria me jogar em precipício, creio eu. (N/A: Vai saber?! É o Jacob, mesmo que seja em cachorro, é ele!)

Caminhei por um bom caminho, Jake parecia inquieto ele movia sua cólera para lá e para cá. Quando dei por mim estávamos parado ao grande rochedo, gostava tanto de observar o mar quando podia ver, eu podia senti-lo, podia sentir que tinha algo grande a minha frente. Tateei o local e o escalei,carregando Jake junto , é claro.

Pelo que me lembro, ela não era muito alta, só era ótima para observar o mar, pois ficava bem na ponta. Me sentei lá e fechei os olhos, sentindo o ar salgado que soprava em meu rosto.

A ânsia de me sentir livre se apossou de mim, fui atingido por uma vontade louca de pular daquela pedra,pelo que me lembro era perigoso, as rochas que tinham ali poderiam ser letais...eu estaria disposto a tanto?

Fiquei de pé e caminhei mais para a ponta e pude sentir que o vento se tornará mais forte por eu estar tão perto da borda.fechei os olhos e me pus a pensar.

O que aconteceria comigo se eu me jogasse daqui?

Certamente morreria. Mas o que seria de minha mãe? Será que ela seria mais feliz sem mim para atrapalhar sua vida? Ela ainda é uma mulher jovem e bonita, pois eu sei que ela não mudará nada. Eu diria que ela até amadureceu nesses anos. Talvez a vida a tenha feito amadurecer mais rápido do que ela pretendia, na verdade eu fiz, já que antes ela não era uma mãe muito presente.

Cheguei um pouco mais para ponta.

-O que você pensa que esta fazendo? -gritou alguém e pude notar que era uma garota. Possuidora de uma voz extremamente encantadora.

Notas finais
Se tiver erros... ñ tenho beta nessa fic! E eu fiz correndo, ainda vou da uma olhada direitinha nela!O que acharam???Ela apareceu eee'No proximo cap ela aparecera muito mais!!!!Comentem por favor!bjoooos ♥3
Nova fic: Entre o amor e a discóridia.
link: http://fanfiction.nyah.com.br/historia/89925/Entre_O_Amor_E_A_Discordia
odeio o dia dos namorados: http://fanfiction.nyah.com.br/historia/84861/One-shot-odeio_O_Dia_Dos_Namorados
Por favor comentem, o dedinhos lindo de vcs não iram cair!!!
Espero reviews de quem resolver ler!