Notas iniciais
Podem falar! Finalmente essa maluca resolveu postar!
Meninas foi mal... mas eu até já tinha o cap pronto... no papel. kkk
Mas não tenho tido muito tempo para digitar e eu sempre me distraio ;/
Mas essa semana tem feriadão!!!!Graças a Deus... eu não aguento mais ir pra escola...aff
Queria agradecer as belissimas garotas que comentaram o último cap,e dizer que vocês são demais,só por existirem XD
Obrigada a: Jessi Palhuca,kaue,alma,Danyny,NCullen,maka_chan,riannemello,adRii e isahpotter.
Agora boa leitura meus amores *-* Espero que gostem, pois eu como sempre...não estou satisfeita!kk

Capitulo cinco.

Naquela noite, depois de me despedir de Isabella e ir me deitar.

Pela primeira vez em tempos sonhei. E foi ela que habitou meus sonhos, a primeira coisa que vi foram seus grandes e expressivos olhos verdes, eles me encaravam de uma maneira que fazia-me flutuar de alegria. Depois comecei a ver partes de seu rosto a começar por seu doce sorriso -que eu gostaria muito de reviver. Por incrível que pareça, através do sonho fui capaz de captar cada traço que compunha sua face de anjo, seus cabelos castanhos e repicados lhe davam um ar rebelde, eles estavam praticamente negros pela noite que transpareciam no sonho, esses por sua vez emolduravam seu rosto palido e podia ver visivelmente suas belas orbes verdes emolduradas por suas sobrancelhas finas, via a garota que não gostava muito de praia. Eu estava vendo uma Isabella de 2 anos atrás, uma garota que eu não falava tanto, devido ao seu jeito rebelde de ser -por me intimidar — e por não combinar muito com meu estilo.

Ela era a garota que eu tinha me obrigado a parar de gostar, por ser diferente demais de mim. Mas que no fundo não conseguia deixar. Entretanto, acima de sua rebeldia, de sua aparência desleixada, ainda mostrava-se uma garota doce e encantadora, com seus 1,60 de altura que ao meu lado me parecia tão pequena e indefesa.

Eu apenas a via como antigamente, com seus 17 anos e ainda preparando-se para fase adulta, ela era apenas aquela garota, a minha doce vizinha.

“Podia ver sua silueta ao longe, ela estava parada contra o vento, com os braços abertos apenas sentindo-o, seus cabelos e o vestido branco soltinho que usava chacoalhava ruidosamente devido a intensidade do vento.

De repente a menina começou a caminhar em minha direção, sua risada doce e inocente misturava-se ao vento. Quando tudo foi tomado pela escuridão, como em minha vida atual. Isso era frustrante pois o único lugar que pensei que podia fugir de minha sina, agora estava do mesmo jeito que minha vida. Sua risada doce ainda era possível ser escutada através do vento.

-Venha Edward! -disse, sua voz vinha em meio a escuridão a minha frente.

-Mas... mas eu não consigo lhe ver. -ponderei um pouco olhando para os lados em busca de algum feixe de luz.

-Siga a minha voz e assim poderá me encontrar. -sua voz veio como um sussurro. -Feche os olhos e siga a minha voz... e principalmente o seu coração. -sua voz parecia mais como se o vento a sussurrasse.

Fechei relutante meus olhos, mas assim que fiz. De olhos fechados, sem ao menos espiar algo vaguei sem rumo pela escuridão apenas seguindo minha intuição e sua voz.

-Abra os olhos Edward. -disse a voz agora bem próximo a mim, continuei de olhos bem fechados, temeroso por está tão perto dela, de finalmente poder vê-la tão de perto. -Abra-os, por favor. -pediu com uma voz tão cativante que fui incapaz de não obedecer.

Abri meus olhose vislumbrei seu rosto delicado perto do meu, ela abriu um largo sorriso assim sendo possível ver seus dentes branquinhos e num ato inesperado -de minha parte. -ela juntou nossos lábios em um pequeno selinho. E rapidamente se afastou com um largo sorriso, Bella havia me beijado, mas o local em que seus lábios tocaram pareciam pegar fogo, formigavam pedindo por mais.

Ela começou a caminhar despreocupada para trás sem se importar com o penhasco, ela parou exatamente na beira dele. Só quando vi aonde Bella havia parado que comecei a notar o local que estávamos, era onde havíamos nos reencontrado, depois de anos longe de casa.

Ela olhou pra mim e com aquele olhar percebi o que ela pretendia fazer...

E ela apenas se jogou, sem me da tempo de fazer nada.”

-Nãoooooooo. -Acordei sobressaltado, gritando, minutos depois sinto minha mãe entrar alarmada em meu quarto, sentou-se rapidamente ao meu lado e começou a me chacoalha.

-O que foi meu filho? Está sentindo algo? Quer que eu chame um médico? -me bombardeou com varias perguntas, alarmada. Eu ainda encontrava-me em choque devido ao sonho. Parecia-me tão real.

-Estou bem mãe. -disse finalmente. -Não foi nada, foi apenas um sonho ruim. -disse balançando a cabeça tentando dissipar as imagens que ainda me assombravam.

-Tem certeza que está bem? -perguntou-me temerosa.

-Tenho sim mamãe. Não se preocupe. -tentei tranquilizá-la, esboçando um leve sorriso forçado.

-Então, volte a dormir, meu amor. -disse ela, deitando-me, cobrindo-me e antes de sair sussurra um “boa noite”, deu-me um pequeno beijo na testa. ”Durma com os anjos.” disse antes de fechar a porta.

Por mais que eu já tivesse meus 19 anos, ela ainda me tratava como um bebê. Quando eu era pequeno ela sempre me colocava para dormir. Anjo, era isso que atormentava meus sonhos.

Sua face de anjo sempre vinha em fleches em minha memória, até o momento em que ela se jogava do penhasco.

-Não quero sonhar com ela dessa maneira. -disse simplesmente já a bocejar sendo dominado pelo sono. Aquele sonho pareceu-me tão real, em varias partes dele e principalmente no beijo. Encostei os dedos em meus lábios, tentando em vão sentir os vestígios deixado por seus lábios. Pergunto-me o motivo de agora encontrar-me tão decepcionado por não ter sido real, não conseguia entender o porque de sonha com Isabella, muito menos a beijando. Já estava se tornando uma tarefa difícil tentar entender a mensagem que aquele sonho quis passar-me.

Talvez tenha sido por ela ser o primeiro contato que tive depois do acidente -além de meus pais. Provavelmente... só não queria que fosse por outros motivos, pois por mais que quisesse, não seria capaz de conseguir manter um relacionamento com alguém.

Mas por que eu estou pensando em ter um relacionamento com ela?

Balancei a cabeça freneticamente, tentando fazer com que minhas especulações sobre meus sentimentos parassem. E assim dormi uma noite sem sonhos.

(...)

-Edward!!! Acorde menino, vem tomar seu café da manhã. -Gritava minha mãe ao longe, provavelmente da cozinha. Mal estava começando o dia e a mulher já gritava a todo pulmão. Morrendo de sono ainda, baguncei meus cabelos compridos, tentando despertar de alguma maneira. Fui até o banheiro e fiz minha higiene matinal, voltei para o quarto e apertei o despertador de “ceguinhos” que minha mãe havia comprado para mim. Uma voz feminina ecoou pelo quarto informando-me as horas “8:30h da manhã”.

Em pensar que houve uma época em que eu acordava as 6h da manhã.

Desci aos tropeços até a cozinha. Foi quando escutei alguém ofegar. E com certeza não era minha mãe.

-Quem está aí? -perguntei.

-Er... Olá Edward. -nem em um milhão de anos me esqueceria de sua voz e da sensação que sentia quando meu nome era pronunciado por ela.

-Olá Isabella. -disse cumprimentado-a sem jeito. Baguncei mais ainda minhas madeixas longas em sinal de nervosismo.

Um silencio desagradável se apoderou da cozinha, nem ela e muito menos eu sabíamos o que dizer. Mas esse silencio foi quebrado quando minha mãe entrou ruidosamente na cozinha.

-Olá crianças. -cumprimentou. -Edward. Vá por uma blusa menino. -disse repreendendo-me.

Será que esse foi o motivo do desconforto de Bella?

Eu sempre dormia apenas com a calça do pijama.

-Diga-me mãe, como acharei minhas camisas sem a senhora? -perguntei debochado, sorrindo de lado em seguida.

-Não seja mal criado, Ediie. -disse ela rindo e apertando minhas bochechas. Corei é claro.

-Não acha que já estou grande demais para ser chamado de Ediie? -perguntei irritado pelo apelido.

-Não, você sempre será o meu bebê.-disse ela docemente . -Agora vista isso. -disse brava. Às vezes acho que minha mãe é um pouco bipolar. -Vista logo menino, temos uma dama como visita. -disse jogando no meu rosto a camisa e apressando-me. Revirei os olhos e pus a camisa.

-O que é isso? -Perguntou-me Isabella, com certeza minha mãe não estava mais na cozinha.

-O que? -perguntei confuso, até que ela tocar em minha costa delicadamente -agora tenho certeza que minha mãe realmente não esta na cozinha.

-Apenas cortes que ganhei no acidente. -disse dando de ombro ajeitando minha camisa.

-Você nunca contou-me como foi o acidente. -murmurou.

Fechei a cara, não gostava de lembrar de meu acidente, muito menos de falar. Por isso pus verbalmente minha opinião.

-Não gosto de falar sobre isso. -disse carrancudo.

-Não precisa me contar nada que não queira, não é necessário. -disse compreensiva afagando levemente meu rosto, não posso negar que o toque dela me causou arrepios nunca antes sentidos, com nenhuma outra garota.

Achava bom não ter que tocar sobre esse assunto, realmente não me fazia bem, era torturante lembrar que aquele foi o último dia que vi algo.

Viver o momento é algo que faz parte do meu passado. Talvez, até pensasse que curtia bem a vida, mas a verdade é que eu nunca dei o menor valor a nada. É o que dizem, só damos realmente valor as coisas quando as perdemos.

Em pensar que no dia do acidente eu acordei pensando: Hoje será O dia.

Porem agora vejo que todos os dias eram importantes, só por eu estar vivo, eu apenas não dava o devido valor, eu tinha a luz, só comecei a ver certas coisas quando a perdi. Fui obrigado a ver o mundo com outros olhos.

Capturar o momento... cada por do sol, cada quebrada de onda, cada mudança de clima, cada mudança de estação... tudo. E agora que não tenho mais nada disso, é que consigo enxergar como era importante para mim e o quanto me faz falta.

-Eu sinto falta. -disse resignado.

-Sente falta do que? -perguntou-me e senti que ela havia se aproximado mais de mim. Eu precisava contar a alguém o que sentia, às vezes guardar apenas para si próprio não é algo que lhe faça bem.

-Sinto falta de tudo. -respondi simplesmente. -A cada dia sinto que minha vida era perfeita e que eu apenas não dei valor na época. -disse balançando a cabeça e suspirando triste. -Como eu gostaria de poder ver novamente, tenho certeza que veria tudo até de um jeito diferente. -sorri fraco.

-Edward, você ainda é o mesmo, só precisa voltar a ser o que era antes. -disse ela colocando uma mão em meu ombro. -E quanto a enxergar você pode... -Não a deixei terminar.

-Não Isabella, eu não sou mais o mesmo... não sou mais o Edward que você conheceu, eu mudei... não posso ser o mesmo. E não posso voltar a enxergar. -a raiva transbordava em minhas palavras.

-Edward... -Não a deixei terminar novamente, apenas a deixei falando sozinha na cozinha e fui para o meu quarto.

Eu apenas precisava pensar... e sozinho.

Notas finais
Beijos e até os reviews.