Notas iniciais
Espero que gostem :3 Betado por: Ana Victoria

– Thalia, cadê você? — Insistia Júlio. Ele não desistiria tão cedo de achar sua namorada, então continuava berrando e procurando. – O que eu devo fazer?... Eu não sei onde mais devo procurar. – Continuava lamentando sozinho.

Júlio não sabia mais o que fazer. Não tinha mais aonde procurar, então se dirigiu até a porta de entrada na escola. Porém, ao chegar lá, ele se deparou com um número abusivo de zumbis. Ele estava apenas em um, e eles eram tantos, chegou até cogitar a ideia de não ir, mas ele não aguentava mais ficar fugindo e ignorando, ou algo assim.

Ele tentou passar, em uma tentativa em vão. Por isso, pegou sua arma e atirou uma vez e depois outra. Ao chegar no quarto tiro de sua arma algo estranho aconteceu. As balas pararam de sair de sua arma.

– Droga, estou sem munição. – Lamentou o mais baixo que pode.

De repente, ele ouviu um barulho estranho. Alguns zumbis viraram para o lado contrário que ele se encontrava, enquanto ele ouvia alguns berros forçados de alguém desconhecido vindo de um lugar também inidentificável. Depois de alguns gritos, vários zumbis se encontravam ao chão.

Havia alguém lá. Alguém estava os atacando. Depois que essa tal pessoa matou os zumbis restantes, Júlio conseguiu ver que ela uma adolescente, cuja pele era morena, tinha cabelos compridos e encaracolados, e olhos pretos. Ela segurava uma estaca mal feita de madeira com os dois lados pontiagudos, que agora estavam encharcados de sangue. Júlio se aproximou um pouco dela.

– Oi, tudo bem? Qual seu nome? — Júlio estendeu seu braço para cumprimentar ela.

– Tudo. Maria. — Sorriu a garota.

– Desculpa ser meio rápido, mas você viu uma garota passando por aqui? — Perguntou Júlio aflito, com medo de que algo tivesse acontecido a Thalia.

– Sim, eu estava me escondendo, porque eu tinha ouvido pessoas conversando. Dai vi um guri junto com uma garota, depois vi somente o garoto saindo sozinho como se nada tivesse acontecido... — Começou Maria.

– E depois? — Indagou Júlio.

– Depois vi uma mulher mais velha entrando na escola. E, mais tarde, saindo com essa tal garota como se fosse uma prisioneira. — Suspirou Maria.

– Droga... Deve ser a Morgana. — Murmurou Júlio.

– Morgana? O que você está falando? — Maria perguntou curiosa com a situação.

– Morgana é uma pessoa que está tentando destruir todos os que sobreviveram. Eu estou num grupo e ela vive nos atormentando. E nós nem sabemos o motivo disto. — Respondeu Júlio, se dirigindo em direção a casa dos sobreviventes.

– Ei, para onde você está indo? — Perguntou Maria o seguindo.

[...]

– SOCORRO! — Gritava Nayara enquanto segurava a cabeça da zumbi que estava tentando a atacar.

– O que é isso? — Perguntou Gabriel de dentro da casa. Quando chegou à porta onde estava localizada Ana. Também foi quando viu a Nayara naquela situação, um frio tomou conta de sua barriga. – Ai meu deus.

Gabriel se aproximou de Nayara e “da” zumbi que um dia pareceu ou foi a Bia, e fez um sinal com a mão mandando a Ana entrar na casa.

– Sai daqui. — Falou Gabriel puxando o zumbi de cima do corpo de Nayara.

Ao tirar totalmente ele de seu corpo, Nayara também correu pra dentro da casa. Gabriel ficou olhando sério para o zumbi que andava de um lado para o outro tentando encontrar alguém para devorar. Logo ele percebeu que havia no ombro esquerdo um pedaço bem pequeno de madeira encravado nela, com um minúsculo pedaço de papel, ele em um movimento rápido pegou o bilhete e esticou seu braço.

– Adeus. — Comentou em um tom que ninguém pudesse ouvir.

Rapidamente chamas começaram a sair de seu braço, indo em direção ao zumbi. Fazendo com que ele se queimasse por completo.

[...]

– Thalia, cadê você?! — Soava Shopia ofegante.

Shopia estava em o que parecia ser um tipo de prisão que se localizava abaixo da mansão.

– Thalia! — Exclamou ela a ver sua irmã em uma das celas desmaiada.

Ela entrou até a cela dela e tentou acordá-la, movimentos falhos. Mas, depois de insistir bastante, ela finalmente conseguiu.

– Onde estou? — Murmurou. – Shopia é você? — Thalia abria seus olhos aos poucos até se formar a visão de sua irmã à frente. Thalia, que antes estava deitada, logo levantou.

– Você tá na prisão da Morgana. Não há tempo para explicações, pegue esta faca e enfie em mim. — Falou Sophia rapidamente.

– O que? Eu não vou te matar! — Thalia se arrumou e olhou para fora da cela pra ver se tinha alguém vindo.

– Você precisa, se você sair sem machucar ninguém, ela vai pensar que eu te ajudei. — Shopia puxou a irmã para dentro da cela.

O barulho de passos começou a se tornar audível, vindo do mesmo corredor. Era Morgana, encarando as duas irmãs com ar de superioridade.

– Não se preocupe, eu posso fazer isso por você. — Morgana retirou de seu cinto uma adaga e acertou o peito de Shopia, mais precisamente, no coração.

– NÃO! — Thalia gritou desesperada.

– Co-corra Thalia... — Sophia murmurou em seus suspiros finais. Ainda com a faca em seu peito, atirou-se contra Morgana, para dar chance a sua irmã. Pelo menos uma delas teria que fugir. – Rapi- E tossiu um pouco de sangue.

[...]

Bruna estava sentada em uma cadeira na cozinha da casa dos sobreviventes, quando ouviu um barulho vindo do quarto onde Leticia estava trancada. Bruna silenciosamente se aproximou do quarto foi quando ela viu, nada menos nada mais, do que o Lucas. É, ele mesmo. Em carne e osso.

– LUCAS! — Berrou Bruna. – O que você tá fazendo aqui?

– Colocando um plano em ação. — Lucas avançou com suas presas de vampiros para Bruna.

– Que plano? — Bruna usou sua mão para fazer uma enorme onda de vento o empurrar para trás antes que ele pudesse morder ela.

– Sequestrar a Leticia. Assim como fizemos com outras pessoas do seu grupo. — Lucas parou. – Quer saber, esquece. Já temos a refém essencial.

Lucas se retirou por uma das janelas antes que alguém pudesse o ver.

[...]

Gabriel e Pedro estavam terminando de enterrar o corpo da Bia, quando Júlio seguido por Maria chegaram ao local. Júlio mesmo sem munição chegou com sua arma em punho.

– Pedro, parado ai. — Júlio falou. – Você é o traidor e não Leticia, como você pôde?

– Questão de sobrevivência. — Respondeu ele em um tom irônico.

Vendo toda a confusão, Gabriel retirou o bilhete de um dos bolsos da calça, aquele que tinha achado no corpo de Bia. Então o leu.

"Como já foi dito, nem tudo é o que parece. Thalia esta prestes a morrer, e nós não estamos brincando.

Ass: Lucas e Morgana"

Notas finais
Espero que tenham gostado!