Em Busca Da Sobrevivência
14 Plano De Resgate
Notas iniciais
Gabriel se encontrava numa situação realmente complicada, afinal deveria impedir que Júlio tomasse uma decisão precipitada e atirasse em Pedro. A sala continuou silenciosa por mais alguns minutos, Júlio ainda apontava a arma em direção à cabeça de Pedro, quando de repente a Bruna apareceu na porta da casa deles.
– Pessoal! – Ela gritou o mais alto que pode. — Corram aqui!
Todos se dirigiram em direção a casa e entraram, foi quando a Bruna anunciou:
– Lucas esteve aqui... – Falou meio nervosa.
– Pra que exatamente...? – Perguntou Gabriel aflito.
– Pra Sequestrar a Leticia, logo conclui que ela não era a traidora.
– Nós já temos o nosso traidor. É o Pedro. – Júlio resmungou, explodindo de raiva.
– E o que vocês pretendem fazer? – Perguntou Nayara.
– Por mim eu atiraria na cabeça desse imbecil. — Reclamou Júlio indo em direção a saída da casa.
– Espera... — Começou Leticia.
– O que foi? – Indagou, virando para o grupo.
– Eu fiquei tempo suficiente com o Lucas para saber um pouco sobre ele. – Deu uma pausa. – Se o Pedro é realmente o traidor, e está do lado dele, ele rapidamente aceitaria uma troca do Pedro com a Thalia. – Continuou Leticia.
– Pera, como você sabe que a Thalia está com ele? — Perguntou Bruna.
– Do jeito que você berrou, e como o Lucas está tentando destruir o grupo isto é meio obvio. – Respondeu.
– Então fazemos assim, eu e a Nayara vamos voltar no tempo pra tentar descobrir algo sobre a Morgana, vocês tentam fazer a troca. — Disse Gabriel dando uma ideia.
– E quem vai ficar com a Ana? — Bruna chegou ao lado de sua irmã. — Ela não pode ficar sozinha!
– Ela pode ir comigo e com o Gabriel, assim eu corro menos risco de ser agarrada. – Ela ironizou olhando seriamente para o Gabriel.
– Fala sério, vai dizer que você não gostou nem um pouquinho? — Riu um pouco olhando para ela.
– Perdi alguma coisa? — Perguntou Júlio olhando para os dois. – Tá, esquece vamos logo pessoal.
– E o que eu faço? — Maria estava se sentindo isolada e um pouco constrangida por Júlio não ter a apresentado.
– Você é muito boa no combate físico. Pode ficar com a gente ou ir, você pode decidir por si só. – Informou Júlio se retirando com quem iria ao plano de resgaste com ele.
– Está bem então, eu vou. — Disse ele olhando para Gabriel enquanto sorria.
– É impressão minha ou ela deu mole pra você? — Questionou Nayara em forma de pergunta.
– Sei lá, por quê? Ficou com ciúme? — Gabriel se locomoveu para o centro da sala. – Ana, Nayara venham, já vamos indo.
As duas os seguiram e foram até o local que ele falou, Gabriel pegou seu livro de magia e colocou no centro do círculo que os três fizeram. Todos deram as mãos e ouviram Gabriel lentamente proferir:
– Copias bonum, quod ego viverem, in quo nos ad castellum.
Um enorme feixe de luz sugou os três para o que parecia ser outra dimensão.
[…]
O grupo que havia ido com o Júlio, depois de andarem muito, se localizavam em meio a uma floresta.
– Grupo, o plano é o seguinte: Pedro me disse que é uma enorme mansão branca onde Morgana e Lucas estão escondidos. Maria e Bruna como são mais fortes, digamos assim, vocês ficaram escondidas. Se algo der errado, vocês podem nos ajudar. Eu e a Letícia tentaremos fazer a troca pacificamente. — Anunciou Júlio se achando o líder do grupo.
Eles continuaram seu caminho até chegar na tal mansão branca. Todos rapidamente colocaram-se em seus devidos lugares, Júlio permaneceu ali com Pedro e Leticia durante alguns minutos.
– Eles vão demorar muito? — Indagou Júlio impaciente.
– Calma, eles já devem ter visto o pessoal. De certo estão conversando sobre o que fazer. — Sugeriu Pedro.
De repente a enorme porta daquele lugar aos poucos se abria, e se via uma três silhuetas saindo. Segundos depois elas tomaram forma e se transformaram em Lucas, Morgana e Thalia – que estava sendo segurada por Morgana. –. Passaram pela porta, e se posicionaram frente a frente do que tinha sobrado do grupo.
[…]
Mais um feixe de luz, e logo em seguida Nayara e Gabriel estavam caídos no chão.
– Onde mesmo que a gente tá? — Perguntou Nayara – Isso se você já não tinha me falado, porque sinceramente não lembro.
– Minha casa, antes de ser destruída pelo vulcão. – Respondeu rapidamente.
O local era totalmente rústico, tudo era de madeira. Havia enormes prateleiras lotadas de livros antigos, na cozinha havia um fogão a lenha e uma pequena mesa com quatro cadeiras ao redor. Também tinham dois quartos extremamente pequenos, somente com camas dentro.
– Agora que eu me toquei... Cadê a Ana? — Perguntou Nayara espantada ao ver que ela não se encontrava ali.
– Droga! O feitiço pode sair errado dependendo do lugar que irmos, se for em um tempo muito longe as pessoas podem se separarem durante o processo. — Gabriel também ficou espantado.
– Eu procurarei por ela, vê se você acha algo sobre a Morgana. – Falou Nayara em um tom bem convincente.
– Tá, mas vê se não vai se perder, esse lugar é bem grande. – Gabriel deu um sorriso pegou uma pilha de dez livros e começou a folheá-los.
– Pode deixar. – Nayara se retirou deixando Gabriel sozinho.
[…]
– Onde eu estou exatamente? – Ana se perguntou, não esperando nenhuma resposta.
Ana estava no que parecia ser um lixão. Estava em meio de pilhas e mais pilhas de lixo, e no meio de toda essa montoeira de lixo, havia uma casinha. Ana ao percebê-la foi correndo até a ela. Mas, quando entrou, se deparou com dois cadáveres.
– Droga o que é isso?! — Gritou ela sem querer. — Tem alguém ai?!
Ela ouviu um latido um pouco fraco, de um cachorro que estava escondido debaixo de um armário que havia na casa. O cachorro tinha pelos brancos extremamente limpos e uma mancha preta ao redor do olho esquerdo.
– Que cachorrinho mais fofinho! Venha aqui, vem... — Ana fez um sinal para o cachorro ir até ela, depois de muito ela insistir o cachorro finalmente foi. Ele chegou bem perto dela ganindo como se tivesse visto algo horrendo.
[…]
Nayara continuava a procurar Ana, entrava em todas as casas que via e estavam vazias. Ela entrou em uma cheia de pinturas – em especial, uma verde. – O resto da casa era bem parecida com a de Gabriel, mas o que mais lhe chamava atenção nessa era a grande árvore genealógica esculpida na parede.
Olhou para ela por algum tempo e então percebeu algo estranho: De baixo de um casal, encontrou seu nome. A garota ficou em estado de choque ao ver isso.
– Nayara, vá dormir, por favor... Estou há três dias sem dormir. – Viu uma mulher na porta, carregando um bebê em seu colo.
– ...Mãe? – Indagou Nayara espantada.
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