Em Busca Da Memória
3 Um pequeno trabalho torna-se um desafio
Notas iniciais
Estava em estado de choque, havia acabado de congelar um filho do Mensageiro dos Deuses, ele iria me odiar por toda a eternidade! Fiquei fitando o rosto congelado do garoto, não tinha ideia de como eu tinha feito aquilo, muito menos como desfazer, foi quando Louise surgiu.
- Quíron, aconteceu alguma coisa? É que eu ouvi uma coisa estranha vinda daqui e... – Ela olhou tudo ao redor – Ah meus Deuses!
Levantei Erich com cuidado, tinha medo de que ele pudesse quebrar por inteiro e morrer tá eu não sei de onde tirei isso, mas poderia acontecer. Quíron se aproximou do filho de Hermes e colocou a mão em seu ombro, eu pensei que ele iria trazer tudo àquilo de volta ao normal, mas tudo o que fez foi falar com a Lou.
- Louise, diga ao chalé de Apolo para vir derreter o gelo. – O centauro pediu.
- Não seria melhor chamar o chalé de Hefesto? – Ela disse – Eles podem criar fogo e tudo será mais rápido.
- A maioria do chalé de Hefesto está em missão, então não seria tão rápido.
Ela foi em direção ao chalé dos filhos de Apolo me deixando sozinha com o centauro, não me sentia muito segura, esperava que ele me desse um sermão gigante, me crucificasse, mandasse que eu limpasse todo aquele chalé pela eternidade, mas ao contrário disto ele pediu que eu o acompanhasse até a área de treinamento, onde os chalés preparavam-se para algo chamado treino de sobrevivência, certo pelo nome já da pra perceber o que teria que passar.
Chegamos à floresta, era certamente constrangedor ver que todo mundo está te olhando como se você fosse Jack o estripador. Pelo visto tudo se espalhava muito rápido naquele acampamento, mas o que me intrigava em tudo aquilo eram as armaduras e espadas que eles tinham, enquanto eu estava sem arma alguma em minhas mãos. Fui para o lado de um estranho garoto loiro, parecia que estava dormindo o tempo todo, algo me dizia que eu o conhecia de algum lugar. Quíron ficou ao lado de Dionísio, ou Senhor D como os campistas chamam disse que tudo o que tínhamos que fazer era não morrer e achar uma espécie de cântaro de água, disse que esse cântaro fez parte da jornada de Psique e quem achasse poderia ficar com ele. Certo, não entendia no que um cântaro de água seria útil para um meio-sangue, mas resolvi não discutir, afinal o Sr. D fez com que eu desmaiasse uma vez, não queria correr esse risco novamente.
Separamos-nos em duplas, acabei ficando com o garoto dorminhoco, eu realmente o conheci fora ele que esbarrara em mim na noite passada. Era loiro e tinha olhos azuis, sua pele era branca, usava uma armadura de prata com algumas penas de pavão e algumas papoulas cravadas nela, na cabeça colocou um boné dizendo que era apenas disfarce para o capacete que ampliava seus poderes.
- Sou Ashley William – Se apresentou – Filho de Hipnos.
- Lucy Simons – Disse – Semideusa indefinida.
Ele riu, dizendo que o cântaro deveria estar perto a um rio ou dentro dele, já que assim teria mais sentido, só que algo me dizia que ele estava errado, aproximar-se de um rio poderia ser uma armadilha, alertei-o sobre isso.
- Existe alguma caverna por aqui? – Perguntei enquanto pensava em uma estratégia para capturar o jarro.
- Existe, mas é bem distante do ponto de encontro. – Ele respondeu.
- Vamos para lá. – Disse de maneira confiante – Algo me diz que o jarro de Psique estará lá!
- Cântaro... – Ele me corrigiu.
- Tanto faz!
Seguimos em uma trilha escondida pela mata, esgueirando-nos pela mata, tomando cuidado para não ativar nenhuma armadilha. Vi algo emanando brilho dentro da caverna, mas quando nos aproximamos um escorpião gigante surgiu à nossa frente.
- Ai que droga! – Exclamei.
Estava sem nenhuma arma, nenhum tipo de proteção e meu guardião era um filho de Hipnos com uma armadura de prata reluzente. Ashley jogou a mim e a ele mesmo para o canto, o que fez com que por pouco não fossemos pisoteados pelo escorpião.
- Eu o distraio você busca o jarro – O garoto gritou.
- Cântaro... – Disse.
- Vai logo! – Ele disse enquanto retirava uma espada da bainha.
Era uma espada escura, feita de um material que eu não conhecia, ao fitar ela diretamente pude sentir que a essência dos pesadelos estava ali, o que me deu muito medo. Corri para a caverna, era escura e úmida, mas por algum motivo eu conseguia enxergar, senti que estava pisando na neve, achei estranho ter isso em uma caverna, mas mesmo assim prossegui. O frio não me incomodava, tinha isso desde pequena.
Senti um tremor na caverna, e perto do vaso surgiu outro escorpião.
- Ah que droga!
Notas finais
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