Em Busca Da Memória

4 O Garoto do Grimório


Notas iniciais
Ficou curto, mas fiz com grande dificuldade, bom como digo normalmente, joguem apenas dracmas, sem objetos que possa machucar e filhos de Hécate, Nyx, Selene, sem magia pra cima de mim!
Boa Leitura a todos.

Segurei um grito, até porque nada adiantaria gritar. O escorpião era horrível e investiu contra mim furiosamente, por instinto me desviei para a direita e por muito pouco não fui pisoteada pelo animal. Não pude comemorar afinal o monstro virou-se novamente para mim abrindo e fechando suas pinças.

- Droga! – Praguejei.

Não tinha arma alguma para lutar, Ashley deveria estar ocupado com outro escorpião, eu deveria estar sozinha naquela caverna com um cântaro por perto e sinceramente eu não tinha a mínima ideia do que o cântaro poderia fazer numa hora daquelas.

O animal avançou com toda a fúria do mundo, como se eu fosse uma grande ameaça para ele, saltei em um impulso arriscado de me salvar daquela criatura, mas tinha me esquecido que os escorpiões atacam também com o ferrão que tem em suas caudas. Estava vendo minha morte se aproximar, quando alguém começou a entoar uma espécie de feitiço, de alguma forma eu sabia que aquilo era pura magia.

A voz se tornara cada vez mais alta e o monstro ficou estático. Caí ajoelhada sobre o escorpião gigante, quando um menino alto e moreno surgiu das sombras, nas mãos tinha um grimório, ou seja, um livro de magia.

- Isso não irá segurá-lo por muito tempo – ele avisou – Saia daí!

Eu estava quase obedecendo quando me lembrei do que havia feito no chalé de Hermes. De alguma maneira eu havia congelado metade de um chalé imenso, talvez pudesse fazer aquilo com um monstro paralisado. Coloquei minhas mãos sobre ele, me concentrando na carapaça dura do mesmo. Uma grossa camada de gelo cresceu sobre o monstro, fora difícil fazer com que a mesma continuasse a tomar conta do corpo do animal, mas após algum tempo consegui, o monstro fora totalmente congelado.

- Como você fez isso? – O garoto que havia paralisado o bicho perguntou-me.

- E-eu... – Não pude terminar a frase, acabei ficando inconsciente.

Acordei algumas horas depois, ao meu redor estavam Ashley, o menino do grimório e Quíron. Do lado do meu travesseiro estava o cântaro de Psique, um cântaro negro como o ônix, com algumas linhas brancas como se fossem raios desenhadas nele, tinha uma tampa da mesma cor. Então, eu havia conseguido ficar com o cântaro?

- O que aconteceu? – Perguntei fitando o rosto de Quíron.

- Você fez muito esforço na caverna e acabou desmaiando, sua sorte foi que Nalbert a trouxe aqui.

Ótimo, devia minha vida a um garoto que nem conhecia, que usa magia e que ainda por cima parecia um ator de filme de vampiros atuais. Iria agradecer, mas percebi a cara de Ashley, o garoto não parecia nada feliz de me ver ao lado do jarro.

- Por que tá com essa cara? – Perguntei contendo o riso.

-Pois eu acho que você não deveria ficar com ele mocinha, saiba que eu lutei contra um escorpião sozinho, não precisei da ajuda de outro semideus para destruí-lo.

Olhei-o de cima em baixo reparando na estranha vestimenta que ele usava, um pijama azul bebê que cobria o corpo, tinha desenhos de travesseiros por toda a sua extensão, alguns botões da mesma cor estavam seguravam o mesmo, o que eu pensei naquele momento? “Broxante!”

Resolvi ignorar o garoto, então Nalbert se aproximou com uma espécie de líquido.

- Beba isto, fará com que te sintas melhor. – Disse entregando-me

Sabe quando você tem receio de tomar algo, pois não sabe o que, como foi feito ou se tem veneno? Certo foi exatamente assim que eu fiquei, mas de qualquer maneira eu bebi. Senti um maravilhoso gosto de sorvete de flocos e se não fosse por Nalbert eu teria tomado todo o liquido.

- Calma, muito disso e você vira pó... – Ele disse rindo.

- Ela vai virar pó! – Ouvi uma voz conhecida se manifestar. – Mas acredite, não será graças ao néctar.

- Erich! – Sussurrei.

Notas finais
Cansada demais para fazer as frases estranhas então simplesmente... Comente!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.