Notas iniciais
Eai galerinha do Nyahhhhhh! MIL PERDÕES PELA DEMORA, mas é que tive alguns probleminhas. Mas é isso, tá aí o capítulo novo, espero que gostem e por favor não se esqueçam de comentar e favoritar a fic =D Até a próxima!

Desde aquele momento, Natalie tem medo de quem pode ser o próximo a entrar no seu quarto de hospital. Pode tanto ser sua mãe e seu pai, quanto Whitney vindo lhe matar. À noite, Natalie mal dormiu, com medo do corvo que ficava lá em pé constantemente, sem comer, beber, dormir e nem mesmo piscar, somente encarando ela e cada um de seus movimentos.

É manhã em Storybrooke. Natalie abre lentamente os olhos da mal dormida noite. O sol da manhã cega um pouco seus olhos, borrando um pouco a imagem de quem se senta logo ao lado de sua cama. Ela leva um susto com a imagem borrada, esfrega os olhos, mas quando vê, é só Robin, que dorme na cadeira do quarto. Natalie se acalma um pouco, e decide olhar de novo para a janela, mas quando vê, o corvo havia sumido. Ela volta a esfregar os olhos, para ver se não era uma alucinação, mas realmente, não há nada ali. Natalie não tem certeza se todo aquele ocorrido de ontem realmente aconteceu, talvez tenha sido somente um sonho maluco que teve, mas de qualquer forma, ela abre um grande sorriso pelo sumiço do sinistro corvo. Robin acaba acordando de seu profundo cochilo. Ele avista Natalie e logo limpa o fio de baba da boca e se levanta da cadeira.

–O que você estava fazendo aqui? – pergunta Natalie. Ela parece falar num tom sério, mas na realidade, está mais simpática do que nunca.

–É que... bem... pensei em te fazer uma visita. Quer dizer... eu sei que legalmente, eu não sou mais seu pai, mas admito que me apeguei à você como se fosse minha filha e todos nós sentimos sua falta lá em casa. Regina está cuidando da bebê, então não pode vir, enquanto Ronald está na escola.

–Eu também me apeguei muito e sinto muita falta de vocês. E por falar nisso, como vai o Capitão?

–Ah, sim! Na verdade, ele está lá na porta de entrada do hospital desde que você chegou aqui.

–E como ele está? – pergunta Natalie, preocupada.

–Bem, ele come e bebe muito pouco, mas ainda está de pé. Tentamos tira-lo de lá para leva-lo para casa, mas não adiantou. Parece que ele não vai sair de lá até você passar por aquela porta.

–Eu posso ir vê-lo?

–Sim, claro. Só vou ir lá fora rapidinho pedir para uma das enfermeiras uma cadeira de rodas.

Robin sai do quarto. Natalie sorri de orelha à orelha, enquanto pensa na felicidade de que não terá que sacrificar a vida de um pequeno e indefeso bebê em troca da vida de milhares de pessoas. Mas ela então olha novamente para a janela, e vê a assustadora figura do corvo, parando em pé encarando fixamente Natalie. Aos poucos, seu largo sorriso vai desaparecendo e um rosto assustado doma as suas expressões faciais. Você tem cinco dias. Assim que conseguir, me encontre no cais da cidade às dez horas da noite. Se não... bum! Uma voz se repete na cabeça de Natalie.

–Prontinho! – diz Robin, entrando no quarto empurrando uma cadeira de rodas – O que houve? – ele pergunta, observando preocupado a expressão da menina.

–Não é nada. É somente que... eu estou com muitas saudades da Regina, do Ronald e da Willow. – responde Natalie, dando um leve sorrisinho triste – e também porque tem um corvo enorme e assustador na janela.

–Ham... acho que não, querida.

Natalie se vira para a janela, mas realmente, não há nada na janela além da paisagem florestal do exterior.

–Ele deve ter voado. – diz Robin – Vamos, eu te ajudo.

Robin coloca a cadeira de rodas bem ao lado da cama e ajuda Natalie a se levantar e a se sentar na cadeira.

–Obrigada. – ela agradece, e olha para trás enquanto Robin empurra a cadeira, e lá está o corvo novamente, que faz Natalie engolir seco.

Chegando na porta da frente do hospital, lá está Capitão. Mais magro do que o de costume e deitado com uma cara tristonha enterrada no chão. Mas antes mesmo de Natalie passar pela porta, Capitão já sente a sua presença e logo se levanta em um pulo e começa a grunhir de tanta alegria e a abanar o rabo enlouquecidamente.

–Capitão! – diz Natalie, e o cachorro pula diretamente em seu colo, lambendo ela dos pés à cabeça. – Também senti muitas saudades suas, garoto!

Robin sorri, e empurra a cadeira até a frente do hospital, aonde eles passam de por volta uma ou duas horas conversando. Até que Robin apanha seu celular, pelo qual aparece Regina na tela, segurando a pequena Willow e com Ronald logo ao lado.

Oi, Natalie! – diz Regina – Estamos todos com muitas saudades suas aqui em casa!

Espero que você venha aqui em casa um dia desses! Estou com muitas saudades! – diz Ronald.

–Não se preocupem, o médico me disse que a previsão para Natalie voltar para casa já é amanhã. – diz Robin.

–É! Mas... como assim esperam que eu vá visitar vocês um dia desses? – diz Natalie.

Robin, você ainda não contou à ela? – diz Regina, até bem enfurecida.

–Ham... preciso desligar. Nos falamos depois.

Mas... – antes que Regina pudesse dizer, Robin desliga o celular, e esfrega o rosto de estresse e preocupação.

Essa noite eu vou dormir no sofá... pensa Robin.

–Robin, o que houve? – pergunta Natalie preocupada e levemente assustada.

–Bem, é que, eu esperei para falar isso mais para o final do dia, mas como não deu certo, então terei que falar isso agora... Natalie, você e Capitão não iram mais morar conosco.

–O quê?! Por quê?!

–Bem, como foi provado que seus pais biológicos são Emma e Killian e eles tem condições financeiras e psicológicas para cuidar de você, então eles ganharam sua guarda e a partir de agora, você e Capitão iram morar com eles.

–Mas por que vocês deixaram que isso acontecesse?

–Natalie, é uma história muito complicada para...

–Não, por favor, eu quero saber.

–Bem, Natalie, Killian e... quer dizer, seus pais, são grandes amigos meu e de Regina e você não imagina por quantos e dolorosos anos eles procuraram por você, quantas noites eles passaram em claro pensando em você e aonde você estaria naquele momento. Eles nem tem se quer mais de uma foto sua, Natalie! Depois do ocorrido naquela trágica noite, eles tiveram que se desfazer e guardar no porão todas as suas coisinhas de bebê que você nem se quer usou, pois não teria mais utilidade. Eu e Regina os apoiamos durante todos esses anos para que nunca desistissem de te procurar, além também, de termos prometido à eles em ajudarmos no que poderíamos em sua busca. Olha, eu sei que vai ser um pouco difícil aceitar eles e chama-los de pai e mãe, mas dê uma chance à eles, Natalie, você não sabe o quanto eles te amam.

–E você e Regina? Também não me amam?

–Claro que amamos! Mas não queremos criar uma briga com nossos melhores amigos porque simplesmente não queremos devolver a filha perdida deles que entendemos que eles sofreram pela falta e preocupação durante longos e dolorosos anos. Mas nunca se esqueça, Natalie, você sempre fará parte da nossa família.

–Então... eu vou poder visitar vocês?

–Oh, minha querida! – Robin a abraça forte e a dá um beijo no topo da cabeça – Você será sempre bem-vinda em nossa casa, à qualquer hora, minuto e segundo, tanto para dormir ou simplesmente só para fazer um lanche rápido.

–Mesmo?

–Mesmo.

Natalie sorri e Robin bagunça os seus cabelos.

–Acho melhor entrarmos. Está ficando frio e vem chuva por aí. – diz Robin, se levantando de seu lugar e empurrando a cadeira de Natalie de volta para dentro do hospital.

Capitão fica do lado de fora, recebendo um último e longo carinho da dona. Por sorte, uma casinha de papelão cheia de cobertos quentinhos e forrada com muito jornal, posta pelos funcionários do hospital, espera por Capitão, que logo em seguida entra nela.

Natalie prefere ficar na sala de recreação do hospital do que no quarto. Robin assente e a leva para lá. Chegando na sala, há muito o que se fazer, mas o que chama a atenção de Natalie e a mesa de xadrez vazia. Ela pede para que Robin jogue com ela e ele concorda.

–Você já jogou xadrez antes? – pergunta Robin, posicionando as suas peças.

–Muitas vezes. Eu jogava muito com o meu pai... da Floresta Encantada.

–Você sente muito falta de seus pais de lá?

–Bem, da minha mãe eu sinto muita mesmo, do meu pai... eu ainda sinto muita.

–Ele...

–Sim. Teve uma febre altíssima e acabou morrendo.

–Me desculpe.

–Tudo bem. Sem ofensas, Robin, mas para me dar a notícia sobre que eu iria começar a morar na casa de Emma e Killian não teria que ser eles mesmos para me informar disso?

–Ah, sim! Eu sempre me esqueço de falar as coisas! Bem, é que na realidade Emma e Killian estão o dia inteiro arrumando as coisas na casa deles para a sua chegada lá.

–Puxa vida, sério mesmo? Que legal da parte deles.

–Pois é, além de que, nós quatro, eu e Regina e seus pais discutimos e todos nós concordamos se eu ou Regina falecemos isso com você, você reagiria melhor do que se fosse Emma e Killian.

–Isso... é verdade. – Natalie terminou de arrumar a sua última peça – Só para avisar, eu sou realmente muito boa nesse jogo.

–Que o jogo comece! – diz Robin, mexendo a primeira peça.

E eles ficaram jogando várias rodadas de xadrez até as oito horas da noite chegar. Até aqui, das onze partidas que eles fizeram, dez Natalie ganhou e somente uma Robin ganhou.

Eles guardam as peças de xadrez e Robin leva Natalie para seu quarto, a ajudando a subir na cama.

–Obrigada pelo dia, Robin. – diz Natalie, até bem feliz – Me diverti muito ganhando de você dez vezes seguidas!

–Você só ganhou a quarta porque eu facilitei pra você.

–É assim como todas as outras. – os dois dão altas gargalhadas.

–Tchau, Nataliezinha. – Robin dá um abraço apertado em Natalie que também contribui com um abraço apertado.

–Tchau, Robin. Te vejo daqui alguns poucos dias.

–Até. – diz Robin, fazendo algo no nariz de Natalie com o dedo indicador e o do meio – Peguei seu nariz.

–Muito engraçado! Só porque vim de um lugar medieval não significa que eu não conheço as brincadeiras sem graça.

–Tudo bem. – ele fala rindo – Até logo, Natalie.

–Até.

E Robin passa pela porta do quarto.

Natalie está sorrindo, parecendo que se esqueceu do corvo que a encara. Ela então se deita e põem a cabeça de lado. Ela acaba olhando para a janela, e lá está o corvo, olhando diretamente para ela. Seu sorriso se desfaz, ela vira para o outro lado da cama e se prepara para mais uma noite mal dormida.

Notas finais
E então, galerinha medonha? Se gostaram da fic, por favor não se esqueçam de comentar e favoritar ela =D Atééé a próximaaaa!