Em Busca
20 Boas Vindas 2
Notas iniciais
Amanhece novamente em Storybrooke, mas ao invés de ter Robin ao lado da cama de hospital de Natalie, é Killian, que está em pé e de braços cruzados, e Emma, logo ao seu lado. Natalie abre pesadamente os olhos e se assusta novamente como na manhã anterior com a vinda de Robin. Killian se aproxima da filha e acaricia de leve seus cabelos.
–Pronta para ir para casa? – pergunta Killian.
Natalie não responde, somente balança a cabeça em concordância e com um sorriso triste no rosto.
–Ei... – diz Emma, se aproximando da filha e pagando carinhosamente a sua mão – não se preocupe, meu anjo, você irá poder visitar e até dormir na casa da Regina e do Robin, é somente nos pedir. Sabemos o quão bons e importantes eles foram para você.
–Eu sei, mas é que... – Natalie se precipita um pouco e olha para a janela, aonde se encontra o corvo, mais sinistro do que nunca. – é somente que, quero dizer... eu já tinha me adaptado muito bem na casa deles e... agora, eu tenho medo de não conseguir me adaptar nessa nova casa.
–Não se preocupe querida, você irá sim. – Emma dá um beijo na filha, que tenta sorrir o mais feliz possível.
Natalie se troca com as roupas que Killian e Emma haviam trazido, sai do quarto acompanhada dos dois, vão até o balcão do hospital e tiram a alta de Natalie através do comprovante do médico e eles saem do hospital.
Na saída, Killian entrega à Natalie a guia de Capitão, pedindo para que a coloque nele. Capitão, ao ver Natalie, fica feliz da vida e pula diretamente em cima dela e a enche de baba do cabelo até os pés. Natalie o afaga um pouco e engata a guia em sua coleira. Eles se despendem dos funcionários que cuidaram de Natalie e Capitão no hospital e então entram no carro de Killian.
–Eu tenho que pegar as minhas coisas na casa da Regina e do Robin. – diz Natalie.
–Não é preciso. Passei na casa deles ontem de noite para pegar suas coisas. Está tudo lá em casa agora.
–Tudo bem. – Natalie fala meio cabisbaixa e se recosta na janela do carro a viagem para casa inteira.
–Não se preocupe, Natalie, seu quarto já está todo organizado e bem bonito. – diz Emma.
Durante a viagem de volta para casa inteira, Emma e Killian tentam puxar algum assunto com ela.
Eles chegam em frente à casa. Killian abre a porta do carro para Natalie e Capitão, enquanto Emma pega suas poucas bagagens de casa de Robin e Regina.
–Aqui é a sua casa também, Natalie pode fazer nela tudo o que bem entender. – diz Killian, abrindo a porta da casa.
Assim que entram, para a surpresa de Natalie é revelando milhares de pessoas gritando: Surpresa!
–O que é isso? – pergunta Natalie.
–Com a sua alta no hospital decidimos fazer uma festa para comemorar! – diz Emma, dando um abraço apertado em Natalie. – Divirtam-se todos! Que a festa comece!
–Deixe-me ver minha netinha! – diz Mary Margaret emocionada, chegando perto de Natalie e colocando as duas mãos entre seu rosto, acompanhada de David e Neal. – Olhe só para você! Como é linda! Tem os olhos de Killian e o seu queixo, Emma! – e ela abraça fortemente a neta.
–Mas ela tem a sua habilidade no arco, Snow. – é Robin, que chega por trás, colocando a mão sobre o ombro de Mary Margaret.
–Robin! – Natalie o abraça. – Como é bom vê-lo! Regina e Ronald vieram?
–Preciso responder? – é Regina, que chega por trás de Natalie, segurando a pequena Willow nos braços.
–Regina! – e Natalie abraça Regina, ficando um pouco triste ao ver a imagem da pequenina e alegre Willow. – Como ela está grande. Olá, pequena Willow.
–Não vou ganhar um abraço também? – diz Ronald, cutucando no ombro de Natalie.
–Ronald! – Natalie pula em cima dele, lhe dando um grande e apertado abraço.
–Estaremos por aqui. Nos vemos depois! – diz Robin, já saindo ao lado de Regina e Ronald.
–Até logo! – Natalie acena.
–Natalie... – diz David, cutucando seu ombro – sou David... seu avô. Faz muito tempo desde a última vez que te vi. Senti muito a sua falta durante todos esses anos. – ele abraça a neta em um forte e apertado “abraço de urso” – É realmente muito bom tê-la de volta! – um pequena lágrima escorre de seu olho, mas logo a enxuga.
–Natalie, este é seu tio, Neal. – diz Mary Margaret, se aproximando de Natalie, enquanto empurrando um garoto de uns dezesseis anos à ela.
–Olá. – diz Neal, tirando as mãos dos bolsos e dando um abraço na sobrinha. – Me lembro alguma coisa de você de quando ainda era um bebê.
–Eu acho que já te vi no colégio uma vez.
–Talvez, já sou do ensino médio, mas eu já tinha te visto uma vez no refeitório.
–Hãm? Natalie? – chama Emma, acompanhada de Henry e sua namorada, Molly – Quero que conheça seu irmão, Henry.
–Então... você é meu irmão? – Natalie fala meio por espanto.
–Ora! Venha cá logo! – Henry logo a puxa para perto de si e dá um forte e apertado abraço, parecendo um urso abraçando seu filhote para protegê-lo do frio. – Como eu senti a sua falta, minha querida irmãzinha! – Henry começa a chorar um pouco – Durante todos esses anos tive sonhos sobre eu a encontrando, mas sempre ficava triste e desapontado, agora, vejo que o sonho se tornou realidade!
–Também é um prazer conhe... quero dizer... vê-lo novamente.
Henry sorri e acaricia um pouco o ombro de Natalie.
–Quero que conheça minha namorada, Molly. – diz Henry.
–É um enorme prazer finalmente conhecê-la. – ela dá um abraço, não muito apertado, em Natalie – Henry vivia falando o quanto sentia a sua falta e preocupação.
–Assim que soubemos que haviam te achado, pegamos o primeiro ônibus que pudemos e viemos correndo para cá. – diz Henry.
–Puxa... eu, realmente não esperava, em toda a minha vida, ser tão importante para tantas pessoas.
–Você merece. – diz Henry, acariciando novamente o ombro da irmã – Conversamos depois. Você ainda tem muitas pessoas para cumprimentar e conhecer ainda. – ele vai dando meia volta ao lado da namora, que engata em seu braço – Nos vemos depois!
Logo atrás de Natalie, lá está Killian, segurando no colo a pequena Annie, que se agarra fortemente ao pai, se assustando um pouco com o grande número de pessoas em sua casa.
–Natalie... – chama Killian – você se lembra da Annie?
–Claro que sim! Olá, Annie! – Natalie para e pensa um pouco – Espera um pouco... ela também é minha irmã, certo?
–Sim! – responde a própria Anne super feliz e animada.
–Você quer dar um abraço em sua irmã? – pergunta Killian à menininha. Ela não responde nada, somente balança a cabeça em concordância e com um enorme sorriso estampado no rosto. Annie praticamente pula do colo do pai e corre diretamente para os braços da irmã, que se ajoelha para receber a irmã e a dando um forte abraço.
–Quantos irmãos eu ainda tenho? – pergunta Natalie à Killian.
–Por parte de sua mãe, somente Henry e Annie, agora, por minha parte.... difícil dizer.
Natalie não responde nada, somente franze a boca e balança a cabeça em concordância.
E assim se passa o dia de Natalie, sendo apresentada e abraçada por milhares de pessoas que nem conhecia, mas que a conheciam o suficiente para chorarem um pouco de emoção e falarem a mesma coisa: Você fez muita falta, Natalie! É uma alegria imensa você estar aqui conosco novamente!
São oito horas da noite. Os últimos convidados saem da casa, que no caso, são David, Mary Margaret e Neal. Em casa, ficam Henry e Molly, que irão dormir no quarto de hospedes.
Todos vão para a sala e conversam um pouco, dando boas gargalhadas de algumas piadas, falando sobre o passado e de como é bom ver a família. E enquanto há um período de conversas chatas de adulto, Natalie se junta à Annie e à Capitão, e os três começam a brincar no centro da sala com alguns brinquedos de Annie.
São meia noite e meia; todos concordam que já mais que na hora de dormir. Annie e Natalie, que capotaram de sono, são levadas para seus quartos; Anne é carregada por Emma e Natalie por Killian.
Killian coloca Natalie cuidadosamente sobre sua nova cama em seu novo quarto. Capitão à segue e deita logo ao seu lado. Killian dá um beijo na testa da filha e vai à caminho da porta do quarto.
–Foi um bom dia. – é Natalie, que diz pouco antes de Killian sair pela porta.
–É, realmente foi. – Killian dá meia volta e se senta na ponta da cama da filha e acaricia seus cabelos. – Mas acho que já está na hora de dormir. Você deve estar toda dolorida de tantos abraços apertados que recebeu!
–Pior que estou mesmo! – ela ri um pouco e Killian também.
–Durma bem, meu anjo. – Killian lhe dá um outro beijo na testa dela e faz um leve cafuné em seus cabelos.
Killian se levanta e vai caminhando novamente até a porta.
–Ah! – chama Natalie, e Killian logo se vira – Boa noite, Killian.
–Boa noite, filha. – diz Killian, com cara de quem esperava outra coisa, e fecha a porta do quarto.
Natalie sorri por um minuto, se vira para o outro lado da cama e lá, na única janela do quarto, se mostra o assustador e grande corvo de olhos vermelhos sangue, encarando diretamente Natalie em cima de um galho de árvore. Seu sorriso se desfez, e uma mistura de tristeza e medo toma seu olhar. Ela se vira para o outro lado da cama e se abraça forte em Capitão, sem conseguir parar de pensar em como conseguira fazer isso, restando somente dois dias.
Pobre criança...
Fale com o autor