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18 Escolha Difícil


Notas iniciais
Eai galerinha do Nyahhhh! Tudo bem com vocês? Minha semana de provas acabou, então tô com mais tempo livre, ou seja... mais capítulos compridos =D Mas é isso aí, galerinha medonha, tá aí o capítulo novo tão esperado, então... leiam ele, se divirtam lendo e POR FAVOR, não se esqueçam de comentar e favoritar a fic =D P.S: Mas não posso prometer que capítulos compridos durem por MUITO tempo, pelo menos, até as provas de recuperação começarem :C

Natalie está olhando a janela do quarto afora. Está um dia muito chuvoso e úmido. Ainda é recém outono em Storybrooke.

Um esquilo passa correndo com uma noz na boca e sobe em uma das árvores que se é visível através da janela do quarto. Natalie dá um leve sorriso. Aquilo lhe lembrava sua antiga casa nessa época, aonde, quando seu pai (adotivo) ainda era vivo, ela e ele tinham de atravessar uma floresta para chegar até a aldeia local, aonde às vezes seu pai lhe comprava algum doce da padaria. Nessa época, sem explicação alguma, os esquilos saltavam de árvore em árvore feito loucos, pareciam até ter combinado aquilo tudo. Seu pai costumava dizer: Nunca mate um animal sem extrema necessidade, Natalie, pois nunca se sabe se você estará matando uma mãe que acabou de ter filhotes que precisam dela. Mas se caso for necessário, sempre peça desculpas antes de matar qualquer animal. Desde um urso, até um esquilo. Essa é uma das melhores lembranças que Natalie tem de seu pai. Um homem amável e de sábio intelecto.

Natalie de repente repara que uma pequena e danada lágrima escapa de seu olho; ela rapidamente a limpa e segue a olhar para a janela.

Uma das enfermeiras, com uma máscara no rosto, entra com uma bandeja em mãos, aonde se encontra uma espécie de papinha nutritiva, uma gelatina e um copo d’água.

–Com licença? – fala a enfermeira – Hora de comer.

–Não to com fome, obrigada. – e Natalie se enterra novamente entre joelhos.

–Bem, eu preciso de você saudável, então... coma. – e a enfermeira larga a bandeja sobre a cama, um pouco impaciente.

–Pra que você precisa de mim saudável?

–Ora, querida! Vai dizer que você ainda não me reconheceu, depois de tudo o que passamos juntas?

–Minha enfermeira?...

A enfermeira tira a máscara e Natalie dá um pulo pra trás, parecendo ter visto uma assombração.

–Você?! – ela fala assustadíssima.

–Eu mesmo, queridinha. – e a mulher dá uma colherada na gelatina – Como eles chamam isso aqui, mesmo? Gelatina, não? Deveria ter isso no nosso mundo.

–Saia daqui! Agora! Se não... – ela apanha o telefone do lado da cabeceira da cama – eu ligo pra Regina e o pro Robin! E pra aqueles outros dois que também se importam comigo...

Whitney solta uma risada maléfica, mas logo torna um tom sério e meio intimidador na voz:

–Não, não vai.

–Como pode ter tanta certeza?

–Porque eu não vim aqui para arrancar seu coração ou te machucar para algum de meus experimentos.

–A não? – Natalie relaxa um pouco, mas sem tirar a atenção total de Whitney. – Mas e aquele negócio de arrancar o meu coração e aquela etc toda?

–Bem... parece que eu li errado o feitiço. Nele, eu pensava dizer que eu precisa do coração do ou da primogênita, quando completasse treze anos, de uma das pessoas que minha querida priminha Regina mais odiou, para meu feitiço de retirada de poderes dar certo. Mas... logo após a sua partida, li o feitiço de novo e, na realidade, nele dizia que eu precisava do coração do ou da primogênita, ainda recém-nascido, da própria Regina.

–Então... você fez minha região passar por uma fome terrível, matou milhares de pessoas, incluindo meu pai e quase me matou de propósito, pra praticamente porcaria nenhuma!

–É. – ela dá outra colherada na gelatina – Sem contar que eu te roubei de seus pais quando você ainda era um bebê.

–Como é?

–Não te contei? Aquele casal tapado lá, que dizem ser seus pais biológicos, são mesmo eles, mas eles não te abandonaram, eu que te roubei deles.

–O quê...

–Ah, Natalie! Você tinha que ver como eles estavam felizes quando você nasceu! Na verdade, você viu sim, até porque você estava lá. E havia um brilho neles... principalmente em seu pai. Ah, eles estavam tão orgulhosos! Você era tão pequenina e rosa! Até parecia um letão gordo de matadouro! E daí... te roubei deles.

–Eu... vou... te... matar...

–Talvez, mas não hoje. – e ela dá outra colherada na gelatina – O que eu faço de fato aqui é te pedir um favor. Na verdade, tá mais para um serviço.

–Não faço nada para você.

–Ah, não! Você vai sim! Até porque, se não, eu mato sua mãe da Floresta Encantada e todos aqui em Storybrooke.

–Como, exatamente?

–Com isto. – ela mostra um pequeno botão vermelho – Os aparelhos daqui são impressionantes, não? Isto, minha cara, Natalie, nada mais, nada menos é do que uma mistura do feitiço de localização com um feitiço da morte juntos, acoplados nesse pequeno botão aqui. É só eu aperta-lo e bum! Todos em Storybrooke morrem! Bebês, crianças, adultos e idosos. E ainda, é claro, sua querida mãezinha adotiva na Floresta Encantada. Demorei um pouquinho nisso, mas admito que estou muito orgulhosa do fruto do meu trabalho, então... eu não teria nenhum problema em usar ele.

–Mas como vou saber que isso não é uma enganação?

–Quer testar? – Whitney ameaça o botão.

–NÃO! Não! – Natalie esfrega o rosto – Tá legal, o que você quer de mim?

–Um simples trabalho: que você traga uma pequena e inocente bebezinha chamada... se não me engane... Willow. A filha de uma prima de primeiro grau minha.

–O quê?! Você só pode estar louca?!

–Bem... até aonde sei, Regina tem somente um único primogênito, filho legitimo dela, e que ainda é um bebê. A escolha é sua, Natalie: a vida de um bebê, ou de milhares, incluindo aqueles que você se importa.

Natalie suspira profundamente, esfregando o rosto e soltando algumas lágrimas.

–Tá. Tudo bem. – ela dá a resposta – Eu... faço o serviço.

Whitney solta um sorriso maléfico e bate de leve na cabeça de Natalie, que afasta agressivamente a mão da sua cabeça.

–Boa garota! – ela fala saindo do quarto – E não se esqueça de comer sua comidinha para ficar bem grande e forte! – Whitney abre a porta e, pouco antes de sair, se vira novamente para Natalie, agora com um tom sério e um pouco intimidador novamente. – Você tem cinco dias. Assim que conseguir, me encontre no cais da cidade à meia noite. Se não... bum! – e ela põem novamente a máscara e sai.

Natalie rapidamente apanha o telefone e começa a digitar os números do celular de Regina.

–Ah... ah... ah... – diz Whitney, entrando novamente no quarto – vou te dar uma chance, e se eu ficar sabendo que você perdeu ela, tentando contar à alguém sobre isso...

–Já sei: bum...

–Garota esperta! Aprende rápido!

–Mas como você irá saber exatamente?

–Ora, pergunte ao corvo sobre o meu domínio logo ali. – Whitney aponta para a janela, aonde se encontra um grande corvo com os olhos azuis hipnotizados pela feitiçaria de Whitney. Natalie leva um grande susto, dando um pulo para trás, ao ver o grande corvo encarando ela. – Tenha uma boa recuperação! – e Whitney finalmente sai do quarto.

Quando Natalie volta a olhar para a janela após Whitney sair, o corvo ainda continua lá em pé, encarando fixamente ela. Natalie joga o telefone na cabeceira e come de má vontade sua comida, menos a gelatina, pela qual ela joga no lixo.

Notas finais
Eai, galerinha? Curtiram? POR FAVOR, não se esqueçam de comentar e favoritar a fic =D Até a próxima! P.S: Eu sei que eu peço, e MUITO, pra vocês comentarem e favoritarem minha fic, mas né, não custa tentar : )