Elite da Morte

1 James Gitton - O acaso


Notas iniciais
Nunca escrevi uma história pra valer como essa, mas aqui está! É original e realmente espero que gostem.
Agradeço às minhas amigas pela paciência para lerem meus rascunhos e por todas as ideias e sugestões. Obrigada pelo apoio e incentivo, não estaria aqui postando se não fossem vocês.
Então é isso. Boa leitura!

Eram onze da noite quando algo estranho, na rua Melvin 42, chamou a atenção de um jovem que passava por ali. Cabelos castanhos, rosto pálido e bem alto, o tal garoto parou de andar ao quase ser atingido por uma lata de lixo que passou rolando por ele. Curioso, foi até o lugar de onde a lata tinha vindo e se encontrou num beco, imundo e fedido, onde uma mulher era estrangulada por um cara grande e forte, quase duas vezes maior que ela. O garoto foi até eles, mesmo sem saber o que faria em seguida, e gritou:

- Ei, grandalhão! Solta ela!

O homem então soltou o pescoço de sua vítima que caiu desmaiada, e se virou para encarar o novo oponente. A raiva em seu olhar era clara quando disse:

- Ou o quê, seu moleque? Você quer brigar comigo?! Ótimo, mais alguém vai morrer hoje.

- Eu não quero brigar. – “muito menos morrer”, completou em sua cabeça. – Mas se você insistir, eu chamo a polícia! – Disse, tirando o celular do bolso.

O grandalhão começou a avançar e rebateu a ameaça:

- E você acha que eu tenho medo da polícia?!

Tornando essa última palavra um grito e se aproximando o suficiente para qualquer tipo de contato físico, ele empurrou o garoto fazendo com que o aparelho fosse lançado para longe.

- E agora, moleque? O que você vai fazer?

Ao dizer isso, o grandalhão se preparava para um novo ataque, e dessa vez ele não ia pegar leve. O garoto ficou desesperado. Se ao menos tivesse algo com o que se defender. E foi então que viu. Um cano de aço, jogado no chão, não muito grande, mas o bastante para causar sérios estragos.

O soco do grandalhão veio certeiro, mas o garoto conseguiu desviar, e, enquanto o outro agonizava em dor por causa da mão que acertara em cheio a parede, ele rolou para o lado e pegou o cano.

A mulher continuava desmaiada e aquela era sua única chance.

Com medo, mas cheio de um impulso repentino de coragem, o garoto partiu para cima do grandalhão. Este, ao ouvir passos atrás de si, se virou e até tentou se defender, só que já era tarde demais. A pancada o fez cambalear até cair. Sangue escorria de sua boca e o cano que retornava ao chão, produzia um eco metálico assombroso.

- Não... eu não... não! Droga! Ai, meu Deus!

O garoto tremia. Em busca de seu celular, pretendia fugir dali o mais rápido possível assim que o encontrasse. E foi quando ouviu um barulho ao seu lado. Era a mulher, que ainda meio tonta, tentava se levantar. Ele já tinha até esquecido de sua presença ali, de tão assustado que estava.

Uma parte dele pensou em ir embora naquele mesmo instante, mas a outra dizia que ele não podia. Que não podia simplesmente deixa-la lá, sendo ela a causa de tudo aquilo.

- Ei. – chamou – Você está bem?

- Sim. – Ela respondeu – Acho que sim.

Sua voz era doce e sua expressão intrigante.

- O que aconteceu? – Enquanto tentava entender, seus olhos percorreram o beco até pousarem no grandalhão caído no chão.

- Ele está morto? – Ela se voltou para o garoto esperando resposta, mas só recebeu silêncio. Aflita pela curiosidade, foi até o grandalhão e tocou levemente determinada região de seu pescoço. – Como pensei. – Disse, respondendo à própria pergunta – Está morto. Foi você, não foi?

Ela agora olhava fixamente para o garoto e percebendo que ele não daria resposta, prosseguiu:

- Obrigada. Se você não tivesse aparecido, seria eu estirada no chão.

- Mas você, você não vai chamar a polícia? – disse ele, finalmente recuperando a voz.

- Eu poderia. Deveria até. Mas tenho outros planos para você.

O rosto do garoto tornou-se confuso e a mulher parecia se divertir com isso.

- Meu bem, você vai entender tudo, mas não agora. Por enquanto, eu só preciso saber o seu nome.

- E-eu sou James. James Gitton.

A mulher sorriu e os dois começaram a caminhar para fora e bem longe dali.

Notas finais
Perdão por qualquer erro, e pela escrita amadora haha
Se gostarem, logo menos tem capítulo novo.
Obrigada por lerem!