Elise no Reino de Kanon
3 Num Outro Mundo
Enquanto Elise saltava de paraglider, Manfor vê um pássaro diferente ao longe, e seu instinto o previne de ser um sinal do salvador, ele cavalga o mais rápido possível para o local da suposta queda daquele ser estranho, com uma asa que não batia como os pássaros,e ao invés de subir estava descendo, caindo com uma velocidade extrema, e sabia que se aquele fosse o salvador ele morreria com o impacto, e pega seu bastão, levanta bem alto dizendo uma palavra mágica.
— Ventupus! Ventupus! Grita em voz alta Manfor.
E uma rajada de vento começa a diminuir a velocidade daquele animal estranho, e ao horizonte naquela campina, ele observa que o animal estranho, consegue pousar, mas cai ao chão ao tocar o solo, ele se aproxima, desce do seu cavalo e vê uma mulher jovem, bonita, parece atordoada, ele fala com a moça:
— Você está bem?
Batendo em seu rosto levemente, e aquela jovem com um semblante bonito, juvenil, seus olhos brilhantes de cor clara, pele Branca e macia, cabelos escuros muito lindos, frágil, parecia-lhe muito delicada, ele a observa enquanto ela esta desacordada, vê que ela quebrou o tornozelo, e com seu poder faz um feitiço para curá-la.
— Senhor, e ai como ela está? Nossa ela é bonita senhor, será ela o salvador que esperávamos?
— Não sei ainda Esperto, ela também pode ser nosso inimigo, vi os raios ao longe, algo afetou o cosmo e acho que essa moça não é daqui, por causa desse objeto estranho que ela chegou voando. A eletricidade deve ter aberto um vórtex temporal, e essa moça veio de outro mundo.
— Será senhor?
Os dois olham para direção das montanhas que estão ao longe onde uma tempestade havia se formado, colocam a moça no cavalo e levam para um lugar seguro.
Enquanto a jovem estava desacordada em seu cavalo Manfor a olhava com bastante despeito, e imaginava como uma jovem tão frágil poderia destruir um ser tão horrendo e perigoso, como um Lagolés,nem mesmo o rei e os melhores cavaleiros, conseguiram somente os magos reais tinham se atrevido a tentar, mas mesmo assim eles não conseguiram destruir o Lagolés, apenas aprisioná-lo.
— Senhor!Já estamos chegando.
— Espero que alguém nos ajude.
A vila dos gnomos que se localizava nas colinas de Axcos, era um vilarejo bonito com casas pequenas, em forma de cogumelo, Manfor era como um gigante na cidade, todos a olhava entrar com aquele cavalo branco, imponente, e uma jovem em sua sela, os seres do vilarejo se aproximavam para observar de perto o que estava havendo.
Manfor entra no vilarejo, cumprimentado a todos,quando um gnomo muito desconfiado se aproxima.
— O que vocês querem aqui?
— Me desculpa senhor, mas precisamos de sua ajuda, essa moça veio voando do céu, e caiu aqui próximo do vale salgado, e o vilarejo mais próximo onde poderia pedir ajuda, foi esse.
— Voando?
— Sim, com aquele instrumento estranho nunca visto por mim, e meu acompanhante.
O Gnomo olha desconfiado para Manfor e Esperto, vai até a traseira do cavalo, e ver um equipamento amarrado a ele, e examina o objeto, mas não identifica o processo de criação, também nunca havia visto tal objeto.
— Também não reconheço esse objeto, como essa moça apareceu por aqui?Ela não parece ser dessas redondezas.
— Mas não é mesmo, mas isso é outra história, O senhor poderia me ajudar. Meu nome é Manfor, e meu acompanhante se chama Esperto.
— Prazer sou Fer.
— Prazer Fer. Sou um mago real, em uma missão de suma importância.
Fer era um Gnomo da espécie Kobolds mais amigáveis, tinha aproximadamente 1 metro de altura, desconfiado, mas com sua fama de protetor das florestas, era um excelente guerreiro e ferreiro. Por isso seu nome é Fer, por causa da sua profissão.
— Venha traga a moça até a minha casa.
Os três entram e colocam a moça deitada em um tapete, pois a cama do pequeno gnomo não a cabia, ele a examinou e notou que ela estava bem, o gnomo estava curioso para saber de onde ela teria vindo.
De repente a moça abre os olhos, assustada olha pra todos os lados daquela pequena casa, onde Manfor, Esperto e Fer, se aproximam da moça, ela fala respirando fundo, “é um sonho!”. Os três ficam a observando sem saber o que falar.
— Quem são vocês?
Manfor se aproxima:
— Sou Manfor um mago real, a centésima geração de magos. Meu reino fica ao sul do vale salgado onde você caiu com seu aparelho estranho. Aliás, como se chama aquela coisa que você usava quando aterrissou aqui.
— Vale salgado? Mago?Estou em uma feira renascentista não é?
— Feira renascentista?Não sei do que a senhorita esta falando. Vocês sabem?
Eles olham uns para os outros como não entendessem do que ela estava falando.
— Isso é uma pegadinha! Entendi, podem aparecer com as câmeras rapazes. — ela sorri.
— Senhorita você ainda não entendeu, sabemos que você veio de outro mundo, estava previsto que seria assim, veio para nos salvar de um mal que já deve ter sido despertado.
— Eu salvar?Vocês devem estar de brincadeira não?
— Não estamos brincando senhorita, venha comigo vou mostrar-lhe.
Eles saem da pequena casinha, e vão até a saída do vilarejo, Elise não acreditava no que estava vendo, criaturas de baixa estatura, todas à observando, ela não havia entendido que não estava em seu mundo real, mas sim em um mundo mágico, cheio de aventuras.
Quando chegam à entrada da vila, ela não imaginava a beleza daquele lugar, ao sul um bosque lindo todo branco como neve e ao fundo arvores qual o tamanho era inexplicável,ao sudeste um lago cheio de animais diferentes, ela não acreditava no que estava vendo, ninguém acreditaria se ela contasse, o sol era tão brilhante que ao refletir na água do lago parecia estrelas na terra.
— Que lindo! — Ela sussurrou.
— Agora você acredita?
— Mas como vim parar aqui?A única coisa que me lembro de que Saltava de Asa Delta e quando acordei encontrei vocês me olhando, e agora isso, um lugar lindo assim não poderia existir de onde vim.
— Mestre, acredito que ela ainda não entendeu, e não temos tempo para conversas, o destruidor também deve ter chegado quando ela chegou.
— O destruidor? Do que ele esta falando?
— Vou contar-lhe tudo, venha comigo.
Manfor conta toda a história a Elise, a moça não acredita no que estava acontecendo, como ela tão frágil iria ajudar aquele povo, e defender contra um tirano. Mas ouviu atentamente e resolveu ajudar.
Eles partem.
— Manfor, seu nome não é?
— Sim, e o dele é Esperto.
— Esperto, mas que nome é esse?O meu é Elise.
— Elise, lindo nome. Significa inteligência.
— Verdade?- ela sorri.
Vamos, vou levá-la ao meu mestre ele saberá o que fazer.
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