Eleonora e Jenifer - Uma Nova História
45 Capítulo 45
Com a mão ainda no rosto sentindo-o arder pelo tapa, Jenifer encarou Dafne e perguntou:
- O que foi que você disse? Você é... Como assim? Como eu nunca percebi? Você é tão feminina... E eu já te vi cheia de carinhos com rapazes. Meu Deus, esse mundo está perdido.
- Héteros e seus estereótipos tolos. Só por que eu sou assim, toda feminina como você diz, significa que eu não posso ficar com meninas? Toda lésbica tem que ter obrigatoriamente estilo de menino? Jenifer Improtta, você ainda tem muito que aprender sobre a vida minha querida.
Jenifer estava confusa, desapontada, raivosa e praticamente expulsou Dafne de sua casa, dizendo-lhe que não a queria por perto, mesmo sabendo que sem Dafne seria mais difícil conviver com a ideia de ter Eleonora apaixonada por ela. Dafne e Jenifer discutiram mais um pouco e Jenifer expulsou Dafne de seu quarto, batendo com a porta em sua cara. Do lado de fora Dafne gritou:
- Você está perdendo tempo tentando esconder uma coisa que só você não assume, você ama a Eleonora e só vai ser feliz com ela.
Lá debaixo os familiares de Jenifer escutaram a discussão e ficaram abismados com o que Dafne disse.
De dentro do quarto Jenifer gritou:
- Cala a boca, sai daqui, some da minha vida.
Dafne respondeu:
- Sumir? Você quer que eu suma da sua vida? Então está bem, a partir de hoje já não faço mais parte da sua vida Jenifer Improtta.
Jenifer arrependida do que falou tentou correr atrás de Dafne, mas quando viu ela já estava em sua moto indo embora.
Assustados Giovanni, Daniele, João Manoel e a avó Flaviana questionaram Jenifer sobre o que aconteceu. Ela não respondeu, apenas voltou para o quarto e foi se arrumar para sair mais tarde com o deputado.
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Dafne resolveu passar na casa da Eleonora, para contar o que aconteceu, e Janice disse que Eleonora ainda estava no hospital, mas que dentro de 15 minutos ela estaria em casa, que era pra Dafne entrar e esperá-la. Dafne concordou com a mãe de Eleonora e decidiu esperar por ela, Janice disse que prepararia algo para ela comer, Dafne agradeceu e disse que não precisava. Mesmo assim Janice foi pra cozinha já que Eleonora costumava chegar como ela dizia “varada de fome”.
Dafne sentou-se numa cadeira na varanda e por ali ficou, ela então enviou uma mensagem para Eleonora falando que estava em sua casa e que a esperava. Eleonora respondeu dizendo que se atrasaria um pouco, mas que não demoraria muito.
Janice pensava que Dafne estava na sala, quando não a viu pensou que teria ido embora, ao sair viu a moto dela no canto e ela sentada na mesma cadeira que a filha se sentava quando ia pensar na vida.
- Acho que esse é o lugar preferido da Eleonora, ela senta aqui e se esquece da vida — disse Janice.
- Entendo o porquê, aqui é gostoso, fresquinho e é bom olhar o céu daqui.
Janice e Dafne conversaram mais um pouco quando viram Eleonora chegando. Eleonora cumprimentou a mãe e Dafne e disse pra Dafne esperá-la como sempre em seu quarto, pois iria tomar banho. Dafne concordou e as duas subiram.
Janice observava a filha e Dafne conversando e dizia baixo:
- A Eleonora poderia parar de sofrer por causa da Jenifer e namorar essa menina. Bonita, educada, simpática, era a nora que eu queria ter.
Sem perceber Sebastião chegou do trabalho e surpreendeu Janice falando sozinha e perguntou:
- Quem é a nora que você queria ter mulher?
Assustada Janice olhou pra trás e desconversou.
- Ninguém Sebastião, tava pensando alto. Vou fazer o jantar que está na hora.
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Eleonora saiu do banheiro já vestida, pois depois do episódio do beijo ficou receosa por acontecer o mesmo ou até pior. Percebeu que Dafne estava agitada e um tanto triste, enquanto desenrolava a toalha dos cabelos começou a interrogar Dafne.
- Aconteceu alguma coisa? Depois do que aconteceu entre a gente eu pensei que você não ia aparecer aqui tão cedo...
- Agora o nosso beijo fica totalmente sem importância diante dos últimos fatos, eu dei um tapa na cara da Jenifer e contei pra ela que sou lésbica.
Eleonora arregalou os olhos, sentou na cama e perguntou:
- O que? Você bateu na Jenifer e ela sabe que você também é lésbica? Me conta isso direito.
E Dafne então começou a contar pra Eleonora o quão atribulado foi o seu dia.
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Jenifer terminou de se arrumar e desceu as escadas. Como sempre a avó e o pai estavam na sala conversando quando a viram toda produzida para o encontro com Thomas Jefferson.
- E então, que tal? Estou bonita? — Perguntou Jenifer se exibindo.
- Ah meu amor, linda como nunca. Você está divina — respondeu a avó.
- Realmente, você está um máximo minha bebê. Agora me diga-me uma coisa... Você tem certeza que quer encarar essa aventura com o deputado “Thomas Neves” — disse Giovanni.
Antes que Jenifer respondesse, a empregada chegou avisando que o carro do deputado estava na porta.
Jenifer jogou beijos para todos e alegre saiu.
Depois de ver a filha sair, Giovanni começou a tecer comentários com a sogra.
- Ainda bem que essa história com a Eleonora me parece-me que ficou pra trás, já esta esquecida.
- É, mas nos deixou outro problema. Jenifer era uma moça calma, quieta, caseira. Agora só pensa em sair, ir pra essas festas que eu nem sei o nome e com esse rapaz que ela conheceu ontem... Deixou de estudar meu genro...
- É minha sogra, talvez tenha sido melhor assim, a malas que vem de trem.
Flaviana olhou para o genro tentando entender o sentido da última frase e Giovanni riu zombando da sogra.
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