Eleonora e Jenifer - Uma Nova História
46 Capítulo 46
Eleonora ficou pasma com o que Dafne acabara de lhe contar e ficou também um pouco desesperada, pois Dafne era a única pessoa mais próxima de Jenifer que poderia lhe ajudar.
- Mas Dafne, agora que vocês não estão mais conversando, como vai ser? Eu contava com você...
- Calma Léo, eu vou ter que pedir desculpas pra ela, acho que a raiva foi tanta que me deixou cega e acabei fazendo besteira como sempre. Mas amanhã ou depois eu peço desculpas pra ela, agora acho melhor eu ir embora, por que tenho trabalho pra fazer, odeio final de ano. Falando em final de ano, Ano Novo estaremos em Copa vendo a queima de fogos né?
- Aaah, não sei Dafne, acho que não estou pensando em trocar a folga do Ano Novo com o Natal, já que eu tinha combinado com a Jenifer de ir pra lá, agora...
- Agora você passa comigo oras. Você não pode parar sua vida por causa da Jenifer, presta atenção, deixar de viver não vai trazer a Jenifer pra você.
- É você tem razão. Então passaremos o ano novo em Copacabana... Janta comigo Dafne, fica.
- Agora eu gostei, e para de insistir que eu acabo ficando e ai fico toda atrasada com o trabalho e não faz essa cara de cachorrinho que caiu da mudança — Dafne riu e passou a mão no rosto de Eleonora.
- Tudo bem, eu te levo até a porta.
Dafne e Eleonora ficaram conversando por mais alguns minutos no portão e logo Dafne foi embora.
Eleonora entrou em casa com cara de preocupação pelas coisas que Dafne tinha lhe contado e resolveu ir até a cozinha conversar com a mãe.
- Sabe mãe, tá difícil essa situação, e a Dafne coitada, até brigou com a amiga já por conta disso.
- Minha filha, sabe o que eu acho que você deveria fazer?
- O que?
- Essa menina, a Dafne. Linda, educada, doce, gentil... –Janice moderou o tom de voz para que o marido não ouvisse – Seria uma ótima namorada pra você.
- Não mãe, a Dafne é a minha amiga... Eu a adoro, mas não.
- A sugestão está dada.
Eleonora sorriu amarelo e voltou pra sala até o jantar sair.
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Com o sol já quase nascendo, Thomas Jefferson deixou Jenifer em casa.
- Nunca na minha vida eu poderia imaginar que eu iria pra São Paulo só pra ir numa festa. A gente fez uma loucura Thomas. Nunca pensei que fosse tão fácil.
- Pra você ver que quando estamos na companhia da pessoa certa, tudo fica mais fácil.
Thomas aproximou-se de Jenifer, buscando chegar o mais perto possível de sua boca. Jenifer não recuou, apenas o questionou.
- E será que você é a pessoa certa?
- Pode apostar — Thomas parte em direção de Jenifer tentando beijá-la. Antes que o moço conseguisse o que queria, Jenifer levou os dedos no lábio de Thomas e sorrindo se despediu, deixando o rapaz inconformado por não conseguir um beijo.
- Tá tarde Thomas, tenho quase certeza que meu pai ainda está acordado me esperando.
- Perai Jenifer, você não vai embora antes de eu te dar um bei...
- Depois a gente se fala — disse Jenifer saindo do carro.
Decepcionado Thomas ligou o carro e foi embora.
Jenifer entrou em casa e pegou o pai subindo as escadas, mas não o chamou, queria ficar sozinha. Ela jogou a bolsa no sofá e ficou ali mesmo na sala, parecia sentir a mão de Dafne em seu rosto ainda. Um filme em sua cabeça passava, palavras, gestos... Tudo estava relacionado à Eleonora. E logo Jenifer começou a chorar, o motivo do choro ela não sabia, só sabia que alguma coisa ali não estava certa.
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