Notas iniciais
Este capítulo apenas mostra o inicio do mundo dos usuários. Não focarei muito este inicio.

O inicio do universo.

No inicio havia apenas o nada. O nada definia tudo. O nada se tornaria o mar, as nuvens, as selvas, os vulcões, as florestas, os campos e todas as criaturas.

Como aconteceria? Não há respostas definitivas. Os magos, os usuários, os humanos, os espíritos e quaisquer outros que tentem entender fracassam. Então este é o maior segredo do universo. Sua própria criação.

O inicio da história.

Na aurora dos tempos havia criaturas divinas pelo espaço ainda em formação – A partir deste ponto a história vem sendo contada –, antigos espíritos que controlavam todos os elementos existentes, inclusive a vida. A última, a mais sublime capacidade de qualquer uma dessas criaturas, era a mais curiosa e esplêndida. Dela surgiam outros seres, outros poderes. A mais mágica e invejada capacidade.

Como os atuais humanos, os antigos espíritos detentores dos elementos lutavam por conquistas maiores que as dos outros. No caso, a maioria tentava roubar a vida, aquilo que lhes daria a fonte eterna do existir. Essas tentativas deram inicio ao ódio, que se tornou rivalidade, e, por conseguinte, levou à “Grande Batalha”, a destruição que deu inicio ao que conhecemos hoje no universo.

A disputa pela partiu do detentor do caos que lutou para roubar o que ele chamava de prêmio. Sem sucesso, foi destruído pela energia da vida, que distribuiu o caos a todos os elementos, sendo o mesmo o primeiro elemento comum a todos os lugares.

Sem se intimidarem pela derrota do espírito do caos, os demais espíritos partiram à luta contra o espírito da vida. Lutar contra todos era impossível, mesmo para a o detentor da melhor arma. Naquele instante, todos se destruíram, dividindo-se por todo o espaço.

O inicio do primeiro lar e dos primeiros habitantes.

Os elementos, agora livres, eram simples armas sem donos. A vida, como sendo a única independente de outro ser, ajudou na formação dos primeiros aglomerados interestelares. Galáxias, nebulosas, sistemas solares, planetas e muito mais se formou. Então a vida complementou o universo criando os espíritos elementares. Seres baseados nos antigos espíritos. A nova geração de “arquitetos” do universo. Suas capacidades, no entanto, não se comparavam à majestade dos próprios elementos. Sua vida como espíritos seria finita e substituída por novas gerações de espíritos.

A vida tratou de criar habitantes para os mundos recém-criados. Esses habitantes se reproduziriam e, a cada mil anos, fariam surgir uma nova geração de espíritos. Os espíritos serviriam, então, como guardiões da sabedoria e ajudantes das galáxias. Os humanos tomaram a forma dos espíritos criados pela vida, mas não foram agraciados com a divindade, sendo consideradas criaturas inferiores e dependentes. A eles foi dada a Terra, um planeta pequeno e ainda sem atrativos.

Para que houvesse uma pluralidade no universo, a vida criou diversas outras formas de vida e diversas paisagens, com o auxilio dos elementos. A Terra ficou pronta para os seres humanos. A vida havia preparado desde vírus a baleias, grãos de areia a desertos, gotas de água a oceanos. Todos os átomos possuíam uma nova organização.



A criação do manto

Milhares de anos após o inicio do povoamento da Terra, na Idade Média, os humanos dividiam espaço com os elementares. No entanto, uma religião criada no leste da Sibéria fortalecia entres os humanos a idéia de que o controle sobre a natureza era algo impuro, que seguia contra a vontade de seu Deus. O líder supremo da religião e, também, rei da região em que vivia, Aleksey, era um humano compulsivo e que detestava elementares. Sua raiva surgiu com a morte de seus pais por um usuário (como se chama um elementar atualmente) do ar, que os envenenou. Sua seita se baseava na hipótese da superioridade e divindade humana contra a instintividade dos usuários.

Em uma madrugada tempestuosa de inverno na Sibéria, Aleksey, que dormia em sue castelo, acordou nervoso depois de um pesadelo. Chamou um criado e pediu-lhe água. Enquanto esperava, lembrava-se do sonho. Ele havia sonhado com seu império sendo destruído por chamas escuras. Chamas causadas por um elementar. Seu medo pela queda do império o fez declarar, na manhã seguinte, que qualquer um que fosse pego controlando um elemento deveria ser denunciado e morto.

Ao saber da nova lei, um jovem elementar da água reuniu um grupo com usuários de todos os elementos para confrontar pessoalmente o rei. Chegando à cidade o grupo se deparou com um enorme exército bem armado e protegido cercando toda a entrada da cidade. Sem hesitar, usaram seus poderes para acabar com as forças militares do rei. Em poucos instantes conseguiram alcançar o objetivo.

Mas o que seria inesperado aconteceu. Aleksey tinha uma arma secreta: A vida. O elementar da vida (único caso em que há apenas um elementar) os esperava. Suas habilidades permitiam ressuscitar quem desejasse. E foi o que fez aos soldados. Com um breve movimento para erguer o braço o elementar da vida fez com que o exército voltasse à vida.

Sem saber o porquê de um elementar estar ajudando o rei, o líder da revolta, o mesmo usuário da água, questionou ao “dono” da vida pessoalmente. A resposta soou como um baque: “ Piedade é o que falta em seus corações, elementares. A natureza é a fonte de seus poderes, mas não é uma arma. Ela é sua morada. Só os humanos, que fazem tudo sem essa ajuda especial, devem existir.”

Ao ouvir aquilo, percebeu que o elementar da vida só poderia ter sido influenciado pelo rei. A batalha recomeçou e acabou durando muito mais que o previsto, já que o usuário da vida poderia reviver a quem tivesse vontade.

Foi naquele instante que algo maravilhoso jamais visto aconteceu. No meio do campo de guerra uma planta surgiu e cresceu rapidamente até alcançar as nuvens. Nenhum elementar havia feito aquilo. Na verdade, todos os elementares pararam de usar seus poderes sem sua própria vontade. No topo da árvore recém-surgida, as nuvens se abriram e uma legião de luzez douradas começou a sobrevoar e a descer. Eram os espíritos elementares. Eles pararam a guerra e interromperam o domínio dos outros elementares sobre a natureza. Os espíritos, ainda como luzes douradas, começaram a tomar formas humanas. Em alguns segundos todos puderam contemplar a beleza dos seres divinos.

Seu líder, o espírito da vida, falou fortemente para todos os presentes que a coexistência entre humanos e elementares não deveria mais ser permitida. Os problemas futuros poderiam ser imprevisíveis. Então, todos os espíritos se voltaram ao centro da árvore e enviaram uma espécie de energia à mesma. O topo da árvore espalhou a energia reunida por todos os lados, até que todo o planeta foi coberto. A função do que parecia um manto era de proteger os humanos, a partir daquele instante, da verdade sobre o mundo. Os humanos estariam em uma espécie de dimensão física diferente da dos elementares, porém no mesmo planeta.

Todos os espíritos se reuniram em uma só luz, mas daquela vez seria a última. Aquela era a sucessão de espíritos, que só ocorre a cada mil anos. Era a virada do ano 20.000 para o ano 20.001. O céu, que estava completamente escuro, foi tomado por uma intensa luz vinda de não se sabe onde. Em vários lugares do mundo, jovens estavam sendo atraídos pela luz. Eram os escolhidos da época. Nos poucos minutos que durou, o evento trouxe calor aos corações de todos. Mas assim que voltaram seus olhos ao chão novamente, humanos não mais enxergavam elementares. O mesmo com os elementares. Seus poderes haviam voltado, mas não havia mais humanos. Não visíveis, pelo menos.

A partir daquele dia o manto nunca fora perturbado, mas hoje uma ameaça sem precedentes surge no planeta.

Notas finais
Os próximos capítulos podem não seguir a ordem cronológica e estilística deste.