Elementares: Fugitivos
38 Fugitivos
Notas iniciais
A viagem foi mais rápida que pensaram eles achavam que durou alguns minutos o que não era a verdade provavelmente todos em sua classe do segundo ano na antiga escola devem ter se formado na faculdade e talvez tivessem uma família. Como eles não eram humanos o tempo fora da Terra era diferente, era mais lento. Um ano para os habitantes de 4E equivale um século para os humanos. O crescimento também era diferente, até os dezoitos anos o desenvolvendo era normal, para um humano, após essa idade o envelhecimento era lento, uma pessoa de cem anos poderia ter a aparência de um humano de quarenta.
Natasha abriu seus olhos com receio da cena a segui. Dylan e Nicholas estavam horrorizados com o estado do lugar. A cena tão parecida com a revolução russa, fábricas e mais fábricas, guardas para todos os lados, pessoas trabalhando iguais escravas. Não era possível ser o Reino da Terra o segundo lugar mais sereno no planeta depois do Reino do Ar. Os três não sabiam para onde ir havia guardas a cada esquina.
– Algum plano?
Natasha não conseguia falar estava ocupada vendo seu povo sofrer, gritos para todos os lados choros de crianças e bebês até mais velhos. Era agonizante ver tudo e ainda não ser capaz de ajudar só tinha ela e mais dois nunca iriam derrotar todos e chegar no Maxon vivos. Ela pensou nos amigos e no Harry, eles estavam cada um estava por si mesmo e distantes um do outro. Seu coração apertou na possibilidade deles não sobreviverem Chris e Mylla seus melhores amigos e Harry algo indefinido. Ela não podia os perde eles eram parte dela querendo ou não. Chris ela pensou, os dois desde de pequenos tão grudados como unha e carne ela nunca ficaria bem se o perdesse ou se perdoasse se algo acontecesse com ele. Depois disso tudo ela nunca se desgrudaria dele ou da Mylla mas o futuros tinha outros planos para os quatro.
– Belo presente.
Dylan e Nicholas focaram nela, eles não sabiam o que falar
– Eu sinto muito.
– É tudo culpa de vocês.
Ela gritou fazendo eles recuarem. Ela tinha razão se não fosse o seu pai ela teria sua família nunca disso teria acontecido. Eles sentiam vergonha de serem filhos do grande Maxon Stoks antes eles sentiam orgulho e sortudos do seu pai o grande conquistador e que finalmente destruiu seus inimigos. Natasha se afastava com medo e nojo deles Dylan tentou aproximar. Natasha fez um espinho sair de sua perna rasgando mais seu vestido vermelho que agora estava sujo e rasgado para todos os lados. Ela apontou para seu pescoço por puro instinto seus olhos cheios de lágrimas A mão que segurava a estaca ou espinho gigante tremia ela não sabia o que fazer ou ir.
Guardas avistaram a pequena cena e correram para ver se estava tudo bem. Natasha ouviu passos aproximando, ela reparou que seus pés estavam centímetro longe do chão, antes de pousar completamente ela tinha avistado o terror encontrado em seu reino e isso impediu dela pousar. Natasha pisou no chão para correr dos guardas, assim que seus pés tocaram o chão uma força saiu de dentro dela um terremoto fez com que todos caíssem. Seu colar brilhava seu corpo radiava várias cores. Dylan bateu sua cabeça num prédio Nicholas caiu em cima de um guarda.
– Peguem ela! Gritou um guarda.
Ela correu o máximo que pode até caiu em um buraco no rio. O buraco não parecia ter fim passaram horas ou dias, ela não sabia responder mas sabia de algo ela estava cansada suas forças eram poucas. Sua visão ficou turva seus olhos aos poucos foram fechando e tudo ficou escuridão total.
Lá em cima Chris tinha Branca segurando sua mão tentando fugir dos guardas, entravam nos prédios, pulava de um para o outro. Branca não aguentava mais suas pernas doíam Chris a segurava para não cair. Desde que chegou e uma força saiu de seu corpo como sinal que o elementar tinha voltado a sua origem os ventos estavam descontrolados algumas pessoas voaram uma áurea de várias cores de azul rodeava Chris, Branca estava maravilhada com a beleza do namorado mas foi por pouco tempo Chris e Branca fugiam nem deu tempo para ver a situação do Reino do Ar de como estava precário e poluído.
Não havia mais prédios era a linha final vinte guardas estavam atrás deles e estavam perto, perto até demais Chris tinha que pensar rápido voar pensou.
– Branca confie em mim.
Ela concordou confiava nele com a sua vida ele era tudo para ela principalmente depois da morte do seu irmão Zach, Branca tinha um vazio enorme e Chris tentava o preencher de todas a formas. Chris segurou sua mão suada e inseguro e pulou no ar ele conseguiu controlar o ar possibilitando voar menos Branca, Chris deixou ela escorregar ele voou em sua direção antes dela cair no chão.
Chris não foi rápido Branca encontrou o chão mas ainda estava viva ela murmurava algo segurando a mão de Chris ele chorava com medo de perdê-la ele a amava mais que tudo na vida.
– Por favor não me deixe morrer. Disse Branca com dificuldade.
Um tiro foi o suficiente. Um dos guardas atirou na Branca jorrando sangue na blusa de Chris.
– Branca. Gritou Chris, ele a beijava em seus pensamentos o beijo verdadeiro pudesse fazê-la volta, enganado ele estava, ela não voltou.
A revolta e o ódio tomou conta de seu coração. Tornados, milhares deles atrás do elementar sugando cada guarda presente menos o qual tinha tirado na Branca Chris deixou ele por último. Seus olhos queimavam, seu coração doía, tinha razão Branca a única que correspondeu seu amor e que ele amava com fervor tinha morrido em seus braços. O elementar cheio de ódio no coração largou sua amada morta no chão os olhos que antes azuis agora estavam azul gelo estavam tão densos se alguém olhasse talvez tivesse medo de congelar. O guarda tinha o medo nos olhos ele não sabia o que o elementar do ar poderia realmente fazer ele já vira só uma pequena amostra e não queria testar o resto, ele tentou correr mas fora impedido com um rajada de vento, na tentativa inútil de usar seu poder o que Maxon retirou dele e de todos, Christopher o pegou pelo pescoço e o quebrou sem piedade. O corpo do guarda caiu no chão sem vida Chris arregalou os olhos, ele nunca faria algo assim. Os tornados se desfazerem e os corpos de outros guardas caíram, ele afastou assustado e acabou caindo em um buraco sem fundo.
Por um momento só um momento pensou está sozinha tirando o fato que estava sendo perseguida por grandes homens de preto com grandes armas Myllena quase arrancou uma de um dos guardas porque achou linda e queria uma para ela. Quando ela chegou vulcões entraram em erupção o calor aumentou, uma grande força saiu de si espalhando sobre o Reino do Fogo assim como seus outros amigos elementares. Ela percebeu que depois disso guardas foram atrás dela com certeza para matá-la.
Todos eles estavam tostados era isso que ela achava. Myllena caminhou pelo seu reino tentando se esconder e não ver as atrocidades em cada esquina. Pessoas sendo mortas, torturadas com larvas. Era impossível não vomitar e chorar com a cena. O que aconteceu aqui? Se perguntava. Ela jurou quando visse Maxon iria fazer pedacinhos dele por ter feito isso com seu povo.
Entrou na primeira loja que viu, só tinha um homem magro branco como a neve seus cabelos frisados quase brancos denunciava a velhice do homem ele vestia roupas simples, uma calça preta rasgada uma blusa branca e por cima um grande casaco preto também rasgado. Myllena sempre olhava para as grandes vitrines com medo de mais guardas virem ela
– Em que posso ajudá-la? Perguntou o homem assustando Myllena
– Sim claro. Ela fez uma pausa pensando no que falaria, o homem a olhava de cima a baixo – Perdeu alguma coisa? Disse rude.
– Desculpe senhorita.
– Nada. Balançou a cabeça não seria bom brigar iria atrair atenção o que ela não estava afim no momento – Onde posso encontrar Maxon?
O homem a olhou sem reação, mais uma querendo rebelião, pensou. Mas algo nela era diferente suas roupas, uma calça de couro preta, uma blusa de caveira e ela usava botas de salto. Isso chamou atenção do artesão ela era diferente mas tão familiar, seu olhar determinado parecia pegar fogo sua feição de séria e sarcástica como o do seu antigo amigo Henrique, sua pele morena perfeita sem marca alguma e seus cabelos cacheados castanhos claros que desciam pela suas costas como os de Bella esposa de Henrique. Não era possível, a princesa Myllena não sobreviveu era o que todos falavam até o próprio Maxon anunciou a morte dos Reis e de sua família. O homem a rodeou Myllena estava sem tempo ou paciência para aquilo.
– Pode me falar ou vai ficar me olhando?
A garota rolou os olhos e já estava de saída quando o homem pegou pelo seu braço.
– Você é a princesa Myllena?
Myllena o fitou sem resposta. Ele pode me entregar pensou. Negou com a cabeça mas tinha uma leve intuição que não era para fazer isso.
– Não sei do que estava falando.
– É sim, é você!
O homem tinha a total certeza que era a princesa perdida as esperanças retornaram para o velho homem.
– Moço eu não sou essa tal princesa Myllena.
– Tão parecida com Henrique e Bella.
Um simples olhar entregou Myllena o olhar de saudade e tristeza. O homem entedia a garota, ele também tinha saudade do casal de amigos tão chegados, ele ainda se lembrava que tentou salvar Henrique mas acabou sendo ao contrário ele deu a vida dele por sua causa.
– Sou Adam eu era muito amigo do seus pais.
Myllena controlou as lágrimas suas mãos
– Como sabe Myllena, prazer.
– Não podemos falar aqui.
Adam olhou para as grandes vitrines da sua loja e viu guardas procurando alguém. Ele puxou a princesa para a sala dos fundos retirou o tapete que escondia uma pequena porta, ele abriu e tinha escadas. Os dois desceram o mais fundo que pode e andaram por algumas horas. Finalmente tinha uma outra porta Adam abriu com o sorriso nos lábios revelando uma pequena comunidade.
– Bem-vinda
Os olhos de Myllena brilharam de alegria. Adam pode ver sua felicidade sorriu. Todos olharam para os dois e continuaram suas tarefas.
– Você tem que falar com o líder.
Adam puxou a mão da garota passando entre o campo de trigo. Algumas pessoas comprimentavam Adam por respeito ele era um dos anciões e ajudou para o lugar existir, outras encaravam Myllena como uma invasora ela odiava os olharas sobre ela. Após passar pelo campo de trigo o chão estava rachados entre as rachaduras havia lava. Com um pouco de receio os dois passaram com cuidado Myllena podia ser imune ao seu elemento mas Adam não era.
Na cabeça da Myllena o líder seria um grande homem belo com várias cicatrizes ela estava errada, era uma simples mulher bem pequena de orelhas pontudas seus cabelos lisos e brancos desciam até seus pés sua pele da cor de carvão seus olhos eram de laranja vivos suas vestes um vestido de seda branco
– O que ela é? Disse Myllena confusa.
– Uma elfa com certeza!
– Okay Por que ela é uma elfa?
Adam rolou os olhos.
– No nosso reino temos vários tipos de criaturas mágicas, elfos por exemplo. A pequena mulher intrometeu com raiva.
– Então ta né.
– Pode nos dá licença?
Adam falou com Myllena e ela se retirou ficando atrás da porta.
– Adam você conseguiu libertar mais uma pelo que vejo.
– Sim.
– Quem é garota?
– Era uma das escravas.
– Maxon irá perceber, como pode ser burro?
– Ele não irar acredite Kyla.
– Como?
– Vossa majestade.
Myllena pode ouvir um grande estalo. Ela olhou na fechadura Kyla a pequena elfa tinha dado um tapa na cara de Adam o que aumentou a raiva de Myllena mas ela não podia simplesmente chegar e surtar por mais que queira, ela tinha que ser cuidadosa por onde andasse.
– Não se fala assim com a sua rainha.
Myllena quis chuta a porta e esfregar na cara da elfa quem era a rainha.
– Está dispensado.
Adam saiu seu rosto estava vermelho com marcas de dedos. Myllena cerrou os punhos como alguém idiota estava em seu lugar mandando em seu povo, ela pensou no que eles deviam passar com Kyla, cerrou mais os punhos mas logo voltou a postura anterior de séria.
– Bela rainha.
Corra só corra não olhe para trás se olhar corra o dobro. Harry falava em sua mente várias e várias vezes para correr eles não podiam fazer nada mas portavam perigosas armas. O bobo traiu a sua mente e olhou para trás esquecendo de olhar para frente bateu com tudo na parede segundos ele estava zonzo e acabou apagando.
Harry sentiu água sendo jogada violentamente em seu rosto ele acordou em um pulo assustando todos em sua volta. Ajeitou sua jaqueta de couro e encarou todos os rosto, ele reconhecia alguns amigos, servos do seu antigo lar mas um olhar chamou a sua atenção. Harry o encarava sem acreditar poderia passar mil anos e ele o reconheceria a quilômetros, ele não o reconhecia claro ele tinha mudado era um homem quando tinha saído daqui era apenas uma criança de oito anos. Harry tomou a iniciativa andou na multidão ignorando os olhares e foi de encontro. Os dois amigos de infância inseparáveis se encaram então o homem da mesma idade de Harry, 23 anos humanos, o reconheceu tinha o rosto pálido e os olhos arregalados parecia que via um fantasma.
– Ha-Harry? Disse o homem sem acreditar.
– Você lembra de mim né?
O homem afastava e Harry aproximava.
– Destran?
O homem correu deixando Harry sem entender nada. Não seria a melhor ideia ele ir atrás de Destran ele estava assustado com a presença do melhor amigo depois resolveria isso agora ele tinha outras prioridades e bem maiores como derrotar Maxon e reconstruir seu reino. Ele lembrava de como era, um lindo lugar, uma verdadeira Atlantida o castelo feito por pedras a decoração do mar, quadros dos seus antepassados por todos os lados, luzes feitas de pérolas. Seu quarto era verde escuro com uma grande cama d'Água na parede tinha pôsters dos grandes heróis do seu reino. Ele se lembrava que havia uma vasta floresta, ninfas amavam brincar nos lagos as árvores pareciam guarda chuvas, tinha os mais estranhos animais o seu favorito era o sealion metade fogo metade água, um grande leão azul e pelos azuis flamejantes. À noite era sua parte favorita do dia ele ia a floresta e tudo estava florescente, os lagos, árvores, até a grama.
Todos cochichavam uns com os outros Harry ficou desconfortado por ser o centro das atenções, ele sempre foi desde que nasceu mas ainda sim anos que ninguém o dera atenção ele já estava desacostumado com toda essas atenções e olhares.
– Olá. Disse nervoso chamando atenção do povo – Meu nome é Harry para quem não sabe.
Pra que ele fez isso? Todos tinham o olhar para ele, as crianças não sabiam quem ele era então não se importaram tanto quanto os adultos mas Harry as chamavam a atenção por ser diferente.
– E o herdeiro do reino da água.
Aos que tinham o olhar para ele simplesmente riram e voltaram para o que estavam fazendo. Ninguém acreditou nele, era impossível, o príncipe Harry estava morto assim como sua família.
– É, ninguém acreditou. Falou consigo mesmo.
– Eu acredito. Uma voz melódica feminina falou.
Harry virou encontrou uma menina ou uma mulher devia ter por volta 20 anos grandes olhos azuis escuros e grandes cabelos negros e algumas mexas azuis e pele branca com algumas sardas nas bochechas rosadas. Usava um vestido azul turquesa que iam até o chão, mangas compridas e com espartilho apertando sua cintura e seus seios quase expostos. A mulher tinha os olhos lacrimejando.
– C-como?
Ela o abraçou tão forte quase o esmagando. Harry estava um pouco confuso com o ato da mulher mas a abraçou de volta. A mulher saiu do abraço e deu vários tapas em Harry.
– Você estava morto, como voltou?
– Voltando. Harry uniu às sobrancelhas- Me desculpe você é
Indignada a mulher distribuiu mais tapas em Harry.
– Lyn. L-y-n seu idiota.
Rolou os olhos. Finalmente lembrou da amiga, eram os três Harry, Destran e Lyn o trio inseparável faziam altas pegadinhas no povo, por onde passavam todos os conheciam principalmente Harry.
– Melhor saímos daqui. Disse Lyn enxugando as lágrimas.
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