Elementares: Fugitivos
39 Desafios à vista
Notas iniciais
A princesa do fogo trabalhava dia e noite ajudando o seu povo fazia guarda, plantava, distribuía alimentos nas casas, escondia manejava para a lava se afastar das casas e sem perceber deixar tudo em ordem entre a pequena população que sobrou. Ela e Adam mantinha o grande segredo Myllena queria provar ser capaz de comandar através do seu esforço e não por ter nascido com o título de princesa ou rainha, Adam admirava a perseverança da garota, Mylla não se importava com material ou coisa do tipo ele a chamava de Magna, que em sua língua significa A grande, a garota ria com o apelido e em seguida fazia careta apesar de odiar o apelido ela deixar por causa do Adam seu grande amigo e único. Adam não era de ser muito presente a loja o deixava muito ocupado vigiando o que acontecia lá em cima mas sempre se viam de noite pois ele e Myllena dividam uma casa em uma das pequenas cavernas.
Myllena acordou com o som do tambor e foi direto para os lavadouros, com o sorriso no rosto ajudou a retirar a colheita o que era em abundância, uma vantagem que eles tinham por terem uma terra vulcânica. Algumas crianças cercaram a menina enquanto ela retirava o trigo elas cantavam cantigas antigas Myllena sem mesmo estudar latim sabia o que significava estava em seu sangue. Ela ria e cantava com eles até que um menino tímido cantou.
Podemos senti-la ela esta aqui.
Ela está viva.
Podemos sentir.
A princesa do fogo está aqui.
O garoto parou todos presentes tinha o olhar sobre ele. Myllena arregalou os olhos e fitou o pequeno menino de rosto pontudo cabelos vermelhos vivos e olhos negros como carvão ele acabara de cantar sobre ela e como ele sabia? Os velhos no local também fitava o garoto sem saber o que falar a nova geração não sabia sobre o último rei e rainha só sabiam que a realeza estava morta os mais velhos não queriam da esperança para a nova geração.
– Como?
O menino arrependido de cantar a canção que a mãe fizera e cantava quando estava triste correu e Myllena foi atrás deixando a cesta de trigo cair.
– Menino, menino! Gritou
– O que quer?
Ele parou de correr e começou a chorar.
– Qual é o seu nome?
O menino olhou para a garota confuso.
– Charlie, meu nome é Charlie.
– Myllena prazer.
Ela estendeu a mão e o menino fez o mesmo.
– O que quer de mim? Falou o menino ríspido – Me corrigir por cantar a música?
– Não, nao, eu queria saber quem a fez. Disse sorrindo para Charlie.
– Minha mãe, ela acha que a princesa ainda está viva.
– Eu também acho.
Charlie a fitou sem acreditar mais uma cheia de expectativas igual a mãe.
– Ela está morta.
Charlie correu de novo mas dessa vez Myllena o deixou ir. Ela sabia que todos acreditavam em sua morte e isso a incomodava ela estava bem ali em carne e osso. Myllena cerrou os punhos e deixou algumas lágrimas caírem ninguém mais tinham expectativas de algo melhor de sair desse lugar isso a fazia querer mais e mais derrotar Kyla e Maxon.
Cansada de tanto trabalho por hoje Myllena voltou para casa tomou um banho e deitou na cama encarando o teto. Adam tinha acabado de chegar também cansado e foi direto ver Myllena.
– O que foi Magna?
Adam deitou do lado da garota vendo sua cara de decepção.
– Estou cansada de me esconder. Disse ainda com os olhos no teto bege escuro.
– Acha que está na hora?
– Sim.
– Você sabe o que fazer.
Myllena virou para o velho homem Adam tinha os olhos brilhando, o tempo de tomar seu povo de volta havia chegado.
– Amanhã quando o tambor tocar tudo mudará.
– Descanse então porque amanhã terá um longo dia. Concordou com Adam.
Ele é o verdadeiro príncipe.
Chris estava cansado de repitir a mesma afirmação várias vezes, ninguém acreditava, claro, era certo Maxon ter eliminado as quatro famílias reais. Rya quem estava na liderança não ajudava em nada ele era o pior zombava do garoto o quanto podia e seus filhos também. Os dias passavam rápido no planeta, ele achava, devia ter passado pelo menos um ano preso no subterrâneo com seu povo, a maioria pensava que ele era um louco por falar que era o príncipe, mas por que ele não demostrava seu poder? Depois do que ele fez no dia da morte de Branca ele jurou nunca mais usar seu poder, em sua cabeça o seu poder o deixava maligno.
Chris ajudava o máximo que podia na segurança mesmo o seu povo o achando louco ele estava disposto a protegê-los e também queria preencher sua cabeça e não pensar na Branca era doloroso lembrar do dia da sua morte e sua falha em não deixá-la morrer.
Por favor não me deixe morrer
Ele ainda podia ouvir sua voz ecoar pela sua mente e o som do tiro logo após sua última fala. Chris tinha saudades dela do seu sorriso, de como ela olhava para ele tão simples e cheio de carinho, do seus beijos e do tempo que passavam juntos. Tudo isso acabou por causa da sua insegurança e um tiro, ele levava culpa pela a morte dela foi por causa dele que ela escorregou e caiu e levou um tiro.
Chris precisava sair daquele lugar. Levantou da sua cama improvisada numa parte da caverna subterrânea, olhou para os lados e havia ninguém deviam estar dormindo. Caminhou até a saída três homens grandes guardavam uma das saídas.
– Olha quem apareceu o príncipe.
Eles riram. Chris já não tinha paciência saiu esbarrando nos guardas eles não impediram dele sair eles não se importavam.
Após um longo tempo lá em baixo ele conseguiu sair escondido e sozinho. O céu estava azul escuro as estrelas tinham um forte brilho, as nuvens cercavam a grande lua branca e cheia.
Eu te amo Branca. Pensou quando se lembrou dela ao olhar para a lua cheia. Espero onde você estiver esteja bem.
Uma estrela brilhou.
Chris ficou ali por um tempo pensando sobre todo o tempo que esteve lá em baixo. Rya foi o seu primeiro pensamento. Chris o odiava ele era um líder medíocre um elfo metido a besta que se acha só por estava na liderança. O garoto cerrou o pulso só de lembra de Rya, ele não podia ficar mais no poder isso era certo.
A mesma estrela brilhou.
– Branca você acha que eu
A estrela brilhou novamente.
Foi o suficiente para confirmar que Rya a partir de hoje nunca mais ficaria no lugar de Chris.
Príncipe Harry estava no comando ele fora esperto desafiou a elfa Lia para uma lutar e a derrotou com seu poder da água o que confirmou ele ser o legítimo herdeiro do trono. Ele era um bom príncipe para o povo Lyn o ajudava desde que chegou ao esconderijo do povo da Água. Harry era bom de fato até um certo dia.
– Harry. Lyn o chamou.
– Sim?
– O povo está perguntando quando irar derrotar Maxon.
– Você sabe que é complicado, eu não posso fazer isso sozinho, eu teria que ter ajudar dos outros três.
Desde que virou oficialmente o líder ele esquecerá dos amigos e quem tanto amava. Harry não era o mesmo se transformou em outra pessoa e Lyn ajudou a formar esse caráter arrogante e sem coração, ele dava ouvido para a amiga ele confiava nela.
– Argh e quando será isso?
Rolou os olhos Lyn queria que Maxon fosse derrotado logo e Harry finamente tomar o que é dele.
– Logo. Sorriu e aproximou de Lyn a beijando – Mas Rya, Kyla e Gat ainda não no comando não os verdadeiros elementares.
O coração de Harry bateu mais forte ao mencionar os velhos amigos
– Ele são idiotas, tem o poder na mão e por que não fazer o mesmo que você fez; matar esse malditos?
Ouve um silêncio no quarto.
– Eles precisam mesmo esta no lugar deles?
– Sim, só assim o povo pode fazer o que mandamos.
Lyn sorriu sem animação
– Não sei, só sei que terei essa tarde livre sem compromissos.
Seu sorriso era malicioso assim como de Lyn.
Seu corpo queimava de dor por conta da fina faca penetrar em sua barriga pela décima vez. Sua vida era assim, torturas todos os dias. Natasha era acusada de ser espia de Maxon e foi jogada pelo elfo Gat para o calabouço onde é tortura e obrigada a confessar algo que nunca faz ou faria.
– Para por favor para.
Por mais que seu corpo cicatrizava alguns minutos ela já não aguentava as fortes torturas todos os dias.
– Por favor.
Natasha chorava e sentia seus braços amarrados para o alto sendo queimados. Ela não podia usar seu poder para sair dali ela estava muito fraca por conta das torturas.
Quando caiu no buraco no dia que chegou ela tinha desmaiado e acordou dentro do calabouço com um bisturi dançando sobre seu tronco.
– Por que estava nos vigiando?
– Eu não estava vigiando.
– Não minta, sabemos que trabalha para Maxon, Gat viu com os próprios olhos sua sua
Horas discutido Natasha havia perdido metade do seu sangue, mesmo que falasse Não sou espia o torturador não ouviria.
A hora da tortura acabou Natasha continuou amarrada gritando de dor seu corpo inteiro queimava a cicatrizavam era uma das piores partes. Naquele momento ela queria ser uma pessoa normal, fazer faculdade, ter seus amigos e família e se apaixonar.
Todos os dias lembrava de Chris, Mylla, Branca, Zach, Helena e seu bebê até mesmo de Dylan e Nicholas e Harry, ele nunca terminou seu discurso no dia em que tudo aconteceu, os seus grandes amigos que ficaram ao seu lado durante tanto tempo, viveram aventuras, lamentações mas parece que aquilo era apenas ilusões nunca fora real para eles mas Natasha tudo aquilo foi, por mais que chorou e teve suas perdas ela nunca desejaria que aqueles momentos fosse apenas um nada.
Natasha tinha tristeza no coração nenhum deles lembraram dela e nenhum deles a procuraram e a libertaram daquele sofrimento. Ela chorava por ser idiota em pensar que talvez sairia daquele lugar ou inferno como chamava. Ela morreria seu corpo não aguentaria por muito tempo seu destino era nítido.
– Ei garota. Ouviu a voz de um rapaz era baixa quase impossível de ouvir – Estou falando com você.
Ela virou para ver quem era do lado de fora da sua prisão. Como previa era um rapaz alto sua pele bronzeada e olhos azuis tempestade cabelos castanho escuro se não tivesse fraca poderia ver melhor o rapaz. Natasha não conseguia mais falar suas cordas vocais ardiam.
– Meu nome é Seth. Natasha tinha o olhar fatal – Você deve ser a espia que todos falam.
Ela continuou calada.
– Você não parece ser uma.
– Porque eu não sou. Falou quebrando o silêncio Seth não sabia se ria ou tinha pena da garota. – Agora o que quer de mim?
Seth hesitou Natasha tinha os olhos vidrados para o rapaz ele hesitou por causa dos seus violentos olhos castanhos claros capaz de matar alguém em segundos.
– Queria ver com meus próprios olhos.
– Já viu agora saia Mill deve está chegando.
Mill era o homem que a torturava por horas. Por mais que seu coração aos poucos transformava em gelo ela não gostaria que alguém visse o que faziam com ela.
Como disse Mill chegou em pouco minutos.
– O que faz aqui garoto?
– Nada. Disse Seth
– Seu pai não ficaria nada feliz em vê-lo aqui com essa espiã.
– Foda-se meu pai. Seth tinha um pouco de medo em sua voz, Natasha observava a cena atenta – So estou visitando só isso.
Mill riu da fala do rapaz rolou os olhos e saiu levando suas ferramentas consigo. Seth se virou para Natasha com curiosidade ele nunca esteve fora do subterrâneo com o povo da Terra.
– Você vai fazer várias perguntas creio eu.
– Adivinhou.
Seth sorriu para garota que ainda não mostrava emoção alguma.
O tambor tocou acordando Myllena. Em um pulo ela estava preparada, colocou roupas leves e um tênis por cima uma simples armadura para proteger seu tronco também joelheiras e cotoveleiras. Comeu algo leve para não pesar na hora da luta Adam a admirava enquanto terminava de preparar.
– Seus pais ficariam orgulhosos.
– A luta nem começou. Myllena sorria.
– Eu sei que irar ganhar.
Adam deu um beijo na bochecha dela e saiu. Myllena esperava a hora certa a hora que Kyla falar com o povo dando notícias sobre lá em cima. Dez minutos se passaram Myllena estava nervosa saiu de casa para aliviar a tensão, passou pelos campos de trigo levando direto para os rochedos de lava onde gostava de sentar e pensar.
– Será que é o certo? Pensou alto
Sentou em um dos blocos solto encarando as lavas fluírem sem pensar tocou na lava não sentia a dor levantou a mão e claro não tinha rastro que pusera a mão na lava. Ficou encarando a lava por horas pensando no que faria.
O grande anuncio foi anunciado Myllena levantou rápido e nem notou Adam.
– Adam! Se assustou – Achei que estava na loja.
Adam sorriu
– Hoje é um dia especial não poderia perder.
– Então vamos.
Antes de dá mais um passo Adam pegou seu braço e lhe entregou uma sobrepeliz. Myllena estava surpresa já ouvira falar da espada e o que pode fazer mas não sabia que existir muito menos em seu planeta.
– Os seres humanos copiaram muito nossa cultura. Disse Adam antes de Myllena perguntar algo.
Admirada com a beleza da espada os golpes dado por Myllena no ar eram graciosos ela era perfeita. Ela estava preparada derrotaria Kyla e logo Maxon.
Caminhou até onde Kyla estava fazendo os anúncios do dia, Myllena sentia a raiva irradiar seu corpo sentia seu poder fluir sobre ela e seus olhos arderem. Andou lentamente entre o povo e parou de frente a Kyla.
Kyla não entendia o que tudo aquilo significava Myllena apontou a sobrepeliz no rosto da elfa.
– O que significa isso? Perguntou Kyla furiosa para Myllena
– Sua derrota.
A elfa gargalhou os homens atrás dela vieram mas Kyla os impediram.
– Eu estou desafiando você.
Que pandemônio foi, cochichos e mais cochichos, ninguém nunca desafiou a elfa por medo, ela era a melhor guerreira entres eles.
– A novata me desafiando, interessante.
O olhar de Kyla não era de fúria e sim maléfico Myllena estava mais firme e seguiria seu plano.
– Vida ou morte.
Aquilo era patético, pensou Chris, ele estava a caminho do palácio improvisado de Rya determinado a terminar com ele. Em passos pesados sem um plano em mente chegou a porta, voo ate a janela mais próxima era um grande salão e lá estava Ray conversando com dois homens que estavam de costas para a janela.
– Cadê Kyla?
– Ela sempre está atrasada.
O homem de roupas azuis virou rolando os olhos Chris o reconheceu de imediato, era Harry, o que ele estava fazendo ali? Perguntou mentalmente. Harry não o viu o que foi bom ele estava diferente não tinha mais os cachos nos cabelos que agora estavam lisos a franja caia um pouco nos olhos azuis duros tinha a barba a fazer parecia praticamente um homem, diferente de quando o conheceu.
Um servo apareceu falando no ouvido de Ray.
– Argh
– O que há?
– Kyla não vira, parece que foi desafiada por uma menina a lutar vida ou morte. Rolou os olhos de desgosto os olhos duros de Harry brilharam com a notícia e seus lábios formaram um pequeno sorriso.
Myllena, talvez ela seria a suposta menina, talvez. Chris esperava ser ela e se fosse tomara que ganhe. Pela primeira em anos lembrou de todos os amigos e seu coração pesou como ele pode esquecer? Estava tão envolvido com seu povo que esqueceu dos próprios amigos até da sua melhor amiga Natasha. Chris se sentia um lixo, desceu e encontrou o chão. Como pude? Ele se perguntava. Como pode esquecer daqueles que ajudaram ele?
Chris voltou ao seu pequeno quarto improvisado ele se sentia culpado, um idiota, filho da mae.
Levantou começou a bater a cabeça na parede as vagas memórias veio assim como a decepção. Natasha a maioria do tempo esteve com ele ou ele por ela hoje nenhum está lá pelo outro. Eles nunca se falaram de novo ela também nem deve se lembrar ou deve.
Mesmo estando debaixo da terra pode ouvir raios estalando no céu ele teve uma brilhante ideia. Correu até o palácio novamente e esperou Gat o líder do povo da Terra sair em sua carruagem, sem ninguém ver entrou escondido no bagageiro da carruagem e seguiu viagem a direção ao povo escondido do reino da Terra.
Por dias Seth visitava Natasha em sua prisão e nesses dias Natasha pode recuperar aos poucos Mill não vinha muito só quando Seth não estava. Seth era um menino alegre com a vida mas sua vida era um mistério ele nunca contava nada sobre ele para Natasha.
– Fascinante! Exclamou Seth ao ouvir Natasha contar sobre parque de diversão ele tinha um grande sorriso no rosto.
– Sim, eu amava a montanha russa.
O assunto morreu Seth sonhava com os brinquedos do parque de diversão e pensava o quão divertido devia ser. Natasha tinha os pés e os braços amarrados por correntes aquilo machucava a cada movimento que fazia, Seth reparou o incômodo das correntes ele ainda não confiava na garota e tinha medo dela fugi e nunca mais voltar e contar mais sobre o planeta Terra.
– Por que veio?
A pergunta fez Natasha ficar supresa e triste.
– Eu pertenço a esse planeta. Disse baixo
Uma flor nasceu do lado de Seth uma violeta Natasha arregalou os olhos e implorava para Seth não ver era tarde demais.
– Engraçado.
Natasha não disse nada virou o rosto para Seth não vê-la chorar.
Gritos quebraram o silêncio entre eles. A porta que dividia a prisão da Natasha para as de mais foi escancarada Natasha virou o rosto devagar. Seth estava estendido alguém tinha mão em seu pescoço Natasha estava desesperada ele era seu único amigo depois de tempos.
– DEIXA ELE EM PAZ! Natasha gritou ela não sabia onde tirou a força para gritar.
A pessoa largou Seth e virou para Natasha. Aqueles olhos azuis gélidos conhecia bem, lágrimas desceram em seu rosto.
– Ch-Chris?
Chris arrebentou a porta e retirou as correntes da Natasha, o sangue de seu pé e dos pulsos voltaram a circular direito. A pressão da garota baixou a fazendo desmaia nos braços do melhor amigo.
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