Elementais do Fogo
2 Os Forasteiros
Notas iniciais
Em meio a solidão e tormenta o mundo se cai e eu vou junto, sem escapatória.
Hector acordou suado. Passou a noite sonhando com frases sem nexo e com cenas impossíveis as quais ele nem mais se lembrava.
Após tanto tempo analisando o que aconteceu, ou pelo menos tentando pensar e lembrar do que ouve no sonho, ele resolveu se levantar e resolver a vida.
Ainda cambaleando de sono ele se dirigiu para o banheiro, fez a higiene matinal e seguiu para a cozinha, logo preparando um desjejum e se encaminhando para seu laptop para estudar as provas que arrecadou ontem, e também conseguir novas com bases nestas.
Com uma caneca de café em uma mão e os papéis de anotações na outra ele analisou todas as hipóteses e criou várias estratégias, como se fosse o criminoso, assim tentando achar uma rota.
Após ler e reler a ficha vastas vezes seu café já havia esfriado e não tinha mais nada no momento para se pensar.
Resolveu abrir o laptop para pesquisar alguns mapas.
Todos devem imaginar que em um mundo de magia não se tem tecnologia, mas é ai que se enganam. No mundo elementar existe de tudo tecnológico é normal.
Existiam seis Nações:
A Nação do Fogo — Comandada pela cidade-estado de Bloukr.
A Nações da Água: Tendo como cidade sede Glimy.
A Nação da Terra: Tendo a cidade de Raxto como sede.
A Nação do Ar: Tendo sede a cidade de Dexter.
A Nação do Gelo: Sediada pela cidade de Noxos.
E a Nações do Metal: Localizada primordialmente na cidade de Jinber.
Hector apesar de ser de Bloukr resolveu se mudar para Dexter, assim fugindo de muitas coisas, como o uso absurdo de seus poderes.
Em meio a pensamentos Hector abre o guia no navegador e se conecta direto a página de notícias regional, e ele se surpreende ao dar de cara com a primeira manchete.
"Mendigo é encontrado morto em uma esquina no subúrbio de Dexter, zona Sul. Moradores contam que o ouviram gritar durante a madrugada, mas ninguém ousou interferir.
Pelas poucas provas que temos e as micro evidências tudo indica que esse foi mais um dos crimes do 'Forasteiro'
A cidade está em alerta, todos temem tal bandido e a Polícia não conseguiu provas mais concreta nem sabem o paradeiro do mesmo..."
Hector interrompeu a leitura e olhou a foto que jazia ao lado do manchete. Como ele suspeitava era o mesmo homem do qual ele tinha coletado informações ontem.
Isso para ele só poderia significar um coisa: Queima de Arquivo.
Hector pensou por um segundo e chegou a uma perigosa conclusão: Estavam atrás dele.
"Se não haviam pego ele no dia como foram pega-lo agora? Só podiam ter visto ele sendo interrogado por mim ou ele espalhou o que ocorreu. De qualquer modo ele viria atrás de mim, com certeza." Era o que ele pensava.
Preocupado ele olha pela janela a tempo de ver no prédio vizinho uma sombra, que logo sumiu.
Ele já estava sendo vigiado, haviam lhe encontrado.
HECTOR
Ao fazer essa perigosa constatação eu mais do que de presa juntei meu material e joguei em uma mochila, coloco um muda de roupas junto e pouca comida, pego o o único Mors* que tenho é distribuo pela mochila e por meu corpo.
Fecho as cortinas e vou rumo a porta, colo meu ouvido e ouço passos delicados no corredor.
Volto a janela e abro a cortina e a tranca, escancarando a mesma e me escondendo no alçapão que fica embaixo da cama.
Assim que passo na passagem ouço a porta sendo aberta, e logo em seguida passos são dados pelo quarto.
Não mexo um músculo, e me surpreendo ao ouvir várias vozes e depois vários passos.
Passou um tempo em total silêncio, e depois ouço alguém com uma voz masculina ordenar que sigam pela janela, logo os outros saíram batendo a porta.
Fico em silêncio por mais um bom tempo, talvez horas esperando um momento seguro para me mexer.
Vejo que não aparenta ter mais ninguém pelo local e contínuo a descer as escadas rumo a saída.
Caminho por um bom tempo escadas abaixo até avistar uma luz no final das descidas.
Apreço o passo e logo abro a grade, saindo em seguida pela mesma. Observo o corredor escuro e vejo que não tem ninguém por perto.
Coloco minha capa-capuz e vou para o meio da Rua. Me misturo as pessoas e disfarçadamente pego um ônibus rumo a parte Norte da cidade, lá nunca iriam me encontrar.
Mas ao contrário do que eu pensava não é um forasteiro, são vários, não havia uma pessoa em meu apartamento, mas sim um grupo.
Percebo que é necessário eu avisar ao senhor Fleuton de minha mais nova descoberta, e do perigo que corremos por estar investigando tais criminosos.
Aposto que ele não vai ficar nada contente com isso.
Mors* — Dinheiro
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