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2 Sou introduzida em uma academia de doentes
Notas iniciais
Fomos abraçados até o quintal e nos deitamos no chão. Enquanto não começava eu acabei indo ate a cozinha para pegar uma bebida, mas chegando lá eu encontrei meu irmão. Eram 2:14 da manha
– Soube que vocês foram pro quarto...
– Vocês também ué.
– Rolou algum coisa?
– Nada que o senhor seja digno de saber, caro plebeu
– Nossa tudo bem
– hahahaha não aconteceu nada. Relaxa
– Aff vou continuar sem motivos para bater nele então?
– Muito engraçado. Não entendo essa amizade masculina.
– Nada serio. Só zueira.
Continuamos conversando sobre essas besteiras quando avisaram que o eclipse estava prestes a acontecer e fui para o lado de Chris. Quando o eclipse ficou total, de repente, comecei a ver tudo rodar. Meu namorado perguntou se tava tudo bem e eu assenti. Depois disso, não lembro de muita coisa, só lembro que eu desmaiei.
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Acordei em uma espécie de hospital, muito mais avançado e diferente dos que eu conhecia. Tinha alguém segurando minha mão e dormindo, mas não consegui identificar a pessoa. Logo pensei nos meus pais. Será que eles descobriram que eu fugi? Que eu bebi? Será que eu tinha dado PT (perda total)? Poderia morrer lá mesmo, pelo menos não levaria bronca. E foi ai que eu percebi que não era um hospital. Não havia aparelhos e nem médicos e havia outras 2 camas ali.
Quando consegui focalizar a pessoa, vi que era meu irmão. Mas por que ele estaria ali comigo, sem meus pais? E então ele me viu.
– Samantha! Graças à Deus você esta bem! Fiquei tão preocupado!
– Hãn... onde eu estou?
– Também queria saber. Logo depois de quando você desmaiou, o mundo começou a rodar, e de repente tudo ficou preto e aparecemos aqui. A Ana também esta aqui. Mas agora levaram os mais novos para dar um rolê pela academia. Falaram que...
– Que academia?
– Ah, é. Nós estamos em uma espécie de academia para pessoas especiais
– Pessoas especiais? Tipo... doentes?
– Não sei, não explicaram direito. Só falaram isso. Você ta melhor?
– Eu vou ficar bem.
Levantei da cama. Minha cabeça doía e percebi que meu braço estava enfaixado. O do meu irmão também estava, e no mesmo lugar, no pulso. Resolvi nem perguntar.
– Onde é o banheiro?
E ele apontou para uma das portas brancas gigantes que tinham no nosso quarto. Me dirigi até lá, ainda me sentindo tonta e bêbada. Quando abro a porta, vejo o que mesmo o banheiro mais rico da pessoa mais rica não teria. O banheiro é gigante. Com essas letras. G-I-G-A-N-T-E. Tinha uma banheira enorme que dava ate para nadar, um box com milhares de botões e um espelho lindo. Nunca fui uma pessoa pobre, mas também nunca cheguei nem perto de um banheiro desses. Tomei um banho e quando sai, minhas roupas não estavam mais onde eu havia deixado.
– Leo! O que você fez com as minhas roupas?
– O que? Eu não peguei suas roupas! ele disse com voz de sono
Lá não usava-se toalhas. Era usado um secador gigante que te deixava seco em alguns segundos. E então, na saída do box, tinha uma calça legging branca, uma blusinha regata preta e uma jaqueta prata com um símbolo estranho. O símbolo eram três triângulos interligados de cabeça para baixo, nunca tinha o visto antes. No chão, em baixo da roupa, tinha um all star chuck taylors preto novinho e um par de meias soquete. Me vesti e a roupa serviu direitinho. Depois penteei meu cabelo e o prendi em um coque. O meu cabelo é preto, bem longo e liso, mas quando ele ficava em coque ele ficava lindo.
Saí do banheiro e meu irmão estava dormindo. Decidi não acorda-lo e deitei na cama. Acabei dormindo e depois de um tempo, um cara me acordou. Quando eu acordei, percebi que: (1) meu irmão já estava acordado, (2) eu não conhecia o cara e (3) ele estava sorrindo.
– Prazer, Isaac. disse, estendendo a mão.
Estendi a minha e disse:
– Oi, Sam
– Só Sam?
– Sim. Só Sam.
– Okay, Sam. Alguém já te explicou o que é a academia Kragtige?
– Academia o que? Não!
– Bom, Academia Krag (como chamamos) é uma academia para pessoas digamos, especiais. Todos nós aqui temos poderes e somos divididos por modalidade: tem os bruxos, que fazem magia, os elementes, que mexem com os quatro elementos, os dieres, que se transformam em animais, os natuurlike, que mexem com a natureza e os briens, como eu, que disfrutamos da inteligência. Além disso, a academia dá chances à pessoas normais, os gekies, que vem para cá para serem treinados em todas as modalidades e, no final , escolherem a qual querem pertencer. Mas não pense que eles são fracos, eles são, de certa forma, os mais fortes, já que eles tem que decidir uma modalidade e se esforçar para conseguir doma-la. No fundo, qualquer humano normal poderia ser um de nós, porem é difícil conseguirmos achar a nossa forca interior. Nós já nascemos com isso, está no nosso sangue. Você não é selecionada, portanto não pode escolher, a modalidade que te escolhera. Logo nas primeiras aulas você descobre. Bom, eu estou aqui já ao equivalente há 5 anos normais e serei o conselheiro dos seus irmãos e de você.
– Calma, o que eu, han... nós somos?
– Nós somos krags. Por isso academia kragitge. Vem do africano, pois o mentor chefe que descobriu os poderes era africano. Aqui é tipo uma escola, mas também ensina magia. Nas aulas de história é capaz que você entenda mais.
Um silencio constrangedor invadiu o quarto, enquanto eu tentava pensar. Não é minha culpa, sempre fui um pouco lerda. Ele logo quebrou o silencio:
–Vamos conhecer a academia?
– Claro. Cadê o Leo?
– Ele foi antes. Seremos só nós dois hoje...
Saímos do quarto e fomos andando pelo enorme corredor. Apesar de, os quartos serem enormes, o espaço que ocupam do lado de fora é menor do que o de um armário. Magia. Estava em tudo ali. O Isaac me explicou que a maior parte da magia ali presente era dos próprios alunos; quanto mais alunos, maior a quantidade de energia e maior a qualidade da Academia.
Tudo em Krag era branco. Quando não era branco, era preto ou cinza. Tudo era tão bonito... Passamos por umas salas mas estavam todas vazias
– Estão selecionando ainda os alunos e só poucos já chegaram. Vem gente aqui de toda parte do mundo.
– Se vem gente até do Japão, como conseguimos nos comunicar?
– Nós temos uma segunda língua. Na verdade uma primeira. Quando nascemos, poderíamos nos comunicar uns com os outros, mesmo sem se falar. É tipo semideuses e o grego. Nós temos o krag. Neste exato momento estamos nos comunicando por Krag.
– Não! Tenho certeza que estou falando português.
– E eu tenho certeza que não. Sou do Canada.
– Aonde exatamente, no mapa, estamos?
– Em nenhum lugar e em todos, ao mesmo tempo.
– Ah, deixe-me adivinhar: magia
– Está aprendendo rápido.
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