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3 Assisto parte da minha história na TV
Notas iniciais
Estávamos passeando pelos diversos corredores de Krag enquanto o Isaac ia me explicando como tudo funcionava. Era muito complexo. Depois ele me acompanhou para uma sala com um sofá e uma tv. Era uma sala pequena e escura. Ele me esperou entrar e entrou logo em seguida, fechando a porta, e então colocou um filme para passar resumindo a historia da academia. Foi criada por apenas uma pessoa, meio normal, porém com uma inteligência espantadora. Logo depois ela encontrou uma mulher que também tinha poderes e eles se apaixonaram, e assim criaram gerações de Krags. Alguma coisa assim. E então, com a força e a inteligência, criaram a academia. A cada eclipse eles selecionam os alunos e os que já têm idade suficiente podem entrar. Depois de passar a história da academia, começou a contar, brevemente, uma história de uma família. Nem estava mais prestando atenção quando ouvi o nome da minha bisavó, olhei para tela e percebi que era ela mesma que estava sendo projetada; ela conheceu meu bisavô na academia, e tiveram meus avos, que tiveram meus pais, que tiveram eu e meus irmãos. E ninguém nunca me falou nada sobre isso. Como assim? Quando acabou, ele desligou a TV e ficamos só nós dois, conversando ali, no escuro.
– O que você está achando de tudo isso? – ele me perguntou
– Eu?
– Não hahaha a parede
– hahaha ah, sei lá. É tudo tão estranho...
– Depois de um tempo você se acostuma.
E o silencio. Só conseguia ouvir a respiração dele. Depois de um longo tempo, ele me pergunta:
– Bom, já deve estar quase na hora do almoço. – disse acendendo a luz – Me daria as honras de acompanha-la?
– Claro!
E fomos em direção ao refeitório.
.
O refeitório estava praticamente vazio e, como todo o resto da academia, era gigante. Devia ter mais de 100 mesas de 8 pessoas cada uma. O monitor avisou para nos sentarmos só em 12 mesas. O Isaac, que conhecia todo mundo sentou em uma mesa em que estavam sentados conversando dois meninos e uma menina. Um dos meninos era baixinho, com topete e olhos verdes escuros. O outro era mais alto, com o cabelo liso e olhos também verdes. Eles se apresentaram respectivamente como Nicolas e Patrick.
Nos sentamos com eles.
– E ai? – Isaac disse para eles
– Fala Cara! — Nicolas
– Oi! – Patrick
– Essa é a nova Krag, o nome dela é...
– Sam! – já me apressei em dizer
– Prazer Sam, eu sou o Patrick e ele é o Nicolas, mas todos nos chamam de Patty e Nick.
– Oi...
–O que você é? Quero dizer, de que modalidade? – Nick disse
– Eu não sei...
– Certo. Bom, de qualquer modo, seja bem vinda.
– Obrigada
O resto do almoço foi calmo e silencioso. Tinham mais algumas poucas mesas ocupadas. No máximo umas 60 pessoas. Depois do almoço fomos para a nossa primeira aula. Nick, que já estava lá há cerca de um ano, foi para o segundo ano e eu e o Patty, fomos para o primeiro. O Isaac, como conselheiro mais antigo, estava lecionando. Ele dava aula de iniciação aos poderes. Ele começou a aula explicando o que era cada uma das modalidades e como elas funcionavam exatamente. Caso a gente se identificasse com alguma delas, poderíamos falar com ele na saída.
Quando a aula acabou, esperei que vários alunos acabassem de falar com ele, portanto no final, ficamos só eu e ele.
– Hey, já sabe qual você é?
– Não... não tenho a menor ideia
– Tudo bem, as vezes essas coisas levam um tempo. O que você acha de bruxa?
– Bruxos são legais, já sonhei em ser bruxa, mas não sou boa com feitiços
– Você é má o suficiente para ser uma bruxa...
– Nossa! Muito obrigada
– Tudo bem... hahahah Brein sem chances?
– Zero! Não sei como passei de ano até agora!
–Diere?
– Talvez... amo os animais...
– E tem a cara deles
– Você está muito da zoeira hoje hein?
– hahaha desculpa. Natuurlike?
– Nem entendi direito o que é...
– Então só sobrou um, Elemente, mas eles são muito fortes e já tem um esse ano. Normalmente só temos um a cada três ou quatro anos então... Não poderia ser
– Que confuso
– O que você acha de fazer testes para ver em qual você mais se encaixa?
– Tudo bem. Quando começamos?
– Hoje daqui a uma hora?
– Pode ser...
– Se arrume! Vou bater na sua porta as 17 em ponto.
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16:59 ele bateu. Abri a porta e ele estava sorrindo:
– Vamos?
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