Notas iniciais
Hey amores, tudo bem? Espero que sim. Que as tretas comecem. Boa leitura!

POV- Annabeth

Pousei um pouco acima da janela pela qual entraria, olhei meu exercito a distância, que se não soubesse que eles estavam ali, não teria percebido. Vi o homem, que cuidava do alarme, circular para um lado e para outro, esperei alguns segundos, para que ele estivesse perfeitamente parado em frente a janela, de costas. Pulei em cima dele, cortando sua garganta de imediato.

Olhei o sino, entrando embaixo dele e colocando uma das engenhocas de Leo, que impossibilitaria que alguém realmente avisasse nossa chegada.

Olhei minha coruja, que estava parada na janela, com a cabeça levemente inclinada de lado, me olhando, sorri para o animal acariciando sua cabeça e assentindo para ela. A ave tomou os céus, voando com agilidade e rapidez até Percy.

Consegui ver a distância, eles começarem a tomar conta do terreno, deixei que os soldados de sombras começassem a aparecer, matando os soldados que impediam a entrada no castelo. Suspirei, caminhando até a porta de madeira que dava acesso a uma escadaria que levaria a um dos corredores principais.

Abri a porta, olhando ao redor, tomando acesso, com cuidado, estando completamente destampada, caminhando em passos rápidos, torcendo para que o lado de dentro continuasse igual a como era quando morava naquele castelo, não poderia perder tempo procurando pela sala do trono, que sabia que o rei estaria, afinal ele sempre foi egocêntrico a esse ponto, se gabava da coroa que ele tinha matado para ter, se gabava do trono que havia conquistado.

Uma flecha veio em minha direção, segurei-a, segundo antes de acertar minha cabeça, fazendo-me olhar para o outro lado, aonde tinha um arqueiro pegando mais uma flecha em sua aljava. Virei a que eu segurava, tacando em sua direção, acertando seu pescoço, cortando sua veia carótida jorrando sangue pelos corredores.

Sorri, andando até ele, pegando seu armamento e colocando-os em mim. Abri uma porta, torcendo que continuasse a ser um quarto de hospedes, quanto menos alarde causado, melhor seria e mais rápido também.

Respirei fundo, aquilo era perda de tempo, torcia que Percy estivesse conseguindo se aproximar do castelo com mais rapidez e eficácia do que a minha. Puxei o corpo para o quarto empoeirado pela falta de uso, jogando o corpo ali.

Retornei o meu caminho fechando a porta atrás de mim.

POV- Percy

Assim que a coruja de Annabeth pousou na árvore, como o sinal programado, invadimos o reino, praticidade era essencial, sem falar que precisaríamos dos soldados depois, não poderíamos matar todos, mas mataríamos quem entrasse no nosso caminho sem problemas.

Atravessar a vila não foi um grande problema, mas assim que as casas começaram a ficar mais nobres, a segurança foi parecendo se dispertar, recebemos alguns ataques, mas nada que realmente fosse um problema.

Desviei com facilidade de um golpe surpresa em minha direção, fazendo que o braço do homem passasse direto, segurei seu pulso, virando a espada para ele, cravando-a entre as suas costelas, subindo pelo seu pescoço, parando na altura do seu nariz, deixando o corpo cair inerte sem vida no chão.

Olhei para o comandante do exército, que assentindo, tínhamos sido notados.

— Atenção! – Ele disse, não muito alto, mas o suficiente para que a maioria ouvisse.

Prendi o riso na minha garganta, Annabeth era simplesmente incrível. Haviam corpos para todos os lados, em poças de seus próprios sangue, mostrando claramente que eles nem tinham tido chance de lutar. O que me fez lembrar que ela mesmo tinha dito que era apenas para matar o necessário, mas quando se tratava do anjo negro, qualquer morte era necessária e muito bem-vinda.

POV- Annabeth

Coloquei o arco em posição, me agachando a cima da sala do trono, como havia imaginado meu padrasto estava sentado no trono, olhando o mapa do seu reino, que era insignificante comparado ao que eu havia conquistado com o Nico.

Tinham dois soldados postos na frente da porta, um na entrada que dava os corredores que levaria aos quartos, aonde provavelmente minha mãe estaria, havia um parado na escadaria que levaria aonde eu estava e uma prostituta sentada aos pés dele, vestida apenas de roupas intimas.

Respirei fundo, nunca fui muito fã de arco e flecha, mas sabia usar, mesmo preferindo espadas e adagas. Acertei sem hesitar na cabeça do homem na porta, puxando de imediato outra flecha acertando no mais perto de mim, que estava na frente da escadaria, com o canto do olho vi que tinha sido vista pelo do corredor, que havia puxado sua espada, pronto para tentar a sorte em me acertar, mesmo à distância.

Acertei em seu pulso, o prendendo contra a parede, virando para o da porta que subia a escadaria, acertando sua cabeça, voltando para o homem que tentava arrancar a flecha em seu pulso, acertando em sua cabeça, virando-se para a prostituta, acertando em sua garganta a flecha.

Nesse momento, o meu alvo principal já tinha se levantado, me encarando. Sorri satisfeita, quebrando o arco em minha mão, me levantando e pulando para ficar cara a cara com o homem que me causou tanto tormento, deixando-me ficar frente a frente com ele.

— Quem é você? O que veio fazer aqui? – Questionou, segurando com força o cabo da espada que tinha presa em sua cintura.

Fiz uma cara pensativa, por algum motivo, ver aquele homem patético a minha frente, não trouxe a sensação de medo que eu tanto pensava que teria ao vê-lo, na verdade era ridículo pensar que ele ainda poderia ser alguém que pudesse me ganhar em uma batalha se quisesse, naquele momento eu me sentia mais confiante do que qualquer um.

— Eu tenho que admitir que acho interessante sua forma de governar. – Comentei fazendo pouco caso, olhando a mesa que antes ele analisava, passando a mão por ela, dando minha maior atenção a ela.

— Eu sei quem você é. – Ele disse depois de um tempo, como se um lapso de luz clareasse sua mente.

— Jura? Quem eu sou? – Perguntei o olhando.

Seus olhos tinham tonalidade castanha clara, sua barba mal feita de tom negro deixava claro o desleixo dele com sua aparência, tinha o cabelo curto, em corte militar, seu corpo era menor do que eu me lembrava e também tinha engordado devido ao conforto que agora ele possuía como rei.

— O anjo da morte do Rei do Norte. – Disse esperando que eu confirmasse o dito, e o riso que saiu da minha garganta, foi resposta o suficiente, ninguém ria ao ouvir meu nome mencionado, a claro não ser eu e Nico. – Eu obedeci todas as regr...

— Não estou aqui pelo Di Ângelo. – Disse de forma clara, poupando-me de ouvir aquela voz chata implorando negociações que eu obviamente não iria fazer. – Mas fico feliz em saber que conhece meus feitos. – Me virei por completo para ele, cruzando as mãos a frente do meu corpo, de forma pacifica.

— Todos já ouviram. – Ele disse com desgosto evidente na voz o que me fez alargar mais o sorriso.

— Então deve saber que eu aprendi muitos modos de se matar alguém. – Disse deixando que o lado psicopata que a vida exigiu de mim, tomasse conta de meu olhar.

— O que você ganha com minha morte? Nada! O seu reino já é grand...- O cortei novamente.

— Reino do Di Ângelo, não meu. – Disse sorrindo. – Mas vou responder o que eu ganho com sua morte. – Comentei, começando o rondar, como um gavião rondando sua presa. – Um exército maior. – Disse levantando um dedo, indicando que aquele era o primeiro ponto. – Uma diversão clara com sua tortura. – Disse levantando mais um dedo. – Território. — Levantei mais um dedo, vendo-o estático com medo claro. – Ah, claro e vingança. – Parei na sua frente, sorrindo ao olhar nos seus olhos.

— Vingança? – Questionou e eu assenti. – O que eu te fiz?

— Realmente não se lembra? Ou não me reconhece? – Perguntei me inclinando levemente para frente. – A não ser que você tenha abusado de muitas crianças, pode deixar sua mente um pouco confusa para descobrir qual eu sou.

Seus olhos se arregalara, sua boca se abriu e fechou, surpreso, arrancando um riso alto da minha garganta.

— Annabeth... – Ele disse pasmo, fazendo com que eu batesse palmas para o homem.

— Parabéns, pensei que teria que escrever meu nome com minha espada em seu corpo para me reconhecer. – Comentei, respirando fundo, ouvindo passos a distância. – Infelizmente nossa conversa se encerra por aqui.

Soquei seu rosto, fazendo-o cambalear para trás, pegando sua espada de sua cintura, no qual ele soltou com o impacto, cravando-a em sua perna, atravessando-a, conseguindo me fazer ouvir perfeitamente o osso se partindo em dois, junto com o grito que escapou dos seus lábios.

Ri, me virando em um movimento rápido, pegando a flecha que tentou me acerta, me virando para o rei, ajoelhado a minha frente, cravando a recém adquirida arma, em seu pênis, subindo o cortando até seu umbigo, sem me dá ao trabalho de olhar, desviei de outra flecha, que acertou o homem no ombro, me fazendo sorri, ao deixar que minha espada aparecesse em minha mão, cravando-a em sua barriga, e enquanto o olhava nos olhos, terminava o que a flecha não poderia fazer.

Virei-me para o que insistia em tentar atirar em mim com uma flecha a tempo de ver Percy arrancar a coluna dele de seu corpo, fazendo-o cair para frente em seu próprio sangue.

Ele sorriu para mim, levando a mão ao cabelo tranquilamente.

— Fico feliz que tenha se encontrado sozinho. – Comentei alto para ele ouvir.

Mas não foi a resposta dele que veio primeiro ao meus ouvidos.

— Annabeth... – Uma voz fraca, repleta de alegria e surpresa, veio do corredor do quarto.

Olhei em tal direção, sorrindo ao ver que minha mãe tinha a mesma aparência de quando eu a deixei, ela caminhou passando por cima do corpo que estava jogado na passagem, vi alguns soldados correndo para atacar, mas ela se limitou a levantar a mão, indicando que eles parassem e vissem o corpo de seu rei morto no chão.

Minha mãe parou em minha frente, passando a mão de leve pelo meu rosto, seus olhos estavam com lágrimas e com o meu sorriso, que inevitavelmente se alargou ao vê-la tão perto de novo, Atena me puxou para um abraço forte, ignorando suas vestes elegantes brancas entrando em contato com o sangue da minha roupa.

— Eu sabia que você estava viva. – Atena disse fraco, se separando do abraço, olhando o marido morto, levantando de leve a sobrancelha ao ver o estrago que eu tinha feito nele. – E sempre soube que seu lugar era no campo de batalha.

Ri fraco com a piada, ela odiava aquele homem tanto quanto eu, talvez até mais. Aquele cara acabou com a vida dela, com a minha, arrancou a de seu marido, arruinou tudo. Ela sorriu para mim, novamente e se afastou um pouco.

— Saldem sua nova rainha, Annabeth Chase. – Atena disse alto, não hesitando em passar a coroa.

Os soldados se ajoelharam, e lá em cima pude ver meu noivo fazer uma pequena reverência, sorrindo de canto, sabendo que eu estaria olhando.

— Como direito seu, é capaz de fazer qualquer lei se torne realidade e ela será feita. – Minha mãe continuou, enquanto todos, menos Percy e a que falava, ainda permaneciam de joelhos. – Qual sua ordem ou lei, filha? – Questionou e eu sorri.

— Nunca mais uma mulher vai precisar de outro homem para governar. – Disse convicta, e ela assentiu sorrindo satisfeita.

— Que assim seja. – Ela falou fazendo uma pequena reverência, nada muito chamativo.

Percy desceu a escadaria, parando ao meu lado, fazendo uma reverência a minha mãe, porém sem ajoelhar-se, beijando minha bochecha, creio que por respeito a Atena.

— Temos que avisa-lo que deu tudo certo. – Jackson disse e eu assenti, assobiando alto.

Minha coruja entrou por uma das minhas janelas, parando em meu braço, inclinando a cabeça indicando que estava a esperar a próxima ordem.

— Avise a Nico que deu tudo certo, em breve teremos um exército pronto. – Disse acariciando a cabeça da ave, que logo voltou aos céus, me fazendo suspirar fundo e encarar minha mãe que obviamente queria explicações.

POV- Nico

Thalia caiu no chão, ofegante, prendendo a mão contra a barriga, que sangrava sem do, ela podia aprender o mais rápido que fosse, nunca era o suficiente, ela não tinha treinado a vida toda como nossos inimigos e mesmo sabendo, ou melhor, pensando que Zeus não feriria a própria filha, sabia que ela precisaria se defender dele e de seus soldados, pois não podia nem devia depender de mim para isso.

O chirriar de uma coruja, arrancou minha atenção da morena, vendo logo a coruja branca tão conhecida por mim, pousar delicadamente sobre a carruagem. Caminhei até ela, esticando o braço para a ave pousar ali, o que ela fez sem hesitar ao entender o pedido.

Ela estava calma, virando a cabeça de lado, aquele animal era tão inteligente que eu ficava abismado, mesmo sabendo que Anne tinha gastado seu tempo treinando o bicho para seu próprio entretenimento o que se tornou bem útil.

— Ela conseguiu? – Questionei, vendo pelo canto do olho Thalia se aproximar, logo depois a ave assentiu. – O exército estará pronto em breve? – Perguntei recebendo novamente um aceno da coruja, como resposta. – Ela está bem? – Novamente uma resposta positiva e como o dizer de que tinha acabado, ela retornou a virar a cabeça de lado, esperando uma ordem. – Volte para sua dona, estarei esperando a confirmação dela.

A coruja tomou os céus, me deixando sozinho com Thalia novamente.

Notas finais
- O que acharam? — O que querem que aconteça? — O que acham que vai acontecer? Beijos e até!