Notas iniciais
Hey cerejinhas, tudo bem? Espero que sim.
Sejam bem-vindos a segunda temporada de Ice Heart, denominada Electric Heart.
Falo com vocês nas notas finais.
Boa leitura!

POV- Thalia

A espada veio em minha direção, me fazendo desviar com dificuldade, cambaleando para trás. Pisquei algumas vezes, antes de sentir o fogo roçar minha pele de forma brutal, segurei a espada, vendo a água, apagar as labaredas insistentes fazendo um barulho tão conhecido por nós dois. O sangue da minha mão pingou no chão, quando Nico puxou a espada, e usou as próprias mãos paras me prender contra seu corpo, a lamina ainda quente em meu pescoço.

— Está ficando espertinha, Grace. – Comentou em meu ouvido, fazendo eu ter cuidado ao responder pela proximidade do objeto cortante da minha garganta.

— Essa não é a intensão do treinamento? – Questionei, batendo com meu cotovelo em seu quadril, que afrouxou a espada o suficiente, para que eu pudesse segura-la, girando em minha mão, a furtando.

Apontei a arma em sua direção, e ele riu, segurando-a e me puxando para si, prendendo minha cintura com a mão livre, envolvendo meus lábios em um beijo, ele desceu a mão até meu pulso a apertando com força para que eu soltasse o objeto, que quicou na grama, antes de ser completamente ignorado por nós dois.

Meu corpo foi ao chão, em um movimento rápido, fazendo com que eu sentisse uma leve dor nas costas com a brutalidade do movimento. Chutei seu joelho, fazendo o moreno de olhos negros cair em cima de mim, nossos lábios se envolvendo em algo que descobrimos ser muito viciante tarde demais para tentar parar.

Nico me treinava todos os dias. Desde que ele me contara.

— Temos que conversar. – Nico disse alisando minhas costas nuas, fazendo com que eu abrisse meus olhos e o encarasse.

— Diga. – Falei simplesmente.

— Me perguntou hoje cedo como eu sabia seu sobrenome. – Ele esclareceu o assunto, me fazendo sentar para encara-lo de frente, ele também assumindo uma postura mais reta.

— Sim? – Disse calma, vendo que ele estava incerto sobre me contar.

— Lembra-se da festa que teve no reino? Que você tocou? – Questionou o Di Ângelo, me fazendo assentir incerta com o que aquilo tinha a ver. – Eu acabei por conhecer Zeus pessoalmente, e foi inevitável não reconhecer a semelhança, sei que já deve imaginar aonde eu quero chegar com isso?

— Ele... – Deixei a frase morrer em minha garganta.

— Zeus, o rei do Sul é seu pai Thalia, e o Jason, o loiro que te conheceu, é seu irmão mais novo. – Ele disse contragosto, claramente não estava muito afim de me informar sobre isso.

— Desde quando sabe disso? – Perguntei olhando minhas mãos.

— Na festa a semelhança de aparência entre vocês me chamou a atenção, então comecei a cuidar de tudo, você me dava ideias, as coisas pareciam se juntar e sua história se misturava com a possível realidade, então um dia minha curiosidade me ganhou e eu peguei o livro da vida do meu pai, logo descobrindo que ele mandou Ares te matar, quando você foi descoberta como uma ameaça a ele, mas quando o Ares chegou para fazer o serviço, ele simplesmente não conseguiu matar um bebê indefeso, tirando você de lá e arrumando tudo para que nem Zeus nem Hades descobrissem que você estava viva, mesmo que para Zeus isso pudesse ser uma possibilidade, pela ausência de um corpo.

Nico ficou me observando, esperando que eu tivesse alguma reação, mas eu não tinha.

— Porque decidiu me contar? – Questionei depois de tempo suficiente, calada, apenas o observando.

— Você merece saber, ainda é sua família. – Disse ele, calmo, me olhando.

— Não, não são. – Disse firme. – São assassinos, psicóticos, destruidores, posso ter o mesmo sangue que eles, mas nunca precisei daquelas pessoas para viver e nunca tive curiosidade de conhece-los, pouco me importa quem são. – Decidi, era a verdade, nunca me importei com eles, nunca fui curiosa sobre isso, sobre minhas origens, e agora tinha nojo em saber delas.

Nico separou o beijo, ele girou para o lado se sentando na grama, o sol batia leve na nossa pele, já que ainda era de manhã cedo.

— Temos que parar de nos distrair durante os treinos. – Comentou refletindo sobre tudo. – Eles se tornam bem menos produtivos.

Ri, tendo que concordar com o que ele falava. Mas os dias ficavam mais tensos, sabia que aquele treino era o básico para que eu pudesse sair com ele sem ser um completo peso morto, pois não faltava muito para termos que deixar a proteção do chalé e começássemos nossa missão, afinal ele mantinha comunicação com Bianca, que agora era a rainha do Norte, que dizia que mesmo sem nenhum ataque direto, ainda podia ver a preparação e que não era uma possibilidade abaixar a guarda agora.

— Acha que vamos passar muito tempo mais aqui? – Questionei após um tempo em silêncio, começando a brincar com a grama abaixo de mim.

— Não muito, o bebê de Silena não deve demorar muito para nascer, os meses estão voando, ela deve nascer em algumas semanas. – Nico comentou olhando o céu claro, apoiando o braço atrás da cabeça, para a manter elevada.

Me sentei, observando tudo aquilo em volta, era tão bonito e pacifico, nunca imaginaria que o mundo estava caótico, uma disputa entre os reinos, todas as potencias pareciam estar se decidindo e se envolvendo naquela batalha, em um lado que julgavam melhor para si, Norte ou Sul, o sangue envolvido era inevitável, mas naquele chalé, os cavalos do Di Ângelo, pousavam tranquilamente sobre a grama, sem queimar nada, os pássaros voavam tranquilos cantarolando, o sol brilhava contente, como se desse a graça a todos aqueles que caminham por debaixo dele, dando o dom da vida a todos.

Nico suspirou pesado, chamando minha atenção ao seus olhos negros preocupados, cada vez que nos aproximávamos mais da nossa saída evidente, que sabíamos que não poderíamos mais enrolar e tentar sobreviver naquele lugar, sabíamos que teríamos que encarar a realidade.

— Não podemos perder tempo. – O moreno disse se levantando e esticando a mão para mim, como incentivo de que continuássemos. – Temos que treinar.

Respirei fundo, segurando sua mão e sendo puxada para cima. Pegando minha espada vendo-o pegar a dele, para mais uma luta.

POV- Annabeth

Coloquei a espada sobre a mesa, olhava o reino a minha frente, as pessoas circulavam tranquilamente, seguindo a sua vida. Tentava não me lembrar tão bem daquele local, mas nada simplesmente parecei ter mudado, as casas e ruas pareciam estar perfeitamente em seus devidos lugares, como se anos não tivessem se passado desde que eu estive ali.

— Não mudou nada, não é? – Percy questionou, parando ao meu lado.

— Não, não mudou. – Disse me auto abraçando.

Jackson agora sabia, eu tinha o contado o que tinha acontecido comigo, porque fugi tentando forjar minha morte, que alguns acreditaram ser verdadeira, outros negavam fielmente. Seu braço passou pela minha cintura, puxando-me para si, beijando o topo da minha testa.

— Eu estou com você. – Ele me lembrou, sorrindo.

— Tenho que dizer o quanto é estupido você ter me pedido em casamento no meio de uma guerra? – Perguntei, já que tais palavras ele tinha usado para fazer o pedido.

Ele riu, revirando os olhos, me apertando mais contra ele.

— Diga o quanto quiser, você aceitou, isso que importa. – Falou olhando o reino a nossa frente. – E isso é um incentivo para ganharmos essa e todas as batalhas que aparecerem a nossa frente.

Sorri, assentindo, continuando a observar o reino a minha frete. O reino do leste, era bem bonito e tranquilo, corujas como símbolo da coroa, circulavam por todo o lugar, que era sempre frio, mesmo no verão.

As casas tinha aspectos claros, sempre de cores que atraíssem luz para si, flores e plantas espalhadas por todo o lugar, o castelo era enorme, completo de mármore branco e ouro, nem parecia que tinha um monstro dentro dele.

Uma lei estupida, que eu odiava com todas as forças, quando alguém, quem quer que fosse, se desafiasse o rei e ganhasse tal batalha, este homem, deveria se casar com a mulher do antigo rei, que geralmente era a herdeira, já que nunca nasciam meninos naquela família e assumir a coroa. Minha mãe era obrigada a casar com aquele estupido do seu padrasto, ela tinha que obedecer por não ser uma lutadora, ela não tinha forças de batalha o suficiente para derrotar aquele homem.

— Senhor... – Um dos soldados que estavam comigo e com Percy, chamou, perguntando ao moreno, já que eram soldados do reino do Oeste, que Poseidon tinha mandado ao filho, assim que ouviu a história de paixão aceitou lutar ao lado dos Di Ângelo.

— Sim? – Questionou, vendo o acampamento montado.

— Quando vamos atacar? Os homens querem saber. – Perguntou e esclareceu sua curiosidade, fazendo com que Perseu me encarasse em interrogação.

— Ao anoitecer, quando a maior segurança estiver desarmada e os civis não vão estar nas ruas. – Explicou olhando fixamente para frente, se preparando mentalmente para o que viria em seguir.

Notas finais
- Hey amores.
??” Comentem e digam o que acharam, não vai cair o dedo de ninguém ai.
??” Elenco:
Em vídeo:
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Espero que tenham gostado, me digam o que acharam, o que querem que aconteça.
Beijos e até!