Notas iniciais
Awn caps Hyoga e Ikky, lourinho sofrendo =( Ah tem musica também. A música no caps é do Editors segue o link e vale muito a pena conferir pessoal http://www.youtube.com/watch?v=-HzvwGyg7o8

Ikky queria muito ficar em casa o dia inteiro, sem pensar em nada, apenas dormindo em sono profundo até que ele acordasse um dia e Hyoga estivesse longe dali. Era o que ele falava intimamente a si mesmo, embora no fundo não fosse isso que realmente quisesse.

O dia estava se arrastando e com a cabeça cheia de perguntas confusas e lembranças da noite anterior, a manhã na faculdade foi totalmente improdutiva e ele se sentia tão cansado e confuso que pensava seriamente em faltar ao estágio naquela tarde. Com o humor que estava, a probabilidade de que fosse demitido era muito grande. Era melhor alegar que não estava passando bem.

Mas tecnicamente não estava! Estava confuso, irritado, cheio de calores estranhos quando se lembrava de certa cena na escada de madrugada...

“IKKY!”

Tentou desafogar a pressão procurando Esmeralda e pelo menos momentaneamente funcionou, embora a moça tenha relutado em realizar os desejos do moreno enquanto ele não falasse com todas as letras que eram namorados. Acabou concordando com irritação e no final nem ficou muito satisfeito porque não era Esmeralda que povoava seus pensamentos libidinosos. Ikky jamais admitiria em voz alta que secretamente esperava concluir o que tinha começado com o lourinho na escada.

“Não! O melhor é mantê-lo afastado, não vê-lo por um tempo!” pensava enquanto andava pelo campus em direção à biblioteca, com o intuito de pegar alguns livros que o professor recomendara. Olhou para o prédio e achou que estava tendo uma visão, piscou algumas vezes para ter certeza e então suas mãos começaram a suar e ele engoliu em seco.

– Não aqui, por favor, não. – murmurou estancando o passo.

– Oi frango! – Hyoga abriu um sorriso cintilante ao vê-lo, o adolescente estava com Shun e mais outro rapaz que ele lembrava vagamente ser amigo de Shun.

– Oi mano. Nossa Ikky algum problema você tá tão pálido! – reparou Shun quando o irmão voltou a andar na direção deles – Ah Ikky o Hyoga veio conhecer o campus, sabia que ele vai fazer os cursos complementares de artes plásticas e escultura? Imagina o Oga aqui na mesma faculdade que você! Não vai ser legal?

– Finalmente eu conheci o tão falado Hyoga. – o louro andrógino se virou para o rapaz que retribuiu o olhar com um meio sorriso, mas os olhos estavam cravados em Ikky – O Shun fala muito de você! É verdade que você fala três línguas?

– É sim Afrodite.

– Que incrível! Como conseguiu aprender tão rápido? – o outro volveu admirado.

– Eu tenho muita habilidade com a língua, não é Ikky? – Shun e Afrodite olharam para Ikky que trincou o queixo diante da insinuação do lourinho, que olhava para ele com um sorriso nos lábios, sem se deixar intimidar pela carranca do moreno – Sabe Afrodite, o russo eu aprendi quando morei com meu avô, nós só podíamos falar russo lá e foi assim que eu aprendi. O inglês e o francês foram por causa das viagens e do meu pai. – ele fez uma careta – Eu também falo um pouco de indiano, mas confesso que esse foi aprendido de maneira não muito ortodoxa. – ele explicou se aproximando do outro louro e aproveitando para passar o braço sobre os ombros magros do rapaz – Quer que eu ensine indiano a você Dite? Posso te chamar de Dite não posso?

– Com esse sotaque e esse sorriso você pode me chamar até de Cérbero. – Afrodite lhe lançou um olhar malicioso, mordendo o lábio – E aí Shunzinho você vem com a gente ou vai esperar o Olia?

– Aonde vocês vão? – Ikky perguntou irritado, esquecendo por um momento que estava querendo esganar aquele pato descarado.

– Praticar línguas Ikky. – Hyoga revirou os olhos – Quer vir também?

– Vocês acabaram de se conhecer, não acha muito cedo para toda essa intimidade, pato abusado?

– Ei Amamiya você não manda em mim, – o louro fechou a cara, não gostava do jeito autoritário com que o outro falava. – Vá se ferrar! Vem Dite, vamos dar uma volta.

– Cadê o Kamus? Ele devia estar de olho em você. – e sem pedir autorização, Ikky segurou no braço do rapaz e o afastou do outro louro – Shun eu já volto.

– Ei Ikky me solta!

Mas Ikky saiu arrastando Hyoga mesmo sob os protestos do outro. Shun olhava tudo divertido e balançou a cabeça.

– O que deu nele? A gente só ia conhecer o campus, você sabe que o Ângelo me mata se imaginar que estou dando trela para o seu amigo russo. – Afrodite soltou uma risadinha, que fez seu narizinho arrebitado franzir – Mas o Ikky... O seu irmão e o lourinho...

– Ah Afrodite essa é uma longa história! Vem vamos tomar sorvete enquanto o Aiolia não chega, aquele carcamano do seu namorado deve estar alugando ele tenho certeza.

– Como se o Aiolia não fosse uma mala sozinho. – Afrodite revirou os olhos e ambos saíram andando para o refeitório.

***

– Eu já disse para você me soltar! – Hyoga se desvencilhou da mão de Ikky – O que deu em você? Acha que vai ficar me arrastando por aí como fazia quando eu era criança?

– Talvez eu vá mesmo sempre que quiser colocar juízo nessa sua cabeça loura e burra!

– Vá se foder Amamiya!

– Vou dizer a Ahalya lavar essa boca suja com sabão. – eles pararam de andar quando estavam próximos a quadra de basquete, não havia ninguém àquela hora ali – O que deu na sua cabeça para ficar insinuando aquelas coisas na frente de Shun? Por acaso pirou pato?

– O que foi Ikky? Tá com medo de o seu irmão descobrir que você geme gostoso quando recebe uma chupada de um homem? – desafiou o adolescente – A quem você quer enganar!

– Você... Não me provoque!

– Por quê? – Hyoga levantou o queixo petulante – O que vai fazer Amamiya?

Ikky trincou os dentes pegou o louro pelos cotovelos, empurrando a porta dupla com um ombro e entrando na quadra parcialmente iluminada, a luz do sol entrando pelas frestas nas paredes de blocos. Hyoga olhou em volta e depois para Ikky que tinha um brilho diferente no olhar, depois engoliu em seco. Na outra noite sua ousadia tinha sido fruto da bebida e da rixa eterna que tinham um pelo outro, mas o olhar de Ikky agora lhe inspirava medo e esse era um sentimento terrivelmente familiar para Hyoga.

– Já que quer tanto, eu vou foder você de uma vez e assim você me deixa em paz!

Ikky estava agindo pela raiva. Raiva daquele louro implicante que aparecera na sua vida e bagunçara seus sentimentos e suas convicções, raiva de si mesmo por não conseguir refrear o desejo dentro dele. O desejo de ter Hyoga! Dizia a si mesmo que era só desejo, apenas isso e assim que o saciasse aquele louro estúpido deixaria de ter tanta importância. Imprensou o louro na parede, unindo os corpos e ofegou baixo quando sentiu-se tão perto do outro, as mãos apertaram ainda mais a carne nos braços do louro que estava estranhamente quieto o fitando com os olhos arregalados e havia tanto medo ali que Ikky de repente parou e olhou aquela expressão apavorada diante de si.

– Hyoga?

– Não... – disse o russo num fio de voz, baixou os olhos e a franja farta cobriu os olhos – Por favor...

Hyoga tremia sob as mãos de Ikky e o moreno sentiu um mal estar tremendo ao perceber o que estava prestes a fazer. Não era um monstro, nunca forçaria nada a ninguém! Onde estava com a cabeça?

– Meu deus Hyoga me perdoa. – começou a dizer afrouxando o aperto e o rapaz aproveitou para empurrá-lo mais, os olhos de Hyoga estavam marejados e Ikky tentou se aproximar dele de novo.

– FICA LONGE DE MIM! – Hyoga o olhou, ainda estava muito apavorado por mais que tentasse evitar. As lembranças voltaram fortes quando sentiu Ikky imprensa-lo na parede, lembranças que achou ter enterrado fundo... Saiu correndo da quadra sem pensar em explicar ao moreno nada, só queria ficar sozinho.

Ikky correu atrás dele, mas Hyoga correu muito, se misturando aos outros alunos do campus e logo Ikky o perdeu de vista. Sentia-se horrível por ter assustado tanto o garoto, no fundo ele era só um menino. Lembrou-se de uma das conversas de Shaka e Saga na época em que Hyoga fora levado para morar na Rússia.

“O Henry não podia fazer isso Saga, não podia! Aquele homem é um pervertido, um... Ele vai machucar o Hyoga!”

O moreno passou a mão nos cabelos, angustiado. Será que...

– Meu deus o que eu fiz? – respirou fundo e voltou a olhar para todos os lados na vã tentativa de achar Hyoga, mas ele sumira!

– Ei Ikky você viu o meu irmão?

Kamus se aproximava com Milo, ambos fitaram a expressão preocupada do moreno com atenção.

– Aconteceu alguma coisa? – indagou Kamus

– Encontramos o Shun no refeitório e ele nos disse que Hyoga estava com você, algum problema Ikky?

– Eu não... – Ikky mordeu o lábio – Ah cara nós precisamos achar o seu irmão primeiro.

– O que foi que você fez com o meu irmão?! – até Kamus se assustou com o surgimento repentino de Shaka próximo a eles. Será que estava tão distraído que não percebeu o indiano se aproximar?

– Sabe o que é isso? Instinto materno. – Milo explicou apontando para o indiano com o queixo – Minha mãe tinha também essa habilidade de surgir em lugares inesperados sempre que eu me metia em confusão.

– Ah mereço! – Shaka revirou os olhos – Comece a falar seu delinquente, onde está o Hyoga?

– Se eu soubesse não estaria procurando ele!

– Ikky o que foi que aconteceu com o garoto cara?

– Eu não sei Milo!

Falavam ao mesmo tempo e nenhum dos três percebeu Kamus se afastar, indo procurar o irmão menor. Estava mais preocupado com ele sozinho naquele campus enorme do que com o que Ikky tinha feito, deviam ter brigado outra vez, eles viviam fazendo isso na infância porque não o fariam agora? Continuou andando a esmo, olhando para todos os lados quando chegou aos limites do campus, mais próximo ao bosque que circundava a faculdade. Foi lá que acabou encontrando o lourinho sentado na raiz de um abeto, olhando para frente com um olhar vazio. Ao chegar mais perto podia ver os riscos das lagrimas no rosto corado e apesar da sua natureza fria, Kamus emudeceu ao ver o irmão daquele jeito.

– Petit – chamou com carinho e Hyoga o olhou assustado porque não percebera a aproximação dele e então começou a passar as mãos no rosto de forma nervosa, parecia-se mais ainda com um menino daquela maneira, sem o ar de arrogância e blasé que adotara perante todos – Ei, o que houve? – Kamus perguntou segurando os pulsos dele delicadamente.

– Nada! Eu quero ir embora daqui. – disse ríspido, mesmo sem querer. Não queria que o irmão sentisse pena dele, não precisava que ninguém sentisse pena de si. Mas Kamus não tinha nada a ver com seus problemas e por isso respirou fundo e falou novamente, dessa vez num tom mais afável. – Me leva embora daqui Kamus.

– Tudo bem – eles se levantaram – Vamos avisar o pessoal, o Ikky está atrás de você também. Shaka está aqui, ele veio trazer você? Por que Ikky está procurando você?

– Não quero ver aquele frango idiota! – a rispidez voltou, Hyoga mordeu o lábio com raiva. Sentia-se tão estúpido por ter fugindo do Amamiya mais velho daquela maneira, se sentia ridículo! – Eu não quero ver ninguém! Não quero ficar mais aqui.

– Tudo bem. – Kamus afagou os ombros do adolescente – Vamos embora então, eu ligo para Shaka do carro.

Chegaram ao estacionamento e Hyoga sentou-se ao banco do carona sem uma palavra, apoiou o braço na janela e ficou olhando para frente mordendo o polegar. Kamus ligou para Shaka e rapidamente explicou que encontrara Hyoga e o levaria para casa, desligando sem maiores explicações. Fizeram o caminho em silêncio e Hyoga agradeceu que fosse Kamus quem estivesse ali e não Shaka se fosse o louro ele estaria sendo bombardeado de perguntas agora que não tinha nenhuma intenção de respondê-las.

– Shaka provavelmente está falando infinitamente no ouvido do Amamiya – Kamus falou quando manobrava para entrar na rua da casa deles – Ele parecia bem preocupado com você. É alguma coisa sobre a noite passada Hyoga? Eu nem acredito que deixei você nas mãos dos dois malucos! Milo me fazer cada coisa...

– Garanto que a noite foi bem divertida! Eu já contei a vocês o que houve. – Hyoga deu um sorriso de lado, recuperando seu ar blasé – Não deve ter sido tão divertida quanto a sua noite Kamuy, mas foi divertida.

O louro viu com satisfação o irmão corar, ainda ia se divertir muito com o embaraço de Kamus ao falar sobre a relação dele e Milo, embora torcesse muito que os dois se acertassem. Queria que o irmão fosse feliz com alguém que o amasse de verdade, como Shaka era com Saga. Queria que os irmãos tivessem uma chance, a chance que não teria para si. Seu avô que estava certo o tempo todo, ele só servia para despertar nas pessoas sentimentos ruins, nada de sentimentos bons. A raiva do pai era culpa sua, a luxúria do avô também e por isso ele tinha que arcar com as consequências. Despertara a raiva e a luxuria de Ikky como fizera com o avô e quase aconteceu a mesma coisa que acontecia nas outras vezes, com o avô... Esse pensamento não saia da sua cabeça.

Quando Kamus parou o carro na porta de casa Ikky e Shaka se levantaram prontamente ao vê-lo estacionar e Hyoga descer do carro. Shaka olhou atentamente para Hyoga e Ikky que se olhavam mesmo distante, o primeiro desviou o olhar e passou pelos dois sem falar com ninguém, indo direto para o quarto. Shaka tencionou ir atrás dele, mas Ikky segurou-o pelo ombro.

– Eu posso falar com ele?

– Não! Seja lá o que vocês discutiram eu não quero você mais importunando o Hyoga Ikky.

– Shaka...

– Vá Ikky – Kamus interveio e Ikky assentiu indo atrás do menor, Kamus e Shaka ficaram na varanda.

– Você não devia ter deixado. Não sei o que o Amamiya fez para o Hyoga, mas é visível que ele está transtornado – Shaka puxou a franja num gesto de irritação – Eu o levei lá para ver os cursos, ele estava muito animado, conheceu os professores inclusive encontrou um dos professores que conheceu em Londres. O que foi que aconteceu entre ele e o Amamiya?!

– Ikky não contou a você? Por que Hyoga não vai falar, nem sob tortura.

– Merda!

***

– Eu não quero ver ninguém!

– Sou eu pato.

Hyoga segurou os cabelos com força. “Nãao, tudo menos você Amamiya!” ele murmurou aflito. Esperava que Ikky se afastasse, não queria vê-lo naquele momento, não tinha forças para desafiá-lo agora.

– Por favor...

– Eu vou ficar aqui até você abrir.

O louro bufou irritado e foi abrir a porta, deixando que o Amamiya mais velho entrasse e voltou a se jogar na cama, de bruços e com o rosto enterrado nos travesseiros, achando que aquilo seria o suficiente para que o outro entendesse que queria ficar sozinho. Ikky se sentou ao lado dele na cama e olhou para a janela, nervoso tentando achar um modo de começar aquela conversa.

– Hyoga...

– Foi minha culpa! – o rapaz se sentou na cama e o olhar de céu caiu em cheio nos olhos escuros do moreno – Não precisa se desculpar! Eu não vou contar a ninguém – Hyoga desviou o olhar envergonhado – Não vou mais provocar você. Eu sinto muito, foi culpa minha.

– Não... Meu deus! – Ikky coçou a nuca rindo amargamente. Estava ali para pedir perdão pelo ato covarde que quase cometeu e agora Hyoga lhe pedia perdão porque achava que a culpa era sua?! – Hyoga não foi culpa sua! Eu... Eu não estava pensando direito! Por deus claro que aquilo não foi culpa sua!

– Você não entende...

– O que eu entendo é que você é um garoto apavorado! – Ikky o olhou sério. Veio da universidade para a casa dos Bertrand pensando em tudo que aconteceu e nas coisas que sabia a respeito de Hyoga e do tempo em que ele passou longe. Concluiu que havia algo de muito errado ali, que aquele garoto arrogante e lascivo era na verdade uma capa para esconder um garoto assustado e traumatizado. E a sua maior prova estava ali. Hyoga estava se culpando por Ikky ter tentado toma-lo a força! – Você não quer conversar pato? Conversar sobre o que te apavora tanto?

– Eu não preciso conversar! – Hyoga exclamou irritado – Eu quero ficar sozinho. Eu já disse Ikky, tá tudo bem você pode voltar para a sua vida tranquila e me deixar em paz agora.

– Você é teimoso demais!

– E você muito irritante!

Ambos se olharam e então um sorriso foi trocado, Hyoga fitou o rosto belo do moreno que agora parecia radiante com o sorriso que exibia. Ikky Amamiya era uma tentação realmente, mas havia outra coisa ali que ele não sabia definir muito bem. O moreno por seu turno achava que pela primeira vez via um sorriso genuíno no rosto de anjo do rapaz e o achou ainda mais bonito do que da primeira vez que o viu. A quem estava tentando enganar? Estava encantado pelo garoto problema e não conseguia fugir disso.

– Me perdoe por assustar você hoje... É que eu tive um dia muito difícil, estou com a cabeça cheia de coisas – falou sem fitar Hyoga – Eu nunca machucaria você! É que...

– Ikky eu vou ficar longe de você, eu prometo. – Hyoga também desviou o olhar, aquela promessa estava doendo nele e aquilo o surpreendeu porque na verdade não queria ficar longe do moreno – Vai ser melhor. Eu tenho esse jeito... Eu desperto esse lado ruim nas pessoas, então é melhor mesmo ficar longe de mim.

Ikky levantou o olhar admirado por ouvir aqueles absurdos. “O que fizeram com você?” pensou. Sem pensar muito se aproximou do menor na cama e afastou uma mecha dos cabelos dourados do rosto, numa caricia singela e num primeiro momento Hyoga se retesou, mas acabou consentindo o carinho e sentindo-se estimulado Ikky acabou por puxar o russo para junto de si e aninhá-lo no seu peito. Pareia o certo a fazer, era o que o seu coração e corpo pediam a ele, que mantivesse Hyoga junto de si. Hyoga se deixou levar naquele abraço e a sensação que sentiu junto ao corpo do moreno foi de paz e segurança e isso o fez relaxar. Parecia que aquele lugar era o seu lugar, que merecia estar ali para sempre.

– Um dia eu quero que você me conte o que o fez sofrer dessa maneira, para que você pense essas coisas. Não é possível que alguém tenha feito você acreditar que não é alguém bom em ter perto – Ikky apertou mais o abraço – Não é verdade. É você às vezes me tira do sério, mas eu não quero que se afaste louro... Não mais.

– Tem certeza Ikky? – Hyoga custava a acreditar nisso – Eu vou magoá-lo, vou deixa-lo com raiva, vou fazer você me machucar... Eu sempre faço.

– Não você não vai – Ikky mordeu o lábio aflito por aquelas palavras, mas não desfez o abraço porque sabia que Hyoga precisava muito dele. Precisava estar ali para ajudar o garoto a superar aqueles problemas porque no fundo sentia que era seu dever, não por culpa, mas porque seu coração pedia que não o abandonasse.

Every little piece in your life
Will add up to one
Every little piece in your life
Will it mean something to someone?
Every little piece of your life
Will add up to one
Every little piece of your life
Will mean something to someone

You touch my face
God whispers in my ears
There are tears in my eyes
Love replaces
You touch my face
God whispers in my ear
There are tears in my eyes
Love replaces fear

Cada pequeno pedaço em sua vida
Irá se acrescentar
Cada pequeno pedaço em sua vida
Significará algo para alguém?
Cada pequeno pedaço em sua vida
Irá se acrescentar
Cada pequeno pedaço em sua vida
Significará algo para alguém?

Você toca meu rosto
Deus sussura em meus ouvidos
Há lágrimas em meus olhos
Amor substitui
Você toca meu rosto
Deus sussura em meus ouvidos
Há lágrimas em meus olhos
Amor substitui o medo