Ele não está tão Afim de você
17 Capítulo 17
Notas iniciais
– Rada você sabe muito bem como eu me sinto, não acredito que falar com você agora vai mudar algo.
– Acredito que as perspectivas mudaram agora, você não é mais um menino e agora finalmente está livre ou não está?
Hyoga olhou o teto, admirando mais uma vez os desenhos rebuscados representados nele. A casa de Radamanthys era uma extravagância na opinião dele e também a única coisa que mostrava o lado artista barroco do inglês, era uma piada entre os dois. Mas o fato é que a casa era decorada como os antigos palacetes barrocos e tinha tudo que aquela época extravagante poderia ter, Hyoga comentou uma vez que era o máximo que o lado homossexual de Radamanthys se permitia ser perua.
– Você sabe que não. – murmurou baixo – Mas eu preciso seguir em frente não preciso?
– Sim você precisa porque há pessoas que o amam e nunca o machucariam lhe amam de verdade – Radamanthys cruzou as pernas e ajeitou os óculos sob o nariz delicado – Tem Ikky.
– Eu vou terminar com ele.
– Você...
– Ele merece alguém melhor que eu sabe. – Hyoga se levantou no divã e apoiou os cotovelos nos joelhos, olhando as mãos cruzadas sem ousar encarar Radamanthys – Não é que eu queira... Mas eu não consigo simplesmente deixar pra lá – ele olhou para o lado e seu semblante era tão triste! – Acha que ele conseguiria ser feliz com alguém que nunca vai confiar? Ikky merece ter alguém que se doe por inteiro e eu não tô falando só desse negocio de ser passivo e ativo... Por que podia ser tanto faz, o importante era estar junto, mas eu não consigo...
– Você o ama?
– Muito – Hyoga olhou para Radamanthys e ele viu a vontade firme que continha aquele olhar – Por isso vou deixá-lo livre para ser feliz.
***
Aiolos viu Milo passar de um lado para o outro da sala falando ao celular e aumentou o volume da televisão, trocando olhares com Aiolia e Shun. Na TV uma matéria daqueles programas de variedades sobre um desfile em Paris e notas sobre as celebridades que participaram do evento. Ao som de “Kamus Bertrand” a locomotiva grega parou no meio da sala em frente e fitou a TV enorme de cinquenta polegadas.
E o mais novo rosto (e corpo) da moda mundial está na recepção fechada entre os estilistas em Paris. Kamus Bertrand chegou acompanhado de Dégel Chateaubriand, descendente direto do Visconde François-René de Chateaubriand e também escritor famoso, na entrada da recepção Kamus em seu jeito reservado disse em se tratar de um “amigo” – a ambiguidade e malicia na voz da repórter era tão nítida que chegava a ser palpável e Aiolos que estava mais próximo a Milo conseguiu ouvir o barulhos doa malares do irmão estalando, mas ele permanecia imóvel com os olhos fixos na televisão, os braços musculosos cruzados – Não era o que parecia momentos depois na saída da festa e toda a atenção e cuidado que Dégel mantinha com Kamus, algumas pessoas na festa afirmaram que viram o casal trocando carinhos...
CRAC!
Os pedaços do celular caíram aos pés de Milo e todos o olharam, o grego ainda continuava a fitar as cenas que se repetiam na TV de Kamus e Dégel acompanhados indo à recepção e a sua expressão era assassina. Aiolos temeu por um momento que eles estivessem ido longe demais.
– Um nobre francês. – Aiolia, como não podia deixar de ser, comentou – Isso que eu chamo dar um UP na vida.
E num minuto era o barulho de metal se estilhaçando e depois um furacão louro de 1,90m saindo porta afora, apenas os cachos balançando para trás antes da porta bater e todos na sala se entreolharam apreensivos.
***
Dégel olhava o ruivo estonteante passar na passarela. Quem diria que aquele menino introvertido e amedrontado se transformaria naquele furor sensual à sua frente? Sentia orgulho que assim o fosse no fundo esperava que seu amigo Kamus se tornasse mais um na multidão.
Hyoga veio em seguida e mais ofegos se ouviram ao redor, o desfile estava sendo um frisson apenas por aqueles dois embora a nova coleção da BOSS fosse excelente também. Sabia da historia daquele irmão de Kamus e também estava feliz por ele, Dégel estava feliz pelos amigos mesmo que ele mesmo não tivesse feliz.
– Quem diria que o grande Dégel Chateaubriand estaria babando por um franguinho.
Nem tirou os olhos da passarela para saber quem era o dono daquela voz grave e irônica, disfarçou o leve tremor no corpo por trás de uma expressão apática, muito característica sua. Não ia dar o gostinho ao outro de saber o quanto ainda o afetava.
– Franguinhos são melhores que galos de briga. – não resistiu em rebater a provocação – Ouvi dizer.
– Você não...
– O que faz aqui Kárdia? – finalmente ousou olhar para o seu interlocutor e como sempre se perdeu naquele mar azul tempestuoso que eram os olhos de Kárdia, nos lábios carnudos e pecaminosos. “Como ele ficava mais bonito?” pensou consigo.
– Eu precisava te ver. – Kárdia deu de ombros, relanceou os olhos pela passarela e olhou o ruivo que passava por ela outra vez, agora num terno de três peças branco marfim – O que você viu nele Dégel? Ele poderia ser seu irmão mais novo.
– Eu posso confiar nele. – retrucou ferino e Kárdia fechou os olhos por um momento, respirando fundo – Isso é mais do que o suficiente.
Ele e Kamus estavam apenas resgatando a velha amizade, Kamus lhe confessara que certo grego ainda mexia com ele e Dégel respeitou isso. Ambos eram pessoas machucadas pelos seus respectivos amores, Dégel apenas procurava um consolo amigo e como Kamus e ele eram muito parecidos esperava que desse certo embora Kárdia não lhe saísse da cabeça, nem do coração.
– Nunca vai me perdoar? Não vai nos dar uma segunda chance – o louro sussurrou próximo a ele – Me dê pelo menos à chance de conversar com você em outro lugar.
– Não posso – Dégel voltou-se para a passarela, os modelos entraram junto com o estilista, o desfile terminara – Kamus me espera agora.
– Dégel! – Kárdia segurou o braço do outro quando ele levantou ambos se encararam os olhares faiscando, porém Kárdia sentiu o tremor no corpo do outro e um sorriso se insinuou nos lábios cheios – Não negue o que seu corpo diz que sim.
– Por favor, Kárdia eu não...
– Eu amo você!
Dégel emudeceu e o aperto no seu pulso se tornou suave e Kárdia deixou que seu polegar massageasse o dorso da mão pálida do outro, os olhos suplicantes para que o francês lhe desse uma chance. Quando viu as imagens do seu Dégel na televisão com aquele ruivo almofadinha quase enfartou! Sabia que a culpa pela separação era dele que não poderia cobrar fidelidade de Dégel depois do que fizera, mas amava-o demais para deixa-lo sair da sua vida assim. Pegou o primeiro voo para Paris para correr atrás dele uma última vez, precisava fazê-lo acreditar que nunca mais ia traí-lo e que o amava. Só agora prestes a perdê-lo, Kárdia percebeu isso.
Nos bastidores do desfile Kamus se trocava para agora voltar ao hotel, estava cansado e tudo que queria agora era um banho relaxante e a cama macia. Vira Dégel na plateia todo o desfile, mas no final não o encontrara em parte alguma. Com certeza tinha alguma coisa a ver com o louro que vira ao lado dele na última parte do desfile e esperava que Dégel tivesse mais sorte que ele, queria que o amigo fosse feliz.
Alguma confusão na porta dos camarins dos modelos e ela foi aberta de supetão com um furacão grego passando por ela com alguns seguranças em seu encalço.
– Milo? – Kamus o fitou de olhos arregalados. Milo se desvencilhou dos seguranças que a um sinal do ruivo se afastaram, estavam sozinhos ali e mesmo com olhares de desconfianças sobre o louro eles se retiraram.
– Sério Kamus é só eu virar as costas que você arruma o primeiro que aparece para me substituir?! – Milo despejou olhando o francês com irritação – Que espécie de namorado é você?
– Namorado? – Kamus riu entre amargo e incrédulo – A última vez que nos vimos você só não jogou toda a casa em mim porque Aiolos impediu. O que quer agora grego?
– Quero... – Milo atravessou a distancia entre eles com duas passadas e tomou Kamus nos braços, imprensando o ruivo entre ele e a parede – Sabia que quando eu vi você com aquele francês insosso eu quase surtei? Fiquei imaginando: “O que o Kamus viu naquela coisinha?” – Milo colocou uma das pernas entre as do ruivo só de roupão em seus braços, Kamus se apoiou nos braços fortes do louro e sentiu a carne enrijecida dos músculos fortes sob suas mãos. Sua pele se arrepiou como sempre acontecia com a proximidade de Milo, o desejo começou a dominar seu corpo porque era assim quando estava com ele e nada mudaria isso. Milo aproximou sua boca da boca delineada do francês – Eu duvido que ele faça você se sentir assim como eu faço.
– Não, mas não foi ele que deu um piti por nada – Kamus desviou o rosto para não sucumbir. Não iria dar aquele gostinho ao grego, ainda não.
– Não foi por nada!
– Então foi porque? – Kamus se desvencilhou de Milo num rompante – Foi porque você acredita mesmo que eu me importo com tudo isso? Com o fato de ser desejado, amado que eu desejo ser o centro do universo e tudo mais? Você duvida de tudo que eu fiz por nós? Conhecendo como me conhece?! – Kamus passou a mão nos cabelos rubros – Milo desde quando a gente se conhece? Sei lá quinze, dezesseis anos?! Quando foi que você me viu ser fã de atenção, de querer ser popular e tudo mais? Quantas vezes você teve que me tirar do banheiro da nossa escola porque eu não ousava sair de lá com medo de ser jogado no contêiner de lixo outra vez? – Kamus falava essas coisas com magoa, era duro para ele lembrar daquilo, mas precisava fazer aquele grego tolo perceber o quanto o amava – Percebe que nada disso é importante para mim?
– Não Kamus justamente por isso! Por que você não se deslumbraria com tudo isso uma vez que você sofreu todas aquelas coisas? – Milo respondeu angustiado – Quando você era estranho e sozinho eu tinha você porque sabia que ninguém o olhava de outra maneira, mas e agora? E agora que todo mundo sabe o homem sexy e incrível que você pode ser? Será que agora eu vou ter alguma chance ao seu lado?
Kamus riu não ele gargalhou e o sangue em ebulição do grego se transformou em jatos de lava quente nas veias ao ver aquela rara gargalhada ecoar naquele pequeno recinto. Era só o que faltava! Aquele francês cretino rindo dele, pensava furioso Milo. Quando o ruivo percebeu que ele ia se afastar foi à vez dele segurar Milo e prensá-lo junto ao seu corpo.
– Como você pode ser tão estúpido grego?! – os olhos castanhos brilhavam com um brilho divertido e quente, mas havia uma emoção genuína muito maior e Milo sentiu-se ofegar ao percebê-la – Não percebe que não importa toda essa gente porque as únicas vezes em que me senti amado e desejado foram com você? Sempre que você me olha da forma que está me olhando agora ou quando estamos juntos? – Kamus aproximou os lábios dos de Milo – Quando você me beija e me toma daquela forma única? Milo não seja tolo eu amo você.
Kamus voltou a beijar Milo, aproveitando a boca semiaberta em choque para invadir a cavidade quente com a língua e explora-la com fome. Ah aquele gosto! Não sabia o quanto sentia falta de ter Milo em seus braços até aquele momento, porque seu coração quase doía de felicidade e plenitude por finalmente estar daquela maneira com o amor da sua vida. A quem queria enganar?
Milo agarrou-se a ele, aprofundando o beijo que tinha gosto de saudade e paixão, reconhecimento e alivio. Ter o francês lhe dizendo finalmente aquelas palavras era como um bálsamo! Como fora idiota! Kamus estava completamente certo, embora ele nunca fosse admitir.
– Preciso me vestir – Kamus aparteou o beijo – Quinze minutos e nós vamos embora! Em que hotel você está?
– Não estou em hotel nenhum, vim direto do aeroporto para cá – Milo afundou o rosto na curva do pescoço alvo, aspirando o cheiro do amado – Ikky ficou de ver o hotel assim que conseguisse falar com Hyoga.
– Ikky? Ele está aqui?
– Parece que ele e o russo terminaram – Milo estalou a língua – Anda Kamus, quinze minutos ou eu vou te comer aqui nesse camarim!
– Milo! – Kamus corou até a raiz dos cabelos, desacostumado aquele jeito brusco de Milo – Nós temos que procurar o Hyoga...
– Não Kamuy, ele está bem com o Ikky – Milo puxou Kamus para outro beijo e depois o largou aturdido e ofegante – Quinze minutos! Você já está atrasado Kamus!
***
Ikky tamborilava os dedos na perna enquanto via o taxi deslizar vagarosamente pelo transito caótico amaldiçoando a sorte por não ter sua moto ali. Não encontrara Hyoga no local do desfile, mas Valentine disse que o russo fora direto para o hotel depois do jantar que tiveram no anfiteatro. Valentine disse que o jovem parecia abatido e nervoso e por isso o mandou descansar no hotel e deu o endereço a Ikky. O moreno precisava tirar aquela ideia louca da cabeça de Hyoga! Eles se amavam porque terminar?
Surpreendeu-se quando de Wyvern o procurou, eles pouco se falavam e Ikky evitava fazê-lo porque sentia um enorme ciúme da relação de amizade e confiança que Radamanthys tinha com Hyoga. O inglês o procurara num mau momento, ele e Hyoga tiveram um rompimento estranho e o moreno estava magoado. Havia dias que não se viam direito e três noites atrás Ikky tivera uma das melhores noites da sua vida e que terminara de forma desastrosa.
*** Há três noites***
Depois de todo aquele afastamento Ikky estava mais do que feliz de Hyoga finalmente ter esquecido aquela história de “trocar de papéis”. Mesmo que ele estivesse um tanto calado e distante, Ikky não reclamou com medo de trazer a tona uma “DR”, preferindo relevar. Aproveitaram a noite com um jantar e depois sozinhos na casa do moreno deram vazão à saudade do corpo um do outro.
Hyoga se entregou ao namorado aquela noite como nunca fizera, permitindo que Ikky o dominasse por completo, deixando-se ficar totalmente passivo aos desejos do moreno que exultou com isso. Não que o desafio que Hyoga representava na cama e fora dela não o excitasse, mas aquela variação para submissão era boa também. Ikky permitiu-se aproveitar e a noite foi quente e prazerosa, com os instintos mais crus do japonês sendo satisfeitos porque ser o Dominante para Ikky sempre o deixava satisfeito. Mesmo em meio a nevoa de prazer e certa selvageria, havia carinho, mas para Hyoga isso tornava tudo pior.
– Eu amo você. – Hyoga sussurrou junto ao rosto de Ikky enquanto o moreno estocava forte e rápido. O barulho dos corpos se chocando ressoava no quarto, tamanha era a voracidade do moreno, o corpo alvo estava marcado pelas mãos e dentes. Os dedos longos e alvos seguravam o queixo quadrado e o louro olhava firmemente nos olhos de Ikky
– Eu amo você também. – Ikky se retirou do corpo do amante e voltou, numa estocada longa e profunda acertando em cheio o ponto de prazer dentro do russo que fechou os olhos e arqueou o corpo e num grito mudo gozou entre os corpos.
Uma lágrima escorreu quando o russo sentiu Ikky preenche-lo com o seu sêmen, o êxtase marcado por um grunhido rouco. Enquanto Ikky se sentia tão pleno, tudo que Hyoga sentia era culpa por aquele prazer.
No inicio Hyoga tentou ignorar, tentou trabalhar em sua mente que era Ikky ali e que ele o amava de verdade, achava que com o tempo eles revezariam e aquela culpa por ser submisso o deixaria. Porém com o tempo sua angustia só crescia e com a recusa do moreno em revessar cada dia mais Hyoga se deixava afundar na culpa por permitir que ele se satisfizesse em seu corpo daquela maneira. Era tão estupido, ele sabia, mas não conseguia evitar lembrar-se do avô se satisfazendo com ele daquela maneira. Aceitara as sessões com Radamanthys, ideia de Kamus, para tentar superar aquilo. Por Ikky iria tentar se curar.
Infelizmente Hyoga não conseguia esquecer e naquela noite depois de resolver tentar mais uma vez, ele decidiu desistir. Iria abrir mão de Ikky para que ele fosse feliz com outra pessoa.
Na manhã seguinte quando Ikky abriu os olhos a primeira coisa que viu foi o anel de compromisso que dera a Hyoga no dia do aniversário do russo. Foi a forma que Ikky encontrara para mostrar que o louro podia confiar nele e que eles se amavam. Ikky ficou transtornado e procurou o louro na casa dele e descobrira que ele já partira para Paris durante a madrugada. Era uma viagem a trabalho e Ikky sabia dela, mesmo assim em seu intimo o russo fugira dele, o abandonara. Foi quando Radamanthys o procurou
– Escute – ele depositou um CD na mesa de Ikky quando foi ao seu escritório – E talvez entenda porque ele fez o que fez e você perceba que não pode abandoná-lo.
– Ele o fez primeiro – Ikky olhou o objeto intrigado, Radamanthys continuou olhando para o moreno impassível – O que é isso?
– São as sessões dele. É antiético eu sei, me processe se quiser! – Radamanthys se inclinou sobre a mesa se apoiando com uma mão e os olhos dourados fixos no moreno e Ikky viu raiva neles – Mas vá atrás dele e não o deixe fazer nenhuma estupidez! Não desista dele Ikky!
Depois de escutar o CD Ikky só demorou tempo suficiente para conseguir um voo para Paris, com a sorte de Milo estar também louco para chegar lá atrás de certo ruivo.
*** Há três noites FIM***
Ikky desceu do taxi em frente ao Plaza indo direto ao balcão de recepção buscar informações, que conseguiu depois de alguma insistência e charme. Quando se virava para ir ao elevador viu uma figura conhecida descer as escadas suntuosas de forma apressada.
– Henry? – o japonês interceptou o homem que o olhou intrigado e então um lampejo de reconhecimento passou por seu rosto.
– Ikky? Nossa você realmente cresceu meu rapaz! – Henry estendeu a mão que Ikky apertou desconfiado.
– O que faz aqui? Veio falar com o Hyoga ou o Kamus?
– Você está com eles? – Henry franziu o cenho, sua expressão era de irritação que escondia uma raiva e perturbações profundas.
– Mais ou menos. Você viu Hyoga?
– Tive o desprazer de encontra-lo algumas horas atrás no bar do hotel – Henry ficou ainda mais carrancudo e Ikky ficou apreensivo. Eles provavelmente tinham discutido, pensou o moreno. – Não mudou nada! Ficou ainda pior... Nem parece meu filho.
– Não devia falar assim, ele é sim seu filho – Ikky estalou a língua e saiu arrastando Henry para a escada – Vamos encontra-lo e vocês vão se entender de uma vez.
– Eu não... Solte-me moleque! – Ikky colocou mais força no aperto e continuou andando para o elevador levando um Henry Bertrand furioso pelo braço.
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