Notas iniciais
E aí pessoal tudo bem? Queria agradecer o imenso carinho pelos reviews e desculpa pela demora em atualizar. To trabalhando em uma nova fic CDZ e por isso deixei de escrever essa semana essa, mas voltando com todo gás e no fim de semana já postando a nova. É só o tempo de fazer a arte da capa Ah eu não resisti em fazer um momento Shura e Oros pq eu amo esses dois tbm

Estavam no quarto de Hyoga, depois do almoço, estirados entre as almofadas indianas e Afrodite estava tentando convencer o lourinho a aceitar a proposta de Valentine.

— É só um teste pato burro! E ninguém garante que você vai passar – obviamente um blefe. Afrodite sabia que Hyoga seria escolhido no momento em que pisasse no estúdio de Valentine, que estava totalmente conquistado e passou a semana toda conversando com o sueco a respeito. Dite confirmou que convenceria o louro e Valentine já tinha lhe oferecido um estágio junto à produção e Afrodite estava nas nuvens então precisava convencer Hyoga a aceitar – Lembre-se que eu também farei o teste e posso muito bem ser o escolhido. Até porque eu sou muito mais bonito que você.

— Se eles estivessem procurando um cosplay de Barbie, – Shun comentou fitando as unhas – Talvez você fosse escolhido Dite. Não vamos esquecer que estamos falando da nova coleção de Donatella Versace que será inspirada na aclamada exposição de Radamanthys de Wyvern, nosso excelentíssimo e lindo professor, “A face do anjo”.

— O que? – Hyoga olhou para Shun e seus olhos de céu arregalados quase como dois pires enormes. – O que você disse?

— Sobre o Dite ser uma Barbie?

— Sobre você morrer se repetir mais uma vez isso? – Afrodite ameaçou. Olhou de soslaio para o russo que ainda continuava estático de olhos arregalados – O que foi benzinho? Por que essa cara?

— É verdade isso que o Shun disse? Sobre a coleção ser inspirada na coleção de Radamanthys?

— É – ele deu de ombros – Pelo menos foi o que Valentine disse. Inclusive ele disse que o próprio pintor vai fazer parte da seleção para os modelos da campanha e tudo, só é aprovado quem passar no crivo dele e como ele é o professor de vocês então acho que não haverá problema.

— Bem provável que ele escolha você Oga, ele te ama! – Shun comentou de olhos brilhantes – Sabe dite, o Radamanthys tem uma adoração pelo Hyoga que nossa, nem disfarça! O Ikky morre de ciúme...

— Sou eu – ele interrompeu a enxurrada de palavras de Shun e os outros dois olharam para ele sem entender então Hyoga falou mais alto – O anjo da exposição sou eu – baixou os olhos corando imensamente.

Os cílios longos de Afrodite bateram muitas vezes na face alva e Shun ficou olhando Hyoga com a boca aberta por um minuto inteiro até que se recuperasse para perguntar:

— É verdade isso?

— Eu juro, pode perguntar ao Rada se quiser. – ele deu de ombros – Eu era uma criança, nos conhecemos em Londres. Foi ele que me ensinou sobre arte, pintura e tudo mais.

— Ah, mas agora você vai! – Afrodite se levantou, batendo as mãos e quicando entusiasmado – Você vai porque ninguém vai me tirar essa satisfação! Imagine a cara de todo mundo quando descobrirem que o modelo principal da campanha é também o muso inspirador da exposição?! – e ele voltou a gritar entusiasmado.

***

Aiolos via o irmão mais novo se arrumar em frente aos espelhos do closet com uma sobrancelha arqueada, achando aquilo interessante. Milo geralmente só se arrumava com esmero para um encontro ou para a balada, mas agora ele tinha o ruivo e há tempos andava muito caseiro. Aiolia dissera certa vez que Milo aproveitava para ficar a sós com o ruivo sempre porque era ninfomaníaco.

— Vai se encontrar com Kamus? – ousou perguntar

— Não, vou a um teste de cast hoje. – explicou o louro ainda se olhando no espelho – Hyoga e Afrodite vão fazer o teste e se aqueles pirralhos podem fazer porque eu não faria? – se virou para o irmão abrindo os braços – Não acha que esse monumento grego é muito melhor que aqueles dois moleques?

— O Kamus deve achar, só não sei se ele vai ficar feliz com o namorado dele querendo se exibir por aí. – Aiolos passou a língua nos lábios, tentando controlar o divertimento.

— O Kamuy não precisa saber – Milo retorquiu Milo – Agora vamos maninho, você vai me levar até lá!

— Nem pensar! Hoje o Massala está fechado e eu tenho planos para o meu cozinheiro particular – Aiolos sorriu – Embora desse tudo para ver a cara do Kamus quando visse você no teste do cast!

— Ele não vai, nem o Shaka vai.

— Ah é? Por que acha que fechamos o restaurante hoje? – Aiolos não aguentou quando viu a expressão de aflição do irmão e gargalhou. Era mentira, ele e Shaka resolveram fazer uma reforma rápida na cozinha a pedido de Shura e Saga que reclamou que o compartimento de alimentos estava pequeno e por isso fechariam o restaurante por dois dias, para a reforma! Mas gostava de se divertir com a aflição do irmão. – Isso mesmo Milo! Toda a família do Hyoga vai porque quer apoiar o lourinho eu fiquei muito feliz porque vou ter o espanhol só para mim o dia inteiro e a noite inteira.

— O Kamus vai me matar.

— É bem por aí.

Milo mordeu o canto dos lábios carnudos, mas pegou a carteira e o celular junto com as chaves do carro e saiu em direção a garagem e Aiolos ficou olhando o irmão tirar o carro e ir balançando a cabeça em desaprovação. O mais velho resolveu voltar para a sua própria casa do outro lado da rua e para o seu espanhol, o encontrou no fogão mexendo nas panelas apenas com um short folgado e os cabelos repicados molhados. A visão do corpo perfeito naquele short mínimo era tão deliciosa quanto o cheiro que inalou com vontade. Muitas pessoas pensavam que não existia marido perfeito, mas ali estava Shura para provar isso, pensava consigo. Lindo, cozinha muito bem, ardente na cama e carinhoso, um marido perfeito! “Eu sou um cara de muita sorte” pensou Aiolos quando enlaçou o espanhol pela cintura e deixou um beijo entre as omoplatas do marido.

— Que cheiro delicioso! – disse – Mas que tal esperarmos um pouco para comer? Eu tenho outros planos para você – e deslizou a mão na frente do short do espanhol

— Humm, estamos animados hoje. – Shura riu de lado, ainda sem parar de mexer – Então que tal subir e tomar uma ducha e ficar bem relaxado para mim cariño? — Aiolos se sentiu derreter com a voz rouca e aquele sotaque excitante. Deixou um beijo nos lábios do outro e subiu a escada rapidamente para fazer o que Shura sugeriu.

Aqueles momentos que compartilhavam em meio à intensa semana é que faziam toda a diferença e Aiolos sabia que era por eles que Shura relutava em ter um filho. Aquela questão entre eles era um assunto delicado, mas o grego esperava convencer aquele espanhol difícil de que um filho não atrapalharia em nada o relacionamento deles.

— Shura porque nós não temos um filho? – perguntou assim que o espanhol entrou no quarto, alguns minutos depois do seu banho. Aiolos ainda estava com a toalha enrolada na cintura e enxugando os cabelos acobreados com outra que jogou no meio da cama e Shura acompanhou o trajeto que a peça felpuda fez até aterrissar molhada em meio aos lençóis limpos e secos, para só então admirar o marido e seu corpo másculo com um olhar atento.

— Por que eu já tenho trabalho suficiente com você sem precisar de outro moleque para cuidar? – respondeu o espanhol na sua costumeira tranquilidade, indo em direção a Aiolos e o enlaçando pela cintura o outro levantou o rosto para encará-lo.

— Mas Shura eu sou grego sabe, família grande muitos irmãos, milhares de primos. – Aiolos segurou o rosto belo entre as mãos morenas – Eu preciso continuar a tradição familiar!

— A gente conversa sobre isso depois. – Shura puxou o lábio inferior de Aiolos delicadamente com os dentes enquanto as mãos se ocupavam em desfazer o corpo do outro da toalha e apertavam a bunda durinha redonda – Agora ficou difícil pensar em qualquer coisa que não seja você gemendo meu nome enquanto eu estou dentro de você.

— E quem disse que vai ser você hoje espanhol? – Aiolos murmurou junto aos lábios delineados a mão massageando a ereção de Shura e a outra segurando os cabelos escuros do outro para que ele inclinasse a cabeça e os lábios cheios do sagitariano explorassem a carne sensível do pescoço – Acho que hoje sou eu que vou te colocar de quatro e fazer você gritar.

— Eu quero ver você tentar – Shura sorriu se afastando em direção a cama e Aiolos veio junto, quando ambos caíram na cama o espanhol soltou uma praga na língua materna e olhou feio para o outro – Porra Aiolos!

— Já sei já sei! – Aiolos se levantou irritado e pegou a toalha molhada na cama e foi para o banheiro – Nada de toalha molhada na cama!

— Você nunca aprende!

— Você que é chato Shura, parece dona Ágata!

O espanhol bufou e se arrastou na cama até apoiar as costas na parede onde ficou com a cara fechada. Aiolos voltou do banheiro e vendo o marido assim revirou os olhos e foi até ele, se jogando na cama sobre as pernas do espanhol e arranhando de leve.

— Foi sem querer – disse num tom queixoso, sem parar o que estava fazendo, as mãos cada vez mais próximas da virilha do outro.

— Vem aqui vem. – Shura tirou o short e segurou a ereção, fazendo movimentos de vai e vem lentamente e Aiolos lambeu os lados, ficando duro com a cena sexy a sua frente – Eu posso esquecer se você for bonzinho e me fazer um carinho gostoso.

— Seu safado! – Aiolos engatinhou na cama e ficou próximo a Shura e o espanhol tomou os lábios dele num beijo quente enquanto acomodava o companheiro no colo

— Eu sei que você gosta – Shura desceu uma trilha de beijos pelo queixo e maxilar, dando um beijo de língua no pomo de adão de Aiolos as mãos cheias das nádegas macias e firmes – Não gosta? Eu paro.

— Nem pensar! – Aiolos arranhou os ombros de Shura e rebolou sobre o colo do outro, fazendo as ereções se tocarem e ambos gemeram alto. – Eu amo você!

— Te amo Cariño— e trocaram mais um beijo, um beijo apaixonado e terno. Era assim, mesmo com as provocações, as tiradas safadas, a personalidade diferente, havia um amor tão intenso entre eles que nada abalava. Aiolos sabia que amava Shura desde que se entendia por gente, o espanhol demorou um tanto a admitir, mas Aiolos assim como Milo era incansável e depois de muito insistir acabou por fazer o espanhol abrir os olhos para o que sentiam. Agora estavam juntos e felizes e isso era tudo que podiam querer.

***

Quando Hyoga chegou ao estúdio com Ikky, se sentiu um pouco apreensivo e sua coragem esmoreceu um pouco, principalmente depois de ver a cara de desagrado de Ikky ao ver Valentine os cumprimentar efusivamente e então Radamanthys ficar um minuto inteiro olhando para então abrir um sorriso efusivo e dizer em alto e bom som que ele nem precisaria fazer o teste já que era o muso da exposição. O russo teria um trabalho enorme para tirar a tromba do Amamiya.

Talvez um pouco menos que Milo quando Kamus chegasse dali a alguns minutos e descobrisse que ele estava tentando entrar para o cast de modelos e quase convencendo Valentine a contratá-lo. Afrodite achava tudo lindo e parecia um agenciador de modelos famoso incentivando os amigos a aceitar o trabalho.

— Hyoga, vem comigo que eu vou te levar para a primeira troca de roupa e maquiagem. – Afrodite pegou Hyoga pelo braço e antes que ele fosse Ikky o puxou e selou seus lábios num beijo possessivo, mas ao mesmo tempo carinhoso.

— Boa sorte – sussurrou junto aos seus lábios e Hyoga sorriu, selando os deles mais uma vez para depois ir com Afrodite revirava os olhos. Ikky foi se juntar a Radamanthys e Milo na bancada junto a Valentine para esperar Hyoga voltar.

— Como eu estava dizendo Valentine, imagine uma beleza nórdica como a minha o impacto que causaria... – Milo se interrompeu quando a porta pesada do estúdio bateu e Kamus entrou apressado com o paletó e a mochila do notebook na costa, os cabelos vermelhos esvoaçando pelo movimento brusco e todo mundo se virou para olhar aquela figura exótica de longos cabelos vermelhos pele branca e terno andar em passos elegantes e seguros até a bancada onde estavam os outros – Oi amor!

— Desculpem o atraso. – Kamus estendeu a mão para Valentine e para Radamanthys, acenando com a cabeça para Ikky e Milo – Peguei um transito do cão!

— Você é irmão do Hyoga? – Valentine examinava Kamus de cima abaixo sem disfarçar a admiração – Meu deus Radamanthys o que é você tem um cast de modelos exclusivo ou o que?

— Eu... Modelo? – Kamus olhou aturdido para ambos e Valentine se levantou rodeando o ruivo, ajudando a tirar a mochila e o terno – O que você...

— Ei! Tira a mão! – Milo pulou da cadeira dele e foi para perto do ruivo

— Você já pensou em ser modelo fotográfico pelo menos? – Valentine se afastou ainda olhando o ruivo – Quer participar do teste? Imagine, Donatella ficará em êxtase quando ver esse ruivo deslumbrante vestido nos ternos exclusivos! Se ela não quiser, a Dior vai cair de joelhos quando fizermos as fotos dos novos modelos de roupas masculinas com você... Kamus não é? Já pensou em ser modelo?

— O Kamus modelo?! – Milo riu e colocou a mão na cintura, o riso se transformou em gargalhada – Valentine fala sério! O Kamuy tem vergonha até de andar comigo pela rua...

— Milo todo mundo tem vergonha de sair com você. – comentou Ikky de passagem – Isso não é exclusividade do Kamus!

— Mas o Kamuy não dá pra ser modelo Ikky! – Milo continuou a enumerar os vários motivos que o ruivo tinha para não ser modelo sem se importar com o fato de que Kamus estava lá observando tudo com o olhar faiscando até que ele interrompeu a enxurrada de palavras de Milo

— Você tem o que em mente exatamente senhor De la Fount? – e não foi só Milo que fitou o ruivo boquiaberto.

— Você participaria da campanha junto com o seu irmão? – Valentine já começava a trabalhar as possibilidades na sua mente e exultava pela premente aceitação do ruivo. Quando queria algo, usava todas as suas armas – Ele ficaria tão mais à vontade se trabalhasse com alguém conhecido e como Radamanthys não abre mão do seu muso...

— Kamus! Você está brincando não está? – Milo aparteou

— Claro mon cher – Kamus sorriu de lado, acariciando o rosto do namorado que suspirou aliviado para logo depois arregalar os olhos estarrecido – Onde posso me trocar?