Notas iniciais
Oiieee Nossa a espera tem ficado maior né? Eu sinto muito, ando trabalhando demais e com pouco tempo para escrever. Mas aqui vai mais dois capítulos novinhos em folha Não esqueçam dos reviews que eu amo tanto

– Não adianta Seiya se você continuar a esconder a relação de vocês, se o Shiryu terminou é porque não se sentia bem com isso. – Shun conversava com um Seiya inconsolável no refeitório da universidade.

– Ele poderia ter me dado um tempo Shun!

– Seiya nós estamos falando do Shiryu, não daquela sonsa Saori que você podia enrolar. – Shun mexeu na franja castanha olhando o amigo ficar amuado – Seja homem! Mesmo sendo um uke. Assuma logo de uma vez o relacionamento de vocês ou então vai perder o Shiryu. – ele parou de falar ao ver Shiryu entrar no refeitório acompanhado de outro rapaz – Aquele ali não é Aiacos?

– Quem? – Seiya olhou na direção em que Shun olhava e soltou um suspiro desolado.

– É isso aí, a fila andou e você perdeu meu amigo. – Shun passou o braço sobre o ombro do outro – Sinto muito.

– Não! Não pode... – Seiya olhava Shiryu e Aiacos sentarem numa mesa mais à frente. O primeiro ria de alguma coisa que o outro dizia e o Nepalês colocou sua mão sobre a do rapaz chinês que deu um meio sorriso sem graça – Ele... A gente terminou faz o que? Uma semana?!

– E daí? Você acha que um cara gato como o Shiryu ia ficar solteiro por muito tempo Seiya?! – Shun olhou mais atentamente o casal à frente – E amigo, desculpa, mas entre você e o Aiacos...

– Porra Shun!

– Mas Seiya! Olha só o cara é lindo, alto tem um papo maravilhoso e maduro... Ainda tem aquele ar de bad boy dele! Que o Aiolia não me ousa agora, mas pegava na hora!

– Vamos voltar para a parte que você me consolava por perder meu namorado, não essa que você enumera as qualidades do atual dele, por favor?

– Nossa Seiya você é tão sensível!

***

Shaka tinha os olhos fechados e uma expressão de prazer nos rosto enquanto sentia as mãos firmes e experientes de Saga massagear seus ombros e pescoço, compartilhavam um silencio doce que valia muito mais que palavras num relacionamento de tanto tempo. Saga adorava deixar o indiano relaxado, embora o especialista em massagem fosse Shaka, mas o cuidado e carinho do grego com o companheiro compensavam qualquer eventual falha.

– Ainda estou zangado com você por não ter me deixado ir junto. – disse o indiano lânguido, arqueando o pescoço para apoiar a cabeça no ombro de Saga.

– O que você ia fazer lá? – Saga desceu as mãos pela costa larga do outro, levando-as para frente para o abdômen – Eu tenho muitas ideias do que você pode fazer aqui – disse rouco no ouvido do outro – Kamus já está lá relaxe.

– Não acho uma boa ideia essas fotos, esse desfile. – Shaka mordeu o lábio quando sentiu os dedos de Saga deslizarem pelo seu peito e acariciar os mamilos – Aquele inglês deveria encorajá-lo a desabafar, não se tornar uma estrela vazia. Com os traumas dele sabe-se lá o que ele pode se tornar se ficar famoso?

– Nós estamos aqui para apoiá-lo e ele tem o Ikky agora. – Saga mordeu o lóbulo da orelha, Shaka estremeceu em seus braços e ele sorriu.

– Isso ainda tem esse moleque do seu irmão! – Shaka se levantou num rompante e Saga bufou. “Louro difícil!” constatou – Ah acha mesmo que eu vou dar moleza para esse japonês? Está muito enganado senhor Saga, eu não quero que o Hyoga se torne mais uma das “presas” de Ikky Amamiya ouviu bem?

– Shaka pelo amor de deus você está falando do meu irmão! Faz parecer que ele é um crápula sem coração.

– Agora você quer me fazer esquecer quantas vezes eu vi o seu irmão ser o garanhão sem coração durante todo esse tempo e de repente, do nada! Ele agora vai ser o namorado fiel e apaixonado? Pelo que eu sei até algumas semanas atrás nem curtir homens ele curtia! Quem me garante que isso não é só empolgação do Amamiya Saga? Que daqui a alguns dias ele vai acordar e dizer: “Não eu não quero mais isso” e largar o meu irmão e do jeito que o Hyoga é emocionalmente instável o que você acha que vai acontecer?

– Ninguém pode garantir Shaka é por isso que é amor, relacionamento! – Saga olhou para o marido aflito – A única coisa que eu posso dizer sobre isso é que se não fosse realmente sério Ikky não abriria mão de toda a imagem que passou até agora. Você está sendo duro com ele! Ikky terminou com a Esmeralda, veio falar com a sua família sobre o Hyoga e não esconde que eles estão juntos. Você já viu Ikky ter um ataque de ciúmes com qualquer outra pessoa antes de Hyoga? – Shaka tinha o rosto virado para o lado, não queria encarar Saga e nem deixa-lo o convencer – E todo cuidado e carinho que ele dispensa ao louro e que antes só Shun tinha? Não Shaka, mesmo que você não admita nunca houve algo assim em se tratando de Ikky!

Agora o silencio entre eles era tenso e Shaka se ressentiu por isso, não queria brigar com o companheiro, sabia que Saga estava certo, mas sua superproteção pelo irmão subjugava sua razão.

– Quando o Hyoga era muito pequeno, ele às vezes me enfurecia com a hiperatividade dele. – Shaka começou, com os braços cruzados como um abraço em si mesmo – Eu não sabia lidar com ele, apesar de todo o treinamento budista eu não tenho lá muita paciência. – bufou e Saga riu um pouco – Mas sempre quando ele vinha se enfiar na minha cama com medo dos trovões e pedia que eu o abraçasse apertado e o protegesse... – a voz de Shaka embargou e Saga abriu os braços para recebê-lo e o indiano foi se aninhar no peito forte do marido – Eu queria poder fazer isso agora, poder aninhá-lo junto a mim e protege-lo dos trovões porque eu falhei...

– Você não pode continuar a se culpar pelo que aconteceu meu amor. – Saga alisou os cabelos louros de Shaka, apertando-o junto a si – Não foi culpa sua.

– Eu não consigo. – sussurrou o louro com voz sofrida – Radamanthys estava certo. O que nós fizemos para impedir que Hyoga fosse embora? Por que não fomos busca-lo? Por que somos covardes é isso! Eu não lutei por ele e lutei por você, porque eu mereço estar feliz quando o meu irmão sofreu tanto pelo mesmo motivo e foi até mais corajoso que nós e era só um menino? – Shaka levantou o rosto para Saga e havia lágrimas no seu olhar de céu – Não é justo.

– Não diga uma bobagem dessas Shaka! Não é justo comigo. – Saga também estava emocionado. Entendia perfeitamente como Shaka estava se sentindo, mas não podia aceitar que o homem que amava loucamente achasse que o casamento deles era um erro. – Não é justo com o nosso casamento.

Shaka abraçou Saga forte e tomou os lábios do grego nos seus, mesmo angustiado queria sentir o amado, sentir o amor que emanava dele. “Ah por Buda, como poderia pensar que aquilo estava errado? pensou o louro,” “É o homem que eu amo, a minha outra metade!”.

– Hyoga não ia gostar de saber que pensa essas coisas Shaka? – Saga disse quando apartearam o beijo – Ele ia se sentir culpado. Não acha que já há culpa demais em sua família? Precisamos seguir em frente, apoiá-lo quando ele tomar as decisões que tomar, mas deixa-lo viver pelas próprias escolhas. E amá-lo.

– Você é tão sensato meu amor. – Shaka subiu no colo do outro as mãos apoiadas nos ombros dele – Como pode ter irmãos tão inconsequentes?

– Alguém tem que ser sensato naquela família. – Saga riu e Shaka também, o grego segurou o queixo delicado do companheiro entre os dedos num carinho singelo – Minha cota de irresponsabilidade foi usada no dia em que roubei você para mim.

– Completamente irresponsável – Shaka ronronou junto aos lábios de Saga.

– E louco porque só sendo louco para aturar você e essa sua mania de controle. – Shaka deu um soco de leve no ombro do grego que gargalhou para em seguida tomar a boquinha vermelha do outro num beijo apaixonado.

***

– Você devia ter recusado Kamus! Se fosse eu a fazer as fotos você estaria fazendo um escarcéu! – Milo saiu do carro batendo a porta e pisando duro. Estava furioso.

– Eu não sou você! – Kamus rebateu sarcástico enquanto saía do carro também. Vieram do estúdio até a casa do francês brigando, Milo estava inconformado por Kamus ter feito as fotos, achava que o francês ia se negar no final, mas não. Kamus fez as fotos e para deleite de Valentine ainda participou de um ensaio separado para outra grife, era um teste de seleção, porém Valentine estava confiante que ele seria escolhido. – Você só está fazendo todo esse escândalo porque não foi escolhido admita! Acha que perder para mim é uma afronta?

– Claro Kamus! Você nem liga para moda ou aparência e agora porque resolveu se meter naquele maldito teste?! – Milo bateu as mãos na cintura – Só para me tirar do sério!

Voltaram juntos no carro de Milo porque Kamus pediu a Ikky que fosse com Hyoga no seu carro e não de táxi como tinham ido.

– Foi você que falou aquelas coisas! – Kamus apontou para Milo e depois respirou fundo, passando a mão nos cabelos vermelhos – Chega! Eu não vou mais discutir sobre isso, vamos entrar e conversar civilizadamente.

– Não! Eu não vou entrar, ainda estou puto com você e não sei se vou te perdoar! – Milo virou a cara e Kamus o olhou incrédulo, não acreditava que Milo faria caso por aquilo. Estava irritado por ter se permitido levar pela implicância do grego, mas não conseguia se conter em nada que envolvesse Milo.

– Milo!

– Não Kamus. – Milo ficou irredutível, queria que o ruivo desse o braço a torcer e lhe pedisse perdão, o bajulasse.

– Ok Milo, passar bem! – Kamus girou nos seus calcanhares e galgou os quatro lances da escada da entrada e entrou na sua casa. Milo estremeceu quando sentiu a porta bater com força, mas não foi atrás do ruivo, foi em direção à própria casa.

Se o Kamus era orgulhoso, Milo era o próprio orgulho.

Ikky estacionava quando viu o ruivo entrar e o grego ir embora com uma expressão nada amigável. Hyoga estalou a língua.

– Aquele grego é difícil. – Ikky comentou olhando para o namorado – Você está muito cansado? Não quer entrar um pouco e deixar o ruivo extravasar a raiva sozinho?

– Está me convidando para a sua casa Amamiya? – Hyoga deu um meio sorriso

– Sim seu louro metido. – Ikky se inclinou sobre o banco para acariciar a face do namorado – Dona Amaia deve ter preparado o temaki e sushi como eu pedi e eles estão esperando por nós. Você não quer provar? Eu ofereço banho quente, comida e uma cama aconchegante se você passar o resto do dia comigo.

– Quem diria que você fosse tão romântico e doce frango! – Hyoga beijou Ikky e eles saíram do carro indo para a casa do moreno. Passaram pela sala onde encontraram Kannon e Hilda num momento bem quente e Ikky resmungou algo sobre “Kannon ter um quarto para fazer essas coisas” enquanto subia para o próprio quarto com Hyoga.

Hilda remexeu no cabelo, irritada e Kannon abotoou o jeans respirando fundo para controlar a excitação.

– Que vergonha Kannon! Ser pega igual adolescente de dezesseis anos! –ela bufou, Kannon se levantou e puxou ela pelo braço sempre com a sua “delicadeza”.

– Deixa de bobagens, anda vamos subir!

– Não Kannon, seu irmão está em casa. – ela corou baixando os olhos – E vou morrer de vergonha se ele escutar alguma coisa.

– Daqui a pouco somos nós que vamos escutar muita coisa se a gente não subir e for fazer o mesmo. – Kannon a enlaçou pela cintura, beijando o pescoço delgado e empurrando a garota de leve em direção as escadas.

– Aquela no sofá com o Kannon era a Hilda? – Hyoga perguntou assim que o moreno fechou a porta.

– Era sim – Ikky e ele trocaram um olhar divertido – Espera só o Shun saber dessa novidade! Ele e a rosa venenosa.

– Não fala assim do Afrodite Ikky! – Hyoga bateu de leve no moreno que o puxou pela mão para um abraço.

– Estou sendo até legal, eu poderia chamar aquele sueco cafetão de milhões de coisas por estar vendendo você daquele jeito para o Valentine. – Ikky estalou a língua – Não sabe o quanto foi difícil hoje louro! Ainda tinha aquele inglês esquisito babando por você lá! Todo mundo estava babando Hyoga!

– Que namorado ciumento eu arrumei. – Hyoga enlaçou Ikky pelo pescoço e o beijou – O que eu vou fazer com você Amamiya?

– Tenho muitas ideias é só você decidir se quer comer agora ou depois. – Ikky mordeu o lábio inferior do russo de leve.

– Eu preciso de um banho primeiro frango. – Hyoga se afastou de Ikky sem graça – É que eu tenho certeza que posso fazer outro de mim com tanto de maquiagem que aquele pessoal usou.

– Não exagera pato. – Ikky foi até o guarda roupa e tirou de lá uma toalha e jogou par ao russo – A maquiadora disse que nem precisou retocar muito, Valentine disse que você era perfeito e bla bla bla... – Ikky bufou e Hyoga revirou os olhos – Pode tomar um banho e relaxar, vou preparar uma bandeja com alguns sushis e subir para a gente comer no quarto mesmo, depois dormir bem gostoso o que acha?

– Eu acho que Ikky Amamiya foi possuído por um demônio namorado perfeito, mas eu o quero de volta! – Ikky gargalhou e Hyoga também, depois o moreno foi para a cozinha e o louro foi tomar seu merecido banho.

Quando Ikky voltou com a bandeja de sushis e os sucos, Hyoga estava na cama de roupão e deitado, o braço repousando sobre os olhos. Deixou a bandeja no pé da cama e sentou ao lado do louro depositando um beijo delicado nos lábios de coração e Hyoga se ajeitou na cama.

– Você precisa comer alguma coisa, depois podemos descansar juntos. – Ikky disse acariciando a face alva do louro – Duvido que aquele monte de bolacha agua e sal e aquele suco horrível tenham aplacado a sua fome. Vamos coma, eu vou tomar um banho.

– Você não vai comer frango?

– Já comi o suficiente na cozinha enquanto esperava você tomar banho, agora é a sua vez. – Ikky se levantou e foi tomar o seu banho, aproveitando a ducha quente para aliviar o cansaço do corpo. Saiu e ainda se enxugando encontrou Hyoga no banheiro escovando os dentes com a sua escova – Já Pato? Eu demorei tanto assim no banho?

– Hum hum – o rapaz louro disse jogando a espuma na pia e lavando a boca rapidamente – Eu nem sabia que estava com tanta fome! Devorei tudo – riu sem jeito.

– Muito bem gostei de ver. – Ikky enlaçou Hyoga pela cintura, nu ainda com gotas de água no corpo – Agora a gente pode deitar um pouco e dormir agarradinhos assim sabe... – e apertou o menor ainda mais no abraço.

– Não sei se eu quero dormir agora não frango. – Hyoga roçou o nariz ao longo do pescoço do moreno e Ikky estremeceu com o contato – Ver você assim me deu tantas ideias.

– Hum não me provoque. – Ikky murmurou – Não quero você dormindo embaixo de mim quando eu tiver tão perto...

– E quem falou que você vai ficar por cima hoje Ikky? – Hyoga mordeu o queixo quadrado e desceu as mordidas pelo pomo de adão e peito de Ikky – Minhas ideias envolvem você gemendo meu nome e eu enterrado em você até ouvi-lo gritar.

– Humm louro, você vai ter que usar um bom argumento para me convencer. – a voz de Ikky estava mais languida e rouca, as mãos de Hyoga exploravam o corpo moreno devagar, provocando arrepios na pele.

– Ah mais eu tenho um argumento maravilhoso amor – Hyoga deixou que suas mãos massageassem a semiereção de Ikky que gemeu baixinho e fechou os olhos, o lourinho arrastava os dentes pelo ombro – Meu aniversário próximo, o fato de que seria bom variar um pouco, não que eu não adore ter você em mim... Mas você poderia me dar esse presente.

– Vou pensar no seu caso louro. – Hyoga se afastou olhando o sorriso cínico de Ikky pelos olhos semicerrados – Me dê um tempo sim?

– Claro amor. – ele abriu um sorriso tão doce e terno, mas quando Ikky tentou aproximá-los novamente Hyoga se desvencilhou dos seus braços e foi para a cama, deixando o roupão pelo caminho e indo se aninhar entre os travesseiros o corpo nu estendido languidamente entre os lençóis brancos – Vamos Ikky eu estou exausto.

– Você não disse...

– Nossa como estou cansado!

– Hyoga é sério? – Ikky se aproximou da cama exasperado – Olha a minha situação! – apontou para a própria ereção.

– Pense em coisas tristes ou nojentas. – Hyoga falou de olhos fechados, se agarrando no travesseiro – Experimente pensar que nós vamos ficar sem sexo pelas próximas semanas se você decidir esperar até o meu aniversário para dar o meu presente ou por muito tempo se você decidir não me dar presente nenhum.

Ikky olhou para o louro na sua cama incrédulo! Ele não podia estar falando sério, podia?! Jogou-se na cama junto com o louro e juntou os corpos, afundando o rosto na curva do pescoço do outro enquanto pressionava a ereção contra as nádegas do outro.

– Olha pato, você não tem piedade de mim. – pediu manhoso distribuindo beijos pelas costas do lourinho fazendo-o ser arrepiar – Anda bebê, vem que eu sei que você quer.

– Acho bom você dormir frango se não eu vou embora dormir na minha casa. – Hyoga nem se deu o trabalho de abrir os olhos para falar. Ikky bufou e foi tomar um banho gelado dessa vez, prometendo que não ia deixar barato para aquele pato abusado!