Ele Me Visita Quando Durmo
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Notas iniciais
“Sinto uma energia elétrica percorrer meu corpo, parece um transe, escuto até o barulho dessa energia, na mesma hora não consigo me mexer, tento gritar, chamar alguém, mas a voz não sai.” (Eliz/Sobrenatural.org)
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Doze de agosto de 2010, Quinta-feira.
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Oi Diário.
Hoje me ocorreu algo tão estranho. Acordei de madrugada e minha visão caminhou por todo o espaço, inclusive na janela e nas cortinas abertas que estavam sendo balançadas pelo vento. Tudo me pareceu tranquilo, mas escutei um ruído vindo da porta. Ela estava se abrindo e no momento me perguntei o que Florence desejava fazer comigo. Havia virado meus olhos em direção à porta e para meu espanto não havia ninguém. Teria sido um alívio se não fosse por um peso que pousou em minha cama, ao meu lado. Naquele momento eu fechei meus olhos, assustada, e para meu espanto os músculos de meu corpo não conseguiam se mover nenhum pouco que seja. Uma mão havia passeado por minha barriga e uma vontade enorme de gritar por socorro queria sair por minha garganta, mas não saiu. Não porque eu escolhi não gritar, mas porque, assim como meu corpo, minha garganta ficou paralisada. Isso aumentou meu desespero.
Aquela mão atrevida subiu até um de meus seios mexendo com ele de forma indecente e incorreta. Eu queria sair, queria gritar, mas o único movimento que eu tinha controle era os de meus olhos que foram em direção para aquele abusado. O que vi foi absolutamente nada, a não ser uma sombra negra e masculina. Fiquei um bom tempo me perguntando o que seria aquilo. Fantasma? Demônio?
Forcei novamente meu corpo para um movimento que acabou dando certo, mas caí ao chão. O meu corpo ficou completamente suado e minha respiração ofegante. Aquela situação apavorante me deixou com os pensamentos amontoados, me deixando com uma dúvida com relação se aquilo foi um pesadelo ou se realmente aconteceu. É claro que optei pelo pesadelo porque não acredito em coisas sobrenaturais.
Caminhei até o banheiro, meus passos estavam lentos e arrastados e no espelho eu pude ver meus olhos azuis que estavam bastante arregalados. A minha pele tão alva que estava pálida e os cabelos tão negros faziam contraste maior para a minha palidez. Liguei a torneira e joguei um pouco de água em meu rosto, sentindo a gélida água bater em minha pele e molhar um pouco o meu pijama.
Voltei para a cama, cobrindo meu corpo completamente com o edredom, voltando, ou melhor, tentando voltar a dormir. Pareceu uma missão impossível e os pequenos minutos se tornaram eternidade. Já que o sono não voltava, resolvi pegar meu notebook e pesquisar sobre aquele sonho esquisito que tive. A primeira coisa que digitei no Google foi “não conseguir se mover no sonho”, cliquei no primeiro, “Paralisia do sono – Wikipédia, a Enciclopédia livre”. É óbvio que eu não sabia o que significava isso, mas após ler descobri que quando se acorda no momento do sono REM, o corpo continua paralisado. A pessoa fica consciente, mas impossibilitada de se mover isso sem contar às alucinações que podem ocorrer.
Foi isso que eu havia sentido, mas resolvi aprofundar um pouco mais e cliquei em um link “Assombração, demônio ou Ciência? A paralisia do sono, quando...”, é óbvio que acredito na Ciência, essas coisas de assombração ou demônio não existem! A princípio o blog falou sobre a paralisia do sono, os sintomas, o que seria. Disto eu já sabia, mas a cultura logo abaixo me chamou atenção. Uns falavam de fantasmas, outros de demônios, parece que cada cultura tem sua crença tentando explicar a situação maluca chamada Paralisia do Sono.
Desliguei o notebook e agora estou escrevendo isto. Acho que o melhor é tentar dormir, por mais que minha aula seja no turno vespertino, é bom sempre acordar cedo e aproveitar o dia. No meu caso, aproveitar o dia é ficar sossegada, sozinha em casa fazendo algo sem noção. Então é só isso diário. Até outro dia!
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