Notas iniciais
Boa leitura.

Definitivamente a última coisa que eu deveria ter dito. Sem sombra de dúvidas. O impacto da verdade foi devastador, especialmente porque ela não está digitando uma resposta.

Sakura fica off-line, é a comprovação de que escolhi as palavras erradas. Ora, “safada” tem duas conotações conhecidas, ou a pessoa é mau caráter, ou é um pervertido sexual. Ela escrevia estorinhas recheadas de sexo para postar na internet, claramente tratava-se da segunda opção.

Como eu posso ter ministrado uma palestra séria há pouco tempo, ter uma vasta lista de coisas para fazer durante o dia e estar perdendo meu tempo em um site, chamando uma mulher que mal conheço de “safada”?

Levanto-me de meu assento e trago comigo a lata de energético que, agora, tem apenas um quarto de sua quantidade total. Eu comecei a beber mais quando ela respondeu e sequer percebi, até agora.

Caminho até a porta e abro uma pequena brecha, a qual mantenho aberta pelo pé. Estou sendo tão infantil quanto ela, mas preciso saber como reagiu.

Sakura está se abanando em frente ao computador, havia uma expressão de assombramento em seu rosto, jamais tão pálido antes quanto agora, e ela põe-se de pé, dando passos curtos e lentos em direção a máquina de café.

Eu assustei a mulher, em cinco minutos de conversa eu a assustei.

Poderia ser a margem necessária, um aviso do destino para que eu desistisse de toda aquela besteira e mantivesse o foco no que é realmente importante, meu trabalho.

E vou desistir, mas não sem antes conseguir redenção.

Espero que ela se sente à mesa outra vez e retorno em direção a minha, arremessando a lata vazia no lixeiro próximo a meus pés.

Haruno está online (ocupado)

Foi a minha deixa, e eu estou pouco me importando se está ocupada ou não, ela jamais se importou com o trabalho antes, não seria agora que daria completa atenção, especialmente quando estou prestes a pedir desculpas por ter sido sincero (como ela permitiu que eu fosse).

Estou cutucando um vespeiro.

“Desculpe, acho que me expressei mal. De fato, não retiro o que disse, mas você me entendeu de forma errada. Era uma cena de sexo, certo? É necessário assumir uma aura mais pervertida para escrever algo assim de forma tão magnífica como você fez, foi isso que quis dizer.”

Estralo os dedos e aguardo – não tão pacientemente – por sua resposta.

Passam-se dois minutos e não recebo uma resposta. Estou outra vez de pé, a espiando pela porta. Sakura está sentada à mesa, o computador está ligado, por que não responde?

Reconheço que foi tolice, mas ela está dando proporções desnecessárias a uma situação óbvia.

“Sem problemas. Eu pedi uma opinião sincera. Desculpe a demora, passei por umas complicações no escritório.”

Mentirosa.

“Ah, você está no trabalho? Desculpe o incômodo.”

Não faz diferença.” Endireitei-me na cadeira acolchoada, estreitando os olhos ante a declaração carregada de menosprezo. Obviamente me senti ofendido, e tenho consciência de que não é algo direcionado a mim. “Se você realmente leu tudo que marcou nos favoritos, sabe como me sinto sobre isso.”

Definitivamente eu li. Tive até mesmo a impressão de ter sido mencionado de forma subjetiva, afinal, o que não faltou ali foram as mais variadas metáforas.

“Ficar aqui não vai te prejudicar com o seu chefe?”

Meu chefe não é dos mais atenciosos. Ele não dá a mínima e eu sempre deleto o histórico, então não.”

Não consigo evitar a risada fungada que evoca os meus sentimentos. Estou sendo insultado por uma empregada que, por acaso, não foi demitida por pena, e estou de mãos atadas para uma reação real.

Eu não sou dos mais atenciosos. Eu, que exijo uma avaliação rigorosa todas as semanas e pressiono o Sai para que me traga todas as anotações em primeira mão. Eu, que estou seguindo o conselho do meu pai e fazendo reuniões sem o maior nexo para promover uma suposta “aproximação entre chefe e empregado”. Eu, que instalei um software de rastreamento em todos os computadores e com isso descubro os reais endereços que minhas funcionárias tolas acessam durante o dia, não sou atencioso.

É, no mínimo, custoso engolir uma declaração daquelas e permanecer calmo.

Resolvo mudar de assunto. Para o bem de todos.

“E então, o que acontecerá a Frank e Eloise depois da noite passada?”

Suspiro, e meu corpo recua até que minhas costas estejam de encontro ao encosto. Espero que seja o suficiente para me manter plácido.

Meu olhar se desvia até a porta, e posso vê-la por uma pequena brecha, mesmo que não seja uma visão completa, ao menos posso enxergar suas reações de alguma forma, sem que seja preciso ficar em pé.

A resposta vem rápida. “Então é isso, você me adicionou para pedir spoiler dos próximos capítulos.”

— O que? — resmungo, com os músculos do rosto contraídos em uma expressão confusa.

Imediatamente abro outra aba para que minha mais recente dúvida seja sanada. Não sou o melhor com estes termos da “cultura pop”, na realidade, sou um zero a esquerda no assunto.

Spoiler tem origem no verbo spoil, que significa estragar, é um termo de origem inglesa. Spoiler é quando alguma fonte de informação, como um site, ou um amigo, revela informações sobre o conteúdo de algum livro, ou filme, sem que a pessoa tenha visto.

Antes que eu possa digitar uma resposta, ela envia outra mensagem.

Infelizmente não posso fazer isso. Outras pessoas já me adicionaram antes com o mesmo propósito, e todas elas precisaram esperar para ler.”

“Para tudo há uma primeira vez.”

Minha primeira vez não será hoje”

“Não seja tão durona, só estou curioso”

“De acordo com meu perfil, outras trezentas e quarenta e duas pessoas também estão curiosas. Por que apenas você se beneficiaria?”

Ouch. Dizer que eu a pago um salário sem que trabalhe todos os meses passa-me pela cabeça, mas, outra vez, é um impulso que preciso resistir.

“Porque eu sou legal.”

“Não sei se concordo com isso”

Não consigo conter outra risada. Ela está se saindo uma boa megera.

Se soubesse com quem está falando...

“Posso vomitar meu orgulho” Respondo, e a única reação que recebo é um emoji entediado. “Você me conheceu hoje, e já não me acha legal?”

O ritmo rápido de conversa que estabelecemos se foi, e eu tive a certeza de que havia a deixado encabulada com a pergunta.

Ouço batidas na porta, e meus olhos permanecem atentos a tela.

— Entre. — permito a entrada, e a cabeça escura de Shizune aparece atrás da porta entreaberta

— Senhor Uchiha, o senhor Yahiko da Macchina Financiamentos acaba de chegar.

Mal posso acreditar que esqueci daquele compromisso. Lanço um olhar sem expressão em direção a minha assistente, e o chat produz um curto ruído. Sakura acaba de me responder.

“Aí é que está, Ekusas. Eu o conheci hoje, não posso ter certeza se é uma pessoa legal ou não. Não me leve a mal.”

Indiscutivelmente uma resposta prudente. Esfrego as mãos, pressentindo a presença de Shizune, que está ocultando a imagem de Sakura.

— Diga ao Naruto para recebê-lo. Estarei lá em quinze minutos. Vou tomar um café. — o gesto de mãos que faço é o suficiente para que ela saiba que não desejo outros questionamentos, ou mesmo sua visita. Ela aquiesce e sai.

Afasto a cadeira e inclino-me em direção ao notebook sobre minha mesa. Não sei o que responder, e em circunstâncias normais eu não responderia, porém, diante de sua última frase, temo que pense que estou chateado caso não a responda.

“Se é assim, vou me esforçar para deixar boas impressões.” Começamos a digitar ao mesmo tempo, mas em certo momento ela para “Continuaremos nossa conversa em outro momento. Preciso voltar a dormir.”

Há muito tempo acordei depois das nove horas; era uma realidade distante. Apesar de me considerar uma pessoa noturna, acordar sempre cedo fugiu de meu controle. Dormir não é das minhas atividades favoritas, e eu arriscaria dizer que sinto dificuldades em realizar tal atividade.

É fácil chegar a esta conclusão, afinal, sem calmantes ou alimentos com propriedades tranquilizantes, eu consigo passar uma noite inteira acordado fazendo qualquer atividade que me distraia os sete dias de uma semana.

Quando as pessoas descobrem que não gosto de dormir, me olham perplexas. É uma reação automática, e já estou acostumado, embora seja frustrante jamais ter conhecido alguém com os mesmos aspectos.

“Oh, que inveja.” Sakura, aparentemente, não seria este alguém. “Tenha um bom dia. Até.”

Fecho a tela do notebook e tiro o celular do bolso. É um encontro importante, e não posso arriscar ligações pessoais de qualquer natureza como interrupções.

Quando saio da sala, mesmo enquanto uso o celular, percebo que os funcionários do departamento de Marketing se endireitam em seus assentos e tiram telefones do gancho, para soarem convincentes.

Isso me tira do sério. Ao voltar, colocarei uma cadeira no centro da sala e os observarei trabalhar durante o resto do dia.

Mas por agora, tenho assuntos mais importantes para resolver. Todos aqueles olhares me perfuram como agulhas atrozes, mas novamente, já estou habituado a olhares. Mesmo os contratados antigos se empertigam em minha presença e apesar de, supostamente, ser algo que deveria me agradar, me causa mais um sentimento negativo do que positivo.

É a herança deixada pelo meu pai. Temos formas diferentes de presidir. Eu afrouxei as linhas daquele pessoal e mesmo assim, me encaram como se eu fosse um titã grotesco.

Percebo a silhueta de Sakura parada diante da máquina de café, e contenho um riso. Ela é uma mulher de estatura mediana e comportamento aleatório, quase sempre indisposta. Lembro-me olhar para seu cabelo durante a primeira entrevista e meditar sobre aquela mulher e sua ousadia em, com aquela cabeça rosa, arriscar um emprego aqui.

Aliás, não sei como a contratei. O currículo medíocre, notas medíocres, comportamento medíocre; entretanto, apenas ela e Shikamaru, de todo o departamento, possuíam fluência em um segundo idioma, e talvez este tenha sido o ponto definitivo.

— Ponha duas doses. — eu disse, enquanto me aproximava.

Um palavrão escapou de sua garganta, ao me ver. Sakura arregalou os olhos, e o porta-filtro tremeu em sua mão esquerda.

Esta é a forma que sou tratado aqui todos os dias.

Suspiro, e ela anui, recompondo a civilidade. Observo-a comprimir o pó de café e cruzo os braços, apoiando o quadril à parede. Há uma dedicação nítida em seu rosto, provavelmente lutando contra as próprias mãos trêmulas para não derrubar uma só grama de pó no chão.

— Hum, eu estou fazendo um café expresso, o senhor realmente deseja um deste tipo? — ela pergunta, com a atenção presa aos botões que apertava na máquina para que a água aquecesse.

— Sim. — cruzo os braços, sentindo o cheiro de água quente e café em pó.

Suas pálpebras se elevam e ela me observa brevemente, anuindo, antes de baixar o olhar outra vez. Parece menos nervosa, talvez eu só a tenha pego de surpresa.

Seus cabelos coloridos estão penteados para trás em um simples rabo de cavalo, e não há um só fio de cabelo desordenado. Percebo que ela tem uma grande testa.

Nenhum de nós tece um comentário até que a primeira dose comece a preencher o pequeno recipiente. Ela reserva a primeira xícara de vidro e põe uma de porcelana, propositalmente, presumo, destinada a mim.

— Posso preparar, adicionar alguma coisa para o senhor? — ela questiona, solícita. Nego sutilmente com um gesto, e apesar de confusa, ela se distancia, derramando açúcar e creme em sua própria bebida.

A observo durante um momento e tomo um gole do café amargo. Está um pouco mais fraco do que meus gostos, mas continuo o saboreando mesmo assim.

Sakura experimenta a própria mistura, e deixando a colher de lado, apoia a xícara em um pires.

— Então, o café está bom? — pergunto, observando-a através da rala cortina de vapor que emana da xícara.

Ela parece surpresa com minha tentativa de puxar assunto, e tomo um profundo gole enquanto aguardo sua resposta. Seus lábios se abrem, mas ela não diz uma só palavra, apenas olha para o próprio café e para mim em seguida.

A dose é tão pequena que meu último gole é o terceiro. — Sim... — ela responde, sorrindo — É muito bom.

Penso que esteja fazendo a média, como todos os outros, embora o café da máquina seja mesmo excelente.

Só consigo franzir os lábios e permitir que uma expressão facial mais suave domine o meu rosto. Ela já estava acuada o bastante para que eu permanecesse sério sem um motivo aparente.

— Fico feliz. — digo, deixando a xícara vazia sobre a pequena mesa de despacho — Você me diria se houvesse um problema, não é?

Ela pigarreia, anuindo.

— Sim, eu diria sim. Tem... algum problema com a máquina?

— Não. Só estou sendo atencioso. — forço um curto sorriso — Tenha um bom dia.

Talvez eu tenha me ofendido mais do que imaginava.

Estendo a perna dianteira e o golpeio à frente com leveza, para que a lâmina toque sua barriga. Naruto fica lívido e arregala os olhos; sua garganta se move, mostrando que engoliu em seco, e não consigo conter uma risada sob a máscara.

Ow, você é maluco, quer me machucar? — ele empurrou a lâmina longe, com destreza — Estou arrepiado, como você consegue praticar isso?

— É só um esporte.

— Um esporte fatal.

— Existem vários recursos de proteção, não seja tolo. — tiro a máscara e a jogo no estofado. É o meu corpo que cai sobre o sofá, logo em seguida, e apoio o florete em meu colo.

— Qual o nome deste último que acabou de fazer? — Naruto pergunta, com a atenção fixada a tela do celular.

— Este se chama Reprise. É um básico.

— Hum. Legal. — ele desvia os olhos azuis em minha direção, subitamente sério — Cara, seu relações públicas falou com você hoje?

Suspiro, sabendo imediatamente a quê estava se referindo. Ino mencionou o meu nome em entrevistas outra vez, e embora tenha assumido uma postura neutra, fazendo elogios e repetindo o discurso de “rompimento agradável” que combinamos, eu continuava achando extremamente desnecessário, principalmente por ter completado, recentemente, seis meses de nosso término e o assunto ter sido mencionado em uma coletiva de imprensa da première da nova série televisiva que estava participando.

— Sobre a Ino? Sim. — suspiro, deitando a cabeça sobre as mãos cruzadas — E não quero falar sobre isso.

— Tudo bem, eu imaginei. É meio desnecessário, não acha?

— É completamente desnecessário. — o corrijo, exasperado.

Ele continuar batendo nesta tecla quando visivelmente não desejo falar do assunto também é desnecessário, mas não digo nada.

Continuo fitando o teto, enquanto os movimentos de seus dedos na tela do celular chamam a minha atenção, no canto do olho.

Até que ele desata em risadas.

Antes que eu pergunte o motivo, ele começa: — Não vai acreditar quem me enviou um convite de amizade no Facebook! — estrilou.

— Você realmente usa redes sociais?

— Sim, mas uso o sobrenome do meu pai para dificultar a vida dos curiosos. Aparentemente esta curiosa aqui me encontrou mesmo assim! — ele jogou o celular em meu colo e ficou de pé, rindo enquanto alcançava a minha adega.

Ótimo. Sakura havia o mandado um convite de amizade no Facebook.

— O engraçado é que — ele serviu duas doses de cerveja em copos americanos — eu sempre achei que ela me odiava. Por exemplo, quando eu passo, ela me olha séria, como se odiasse o fato de eu ter nascido, sabe?

Meu dedo pressiona o link Sakura Haruno, e sou direcionado a seu perfil, que é bloqueado para não-amigos. Em sua foto, posso ver apenas uma parte de seu rosto sério e outra face incompleta de um gato. Sua foto de capa também são os olhos verdes do gato.

Estou tão curioso pelas fotos que aceito o convite e a página atualiza. Infelizmente, como um balde de água fria, percebo que Sakura tem apenas dez fotos em seu perfil, sendo oito delas do tal gato, e duas dela, porém, uma das duas é a foto do perfil e em outra, ela e Karin estão juntas em um banco de mármore. Parece ser antiga, nela Karin, que reconheço com dificuldade, está com os cabelos pretos e repicados.

Sakura continuava com os cabelos rosas, apenas um pouco mais curtos.

— Sakura e Karin se conhecem há quanto tempo? — pergunto. Sem perceber, alivio minhas sobrancelhas que se contraíram involuntariamente.

— Acho que foram à faculdade juntas. — ele se aproximou com as doses e me entrega uma delas — Não acredito que aceitou a maluca! — gritou, tomando o celular de minhas mãos — Eu não ia aceitá-la!

— Ela realmente merece coisa melhor. — provoco sem expressão, e sorvo um gole da cerveja gelada.

— Esta mulher é louca, Sasuke! Não é qualquer um que pode ter acesso a minha vida pessoal, como você sabe que ela não quer minhas fotos para fazer um ritual de magia negra?

Reviro os olhos e inflo as bochechas. Novos recordes de comportamento irritante foram sucessivamente alcançados naquela noite.

— Não seja tão preconceituoso.

— Não é você que recebe os olhares dela durante o expediente! Saberia o que eu tenho de passar! Eu juro — ele esbugalhou os grandes olhos azuis — essa garota é lunática. Olha isso, só tem fotos de gatos no Facebook dela!

De fato, algo muito esquisito que nem eu posso defender.

Suspiro, dando atenção ao que realmente merece: a cerveja.

Ele para durante alguns segundos e dá zoom nas duas únicas fotos dela, balança a cabeça para os lados e franze os lábios. — Se bem que ela não é tão ruim assim. Tem um rostinho muito bonito. — comenta — Parece bem misteriosa ao lado deste gato feio. — subitamente começa a gargalhar — Porra, e ainda tem “queimas” da Karin com os cabelos pretos, eu preciso salvar esta foto.

Fecho os olhos, sufocando a voz irritante e buscando incessantemente focar no barulho da cidade lá fora. Quem dera eu pudesse ouvir apenas o trânsito.

— Por falar em Karin, no sábado que vem vamos finalmente conhecer o namorado dela. — ele atingiu meu braço com o cotovelo — Eu disse que levaria alguns amigos, então tem vagas para você ir, se quiser.

Não respondo.

Não era adequado que eu me misturasse aos mesmos círculos de meus funcionários e consequentemente informalizar nosso relacionamento que deveria ser estritamente profissional.

— Bem, eu entendo que... não é o tipo de festa que está habituado. Sasuke Uchiha só vai a grandes coberturas e bebe champanhe de dez mil, mas só estou dizendo que você pode conhecer alguma amiga legal da minha prima. — ele disse, parecendo subitamente tímido — O Sai vai estar lá e tudo.

Não tinha interesse em comparecer a festas em que as pessoas sabiam do meu trabalho e piso salarial. Era o inferno.

— Se ele existir mesmo, você me manda uma foto dele. — me refiro ao namorado fictício e Naruto capta a referência no mesmo momento, algo que o faz rir.

— Os amigos da Karin são bem, digamos, alternativos... Duvido que saibam quem é você e o que faz. Vai ser uma social tranquila, intimista, como eu disse, nada do que estamos acostumados, mas é isso que torna legal. Fora conhecer o guerreiro que namora a Karin. — me pego meditando sobre a possibilidade de gastar dez minutos lá — E então, o que me diz?

Notas finais
Definição de spoiler foi tirada daqui: http://www.significados.com.br/spoiler/