Eiji
13 Capítulo Dez - Parte II
No dia seguinte, acordei completamente sozinho em minha cama, no cômodo ou na cabana inteira. Mas pude ouvi-los do lado de fora, e soube exatamente o que estavam fazendo. Eiji mais uma vez estava atrás de borboletas, e aproveitando que o calor estava nos deixando aos poucos, Izuna não só permitiu que o pequeno corresse pelo lado de fora, mas também se juntou a ele.
Quando me aproximei da porta, pronto para me juntar a eles, fui surpreendido por Izuna, que por um momento também se assustou com a minha presença. Logo aquele sentimento se foi e um pouco envergonhados no cumprimentamos. Ainda podia ouvir Eiji correndo e rindo do lado de fora, então arrisquei me aproximar um pouco mais de Izuna e toquei seu rosto. Sorri fraco ao vê-lo se tornar corado por aquilo depois de tudo o que havíamos feito — ou quase — na noite anterior. Empolgado com meu coração que batia tão rápido, me inclinei e beijei seus lábios com calma, e logo vi que estava errado sobre a timidez dele. Izuna aprofundou o beijo rapidamente, e em segundos estávamos envolvidos em algo quase tão quente quanto na noite anterior.
Minhas mãos apertaram sua cintura, e logo desceram até os quadris, e as coxas, onde agarrei antes levantá-lo. Izuna soltou um som assustado em minha boca, mas não me soltou nem mesmo quando nos afastei um pouco da entrada o sentei na mesa da cozinha. Ele abriu ainda mais as pernas quando o puxei pela cintura, e soltamos abafados gemidos pelo súbito contato.
Eu estava perdendo a minha cabeça novamente, mas por sorte consegui recuperá-la segundos antes de Eiji entrar pela porta. Izuna também foi rápido em sair da mesa, e o pequeno não pareceu notar nada quando correu até mim e o peguei no colo.
Eu suspirei, aliviado no momento, mas ainda não sabia que aquilo aconteceria muitas vezes naquele mesmo dia, e ficaria cada vez mais difícil de me controlar e focar no fato de que não estávamos sozinhos ali.
Tudo foi ainda mais difícil depois daquela noite em que finalmente pudemos ao menos deixar claro o que sentíamos um pelo outro — mesmo que de maneira vaga em nossas palavras. Não havia o sentimento algum de calmaria, não mesmo, apenas o desejo gritante que me deixava louco sempre que o tocava da maneira que fosse. Isso não era para ser uma coisa ruim, porém, a presença de Eiji nos obrigava a afastar aqueles pensamentos sempre que surgiam, o que acontecia com frequência. Mas, ainda assim, Izuna não parecia entender como aquilo me afetava. Ele me beijava, abraçava, e ás vezes até deslizava suas mãos para onde não devia no primeiro e rápido momento que ficávamos a sós. Eu amava saber que ele também me desejava, mas, não era tão controlado assim, a ponto de começar com aquelas provocações e não ir até o fim. Não como ele parecia conseguir.
Por sorte, consegui me manter controlado pelo resto daquele dia, porém, não havia como ter escapado durante a noite. Eiji dormiu na cama com Izuna como havia prometido, e assim que adormeceu, a minha foi o local para a repetição da noite anterior, que também não chegou muito longe, e nos deixou ainda mais envergonhados e nervosos. Eiji acabou acordando naquela noite, e mais uma vez por sorte conseguimos nos separar antes que o pequeno presenciasse qualquer coisa. Ele se mostrou confuso e um pouco desconfiado por ver Izuna em minha cama, mas obviamente não passava por sua mente nada do que estava na nossa.
Contra a vontade, Izuna teve que voltar para o outro lado. Foi mais um fim de noite frustrante, mas com certo alívio por não termos sido pegos.
Durante o dia, Eiji nos surpreendeu em alguns momentos, mas em que estávamos apenas próximos demais ou entre um simples beijo, e ainda assim se mostrou enciumado como antes e fazia de tudo para chamar a nossa atenção. No fim de tudo, pensei que Izuna iria querer ser um pouco mais discreto no dia seguinte, mas me enganei. Logo quando acordei, fui recebido com um beijo, o que fez Eiji virar a cara para nós por boa parte do dia. Izuna pareceu pensar direito ao notar que o pequeno realmente estava incomodado, e para o meu alívio, se limitou a me tocar apenas quando o pequeno estava longe. Porém, ainda assim era difícil. Eu queria poder retribuir cada toque que recebia com o dobro de intensidade do que realmente fazia, mas pensar que Eiji poderia aparecer a qualquer momento me travava, ainda mais após quase termos sido pegos na noite anterior.
Em certo momento naquele dia, Eiji estava completamente distraído com seus desenhos, e Izuna aproveitou aquilo para se aproximar enquanto eu estava na cozinha. Eu sabia exatamente o que ele iria fazer e o que aquele sorriso significava, o que me dividia entre satisfação e o medo de sermos pegos pelo pequeno, que com certeza viraria aquela cabana de cabeça para baixo, e logo depois nunca mais olharia em minha cara. Pensar nisso me deixou um pouco arisco, e quando Izuna tocou um de meus braços, me esquivei dele da maneira mais discreta que consegui.
— Há algo de errado? — Ele me olhou confuso e se aproximou mais uma vez.
— Não — afirmei sem olhá-lo, e me ocupei com a louça que nem ao menos ia guardar antes de me colocar naquela situação. — Está tudo bem.
— Tobirama — Izuna me chamou com preocupação na voz e tocou o meu ombro, na tentativa de chamar a minha atenção, mas acabei reagindo mal ao toque e além de voltar a me afastar, dei um tapa em sua mão.
Izuna me olhou assustado por um momento, e no outro claramente magoado pela recusa ter vindo daquela maneira. Eu havia me arrependido daquilo no mesmo momento em que senti o impacto de nossas peles se chocando. Foi uma reação boba e o tapa nem foi tão forte, mas, ainda assim, acabei me lembrando da época em que só nos tocávamos para trocar socos e chutes.
— Me desculpe, eu... — me virei para ele rapidamente e tentei pegar em sua mão, mas ele me olhou com raiva e se afastou. — Izuna! — O chamei quando o vi subir as escadas até o segundo andar com pressa.
Suspirei fundo antes de largar o que estava fazendo para segui-lo. Eu me sentia um completo idiota por fazer aquilo quando tudo o que queria era tê-lo cada vez mais próximo, e para completar, bem no dia em que ele teria que ir embora.
Meus pés se moveram rapidamente, mas parei no primeiro degrau quando me lembrei da pessoinha que era, em partes, a responsável por minha estupidez. Eu sabia que ele iria compreender aquela mudança, ainda era muito recente e teríamos que ter uma conversa logo, era só isso, e ainda assim compliquei ainda mais a situação e acabei magoando Izuna. Balancei a cabeça de um lado para o outro enquanto me xingava em tom baixo. E surpreso por Eiji não ter se atentado àquela situação, o olhei ainda pintando seus desenhos enquanto cantarolava a música que Izuna havia ensinado a ele.
— Fique aqui, Eiji — pedi, esperando que ele me olhasse, mas o pequeno continuou distraído com a melodia e a tinta. — Eiji — o chamei em tom mais alto, e enfim ele olhou para trás. — Eu vou subir por algum tempo. Fique aqui desenhando, ok? — Avisei devagar e tentando mostrar calma para não gerar perguntas, mas me surpreendi mais uma vez, quando ele apenas assentiu e fez um relaxado sinal com a mão, como se estivesse me dispensando.
Eu o olhei indignado por um momento, mas logo também o deixei para lá, como havia feito comigo.
“Ele realmente gostou do presente”, pensei, ainda surpreso com a desfeita enquanto subia as escadas. Mas tal assunto foi afastado rapidamente quando segui diretamente para onde sabia que Izuna estaria. O cômodo que havíamos limpado naquela manhã era o único com a porta aberta, e por ela passei e a tranquei em seguida. Me sentia mal por Eiji, mas Izuna e eu realmente precisávamos de um tempo sem termos medo de estarmos juntos.
Meus pés foram diretamente até a sacada, onde o encontrei, de braços cruzados e com o olhar fixo na paisagem à frente.
— Ei — o chamei antes de tentar tocar seu ombro, mas ele me imitou ao desviar. — Eu sinto muito — disse um pouco magoado pela recusa, mas então entendendo como ele se sentia naquele momento.
Eu me encostei na madeira de proteção, e ironicamente nos vi nas posições exatas do dia em que disse a ele o que estava sentindo. Mas o clima entre nós era completamente diferente daquela vez. Enquanto eu me sentia tremendamente culpado, Izuna se virou em minha direção e me olhou com mágoa e algum outro sentimento que não consegui identificar, pois o que ouvi a seguir me tirou a atenção de qualquer coisa que não fosse suas palavras de tom triste:
— Você se arrepende?
— Jamais — tratei de responder imediatamente, e o vi desviar o olhar para o chão. — Venha aqui — o chamei em tom baixo. Sabendo que não seria obedecido, toquei seu quadril e o forcei a ficar à minha frente. Ele ainda tentou se livrar de mim, mas o segurei ali com as duas mãos, e quando senti a sua em meu peito, o acariciei levemente. — É completamente o contrário, ok? — Voltei a falar, mas um pouco envergonhado por ter que dizer a verdade. — Se tornou um pouco mais difícil te tocar e ao mesmo tempo conseguir me controlar, entende? — A pergunta saiu em tom baixo, mas Izuna me ouviu muito bem e enfim voltou a me olhar. — E com Eiji à nossa volta o tempo todo. Fiquei um pouco nervoso.
Senti o meu rosto se esquentar levemente ao dizer aquelas coisas, e o fraco sorriso de Izuna me mostrou que aquele sentimento estava bem visível. Ele segurou o meu rosto com as duas mãos e seu sorriso se repuxou um pouco mais.
— Você é um idiota — disse Izuna, com divertimento em sua voz. Normalmente teria ficado bravo com aquilo, mas poder vê-lo sem aquela expressão magoada me deixou tão aliviado que não me importei e ri em tom baixo.
— Sim, eu sou —afirmei sem me importar, e virei o meu rosto para beijar a mão que antes afastei de mim. — Mas eu realmente sinto muito.
— Está tudo bem — ele afirmou ao se aproximar um pouco mais e como eu, se mostrou sem jeito. — Eu também não consigo me controlar — Izuna mexeu nos cabelos com nervosismo. — É difícil manter as minhas mãos longe de você agora. Já esperei por muito tempo.
O bico que formou em seus lábios ao dizer tais palavras o deixou completamente adorável e não resisti em abraçar sua cintura e afundar o meu rosto em seu pescoço. Ali o beijei levemente, e o senti estremecer em meus braços.
— Tobirama... — ele me chamou de maneira sofrida e afastou o meu rosto de sua pele, para então poder olhar em meus olhos.
— A porta está trancada — o informei com um sorriso de canto e recebi um carregado de malícia em resposta.
Izuna mordeu o lábio inferior antes de voltar a se aproximar, e antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa, ele me beijou com urgência. Eu estava farto de tentar me segurar, então o retribuí da mesma maneira, mesmo sabendo que não poderíamos passar daquilo. Só precisávamos esperar mais um pouco e os quartos estariam completamente habitáveis, e então, teríamos muito mais privacidade. Mas como antes Izuna não compartilhou os mesmos pensamentos comigo e pressionou o corpo sobre o meu na clara intenção de ir além daquela caricia.
Eu o chamei assim que soltou os meus lábios, mas não recebi a atenção que queria. Izuna passou os lábios por meu queixo e o sugou levemente antes de descer ainda mais, chegando ao meu pescoço. Em seguida afastou a gola da camiseta eu usava e sugou minha pele novamente, mas com um pouco mais de força, me fazendo suspirar. Tentei chamá-lo mais uma vez, para tentar alertá-lo que aquilo não era nada sábio e que logo não teria condições de negar nada, mas Izuna levantou o rosto e fez sinal para que eu me calasse. Ele então segurou minha mão e enquanto me olhava nos olhos, levou dois de meus dedos até a boca. Meu corpo se arrepiou, estremeceu e ficou em chamas de uma vez assim que senti sua língua rodeá-los, e logo Izuna os sugou leve e lentamente.
— Você está querendo me enlouquecer, não é? — Perguntei ao sorrir de canto, e não consegui segurar um ofego quando ele sugou os meus dedos mais uma vez.
Izuna riu em tom baixo ao me soltar, e aquele som me fez arrepiar novamente. Já envolvido demais e como pensei um pouco antes, entrei em um momento em que não conseguia mais pará-lo, logo me desencostei da madeira e passei meus braços por sua cintura, trazendo-o para mais perto.
Assim que nossos peitorais se encontraram, beijei-o com fome e pura excitação. Izuna apertou meus ombros com força ao retribuir, e soltou um gemido abafado por meus lábios quando movi meus quadris sobre os dele. Nós estávamos completamente excitados, e sem controle algum intensifiquei aquelas sensações ao fazer aquilo.
Ele soltou os meus lábios após longos minutos com a carícia e sorriu de maneira sensual em minha direção. Izuna voltou a segurar a minha mão, mas daquela vez ele me puxou para dentro do cômodo e em seguida ao lado da porta da sacada, onde não havia como nos verem do lado de fora.
Ele me jogou contra a parede e passou as mãos por meu peitoral de maneira vagarosa e após um rápido beijo, chegou em minha calça. Eu definitivamente não só queria, mas como precisava dele, porém ainda tinha um pouco de juízo sobrando em mim, mesmo que pouco, e segurei suas mãos rapidamente.
Izuna me olhou assustado por um momento, mas suavizou a expressão ao me ouvir dizer:
— Estou louco por isso, mas, Eiji está lá em baixo e irá nos ouvir.
Ele voltou a sorrir assim que terminei de falar e nada disse, apenas afastou as minhas mãos e se ajoelhou à minha frente. Eu ainda tentei falar algo mais, porém, não tive forças quando senti seu toque por cima da minha calça. Minha cabeça encostou na parede quando segurei um gemido, e tive que me esforçar ao máximo para não fazer barulho enquanto Izuna me acariciava com firmeza e ainda me olhava daquela maneira provocante. Aquela posição em que ele estava tornava tudo ainda mais erótico, e não tive como protestar àquilo, que apesar das tentativas anteriores de negar, me agradava grandemente.
— Só me deixe prová-lo um pouco — a voz de Izuna saiu rouca e arrastada quando pediu tal coisa e só consegui assentir rapidamente por conta do novo gemido que segurei apenas por ouvi-lo falar daquela maneira despudorada.
Ele logo levou as mãos até os botões da minha calça e a abaixou juntamente com a roupa íntima. Não consegui segurar um ofego quando meu membro se viu livre finalmente, mas em seguida mordi meus lábios com força para calar outro gemido que tentava sair com intensidade e sabia que seria alto, por conta do prazer que senti quando Izuna o tocou diretamente pela primeira vez.
Izuna manteve o olhar em meu rosto enquanto me tocava, o que me deixava ainda mais extasiado e cada vez menos preocupado com qualquer coisa que não fosse o que ele fazia ali. Acabou tocando a cabeça de meu membro primeiro, e o massageou com a palma da mão. Em seguida desceu para a extensão e deslizou ambas as mãos para cima e para baixo, me arrancando baixos gemidos que aprovavam cada toque. Logo ele parou por um momento e o segurou com apenas uma das mãos, e naquele instante foi ainda mais difícil conseguir me segurar. Izuna deu atenção a cabeça do meu membro novamente, mas quem o acariciava era sua boca e a ponta da língua. Aquela sensação quente e molhada, juntamente com a visão que tinha, me dez perder o controle por um momento e soltei um gemido um pouco mais alto do que deveria.
Os lábios de Izuna se repuxaram enquanto ainda estava em volta de meu membro e o vi sorrir com malícia antes de, aos poucos, descê-los um pouco mais, me recebendo pela metade em sua boca. Daquela vez tive que tampar a minha boca com a mão ou definitivamente teríamos uma terceira pessoinha batendo na porta em segundos.
Izuna sugou o meu membro de maneira vagarosa e voltou até a cabeça tornando a me colocar para dentro um pouco mais fundo em seguida. Quando chegou onde parecia o seu limite, passou a sugá-lo devagar mais uma vez e sua língua voltou a se mover de maneira deliciosa em minha carne.
Ele passou a se mover mais rápido em um momento, e os baixos gemidos que saíam de mim tentaram se elevar, mas os segurei como pude, e quando voltei a olhar para baixo, senti as minhas pernas tremerem levemente. Izuna se mostrava cada vez mais erótico ao fazer aquilo, e se não bastasse o grande prazer que me proporcionava com sua boca, ainda me dava a incrível visão dele com as calças desabotoadas e com o membro para fora, sendo acariciado no mesmo ritmo em que usava em mim.
Eu pensei que seria o meu fim naquele momento, apenas por poder ver aquilo, mas segurei o máximo que pude, a fim de prolongar aquela sensação maravilhosa que era ter seus lábios me devorando com tanta fome que me fazia perder a cabeça.
Mais uma vez pensei que chegaria ao ápice quando o senti gemer sobre o meu membro, e aquilo causou um leve tremor que correu da ponta até a base. Minha mão foi até seus cabelos, mas não o forcei. Minha intenção era apenas me segurar ali e acariciá-lo, mas Izuna me engoliu um pouco mais, devagar, até sentir sua garganta me apertar. Naquele momento não houve como me segurar, e soltei um gemido longo e rouco enquanto me segurava nele com força.
Eu logo tampei a minha boca, mas foi tarde demais, e só pude esperar que nosso filho ainda estivesse tão distraído que acabara não me ouvindo, mas as minhas preocupações logo foram apagadas quando Izuna voltou a se mover. Ele largou o próprio membro quando apoiou as duas mãos em meus quadris, e sua boca passou a subir e descer sobre o meu membro com mais rapidez e ainda tocando sua garganta. Eu mantive a mão sobre os meus lábios enquanto gemia abafado e logo fechei os olhos, me sentindo completamente extasiado com aquilo.
Izuna era muito melhor do que em minhas fantasias, e se pudesse passaria a eternidade naquela boca, mas eu acabei descobrindo que não era assim tão resistente nas mãos dele, e antes que terminasse, segurei sua cabeça, e devagar me retirei de sua boca.
Não houve tempo para ele dizer ou fazer algo, eu imediatamente me ajoelhei e o beijei de maneira desesperada. O senti tremer quando o envolvi em meus braços, e isso só atiçou ainda mais os meus desejos. Eu me sentei sobre o chão, sem me importar com a madeira fria ou qualquer outra coisa além de Izuna, que puxei para se sentar em meu colo. Ele imediatamente segurou os meus quadris com as pernas, e gemeu arrastado próximo ao meu ouvido quando finalmente tive a oportunidade de tocar seu membro, que pulsava entre os meus dedos enquanto o acariciava velozmente. Ele gemeu o meu nome em tom baixo um pouco antes de voltar a também me tocar, e juntos abafamos um gemido com nossos lábios assim que juntamos nossas ereções. Eu estava quase em meu limite, mas vê-lo sentindo prazer daquela forma me deu um pouco mais de força para aguentar mais algum tempo.
Os lábios cheios de Izuna estavam semiabertos à minha frente, e enquanto gemia baixo e sem parar, deslizei meus dedos por eles e coloquei dois deles em sua boca. Izuna sorriu entre um de seus gemidos e meus dedos, e os lambeu em seguida. Meu corpo se arrepiou por completo com aquela visão tão erótica, e em seguida retirei os meus dedos dali e os deslizei para dentro de sua calça.
— Tobirama — Izuna ofegou junto ao meu nome e seu quadril se levantou por um momento quando sentiu um de meus dedos descaradamente penetrá-lo.
Izuna continuou a gemer baixo enquanto me masturbava e me pressionava contra si, e quando cedo demais coloquei o segundo dedo, o ouvi soltar um som um pouco estranho, e sua respiração ficou arrastada. Ele deitou a testa em meu ombro quando voltei a movimentar os meus dedos, e por um momento pensei em parar com aquilo, para voltar com apenas um dos dedos, mas meus pensamentos foram jogados para o alto quando o senti aumentar o ritmo em meu membro, e assim que voltou a levantar a cabeça, começou a rebolar os quadris enquanto gemia um pouco mais alto.
Ele chamou por meu nome mais uma vez quando acompanhei seu ritmo, acariciando seu membro e entrando e saindo de seu interior. Sentia-o apertar e sugar os meus dedos com força enquanto estava ali dentro, e imaginar como seria a sensação de estar realmente no interior dele, me deixou tão excitado que acabei gozando entre nossas mãos. Mas antes que eu pudesse soltar qualquer gemido, Izuna beijou os meus lábios, e abafou também os dele ao igualmente se entregar ao prazer e sujar ainda mais as nossas roupas.
Izuna logo se jogou sobre mim, e ao abraçá-lo, ri fraco por conta da falta de fôlego. Ele logo encostou nossas testas e seu largo sorriso me contagiou.
— Oh, meu Deus, Tobirama — disse ele, cada palavra entre as pausas que fazia para normalizar sua respiração.
Eu ri mais uma vez, e sorri ainda mais ao olhar diretamente em seus olhos. Ele era incrível demais.
— Está roubando as minhas falas — disse risonho, e fui acompanhado por ele, que riu baixo antes de receber os meus lábios sobre os seus.
O beijo que trocamos foi curto, mas apenas aquilo fez o meu corpo querer reagir novamente. Eu suspirei fundo para me esfriar, e o ouvi rir antes de se afastar um pouco, mas ainda permanecendo em meu colo.
— Eu acho que no fim, ele não nos ouviu — Izuna comentou enquanto abotoava a calça. — Eu te disse que paredes mais grossas seriam melhores.
Ele me olhou vitorioso ao dizer aquelas coisas e riu em tom baixo. Eu não tinha forças para rebater nada naquele momento e apenas o acompanhei na risada enquanto tocava seu rosto.
— Talvez esse deva ser o nosso quarto então — disse com um fraco sorriso que se alargou um pouco ao ver seus olhos brilharem em minha direção.
— Nosso? — Perguntou ele em tom baixo, claramente feliz com aquilo. Ele sorriu como uma criança quando assenti e seus braços apertaram o meu pescoço com força antes de receber incontáveis beijos em meu rosto.
Naquele momento, enquanto o via me encarar tão feliz, me senti o homem mais tolo do mundo, por tudo o que havia acontecido em meu passado. Desde o momento em que o havia conhecido até duas noites antes daquele momento. Eu sempre tive tanto ao meu lado, mas só abri os olhos para aquilo depois de muito tempo. Quando segurei seu belo rosto em minhas mãos e encarei aqueles olhos negros que me deixavam louco, sorri de canto, e em seguida beijei seus lábios, pensando que tinha a pessoa perfeita para mim há anos, mas precisou de uma ação impensada, muita paciência e muitos meses para poder enfim ver o quão sortudo era, por ter a oportunidade de conseguir ver aquilo a tempo e principalmente por poder tentar recuperar o tempo perdido.

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