Ei, esse Uke é meu!

5 She has no time - Keane


Notas iniciais
Como vão pessoas lindas? :D Eu estou feliz! Eu reprovei... :( em física, química e matemática. Admito, chorei e muito. Tive quase uma crise de pânico, mas minha mãe conseguiu me acalmar antes que eu tivesse uma (DE NOVO) e me mandou conversar com meu pai, aí eu pensei: FODEU! E ela simplesmente NOS TRANCOU NA MESMA SALA e gritou do outro lado: Se entendam! E eu pensei FODEU AO QUADRADO! Entendam: Eu e meu pai NUNCA NOS DEMOS BEM. Sempre que conversamos acaba em discursão ao pancadaria (de ambos os lados), e acabamos por evitar um ao outro, e sempre foi assim, por anos. Mas pela primeira vez conseguimos conversar. Nos dois choramos pra caramba, mas nos resolvemos. Por isso estou muito feliz! :) Ele me apoia, e disse que vai me ajudar a recomeçar. O lado bom é que eu era um ano adiantada (comecei a estudar com 2 anos), aí não causa tanto impacto na minha vida escolar. ENFIM. Estou muito feliz mesmo! E isso surtiu efeito no cap! (eu acho). SEM MAIS MIMIMI AO CAPÍTULO!

“Você pensa que seus dias são monótonos

E que ninguém nunca pensa em você

Ela vai pelo próprio caminho

Ela vai pelo próprio caminho”

On. Pov Kuroko

– Você dois parem com isso! – gritei tentando, em vão, separar ambos os ruivos.

– PORRA SEU FILHO DUMA P***! – berrava Kagami. – VOU TE ENSINAR A NÃO MEXER NO QUE PERTENCE AOS OUTROS!

– E DESDE QUANDO ELE É SEU? – berrava Akashi do outro lado. – PELO O QUE EU SAIBA ELE NÃO PERTENCE A NINGUÉM!

– Parem de brigar! – insisti. – por favor, parem!

Kami-sama, como isso foi acontecer?

Flash Back on.

“Você diz que seus dias são comuns

E ninguém nunca pensa em você

Mas nos todos somos iguais

E ela mal pode respirar sem você”

– DE QUEM VOCÊ ME CHAMOU? – praticamente gritamos ao mesmo tempo.

Kise ficou vermelho, e como ficou! Mas eu não devia estar diferente, apesar de tudo que havíamos feito, o calor em meu corpo simplesmente não apartava.

Ele saiu de dentro de mim e começou a se vestir apressado enquanto eu ainda me tocava na cama, aquele fogo maldito não cessava de jeito nenhum...

– E-Eu... – gaguejou ele. – t-tenho que ir...

Terminou de se vestir e saiu do quarto, me deixando daquele jeito.

EU VOU MATAR A MOMOI E A RIKU!

Depois de quase meia hora naquela “situação” o fogo finalmente baixou e tomei o banho mais gelado de toda a minha vida, só para garantir que ele não voltaria. Encostei a cabeça nos azulejos azuis da parede e deixei a água escorrer por meu corpo.

“Aomine”, Kise dissera.

Ele gostava dele? Isso não fazia sentido, eles dois viviam discutindo e me... “Assediando” por assim dizer, nunca vi nenhuma possibilidade de eles dois ficarem juntos, sem falar que Aomine era um tarado por loiras peitudas. Era IMPOSSÍVEL eles ficarem juntos.

Bati a cabeça algumas vezes na parede. Caramba, eu havia transado com Kise, meu amigo de infância, qual o meu problema? Devem ter me deixado cair do berço na maternidade, não é possível. Será que minha mãe havia cheirado maconha quando estava gravidade de mim? Será que o medico tinha me batido errado quando não chorei ao nascer? Será que meus hormônios haviam sido modificados por alienígenas que usaram-me de cobaia e depois apagaram minha memoria?

MEU DEEEEEEEEEEEEUUUUUUUUUS!!! QUE MERDA EU TÔ PENSANDO? KUROKO SEU IDIOTA!

Bati a cabeça com mais força na parede, até que a senti latejar.

Maravilha! Agora estava com dor de cabeça! Palmas pra mim gente!

Enrolei uma toalha na cintura e sai do banheiro, fui em direção a meu guarda-roupa e ouvi alguém bater na porta.

– Com licença, é o Akashi. – disse uma voz abafada.

– Ah! Pode entrar Akashi-senpai! – falei.

Ele abriu a porta e entrou, fechando-a logo em seguida. Ergueu os olhos da prancheta que segurava e olhou para mim.

– Tetsuya você... – calou-se.

– Hm? O que foi? – franzi a testa, ele estava ficando vermelho. – Akashi-senpai, você está bem?

Ele continuou calado, vermelho e encarando meu...

Corpo?

Estranhei e olhei para baixo.

Puta merda...

Eu estava COMPLETAMENTE CHEIO de marcas. Fossem mordidas, chupões ou até alguns pequenos cortes, meu peito e braços estavam completamente marcados, fora alguns pontos nas pernas.

– D-Desculpe! Falei virando-me de costas ele ofegou.

– T-Tetsuya suas costas... E-Estão arranhadas...

Dei um tapa em minha própria testa, Kise deve te-las arranhado quando estávamos, hm, fazendo.

– Olha Akashi-senpai,.. Não conte para ninguém sobre isso! – falei agarrando seu braço. – eu... – baixei a cabeça. – cometi um erro... Por favor, não diga a ninguém...

– O que aconteceu? – perguntou serio.

Ergui o olhas, encarando seus olhos coloridos. Ele estava realmente sério, não havia nenhum resquício de sarcasmo ou deboche em sua voz ou o rosto.

“Ela diz que não têm tempo pra você agora

Ela diz que não tem tempo”

– Não é nada serio. – falei forçando um sorriso. – não precisa se preocupar.

– Eu me preocupo sim. – seus olhos engoliam os meus, a firmeza em sua voz surpreendia-me.

Ele agarrou meu pulso e me puxou para si, colando nossas testas e sussurrando numa voz suave, mas ao mesmo tempo ameaçadora:

– Vou repetir a pergunta: O que aconteceu? Ou melhor, quem fez isso com você?

– Akashi-senpai...

– TETSU VOCÊ TÁ VIVO?! — Riku arrombou a porta (DE NOVO). – EU... – ela viu Akashi. – KYAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!

– Por que está gritando Riku? – perguntou a voz de Momoi. – KAMI-SAMA! MAIS UM PRA MENAGE! KYAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!

Lembram-se do que eu falei sobre elas só chegarem nas horas erradas? AÍ ESTÁ A PROVA!

– Tsk. – Akashi revirou os olhos e me soltou. – essa conversa ainda não acabou. – e saiu do quarto irritado.

Riku e Momoi vieram saltitando como duas flamengas na minha direção e cada uma apertou uma de minhas bochechas.

– Nosso menininho tá crescendo! – disse Riku sorridente.

– Foi o Akashi-senpai que te encontrou. – Momoi sorriu maliciosamente.

– Não, foi o Kise ele... – tapei a boca imediatamente.

EU NÃO DEVIA TER DITO ISSO!

– FOI O KISE-KUN? – gritou, ou melhor, berrou Momoi.

– AI MEU KAMI! – agora era Riku quem estava histérica. – EU QUERIA TER VISTO!

Enquanto elas gritavam sobre algo como “o Uke disputado” as coincidências voltaram a acontecer. Naquele momento Kagami apareceu no quarto curioso pela gritaria (DE NOVO).

– Tetsuya ovque... – ele se calou assim que me viu.

Minha gente eu sei que sou lindo, mas todo mundo não precisa ficar mudo quando me vir.

Logo a expressão de surpresa passou para pasma, seguida por confusão e depois raiva. Ele não estava simplesmente irritado, estava puto.

– Com quem você fez? – rosnou entre os dentes.

– Isso não é da sua conta. – bati o pé impacientemente (eu ainda estou de toalha, ok?).

– É sim! – reclamou. – você é meu namorado!

– Correção, eu era seu namorado. Agora dá pra sair daqui? Aposto que o Himuro-san está te esperando. – dito isso fechei a porta em sua cara (mas ela não tinha sido arrombada?) e tranquei.

Assim que ouvi seus passos sumirem no corredor não pude impedir-me de chorar, minhas pernas fraquejaram e escorreguei para o chão enterrando as mãos no rosto.

Eu ainda amava a Kagami.

“Pense nas pessoas solitárias

E pense no dia em que ela encontrou você

Ou minta para si mesmo

E veja tudo se dissolver ao seu redor”

– Não chore Tetsu-kun. – disse Momoi ajoelhando-se ao meu lado. – ele não te merece.

Riku ajoelhou-se ao lado dela e me entregou o uniforme, pondo a gola alta.

– Vista essa, vai esconder as marcas. Está ficando frio. As pessoas não irão estranhar, já que nos já podemos usar o uniforme de inverno. – acariciou minhas mechas azuis e Momoi sorriu amigavelmente.

Elas podiam ser loucas e taradas, mas sabiam me consolar. Eram amigas de verdade.

– Mas então... – disse Riku assim que terminei de vestir a camisa. – conte-nos detalhadamente sobre o que aconteceu.

Revirei os olhos, as loucas não mudavam mesmo.

Fui até meu armário e retirei de lá uma calça jeans junto a uma box enquanto contava-lhes o que havia ocorrido. Pedi que virassem de costas e terminei de me vestir para depois sentar em minha cama junto a elas e terminar de contar a estória (tirando algumas partes que me deixavam com muita vergonha).

– Ele chamou pelo Aomine? – disse Momoi que passara todo o tempo calada tentado conter a hemorragia nasal que teimava em continuar. – ele gosta do Daiki?

– Não sei... – admiti. – mas acho que sim, por que assim que falou isso ficou todo vermelho e nervoso. Levantou-se gaguejando muito e depois saiu, me deixando sozinho pra terminar o serviço... – fiz um bico.

Ambas relevaram a última parte (PELA PRIMEIRA VEZ!) e insistiram no assunto.

– Não acredito nisso! – Riku colocou ambas as mãos na boca. – eu jurava que ele gostava de você, igual ao Aomine!

– O Aomine não gosta de mim. – revirei os olhos.

– É o que você pensa. – Riku voltou-se para Momoi. – O que vamos fazer?

– Hm... Kise gosta de Aomine, que gosta de Kuroko, que gosta de Kagami, que gosta do Himuro que pelo o que eu saiba gosta do Murasakibara que não gosta de ninguém. E ainda tem o Akashi no meio.

– An? – franzi a testa ainda tentado seguir a linha de raciocínio dela. – como sabem disso?

– Queridíssimo Tetsu-kun. – disse perversamente a rosada. – não duvide de nossas fontes. – ela se levantou. – vamos Riku, temos muita coisa pra fazer.

Riku riu e a seguiu para fora do quarto, deixando-me com cara de tacho pra trás.

O que aquelas loucas iriam aprontar?

Relevei a insanidade das duas e troquei as cobertas de minha cama que ainda estavam um pouco suja... Se é que vocês me entendem.

Terminei de arruma-la e peguei alguns livros junto ao meu caderno, precisava fazer uma pesquisa para a aula de História de amanhã (na verdade o professor passou essa atividade a duas semanas, mas... Ah, sabem como é né?).

Segui para a biblioteca.

Sentei numa das cabines individuas para estudo e pus os livros ali. Abri o caderno e comecei a fazer o resumo. Deus aquilo era um tédio! Li e reli meus livros várias vezes, mas não havia informações o suficiente pare escrever algo complexo como o professor queria.

Levantei-me frustrado da cadeira e fui em direção às dezenas de prateleiras.

– História... História... – murmurei olhando cada seção de livros. – ah, achei.

Olhei para as enormes prateleiras repletas por livros de história e olhei um a um, mas nada me parecia útil naquele momento. Ergui o olhar.

Lá em cima.

Por que os melhores livros sempre ficam onde eu não posso alcançar? ODEIO SER BAIXINHO! (N/A da autora: EU TE ENTENDO KURO-CHAN! SOU MAIS BAIXA QUE O EDWARD ELRIC!).

Fiquei na ponta dos pés. Nada. Pulei. Nada. Só faltava escalar as prateleiras para alcança-lo.

– Precisa de ajuda? – disse uma voz familiar me fazendo ter um sobressalto de surpresa.

– A-Akashi-senpai... – gaguejei.

– É aquele, certo? – apontou para o livro que eu buscava e esticou o braço, pegando-o com facilidade. – pegue.

– Hm...Obrigada. – falei, tentado sair dali.

Akashi me prensou na estante, colocando ambas as mãos ao lado do meu rosto. Encarando-me com aquelas orbes coloridas.

– Akashi-senpai, por favor, deixe-me ir. – falei tentado manter a calma.

– Você não respondeu a minha pergunta até agora. – disse ele colando nossas testas. – quem fez aquilo com você?

– Isso realmente não é da sua conta! – reclamei. – deixe-me ir! – tentei sair dali, mas ele segurou meu braço e me empurrou novamente contra a prateleira.

– Não vai sair daqui até dizer quem foi que te tocou. – rosnou entre os dentes. – eu sei que não foi o Kagami, vocês não estão mais juntos, então quem foi?

HEIN? ELE SABIA SOBRE MIM E O KAGAMI? Mas como? Nossa relação era mantida em segredo quando estávamos na escola!

– Responda. – exigiu.

– Me solte! – usei toda força que tinha e o empurrei.

Infelizmente, não calculei direito o movimento.

Ele caiu sentado no chão, e eu bati minhas costas na prateleira, derrubando vários livros e caído junto a ele logo em seguida.

– Ai... – gemi com a dor.

Pus-me de joelhos e massageei meu ombro, como doía!

– Você está bem? – perguntou-me Akashi aflito.

– E-Estou... – falei, mas era mentira, por que um livro grosso me atingira nas costas e certamente ali ficaria um hematoma bem feio. – Akashi-sen...

Calei-me quando senti-o puxar-me pelos cotovelos, trazendo-me para si.

“Pessoas solitárias rolam ladeira abaixo

Meu coração se abre pra você

Quando ela diz que não tem tempo pra você agora”

Não pude dizer mais nada antes de seus lábios tocarem os meus.

Tentei me soltar, mas ele era muito mais forte do que aparentava, e por pior que seja, eu tinha que admitir: Ele era bom beijando.

– Hm... – tentei afastar-me novamente.

Ele apensas grunhiu e me puxou para mais perto de si, enlaçando minha cintura e prendendo meus braços contra seu peito.

A língua ágil do ruivo logo pediu passagem e trinquei os dentes, impedindo-o. Ele se separou de mim por um minuto, fixando seus orbes em mim.

– Abra a boca. – exigiu.

– N-Não quero... M-Me solte...

– Ele te traiu, não foi? – disse ele. – aquele bastardo dos infernos ter traiu com o Himuro, não é?

– Como sabe d... – ele se aproveitou de minha surpresa e me beijou novamente, conseguindo por a língua em minha boca.

Aquilo era realmente bom. Eu nunca havia beijado daquela maneira, ele era habilidoso, mas ao mesmo tempo desajeitado. Começou tímido para logo depois se tornar selvagem e quente. Não pude resistir aquilo e acabei correspondendo, sentindo seus braços afrouxarem em minha cintura e passei os meus ao redor de seu pescoço.

Ele se levantou prendendo minhas pernas em sua cintura e me presou contra a prateleira, aprofundando ainda mais o beijo.

– Akashi... – gemi baixinho em seu ouvido ao sentir suas mãos começarem a tomar rumos perigosos. – alguém pode nos ver.

– Não me importa. Esperei muito por isso. – disse convicto. – deixe que vejam, não ousarão encostar mais nenhum dedo em você.

Suspirei fechando os olhos e deixei-me levar pelo momento, pelas sensações que aquele ruivo me proporcionava.

Foi meu erro.

“Ela diz que não têm tempo pra você agora”

– O QUE VOCÊS DOIS ESTÃO FAZENDO? – gritou uma voz.

Congelei onde estava.

FO-DEU.

Kagami encarava-nos furioso e praticamente arrancou-me de Akashi num movimento que eu nem mesmo consegui ver.

Ele acertou Akashi com um belo de um cruzado, fazendo-o recuar, mas não cair.

Fim do Flash Back

– Você dois parem com isso! – gritei tentando, em vão, separar ambos os ruivos.

– PORRA SEU FILHO DUMA P***! – berrava Kagami. – VOU TE ENSINAR A NÃO MEXER NO QUE PERTENCE AOS OUTROS!

– E DESDE QUANDO ELE É SEU? – berrava Akashi do outro lado. – PELO O QUE EU SAIBA ELE NÃO PERTENCE A NINGUÉM!

– Parem de brigar! – insisti. – por favor, parem!

Ainda bem que a biblioteca estava vazia! O que eu diria se alguém visse aquilo? Mas como eu poderia segurar os dois?

– TETSUYA! – gritaram ambos.

Olhei para eles, meio assustado e recuei um passo.

Não adiantou de nada por que cada um me segurou pelo braço e puxou-me para si, fazendo-me ficar no meio dos dois ruivos.

– Eu posso te proteger. – sussurrou Akashi suavemente em meu ouvido. – posso concertar seu coração se me permitir faze-lo feliz. Seja meu.

– Eu posso mudar. – sussurrou Kagami do outro lado. – vamos esquecer tudo isso, vamos tentar de novo, eu sei que você ainda me ama.

Arrepie-me ao ouvir suas vozes ecoarem por minha cabeça, o que eles estavam fazendo comigo...?

– Tetsuya... – sussurraram ao mesmo tempo. – quem você escolhe?

“Ela diz que não têm tempo”

Off. Pov Kuroko

Notas finais
*---------* AI COMO EU TÔ BANDIDA! Quem ele vai escolher? BUHAHAHAHAHA cof cof. AGUARDEM! XD